Tarefa 6 – Curso REP! – CELIA GUIMARAES SANTOS KRENCAS

Data

6 de agosto de 2020

Cursista

CELIA GUIMARAES SANTOS KRENCAS

Função

professor de ensino infantil

DRE / Unidade Educacional

Capela do Socorro

Escola

cei jardim silveira

 

ELABORAR UMA PROPOSTA DE AÇÃO PARA ENVOLVER A COMUNIDADE ESCOLAR CONSIDERANDO COMO VOCÊ IMAGINA QUE SERÁ A VOLTA AS AULAS.  

 

Transcender os muros da escola é desafiador, quando pensamos em uma escola – organizada e articulada – que possa sobreviver e coexistir no atual cenário, entendemos que ela precise ganhar um movimento novo. Esse processo precisa acontecer dentro e fora da escola, transcendendo inclusive seus próprios muros. É algo desafiador para muitas escolas, mas inevitável para o presente e futuro da Educação.
A escola está inserida em uma comunidade e faz parte dela. Como tal, precisa criar mecanismos de parcerias e de diálogo produtivo, em que cada uma compreenda o seu papel a as suas responsabilidades. Ouvimos muito que uma boa aula é aquela que também ganha algum significado fora do espaço escolar, transformando uma vida toda ou partes importantes dela. Essa aula “especial” tende a frutificar na comunidade em que o aluno está inserido, respeitando assim a história e a cultura local, mas também possibilitando novos olhares e novas possibilidades. 

Para que aconteça a interação, é preciso que a escola encontre formas de estar mais presente no dia a dia da comunidade e também o inverso. Para que esse trabalho alcance o seu propósito, é necessário que toda a comunidade escolar assuma o compromisso. Assim, estamos no caminho de garantir que os objetivos se concretizem em ações com a participação de todos,  cada um na sua função. 

Atuo como professora de educação infantil (CEI), levando em consideração o contexto atual para definir a nova realidade das escolas brasileiras diante da crise do coronavírus para que haja o retorno às aulas vejo que precisaremos repensar espaços, definir prioridades pedagógicas, seguir protocolos de segurança e manter um canal de comunicação direto e constante com a comunidade.  

Para nossas ações no pós-pandemia, precisamos planejar um período de acolhimento, inclusive emocional, aos alunos. Pois estamos vivendo um momento com situações nunca antes vividas em nossa história. Com isso enfrentaremos alguns desafios já existentes antes da pandemia os quais serão intensificados, como os  impactos emocionais de curto e longo prazos (como o aumento da ansiedade e falta de concentração). Para responder esses desafios as redes precisarão, necessariamente, envolver outros setores, especialmente, a Saúde (por exemplo, com atendimento psicológico para estudantes e professores) e da Assistência Social (em ações de prevenção e busca ativa a estudantes que apresentam risco de abandono, entre outras). 

No meu ponto de vista acredito que algumas ações  podem fortalecer a relação entre escola e comunidade como: 

  • Estar à disposição das famílias para além das convocações para reuniões de pais ou para as conversas sobre comportamento dos filhos. É necessário incentivar a participação da família no cotidiano escolar e para isso é necessário, antes de assumir, criar uma boa relação. Ao criar um diálogo mais próximo, se estabelece com ela a primeira parceria para futuras ações e se ganha mais uma ponte para a relação entre escola e comunidade. Nesse quesito, também vale considerar a disponibilização de  canais efetivos de comunicação dentro da escola, para que os familiares sejam incluídos em debates e possam opinar em diversos momentos da rotina escolar. 
  •  Acolher  pais, responsáveis e outros atores que buscam diálogo com a escola. Não basta apenas abrir espaço na agenda para mais momentos de conversas com a família se esta não se sentir confortável dentro do ambiente escolar e com os diferentes funcionários da escola. A função de acolhida não cabe apenas ao diretor, mas é um direcionamento válido à toda a equipe escolar. 
  •  Fazer da família uma embaixadora da escola na comunidade. Famílias com uma visão positiva da escola conseguem expressar isso em suas relações pessoais e sociais. Desta forma, elas podem ajudar na construção de novas parcerias entre a gestão e a comunidade a partir da sua própria atuação e vivência nela. Além disso, podem compartilhar suas habilidades no desenvolvimento de ações e também suas experiências positivas sobre a escola. 
  • Realizar  projetos que envolvam a comunidade. Reuniões e encontros podem deixar a comunidade a par dos projetos. Além disso, são oportunidades de convidá-la a participar de ações – seja com ideias, indicações ou mão na massa. 
  • Trabalhar, a partir dessa parceria, a responsabilidade social e seus valores. É importante que a equipe escolar conheça o bairro em que está inserida e que pensem em formas de colaborar nas suas reivindicações. 
  •  Inserir no planejamento temas que apoiem as causas da comunidade. Elas são uma grande oportunidade de encontro frutífero entre os dois atores. O bairro e a cidade onde os alunos nasceram e vivem fazem parte da vida delas. Ver ações que resultam em impactos para a comunidade pode trazer mais significado para os estudantes, bem como mais engajamento por parte deles. A escola pode considerar temas locais no planejamento e elaboração de suas aulas e projetos. 
  • Considerar práticas pedagógicas que abordem problemáticas do bairro e sensibilizem a todos para a resolução dos problemas. Os projetos podem enriquecer a aprendizagem dos alunos e ainda estimular a relação entre escola e comunidade (propiciar ações simples, como caminhadas pelo bairro e entrega de panfletos para as causas defendidas no projeto). Desta forma, os alunos também podem ter contato com as temáticas desenvolvidas. 
  • Criar uma página nas redes sociais para a sua escola. Este espaço pode servir de canal de comunicação entre a equipe pedagógica, as famílias e os moradores do bairro. Além disso, a página pode divulgar ações que está desenvolvendo e até recrutar interessados em ajudar nas atividades que a escola está planejando. 
  • Abrir os portões da escola para a participação dos moradores nos eventos escolares. Esse movimento acaba tendo uma ação bastante positiva já que esta pode ser uma oportunidade para que a comunidade conheça o espaço e o trabalho desenvolvido pela instituição para futuros contatos. 

Acredito que é exatamente através de ações simples como essas, a parceria entre escola e comunidade poderá ganhar um alicerce poderoso. Afinal, é a partir e da união de propósitos em torno de um objetivo comum que laços importantes também são estreitados e fortalecem as relações interpessoais de amizade, de solidariedade e de respeito.