Tarefa 6 – Curso REP! – Ana Paula Boldorini Florio

Data

4 de agosto de 2020

Cursista

Ana Paula Boldorini Florio

Função

Coordenadora

DRE / Unidade Educacional

Pirituba / Jaraguá

Escola

EMEI MORRO DOCE

Curso : Respeitar é preciso

Cursista:  Ana Paula Boldorini Florio

 

 

Trabalho de final de curso

 

Respeitar é preciso – Gestão Democrática

 

 

Justificativa

 

Como coordenadora de escola e pessoa com certa influência na formação da equipe, iniciei o ano letivo com muita vontade de por em prática uma das metas de nossa DRE, a DRE Pirituba, que se referia sobre Gestão Democrática, a implantação do Conselho Mirim.

 

Para isso o grupo de professores e gestores iniciaram estudando alguns textos e vídeos de escolas que estão com o processo mais adiantado, assim pudemos começar a esboçar nosso processo de inclusão das crianças nas decisões, indicando assim mais um caminho para a conquista da gestão democrática em nossa EMEI.

 

A EMEI Morro Doce preza em seu Projeto Político-Pedagógico pela qualidade de ensino e aprendizagem de suas crianças. Tendo em vista o Currículo da Cidade de São Paulo: educação Infantil, bem como os demais documentos legais da educação infantil, com ênfase na Instrução Normativa nº 02/19 Registros na Educação Infantil, e considerando as concepções sobre criança e infância, a importância das construções sociais, históricas e culturais que consolidam os diferentes contextos e a partir de múltiplas variáveis, como etnia, classe social, gênero e condições socioeconômicas das quais as crianças fazem parte e através dos dados apresentados nas avaliações do PEA realizadas em 2019 e na reunião de organização escolar 2020, o grupo demonstrou interesse em aprofundar os estudos e reflexões acerca do Currículo da Cidade: Educação Infantil no que tange a escuta das crianças, o registro/documentação pedagógica e a gestão democrática, por isso vamos elencar como prioridade de estudos e reflexões: a Carta de Intenções e Ações e no Conselho Mirim. O que vem contemplar a Proposta de Governo “O programa de Reorganização Curricular e Administrativa, Ampliação e fortalecimento da rede Municipal de Ensino de São Paulo-  Mais Educação São Paulo”,Orientação normativa SME 01/13 de 02/12/2013 – Avaliação na Educação Infantil: aprimorando olhares”, Padrões Básicos de Qualidade na Educação Infantil Paulistana, Indicadores de Qualidade da Educação Infantil Paulistana, Currículo da Cidade de São Paulo: Educação Infantil e Orientação Normativa SME n° 02/2019que dispõe sobre os registros na educação infantil.

 

A Gestão Democrática visando maior participação das famílias, das crianças e dos funcionários nas decisões ordinárias e extraordinárias que acontecem na rotina escolar.

 

Assim sendo, faz-se necessário aprimorarmos nossos olhares nos fazeres cotidianos no interior da U.E..

 

 

Objetivos

 

– Promover uma cultura de paz e do respeito através do conhecimento e da participação ativa na comunidade e nas decisões.

– Entender que a participação é um direito de todos.

– Perceber de modo empático o que o outro sente, pensa e expressa.

– Valorizar o conflito de ideais, reconhecendo que as trocas de opiniões nos movem no sentido de avançar para a inovação, desbravar novos rumos.

– Reconhecer as diferenças de interesses e concepções.

– Respeitar o outros de maneira integral.

 

 

Metodologia

 

Sensibilização – Através da foto do portão de uma escola francesa:

Após refletir sobre o que abarca a tríade que inspirou a revolução francesa, que também impulsionou Rudolf Steiner (pedagogia Waldorf), pudemos partir para busca de suportes teórico que nos ajudem a trabalhar com princípios de igualdade, equidade, liberdade de expressão e de fraternidade. Após ler alguns embasamentos teóricos, coletivamente escolhemos como tema do PEA 2020:

DENOMINAÇÃO

 

“Implementação da Carta de Intenções e Ações e do Conselho Mirim, fortalecendo a Gestão Democrática”

Nosso papel enquanto professor/educador é promover a cultura da paz, da igualdade, da cidadania, dos direito e deveres, para isso temos que entender de maneira complexa que nossas diferencias somam-se na luta pelo direito de todos, fazer sua parte no mundo globalizado, reconhecer  que suas ações interferem no ecossistema, na política e principalmente na vida ou na qualidade desta. Cabe a escola começar o trabalho de propagar os DIREITOS HUMANOS, respeitar é preciso!.

Após a sensibilização abrimos para conversas, dúvidas e troca de informações, onde vamos perceber a necessidade de estudos, pois o que sabemos é senso comum e com essa base não poderemos formar cidadãos nos princípios dos direitos humanos, buscamos mais.

Estudos teóricos que serão suporte para nossas discussões e reflexões

O livro que norteará nosso estudos será: SINGER, Helena. República das crianças, da Editora Mercado das letras.

 

Também nos debruçamos sobre a dissertação da Solange de Lima Oliveira que traz a experiência de Gestão Democrática de uma escola no Município de Diadema.

Pudemos assistir alguns vídeos de práticas de conselhos mirins que nos inspiraram muito.

Está sendo inspirador saber que esses ideais há muito estão sendo experimentados mundo a fora. Foucault  tem nos inspirado a subverter a prática do poder como forma de sujeição e exclusão, ainda hoje o poder tende a coagir corpos e mentes, por isso a escola não pode continuar como espaço disciplinador, que produz sujeitos dóceis e eficientes, temos que formar sujeitos ativos, pensantes, participativos, autônomos.

Movimentos defendidos por tantos pensadores, entre eles, Paulo Freire, Freneit, Rousseau, Decroly, Dewey e outros, há muito já apontavam para uma escola democrática, inclusiva e participativa.

Rubem Alves inspirado ao conhecer a Escola da Ponte em Portugal, escreveu o livro com nome sugestivo de: A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir.

 

 

Primeiro entre tantos desafios

 

Sair da zona de conforto, dar vez e voz as crianças.

 

 

É preciso compreender que essa atitude não é simples de se tomar, nem fácil de pôr em prática, porém é necessária, para que elas possam ser quem são por inteiro, entre seus amigos, na família, no trabalho, na rua, na DEMOCRÁCIA.

 

 

Resultados

 

Planejamento para a implantação do Conselho Mirim na EMEI MORRO DOCE.

 

 

Nossa bandeira: 

 

Conheça, Respeite, Valorize!

 

 

Conclusão

 

Acredito que após estudar estes conceitos, discutirmos e refletirmos sobre tais assuntos, vão surgir por partes dos docentes curiosidades por outras saberes que nos levarão a outros estudos e discussões, pois este será meu ponta pé inicial.

O projeto não avançou o quanto planejado, pois foi interrompido pela Pandemia Covid-19.

 

Bibliografia

 

–  Curso: Respeitar é preciso. Instituto Vladimir Herzog.

– Oliveira, Solange de lima. Formação para a participação:  Perspectivas Freireanas para a Educação Infantil no Municipio de Diadema, São Paulo, 2008.

– SINGER, Helena. República das crianças. Editora Mercado das letras, São Paulo, 2010.

 

Anexos

Reflexão dos docentes a cerca da dissertação da Solange de Lima Oliveira

  Registro do PEA 2020   –  Teletrabalho

Dias 13,14 e 22/04/2020

Dias 28 e 29/04/2020

 

Aqui vamos registrar nossas reflexões sobre a leitura do texto:

 

“Formação para a participação: Perspectivas Freireanas para a Educação Infantil do Município de Diadema, São Paulo”

 

Coloque seu nome e suas reflexões, podemos interagir com as reflexões dos colegas!

 

Ana Paula

 

A leitura da dissertação da Solange de Lima Oliveira da página 54 até a 105, provoca reflexões acerca do trabalho coletivo de maneira democrática, as práticas observadas por ela nos auxilia no momento em que desejamos iniciar/resgatar o trabalho com Conselho Mirim em nossa unidade escolar.

 

Boa leitura!

 

Reflexões e interações do grupo

 

Maria Elisabeth Gerassi

 

O texto vem ao encontro sobre o tema “Conselho mirim” onde nas reuniões do PEA refletimos sobre a implantação do mesmo para a construção de uma escola democrática e participativa.

A participação dos educandos, o momento da escuta oferecendo possibilidades para que sejam protagonistas deste cenário: Instituição dando voz ao sujeito: consciência de participação que é fomentada nas relações interpessoais e coletiva.

O educando tem potencial para compor o contexto escolar significativo, deixando suas marcas, ideias e  constituindo uma escola com a sua  identidade e autonomia.

Tudo isso  è viabilizado através da integração e mediação de vários segmentos da escola: educadores, educandos, comunidade e outros, empregando o diálogo nas decisões.

Segundo Bordenave, a qualidade da participação é fundamentada na informação veraz e oportuna.

Isto implica

num contínuo processo de criação e de conhecimento do grupo tanto sobre si como seu ambiente.

Partindo deste pressuposto a implantação do Conselho mirim é um processo estamos construindo caminhos mas, que a meu ver é um grande avanço é necessário um “fazer escolar” garantido em uma transformação, ressignificando nossa prática.