Tarefa 6 – Curso REP! – Cecilia Mara Ventura

Data

7 de agosto de 2020

Cursista

Cecilia Mara Ventura

Função

Diretora de Escola

DRE / Unidade Educacional

Itaquera

Escola

CEI VILA RAMOS

CECILIA MARA VENTURA DA COSTA RF 6074847/5

CEI VILA RAMOS DRE ITAQUERA

 

ESCOLA QUE REFLETE, (RE)PENSA as humanidades e estimula o direito a voz e a escuta e o bem viver.

 

Esta proposta foi elaborada/pensada de uma demanda que não é só da escola, e sim da sociedade brasileira em relação a como cumprimos nosso papel de cidadãos. Algumas questões sempre nos vêm à mente sobre este assunto relacionado a cidadania, e o curso  contribuiu para que haja uma movimentação das inquietações estagnadas. Surgiram alguns pontos de incomodo de como a comunidade interna e externa lidam com estes assuntos tão fundamentais a vida e a dignidade humana como: exercício da cidadania, participação das decisões da escola e das decisões da cidade, conhecimento dos seus direitos como cidadãos, conhecimento da declaração dos direitos humanos, como lidamos com nossa sociedade tão excludente e desigual, uma sociedade racista, homofóbica, misógina, xenofóbica, entre tantos outros assuntos, que se acentuaram ainda mais na pandemia causada pelo Covid 19. Como diz Paulo Freire, a escola é “feita de gente” sim GENTES, como conhecer a nossa Gente que nos cerca, esta Gente com quem vivemos e convivemos por tanto tempo e tantas horas na escola, esta Gentes, que adentram tão pequeninas no nosso espaço escolar, estas Gentes, que somos todos Nós. A pandemia nos trouxe angustias, medos, mas também nos trouxe lucidez, para ver, o que não deve mais acontecer na nossa sociedade, ou melhor, o que podemos recomeçar de forma diferente, e com um pouco mais de consciência. Estou falando por mim, mas queria falar por Nós, quero mudar por Nós.

Nossa escola procura ter uma gestão democrática, mas não são todas as pessoas que querem se envolver neste processo democrático. Colocar a sua Voz e seu Ouvido ativamente exigem ação e comprometimento, e hoje, as pessoas não querem muito este envolvimento. A partir destas indagações, do porque as pessoas não participam se podem participar ativamente, percebi que devemos estimular e provocar, para que   a comunidade participe. Nesta pandemia a violência  as desigualdades ficaram tão explicitas, que também me despertou o interesse em saber, como as pessoas pensam e o que sabem sobre assuntos tão sérios na nossa sociedade. Acredito na humanidade e no seu potencial de reflexão, não sou ingênua na mudança imediata, mas o arder do fogo queima e nos faz mudar de lugar, ou para não se ferir, ou para não ferir o mundo.

 

 

As organizações que irão participar e participaram foram o Conselho, APM da escola, a comunidade escolar e os servidores da unidade.

 

Proporcionar que a escola seja um espaço de escuta, um local que se reflita sobre direitos, deveres, cidadania, direitos humanos e o bem viver.

Resultados esperados: Que as pessoas compreendam que suas idéias são importantes, que serão ouvidas, respeitadas e que as decisões coletivas serão executadas, se forem de interesse das crianças e dos bebês e tiverem em nossos projetos.

Provocar ações que estimulem as pessoas a participarem efetivamente das ações da escola e fazer com que compreendam seu papel de cidadãos nesta sociedade.

 

  • Uma das ações foi realizada e estimulada por SME através de um questionário (para preparar o retorno as aulas) e pela preocupação dos educadores e da comunidade escolar devido a um possível retorno as aulas, sem o respeito à vida de todas as pessoas envolvidas da escola. Respondemos o questionário de forma coletiva, todos os segmentos da escola se reuniram em pequenos grupos virtualmente. As repostas foram fundamentadas com vários documentos pedagógicos, inclusive com das documentações pedagógicas de SME, com a Declaração dos Direitos humanos, com a Constituição Federal, Eca entre outros, para fazer uma defesa do direito a vida. Foi lindo de ver esta construção coletiva. Também
  • Montamos um questionário com os pais para ouvi-los, se queriam voltar as aulas na pandemia. Fizemos uma carta aos pais e um áudio para explicar a situação, e deixamos a documentação, a “Minuta protocolo volta as aulas” que a prefeitura nos ofereceu, para que pudessem opinar sobre a volta as aulas.
  • Conscientizar as pessoas sobre a declaração dos direitos humanos e estimular a participação e o envolvimento no processo de gestão democrático da escola, compreender os processos de exclusão na nossa sociedade.
  • Estimular os educadores a refletir sobre racismo, xenofobia, misogenia,e ações excludentes da nossa sociedade.

 

Duração

 

Algumas ações são pontuais, como esta do questionário que levou uma semana, mas que houve envolvimento da comunidade escolar.

A gestão democrática deve ser para toda a vida no espaço escolar e deve ser construída no cotidiano em todas as ações, inclusivo fazendo a escuta das crianças e bebês,

Não dá para falar de duração, quando se fala em refletir sobre as mazelas da nossa sociedade, mas dá para pensar em colocar assuntos em pautas constantemente em nossas formações, mensalmente e semanalmente.

Estamos montando um questionário que ainda está sendo elaborado por um coletivo da escola. Iremos fazer a tabulação e depois iremos pensar as formações.

 

As ações já foram explicitadas, mas algumas que já realizamos iremos colocar iremos colocar para apreciação e algumas, como o questionário para os educadores, que estamos montando coletivamente.

 

Gratidão! Pra variar em cima da hora. Se o trabalho não estiver a contento, pois a correria não deixou, o curso foi Maravilhoso e terá muito mapeamento, sim, a escuta será ampliada, o respeito, Ah! O respeito ainda me dá um nó, ma vai ter muita reflexão.

Não consegui colocar a nossa construção coletiva em pdf aqui.

DOCUMENTO FEITO COLETIVAMENTE PELOS EDUCADORES DO CEI VILA RAMOS

  • Como será planejado o retorno dos profissionais de educação da Unidade Educacional? 

Esta pergunta nos leva a uma ótima reflexão do que nos apresenta a Lei dos Direitos Humanos em seu Art. 3° – “Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.”E temos, também, na Constituição Federal Brasileira em seu artigo 5º, que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança(…)” e sendo esteum direito inviolável, é difícil imaginar um retorno seguro em meio a uma pandemia, em um ambiente de extremo contato físico e facilitador da transmissão e contágio do Coronavírus, pois é impossível manter o distanciamento recomendado de 1,5m entre as crianças e professores na Educação Infantil, uma das normas de segurança recomendada pelo Ministério da Saúde, e pela crescente taxa de mortalidade diária, noticiada em todos os veículos de comunicação e a falta de um medicamento e/ou vacina que neutralize o vírus, observamos a inviabilidade do retorno sem que haja risco de morte iminente de professores, alunos e suas famílias.”Se a interrupção das atividades educativas teve de ser, pela própria urgência da situação, repentina e, portanto, mal planejada, o mesmo não precisa acontecer com o retorno às atividades presenciais – quando quer que ele ocorra” (Adam Taylor, em reportagem do jornal The Washington Post; e reportagem da BBC News/Brasil – retirado das Recomendações aos municípios no planejamento para a retomada no contexto da pandemia de Covid-19, p.05). Ainda não há um planejamento sério para esse retorno, e este é um assunto que demanda muito estudo, muito preparo, pois nada será como antes depois de termos sido pegos de surpresa e obrigados a mudanças drásticas de uma hora para outra. De acordo com BNCC: “As crianças conhecem e reconhecem as sensações e funções de seu corpo e, com seus gestos e movimentos, identificam suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo, ao mesmo tempo, a consciência sobre o que é seguro e o que pode ser um risco à sua integridade física. Na Educação Infantil, o corpo das crianças ganha centralidade, pois ele é o partícipe privilegiado das práticas pedagógicas de cuidado físico, orientadas para a emancipação e a liberdade, e não para a submissão”.(p. 43)Como não poder tocar, interagir, compartilhar objetos ou abraçar o outro? Como manter o distanciamento social e ao mesmo tempo garantir os direitos dos bebês e crianças? O próprio Currículo da Cidade Educação Infantil, nos traz a resposta, quando descreve os“modos de organização da vida na EI: essa organização contempla os elementos fixos do dia a dia, que têm profunda relação com toda a dinâmica da instituição, como os momentos de chegada e saída, as refeições, os momentos de higiene, os usos do pátio, a organização da sala de referência (antes e após o uso), o cuidado com as plantas. A organização da UE vai possibilitar, ou não, o direito infantil à convivência, à participação e à brincadeira. Construir espaços para as crianças participarem da gestão da escola efetiva seus direitos.” (p.137). Mas não há como garantir esses direitos se a interação, o afeto, o colo, o carinho serão substituídos pela distância entre todos. Portanto, para que possamos respeitar os direitos dos bebês, crianças, famílias e servidores, só poderemos voltar quando obtivermos uma vacina que garanta segurança, a todos.

 

  • O que precisa ser planejado para o retorno dos bebês e crianças? Quais experiências e vivências são importantes priorizar para bebês e crianças nas primeiras semanas do retorno? 

 

De acordo com o nosso Projeto Político Pedagógico “os diferentes ambientes do CEI são organizados de modo a propiciar às crianças oportunidades para ampliar suas experiências no mundo da natureza e da cultura, produzir novas significações e renovar sua cultura. Nessa organização participam as crianças e os educadores, pois é pelo relacionamento desses atores que o espaço ganha cores e sons, cheiros e sabores, objetos e memórias”. Para o retorno dos bebês e crianças precisamos de uma segurança em relação ao acolhimento, como vamos priorizar o período de adaptação sem poder permitir que os pais entrem na escola, na sala e permaneçam um tempo até que seus filhos se sintam seguros em ficar com os educadores? Devemos priorizar a escuta, pois devido ao tempo que as crianças ficaram afastadas do convívio escolar, terão que passar por uma adaptação a tudo, alimentação, horário do sono, falta da família. Dado o momento não consideramos ser possível ter uma escuta e um acolhimento que respeite todos os direitos da criança, ter seu familiar acompanhando este bebê e criança durante um período para que se sinta segura com a separação, poder interagir com algum colega ou professor, ter um local específico para que durma quando sentir necessidade.As concepções que orientam a proposição do Currículo Integrador da Infância Paulistana afirmam que o processo de aprendizagem acontece como resultado de uma construção pessoal dos bebês e das crianças, em interação ativa com as outras crianças de mesma idade e de idades diferentes, com os adultos e com os elementos da cultura com os quais entram em contato.”(SÃO PAULO. 2015, 68). Visto que estamos impedidas de proporcionar essa interação e até mesmo obrigados a evitá-la, como garantir o direito a aprendizagem e a convivência?Ficamos sem alicerce, sem embasamento teórico realista para planejamentos, pois crianças precisam ser acolhidas com abraços, afetividade e contato.Assim, não há comoter um retorno satisfatório de bebês e crianças na Unidade Educacional neste momento em que a pandemia está em alta, e com crescente índice de óbitos diários, noticiados por todos os meios de comunicação, exaustivamente. Voltar enquanto estamos na Pandemia iria de encontro ao que nos diz a Constituição Federal de 1988: Art. 227 – É dever da família, da sociedade e do Estado,assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além, de colocá-los à salvo de toda forma  de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão,pois o retorno neste momento fere abruptamente todos os quesitos deste Artigo, pelo simples fato de se encontrarem atrelados uns aos outros. Diante do exposto fica inviabilizado adequar vivências e experiências significativas ao pleno desenvolvimento dos bebês e crianças sem colocar em risco a vida deles, e de toda Comunidade Escolar.. Como manter o distanciamento de 1,5m, por exemplo, de uma criança que vai correndo abraçar a professora quando a vê?  Como manter o distanciamento de um bebê de colo, que chora e que precisa ser tranquilizado, acarinhado, alimentado, para que permaneça bem no ambiente escolar? Em Pesquisa publicada pelo jornal El País, publicado em 17/06/2020, (https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-06-17/colocar-20-criancas-numa-sala-de-aula-implica-em-808-contatos-cruzados-em-dois-dias-alerta-universidade.html), especialistas em planejamento da Universidade de Granada, na Espanha, estimaram que, em uma turma de 20 crianças, cada uma será exposta (indiretamente) a 74 pessoas apenas no primeiro dia. E isso assumindo a média espanhola de 1,5 filho por casal. Em alguns municípios brasileiros o número de contatos seria, presumivelmente, muito maior. Ou seja, as crianças podem ser muito menos suscetíveis que os adultos a contrair a doença, mas em uma rotina normal de atividades escolares são bem mais expostas. Nesta complicada equação, não há como calcular o risco a que estão sujeitas, não só de contrair a doença, mas também de servir como transmissores para outras crianças e para os adultos que as cercam, com imprevisíveis consequências. Embora não sejam consideradas como grupo de risco prioritário, as crianças não são imunes ao vírus. Muitas são assintomáticas, outras apresentam sintomas leves, mas algumas podem apresentar um quadro mais grave. De acordo com a OMS “Esta é uma doença séria. Embora a evidência que temos sugira que aqueles com mais de 60 anos correm maior risco, jovens, incluindo crianças, morreram”, disse TedrosAdhanomGhebreyesus, diretor-geral da organização, em coletiva de imprensa em 16/03/2020.

Em relação à incidência e gravidade da Covid-19 entre crianças, estudos mostram que as infecções variam entre 1-10% de todos os casos de Covid-19 no mundo. As internações são menos frequentes na faixa etária pediátrica e os óbitos são raros. Há, todavia, um acometimento mais intenso na faixa etária dos menores de 1 ano de idade, que representam 18-40% de todas as internações entre crianças. Até o final de maio havia no Brasil pelo menos 64 mortes de crianças de 0 a 5 anos, e 67 mortes de crianças e adolescentes na faixa dos 6 aos 19 anos.

Casos de hospitalização*

7.175 crianças entre 1 e 5 anos

6.981 crianças e adolescentes entre 6 e 19 anos

*Considerando os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que aumentaram em cerca de 10 vezes depois da pandemia (sugerindo que a maior parte deles seja provocado pela Covid-19). Casos até 20/05/2020 (https://covid.saude.gov.br. Atualizado em 29/07/2020 às 19h30)

A partir da brincadeira, da interação entre todos os envolvidos é que os bebês e as crianças conhecem os desafios do convívio social, e a partir dos quais a irãodesenvolver sua confiança, afetividade, autonomia, conhecimento e socialização.Nesse sentido, o brincar, cantar, dormir, interagir de diversas formas, em diferentes espaços e tempos e com diferentes pessoas é responsável por ampliar e diversificar o universo infantil, criando novas possibilidades. Porém, nesse momento em que estamos passando pela Pandemia do COVID19, estes recursos não poderão ser realizados de modo que crianças, bebês, familiares eprofessores se sintam seguros.Para este retorno a vacina e a testagem são recursos de grande importância para que tenhamos essa segurança, eaí sim, sem medos, possamos com alegria retornar e abraçar nossos bebês, crianças e amigos de trabalho, tendo liberdade de ir e vir tranquilamente.

 

  • Como promover o acolhimento de bebês e crianças para o retorno? 

Como acolher sem tocar, acalentar, evitando a interação? Não temos como promover acolhimento sem afeto, sem toque, afinal estamos falando de bebês e crianças e nosso processo de acolhimento, conforme traz o PPP de nossa unidade, é repleto de afetividade e hoje, esta afetividade é um risco à saúde de todos. Um acolhimento antes da produção da vacina é impossível de ser pensado. Além disso, segundo a Lei 9394 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 20 de dezembro de 1996, na Seção II – Da Educação Infantil, contempla o Art. 29 – A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança, até os 05 anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade, ainda segundo as DCNEI, em seu Artigo 9º, p.99, os eixos estruturantes das práticas pedagógicas dessa etapa da Educação Básica são as interações e a brincadeira, experiências nas quais as crianças podem construir e apropriar-se de conhecimentos por meio de suas ações e interações com seus pares e com os adultos, o que possibilita aprendizagens, desenvolvimento e socialização.Assim, a interação durante o brincar caracteriza o cotidiano da infância, trazendo consigo muitas aprendizagens e potenciais para o desenvolvimento integral das crianças. Ao observar as interações e a brincadeira entre as crianças e delas com os adultos é possível identificar, por exemplo, a expressão dos afetos, a mediação das frustrações, a resolução de conflitos e a regulação das emoções. O Currículo Integrador da Infância Paulistana também reforça, nesse sentido, os espaços coletivos de educação, que constituem contextos privilegiados e possibilitam aos bebês experiências de convivência com outros adultos e com outros bebês e crianças. O Currículo da Cidade Educação Infantil já nos apresenta que “A função de uma cidade educadora é possibilitar que os bebês e as crianças possam ultrapassar os muros das UEs e ampliar os seus repertórios de vida social, de espaços culturais, de relações com a cidade. É direito dos bebês e das crianças poder se deslocar e aprender com a vida comunitária, ampliando seu território. A dimensão 2 dos Indique EI/RME-SP (participação, escuta e autoria de bebês e crianças) é fundamental para dar suporte às(aos) educadoras(es) para compreender o que é escutar as crianças nas suas distintas formas de se expressar. Ao escutá-las, é possível dialogar com a proposta curricular e propiciar interações que fortaleçam a autoria das crianças e a sua participação.”(p.74)Portanto, torna-se inviável, como nos apresentam os documentos, e diante das exaustivas notícias de mortalidade e reincidência de contagio do vírus Covid-19, pelos meios jornalísticos, juntamente, com o Ministério da Saúde nos alertando, à todo o tempo, das medidas de proteção e segurança à serem tomadas, reforçando, dentre elas, o distanciamento de 1,5m de uma pessoa para outra, fornecer um acolhimento digno e que faça valer o desenvolvimento integral da criança, o vínculo afetivo entre professor e aluno, sem esse contato. Como preconiza o Currículo da Cidade de São Paulo, uma educação infantil de qualidade deve promover a aprendizagem por meio de experiências concretas, interativas, lúdicas e contextualizadas. Também deve garantir que o cuidado físico e emocional esteja assegurado. É fundamental que esses critérios sejam inegociáveis.Escutamos os pequenos quando consideramos as suas iniciativas quando acolhemos e respeitamos os seus sentimentos, quando chegam tristes, os que chegam chorando e que os que chegam alegres, também “damos colo” para quem precisa e espaço para crescer para quem chega sem nenhuma aparente demanda. “A primeira forma de comunicação que se estabelece entre o bebê e os adultos que cuidam dele e o educam é emocional — gestos, vocalizações, choro, olhares. Nós, adultos, que cuidamos e educamos os bebês, vamos percebendo o que eles querem dizer com as diferentes linguagens: fome, mal-estar da fralda molhada, pedido de ajuda, necessidade de atenção. Os adultos se comunicam com o bebê pelo tom de voz, pelo toque, pelo olhar e pela maneira como se aproximam e avisam que vão interromper o que ele está fazendo para levá-lo para outro lugar, ou quando interpretam os gestos, o olhar, a atitude corporal do bebê.” (p.100). Por isso conversamos com os bebês enquanto alimentamos, banhamos e trocamos. E como fazer isso de máscara e protetor facial? “Não é saudável que a criança fique sentada por longos períodos e nem apenas observando. O corpo ativo que anda, corre, pula, sobe e desce, escorrega, pega e solta, puxa e empurra, experimenta texturas, pesos, tamanhos, cores, formas e funções dos objetos e se conhece nesse processo de exploração do mundo é garantia de saúde para bebês e crianças.” (P.102). De acordo com os documentos é preciso sinalizar no chão o espaço em que a criança precisa ficar com o seu brinquedo, ali, sozinha. Como iremos fazer com as nossas crianças sabendo que os espaços físicos que temos não comportam essa configuração. E que esse procedimento não é saudável para nenhuma criança?Portanto, mediante todos esses documentos legais e ainda passando por esse período de pandemia, entendemos que as condições físicas, humanas e sociais das unidades escolares e de acordo com as condições à princípio apresentadas na Minuta de Retorno as aulas da Prefeitura de São Paulo, não há possibilidades de promover o acolhimento dos bebês e crianças de forma adequada e segurasem a vacina para Covid 19.

 

  • Como serão organizados os ambientes educativos (adaptação dos espaços físicos internos e externos, ambientes, equipamentos, materiais, brinquedos, etc)?

Segundo nos apresenta o Currículo da Cidade Educação Infantil, p.73, “Um espaço organizado para as crianças, a partir de suas experiências e preferências (considerando a segurança de bebês e crianças) é fundamental para que elas possam ter autonomia. Sentir-se livre e independente para poder escolher é essencial na construção da autonomia das crianças”. Já, segundo o Art. 4º do ECA “É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, àprofissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.Portanto, respaldados no Currículo da Cidade e no ECA, a organização do espaço físico interno  e externo deverá garantir a vida e a segurança de bebês e crianças e adolescentes. No entanto, diante do caos mundial acometido pelo Covid-19, as Unidades Educacionaisforam obrigadas a suspender seu atendimento, visto que, como já é de conhecimento da maioria, se, não, de toda população, as aglomerações, o não uso da máscara, a não higienização das mãos todo o tempo e dos objetos com álcool 70° propaga o vírus de modo avassalador. Então, em uma Unidade Educacional em que a prioridade são os bebês e as crianças, como manter espaços, equipamentos, mobiliários, materiais e brinquedos higienizadosde forma que evite o contágio pelo vírus, como nos aconselha o Ministério da Saúde e a Minuta de Protocolo de Volta às Aulas? Grande parte das unidades educacionais da Rede Pública Municipal têm problemas estruturais, como áreas internas com falta de ventilação, janelas degradadas e emperradas pelo tempo e falta de reformas, espaços pequenos para circulação das famílias de forma segura, áreas externas sem nenhuma cobertura para deixar os bebês e crianças confortáveis em dias muito quentes ou chuvosos, obrigando-os a ficar dentro das salas o tempo todo, e além desses problemas, teríamos que privar as crianças de contato e interaçãocom seus pares e com os adultos. Devemos pensar muito sobre o fato de que os espaços precisam ser ativos, dinâmicos. Trabalhamos com caixas temáticas para que os espaços estejam sempre sendo modificados, tudo ao alcance das crianças para terem autonomia. Devemos pensar em explorar as áreas externas, ao ar livre, devido a não causar aglomeração dentro da unidade por conta do Coronavírus e o grande tempo de reclusão das crianças em casa.Mas se voltarmos sem a vacina, ao contrário do que precisamos fazer, teremos que privá-las de usar os espaços como parque, solários, o refeitório no qual fazem as refeições juntos e conversando para que não tenham contato físico, privá-las das interações e brincadeiras, dos materiais e brinquedoscoletivos, todas as atividades de suma importância para seu desenvolvimento pleno em sua integralidade, indo contra o que nos diz o Currículo da Cidade Educação Infantil, acima citado, e a Constituição Federal de 1988, em seu Art. 5°- Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e a propriedade. Trabalhamos dentro de eixos que foram sintetizados em nosso Currículo da Cidade Educação Infantil,e tudo que nos é pedido neste momento impossibilita uma reorganização que não vá contra tudo que pregamos na educação infantil, visto que As linguagens acontecem num mesmo processo, enquanto as crianças expressam o que percebem do mundo ao redor, enquanto brincam e exploram o ambiente ao redor. Isso nos apresenta o desafio de organizar um ambiente que possibilite à criança vivenciar essas diferentes experiências.” (p. 62) – Demarcar espaços e separar objetos viola nossa prática, nosso retorno é um risco e desrespeita nossa construção. Podemos destacar ainda, quecaso tudo isso seja desconsiderado e ocorra o retorno durante a pandemia, teremos muitos profissionais afastados devido a pertencerem ao grupo de risco, ou seja, teremos um quadro de funcionários ainda mais defasado que o normal. Portanto, devemos pensar muito sobre esta situação, pois como cita o Caderno de Direitos, “Estamos diante da oportunidade de uma transformação profunda de paradigmas, sobretudo que possam dar subsídios para ressignificar o modo como vivemos em nossa sociedade. Estamos diante da possibilidade de construção de uma educação emancipatória, em que as crianças e todos adultos que as educam e cuidam sejam protagonistas no processo de reconstrução de uma sociedade que tenha como premissa constitutiva a equidade”. (p. 20)

 

  • Como serão planejadas as orientações dos profissionais de educação com as famílias/responsáveis? 

Durante o período de isolamento social, por questões de proteção e segurança a vida, os profissionais de educação tiveram de se reinventar, planejando propostas e sugerindo vivências aos familiares, juntamente com as crianças, via plataformas virtuais como Facebook, WhatsApp, Messenger e Google Classroom. Deste modo é que mantemos contato com as famílias, para todos os assuntos relacionados às crianças e à escola, sendo que, em nenhum momento deixamos de dar atendimento, orientações, suporte ou retorno pela impossibilidade de estarmos presentes, como já ocorria antes do início do isolamento por conta da pandemia. Seguindo esta linha de constante diálogo com as famílias, fizemos uma pesquisa com os pais, onde perguntamos “Diante a situação da Pandemia pelo Covid 19, você concorda com o retorno às aulas presenciais ainda no ano de 2020?89,6% dos pais disseram que não, pois estão cientes que o risco é muito grande. Porém, se ainda assim tivermos que retornar ao atendimento presencial sem uma vacina, que torne esse retorno seguro, esta ação irá de encontro à opinião dos pais e ao que afirma o Currículo da Cidade Educação Infantil, pois“(…) a interação com as famílias/responsáveis deve ocupar um lugar de destaque no projeto pedagógico da UE: conversar com família/responsáveis sobre o trabalho realizado ajuda a dar continuidade ao acolhimento que se faz na UE, à medida que as (os) professoras (es) compartilham os princípios e as concepções que regem o PPP. Para isso, os familiares não param no portão, mas entram no espaço interno da UE para deixar bebês e crianças. Quando barramos os responsáveis no portão, estamos em desacordo com as proposições federais e municipais de que a EI complementa a educação familiar e em desacordo com os princípios que regem a elaboração deste currículo.”(p. 83). Assim, se realmente formos obrigados a retornar, deixaremos claro nossa não garantia de direito à vida, que os riscos existem e são grandes, e se nós, profissionais, estaremos retornando por obrigação e sem garantias de que não haverá contaminação pelo Coronavírus, não podemos dizer às famílias que tudo ficará seguro dentro da unidade, visto nossa falta de materiais, espaços adequados, profissionais e segurança.

 

  • O que deve ser priorizado a partir das ações de cada segmento (supervisão, trio gestor, docentes, equipe de apoio) para a implementação e acompanhamento dos planos de ações das unidades educacionais para o retorno? 

 

Entendemos que o momento é de priorizar a VIDA, pois antes de ser priorizado qualquer tipo de plano de ação para um possível retorno, é necessário que adotemos um olhar humanista e empático, mas partindo de um contexto realista. Dentro desta pandemia pela qual fomos acometidos, e por consequência, o isolamento social para impedir que o vírus se propague e seja mais fatal do que já temos conhecimento que está sendo, consideramos imprudente qualquer plano de ação para um possível retorno, sem que, coloquemos em risco a vida dos profissionais da educação, das crianças e dos familiares com quem convivem, ou seja, de toda a Comunidade Escolar,pois ainda não há um medicamento que combata o Coronavírus, ou uma vacina que imuniza o indivíduo. Assim, o retorno precoce, que prioriza o distanciamento social dos bebês, das crianças, fere o que rege o Documento norteador Currículo da Cidade Educação Infantil, p. 70,pois “As concepções que orientam a proposição do Currículo Integrador da Infância Paulistana, afirmam que o processo de aprendizagem, acontece como resultado de uma construção pessoal dos bebês e das crianças, em INTERAÇÃO ATIVA com as outras crianças de mesma idade e de idades diferentes, com os adultos e com os elementos da cultura com os quais entram em contato”. Como haver um desenvolvimento pleno, de um bebê e de uma criança, em sua integralidade, diante de tamanhas restrições adotadas como medidas de proteção e segurança à saúde e, consequentemente, à vida, sem que haja prejuízo das relações interpessoais, afetivas, psicológicas, e físicas, sem correr o risco da criança sentir-se rejeitada pela equipe de educadores, que somente está tentando protegê-la e se proteger do contágio? Portanto, nosso plano de ação é retorno seguro quando houver vacina.

 

  • Quais ações são primordiais e essenciais para o diálogo sobre o retorno das ações pedagógicas (considerando a escuta e o diálogo) dos diferentes profissionais que atuam nas e com as unidades educacionais e que não foram tratadas neste documento?

 

Sabemos que o período pelo qual estamos passando está deixando toda a sociedade angustiada, vivenciando uma situação que nunca imaginamos viver. Nesse contexto onde as famílias estão preocupadas mais em como sobreviver, o calendário escolar, apesar de sua importância, nesse momento é o que menos importa. Salvar vidas deverá ser nossa prioridade, calendário e conteúdos serão repostos quando houver segurança para voltarmos à vida normal. Qualquer conteúdo poderá ser reorganizado, repensado e recuperado quando for realmente seguro voltar, mas vidas que se forem não! Precisamos de segurança, e nossas crianças, mais do que conteúdo, precisam de saúde emocional.Ninguém esperava por esse momento, por isso ninguém estava preparado para ele. O que os nossos bebês e crianças precisam agora é de aconchego, atenção, colo, acolhimento, ações que a escola infelizmente não poderá oferecer, uma vez queteremos que seguir os protocolos de segurança, como manter distância, usar máscaras, não abraçar, não pegar no colo, entre outras coisas. Acreditamos que se houver um retorno com todas essas restrições nossos pequenos sofrerão muito mais.O diálogo das ações pedagógicas, só dar-se-á significativamente e atingirá seu objetivo pleno, desde que, cumprido os seguintes Artigos da Lei 8069 do Estatuto da Criança e do Adolescente de 13 de julho de 1990 em seus Artigos 15 -“A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade, como pessoas humanas, em processo de desenvolvimento, e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais, garantidos na Constituição e nas leis. 16- O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: I- Ir, vir, estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas, as restrições legais; II- Opinião e expressão; III- Brincar, praticar esportes e divertir-se; IV- Buscar refúgio, auxílio e orientação. Art. 17- O direito ao respeito, consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral, da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. Art.18- É dever de todos, velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os à salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.”Sendo assim, diante da pandemia que nos acomete, e dentro das normas de segurança e proteção, discorridas pelo Ministério da Saúde, como evitar o constrangimento de não poder acolher o bebê e a criança da forma devida, digna e merecida? Como explicar para uma criança, que ela não pode abraçar sua professora? Que não pode brincar com seus colegas, que é preciso ficar distante pelo menos 1,5 m de outras pessoas que a cercam? Que podem ficar assustados, por não conseguirem reconhecer a equipe de educadores que está na Unidade para zelar pelo bem estar integral deles, por conta do uso das máscaras e viseiras? Como explicar para a criança que ela não pode tocar em determinados locais e objetos, pois ela corre o risco de se contaminar, sendo que, uma das formas de conhecimento do “mundo” que a rodeia é por meio do toque, do contato? Como ensinar sobre afetividade para a criança se não é possível o abraço, o pegar no colo, o carinho, o beijo…? Porventura, estas ações não se encontram em desacordo, violando o que nos apresenta o Artigo 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente, acima citado, para resguardar a criança de qualquer tratamento desumano, vexatório, aterrorizante e constrangedor? E podemos, enquanto mantemos o ensino a distância, adequar às estruturas das unidades escolares que necessitam de reformas e o quadro de funcionários tão defasado na rede direta. Retorno humanizado e seguro, só com a vacina.

CARTA COLETIVA FEITA PARA AS FAMILIAS DO CEI VILA RAMOS

FEITO UM ÁUDIO COM ESTA ESCRITA E ENVIADA PELO WATSAP DO GRUPO DA ESCOLA

Caras famílias estamos com muitas saudades de todos vocês e saibam que queremos muito voltar para a escola, mas fizemos esse áudio para explicar a nossa preocupação com esse retorno às aulas.

Queremos deixar aqui registrado que defendemos a vida das nossas crianças, bebês, famílias, servidores e de toda comunidade escolar do CEI VILA RAMOS, assim, acreditamos que sem a vacinação não há como garantir segurança de ninguém.

A Secretaria Municipal de Educação fez um documento para um possível retorno, A Minuta de Protocolo de Volta às Aulas, mas iremos explicar rapidamente por o que esse documento não condiz com a nossa realidade.

No documento afirmam que as crianças devem ficar distantes umas das outras, que os brinquedos não podem ser divididos, não podem usar a área externa como o parque, o solário, o refeitório e outros espaços, não podem ficar próximos uns aos outros e não são obrigados a usar máscaras, pois são pequenos. Todas essas orientações não são a realidade das escolas de educação infantil, dos nossos bebês e crianças.

Também sabemos que a maioria das crianças não apresenta os sintomas do Coronavírus, COVID19, mas transmitem para os adultos, famílias, idosos e servidores, mas não há como garantir que as crianças não ficarão doentes também, pois já ouvimos especialistas da saúde sobre dados de crianças que já morreram vítimas da Covid 19.

Queremos dizer que estamos bastante preocupados com todos vocês, sabemos o quanto a escola colabora com o cotidiano das famílias e queríamos que todas as famílias tivessem o apoio do governo em relação ao auxilio emergencial, cestas básicas e cartão merenda, para poderem fazer o distanciamento social adequado, mas, infelizmente, não foi uma decisão da escola.

Assim, queremos deixar claro que acreditamos que não é possível um retorno sem carinho, sem afeto, sem colo, sem contato físico, ou seja, sem a vacina, pois a escola de educação infantil é puro contato e afeto!

Por isso, iremos deixar um questionário para que todos respondam e nos ajudem a manter uma escola de qualidade para todos vocês, por que nossas crianças merecem!

 

Com muita saudades, um abraço de toda equipe do CEI VILA Ramos.

Nome completo da criança71 RESPOSTAS
Karinnezinhagameplays
Miguel Angelo dos santos Alexandre
Gabriel da silva Rocha
Heloisa Barbieri Soares
Pedro Henrique Mendes da Silva
Lorenzo Franco Fioravanti
Láysllamaria Nunes Prado
Heitor dos santos lindolfo
Leandro alves castro
Valentina Sousa dos Santos
Mirella da Silva Lopes Avelino
Davi Barbosa Nunes
Rafaelly Oliveira Alves da silvaSIM
Nathyla cruz santosSIM
Ana Clara Ponciano dos Santos
Heitor Alexandre de Oliveira Araújo
Mirella Correia de Paula Santos
Enzo Caleb Fernandes
Ryan Faria Ribeiro Tobias
Nicolly Rodrigues de lima
Ana Laura Furtuoso Rocha
Livia Alves Santos
Larissa Maria Torres de Melo
Arya Valentina Vieira de Oliveira
Otávio Pereira Gallo
Pyetro Miguel dos santos
Mariana dos santos pereira
Anna luisa gomes da silva
Hadassa Oliveira
KimberllyPietra silvestre de Sá tessitore.
Maria Alice Cunha Lima dos Santos
vallentinabossio vital
Milenna Eloá Abreu oliveira
Maria Júlia liberalino da silva
Ana Lívia Pinheiro Araújo
Lucas Melo Oliveira
Maria Luiza Inacio da Silva
Helena araujo de jesus
Emanuelly Victoria ribeiro Sodré
Giovanna Simões Ribeiro
Davi Mendes Concordia
Matheus Paiva Priell
Noah Gabriel Alves da SilvaSIM
Davi Mendes Concórdia
Anna luiza Rocha vianna
Lorenzo Gabriel Martins gamaSIM
Arthur de Oliveira Rodrigues
Alice de Oliveira Rodrigues
Yahir Alexis Vela QuispeSIM
Murilo Barreto da Silva Costa
Lucas Henrique dos Anjos Andrade
Lorena Vianna Vasconcelos
Ítallo Miguel Ferraz
Heitor Bernardo Rodrigues
Enzo Andrade da Silva
Alice Cardoso Nascimento Matokanovic
GabrielliSayuri Martins AmorimSIM
Kamila dos Santos Rodrigues
Pietra de Oliveira Guimarães Alencar
Lívia Beatriz dos santos abreu
Alice Brito de Campos
Sarah Camilo de Sousa silva
Melissa de Carvalho
LarahManuella nascimento Silva Ramos
Isabelly De Andrade Avelino
Naomi Motta Sales Lima
Maria Alice Cunha Lima
irismillenasimões de carvalho
Lara Manuella Nascimento S. Ramos
Henrique Moreira O Santos
MARIA JULIA LIBERALINO DA SILVA
91,5% NÃO 65
8,5% SIM 6

 

CEI VILA RAMOS

QUESTINÁRIO EM PROCESSO DE ELABORAÇÃO COLETIVA PARA SER REALIZADO COM OS SERVIDORES DA ESCOLA  PARTINDO DE UMA REFLEXÃO SOBRE O CURSO.

Nome

Cor

Branco

Negro

Outros qual__________________

Você considera que o Brasil é um país racista?

Sim

Não

Sim porque

Não porque

Democracia racial existe no Brasil?

Sim

Não

Sim porque

Não porque

Desconheço este termo

Você considera o Brasil um país que respeita as diferenças das pessoas e suas escolhas individuais em relação a:

Cor da pele

Sim

Não

Sim porque

Não porque

 

Aparência física

Sim

Não

Sim porque

Não porque

Pessoa com deficiência

Sim

Não

Sim porque

Não porque

 

Religião

Sim

Não

Sim porque

Não porque

 

Igualdade de gênero

Sim

Não

Sim porque

Não porque

Desconheço este assunto

Orientação sexual

Sim

Não

Sim porque

Não porque

Desconheço este assunto

Times de futebol

Sim

Não

Sim porque

Não porque

Algum tema que não foi abordado que queira comentar

Você considera que o Brasil respeita as pessoas que lutam pelos dos direitos humanos do mundo?

Sim

Não

Sim porque

Não porque

Você já estudou sobre a Declaração dos Direitos Humanos?

Sim

Não

Se sim qual é a importância dela na educação

 

Nosso país exerce a Democracia efetiva?

Sim

Não

 

 

 

ESESCOLA QUE REFLETE, (RE)PENSA as humanidades e estimula o direito a voz e a escuta e o bem viver CEI VILA RAMOS

RESPOSTAS DO COLETIVO CEI VILA RAMOS

UMA ESCRITA E UMA ESCUTA DE QUEM RESPEITA A VIDA

ESCUTA DAS FAMILIAS CEI VILA RAMOS

RESPOSTAS FAMILIAS CEI VILA RAMOS GRÁFICO

QUESTÕES QUE REMOEM E DOEM QUESTIONARIO GERMINANDO CEI VILA RAMOS