Tarefa 6 – Curso REP! – Ana Paula Nunes dos Santos

Data

6 de agosto de 2020

Cursista

Ana Paula Nunes dos Santos

Função

Professora de Ensino Fund.I e Ed. Infantil

DRE / Unidade Educacional

Itaquera

Escola

Emei Parque Savoy City

 

TAREFA CONCLUSÃO

CURSO: RESPEITAR É PRECISO

CURSISTA: Ana Paula Nunes dos Santos

TEMA: Conselho mirim – criança como sujeito de direito, com vez e voz!

JUSTIFICATIVA

Sou professora de uma escola nova de educação infantil onde surgem novas ideias para melhorias a todo momento. Mas, como colocar ideias provindas daqueles que compõe a maior parte de toda ela? Como dar voz para aqueles que muitas vezes são considerados sem voz? Uma ótima opção é a formação de um Conselho Mirim que garante um dos grandes espaços para o exercício da autonomia e protagonismo das crianças auxiliando a gestar a escola contribuindo com o olhar infantil. Dar voz e vez para as crianças, é considera-la como cidadã de capacidade para ser titular de direitos, ou seja, sujeito de direitos.

OBJETIVOS

*Proporcionar a participação das crianças na gestão democrática;

*Contribuir para o diálogo entre crianças e adultos, respeitando a cultura infantil;

*Qualificar e valorizar a visão das crianças em igualdade com o dos adultos;

*Fomentar a autoria das crianças na reflexão e tomada de decisões sobre assuntos de interesse da escola;

* Problematizar a realidade local e apontar encaminhamentos.

METODOLOGIA

Á princípio, é importante que todos os funcionários da EU tenham conhecimento sobre o que é Direitos Humanos. Por isso, trazer formações sobre o tema nas reuniões coletivas é uma alternativa bem interessante. Com o vídeo “Direitos Humanos para crianças”, da Secretaria Especial de Direitos Humanos do governo Federal, pode se trazer uma sensibilização sobre, como cada criança em seu contexto particular e familiar, pode aprender e tornar-se cidadão de direito com ensinamentos aprendidos dentro do ambiente escolar.

Mas, por que falar de Direitos Humanos? De acordo com o Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência familiar e comunitária, a palavra “sujeito” traduz a concepção de criança como indivíduo autônomo e íntegro, dotado de personalidade e vontade própria que, na sua relação com o adulto, não pode ser tratado como ser passivo ou subalterno, devendo participar das decisões que lhe dizem respeito, sendo ouvido e considerado em conformidade com sua capacidade e grau de desenvolvimento. Com isso, reconhecemos a escola como um espaço privilegiado para a formação de sujeitos de direitos, tanto para o desenvolvimento das habilidades e conhecimentos necessários, quanto para a construção e vivência dos DH desde a infância. Neste sentido, é fundamental que os professores conscientes de sua tarefa, reflitam sobre o modo como concebem suas prática educativas e sobre a forma como entendem a infância, os DH e seu papel na mudança social. Equipados com os princípios dos direitos humanos e um conhecimento das lutas envolvidas em sua conquista, cidadãos de todas as idades, inclusive as crianças, podem debater o que precisa ser mantido e o que é preciso mudar.

Á partir desta reflexão, podemos pensar como uma alternativa a fundação de um Conselho Mirim, que possibilita qualificar e valorizar o olhar da criança em igualdade com o dos adultos, repensando a escola. Espaço onde podemos ouvi-las, porque as visões são diferentes e os trabalhos deve ser realizado pelas crianças e não somente para elas.

A dinâmica se daria em assembleias com todos os alunos e reuniões com representantes das turmas. Nas Assembleias elencamos um tema para ser discutido e os representantes levam as discussões para as salas e no encontro seguinte trazem a devolutiva e os registros através das várias linguagens (desenho, colagem, pintura, escrita, oral). Cada representante socializa o que trouxe e discutimos sobre o tema proposto, partindo dos diversos pontos de vista, constituindo assim uma roda de conversa sem didatização da escuta, um espaço para falar e ouvir, provocar as contradições, ouvir o que diz sim, o que diz não para algo e fundamentar as hipóteses levantadas.

E assim procuramos dar ação à voz das crianças e o que projetavam em seus pedidos. Tudo isso, claro, sendo permitido e autorizado pelo Conselho da Escola.

Conclusão

Esse projeto, se daria ao longo do ano letivo e claro, poderemos ver crianças sendo crianças e exercendo seu papel de cidadãos de direito, assumindo postura de autonomia e sendo protagonistas de suas vivências.