Tarefa 6 – Curso REP! – Ana Paula Pereira Gomes Gibim

Data

7 de agosto de 2020

Cursista

Ana Paula Pereira Gomes Gibim

Função

Coordenadora Pedagógica

DRE / Unidade Educacional

Itaquera

Escola

Emei Maria Montessori

Justificativa: Essa proposta de ação parte da necessidade de incluir a Educação em Direitos Humanos como parte permanente das relações, formações e práticas de todos e todas da unidade educacional.  A partir de um mapeamento inicial feito no ano de 2019 pela Comissão de Mediação de Conflitos, tendo por referência a proposta do próprio curso de mapeamento, foram apontadas algumas fragilidades nos relacionamentos e concepções relacionadas à EDH. A ideia de que a ausência de conflito e de divergências é positiva invisibiliza a compreensão da diferença como parte intrínseca das relações sociais o que, por sua vez, impacta no respeito a essas diferenças e na constituição identitária do outro.

Objetivo/Finalidade: Através das ações aqui propostas busca-se: construir um olhar de respeito à diversidade, entendo a diversidade como parte dos seres humanos; construir relações mais democráticas e pautadas no respeito mútuo; promover a reflexão contínua em torno da EDH de modo que todos e todas envolvidas sejam agentes da promoção dos DH na escola. Espera-se que esta proposta se insira como prática permanente através do PPP da escola, da CMC e da formação continuada de toda comunidade escolar.

A implementação desta proposta iniciou-se com base nas intenções apontadas pela CMC do ano de 2019 a partir do mapeamento da unidade educacional. Em decorrência da mudança da coordenação pedagógica, a proposta tornou-se mais viável de ser aplicada e reformulada visto que a presidente da CMC de 2019 (2020) também é, para o ano de 2020, coordenadora pedagógica da unidade educacional.

Como ação, iniciamos este ano com uma formação continuada voltada para a reflexão das diferenças no contexto das relações sociais na EMEI; raça, gênero e classe social se inseriram como pontos chaves para a promoção dessa reflexão com o advento da pandemia. Através de reuniões semanais que visaram discutir os desafios postos pela pandemia que intensificou as desigualdades, o grupo de professoras, gestores e funcionários buscaram refletir: de que forma nossas ações impactam na ratificação destas desigualdades? Como podemos minimizar o impacto da pandemia nas relações que estabelecemos com as famílias e as crianças? Essa reflexão inicial serviu para nortear práticas pedagógicas mais inclusivas no planejamento das atividades docentes para as crianças (dentro daquilo que se coloca como possível neste cenário).

Um segundo momento que estamos vivenciando tem a ver com a própria reflexão em torno da ideia de DH. Em todas as reuniões iniciamos com uma reflexão de uma manchete, poema ou vídeo curto que fala sobre as diferenças, o respeito, as desigualdades e os direitos humanos. Muitos destes materiais têm sido utilizados com o aporte da coleção “Respeitar é Preciso”. A intenção é que, a partir destas reflexões ou destes disparadores de reflexão, o grupo construa uma ideia de EDH, reflita sobre o seu próprio fazer e suas concepções, entendendo a importância de inserir como prática permanente a dimensão dos marcadores sociais na construção de práticas inclusivas que respeitem a diferença e promovam a construção da identidade positiva.

A duração destas práticas se colocam: de maneira permanente, através do PPP; para o ano de 2020, através da formação continuada promovida pela CP e CMC nos encontros semanais.

A intenção é que este processo seja revertido em práticas concretas, materializado em ações cotidianas junto às crianças e famílias por meio da escuta, do diálogo e o respeito, construindo “um novo olhar para a diversidade e a defesa da igualdade e da dignidade na perspectiva do reconhecimento”.