Tarefa 6 – Curso REP! – Ana Paula Boldorini Florio

Data

24 de julho de 2020

Cursista

Ana Paula Boldorini Florio

Função

Coordenadora

DRE / Unidade Educacional

Pirituba / Jaraguá

Escola

EMEI MORRO DOCE

Ana Paula Boldorini Florio – [email protected]

Curso : Respeitar é preciso

Cursista:  Ana Paula Boldorini Florio

 

Trabalho de final de curso

 

Sequência de atividades de Educação em Direitos Humanos

 

Justificativa

 

Como coordenadora de escola e pessoa com certa influência na formação da equipe, preparei seqüências de atividade para serem feitas com o grupo de professores pensando na sensibilização do olhar para além do diagnóstico de que a criança é homossexual e sim na perspectiva de promover ações de igualdade, valorização, sensibilização das outras crianças, acolhimento da criança e da família.

Precisamos valorizar as diferencias e a diversidade, reconhecendo a positividade em sermos semelhantes, nunca iguais.

 

Objetivos

 

– Promover uma cultura de paz através do conhecimento de que é normal ser diferente.

– Entender que não é uma questão de escolha a identidade de gênero.

– Perceber de modo empático o que o outro sente ao se ver numa situação de conflito entre seu corpo e sua identidade de gênero.

– Reconhecer biologicamente que não é uma questão de escolha, de opção e sim formação de identidade.

– Valorizar as diferentes etnias e culturas.

 

Metodologia

 

Sensibilização – Através do poema “Identidade de Gênero” de Bráulio Bessa.

link: https://www.youtube.com/watch?v=gb1hbX2s9Ho

Após assistir o vídeo do Bráulio Bressa vamos assistir o vídeo de nossa colega de trabalho Paula Beatriz de Souza Cruz, que também é professora da rede municipal de São Paulo (o vídeo foi extraídodo Curso EDH Relação família e escola onde a Paula é palestrante), ele nos fala sobre a questão do gênero para a pessoa, para o mundo do trabalho e na família.

Nosso papel enquanto professor é promover a cultura da paz, da igualdade, dos direito a ser diferente, para isso temos que entender de maneira complexa as diferencias para poder ser um defender e lutar pelo direito a ser quem você é, mas não é possível fazer isso sem pensar dessa maneira, sem acreditar, como nossa sociedade é permeada de preconceitos, cabe a escola começar o trabalho de propagar os DIREITOS HUMANOS.

Após a sensibilização abriremos para conversas dúvidas e troca de informações, onde vamos perceber a necessidade de estudos, pois o que sabemos é senso comum e com essa base não poderemos formar cidadãos nos princípios dos direitos humanos.

Estudos teóricos que serão suporte para nossas discussões e reflexões

O livro que norteará nosso estudos será:ORIENTAÇÕES SOBRE IDENTIDADE DE GÊNERO: CONCEITOS E TERMOS  – Guia técnico sobre pessoas transexuais, travestis e demais transgêneros, para formadores de opinião.Escrito por Jaqueline Gomes de Jesus.

 

O livro da Jaqueline Gomes de Jesus nos traz um grande comportamento que deve ser excluído das atividades escolares, sei que é feito de forma mecânica, sem intenção, faz assim porque sempre foi feito dessa maneira, o trecho a seguir ilustra tal prática:

 

Relembre da sua formação pessoal: desde criança você foi ensinado(a) a agir e a ter uma determinada aparência, de acordo com o seu sexo biológico. Se havia ultrassonografia, esse sexo foi determinado antes de você nascer. Se não, foi no seu parto.

Crescemos sendo ensinados que “homens são assim e mulheres são assado”, porque “é da sua natureza”, e costumamos realmente observar isso na sociedade.

 

Somos definidos por uma série de fatores, são eles a influência do meios sociais (mídias, família, escola),  os fatores biológicos/orgânicos e ainda os psicológicos. Mas ainda assim, nos comportamos como se os órgãos genitais fossem os únicos determinantes.

 

Jaqueline Gomes de Jesus nos ensina:

 

Há culturas para as quais não é o órgão genital que define o sexo. Ser masculino ou feminino, homem ou mulher, é uma questão de gênero. Logo, o conceito básico para entendermos homens e mulheres é o de gênero.

Sexo é biológico, gênero é social, construído pelas diferentes culturas. E o gênero vai além do sexo: O que importa, na definição do que é ser homem ou mulher, não são os cromossomos ou a conformação genital, mas a auto-percepção e a forma como a pessoa se expressa socialmente.

 

Nunca podemos esquecer de que a pessoa homossexual vivência outros aspectos de sua humanidade, para além dos relacionados à sua identidade de gênero.

 

Esclarecendo termos e significados

 

Gênero se refere a formas de se identificar e ser identificada como homem ou como mulher. Orientação sexual se refere à atração afetivossexual por alguém de algum/ns gênero/s. Uma dimensão não depende da outra, não há uma norma de orientação sexual em função do gênero das pessoas, assim, nem todo homem e mulher é “naturalmente” heterossexual.

 

Nem todas as pessoas trans são gays ou lésbicas, apesar de serem identificados como membros do mesmo grupo político, o de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT.

 

Homossexuais se sentem atraídos por pessoas do mesmo gênero, e bissexuais por pessoas de qualquer gênero, o que não se relaciona com sua identidade de gênero, ou seja, não se questionam quanto a sua identidade como homens ou mulheres e ao gênero que lhes foi atribuído quando nasceram, ao contrário das pessoas transexuais e travestis.

 

Termos e significados

 

Gênero Classificação pessoal e social das pessoas como homens ou mulheres. Orienta papéis e expressões de gênero. Independe do sexo.

 

Sexo –Classificação biológica das pessoas como machos ou fêmeas, baseada em características orgânicas como cromossomos, níveis hormonais, órgãos reprodutivos e genitais.

 

Expressão de gênero Forma como a pessoa se apresenta, sua aparência e seu comportamento, de acordo com expectativas sociais de aparência e comportamento de um determinado gênero. Depende da cultura em que a pessoa vive.

 

Identidade de gênero – Gênero com o qual uma pessoa se identifica, que pode ou não concordar com o gênero que lhe foi atribuído quando de seu nascimento. Diferente da sexualidade da pessoa. Identidade de gênero e orientação sexual são dimensões diferentes e que não se confundem. Pessoas transexuais podem ser heterossexuais, lésbicas, gays ou bissexuais.

 

Cisgênero– Conceito “guarda-chuva” que abrange as pessoas que se identificam com o gênero que lhes foi determinado quando de seu nascimento.

 

Transgênero Conceito “guarda-chuva” que abrange o grupo diversificado de pessoas que não se identificam, em graus diferentes, com comportamentos e/ou papéis esperados do gênero que lhes foi determinado quando de seu nascimento.

 

Intersexual – Pessoa cujo corpo varia do padrão de masculino ou feminino culturalmente estabelecido, no que se refere a configurações dos cromossomos, localização dos órgãos genitais (testículos que não desceram, pênis demasiado pequeno ou clitóris muito grande, final da uretra deslocado da ponta do pênis, vagina ausente), coexistência de tecidos testiculares e de ovários. A intersexualidade se refere a um conjunto amplo de variações dos corpos tidos como masculinos e femininos, que engloba, conforme a denominação médica, hermafroditas verdadeiros e pseudo-hermafroditas.

 

Orientação sexual  –Atração afetivossexual por alguém. Vivência interna relativa à sexualidade. Diferente do senso pessoal de pertencer a algum gênero.

 

Assexual –  Pessoa que não sente atração sexual por pessoas de qualquer gênero.

 

Bissexual – Pessoa que se atrai afetivo-sexualmente por pessoas de qualquer gênero.

 

Heterossexual – Pessoa que se atrai afetivo-sexualmente por pessoas de gênero diferente daquele com o qual se identifica.

 

Homossexual – Pessoa que se atrai afetivo-sexualmente por pessoas de gênero igual àquele com o qual se identifica.

 

Pessoas Transexuais – transexualidade é uma questão de identidade. Não é uma doença mental, não é uma perversão sexual, nem é uma doença debilitante ou contagiosa. Não tem nada a ver com orientação sexual, como geralmente se pensa, não é uma escolha nem é um capricho.

Cada pessoa transexual age de acordo com o que reconhece como próprio de seu gênero: mulheres transexuais adotam nome, aparência e comportamentos femininos, querem e precisam ser tratadas como quaisquer outras mulheres. Homens transexuais adotam nome, aparência e comportamentos masculinos, querem e precisam ser tratados como quaisquer outros homens.

 

Transexual – Termo genérico que caracteriza a pessoa que não se identifica com o gênero que lhe foi atribuído quando de seu nascimento.

 

Travestis – são travestis as pessoas que vivenciam papéis de gênero feminino, mas não se reconhecem como homens ou como mulheres, mas como membros de um terceiro gênero ou de um não-gênero.

 

Crossdressers –variante de travesti, para se referir a homens heterossexuais, comumente casados, que não buscam reconhecimento e tratamento de gênero (não são transexuais), mas, apesar de vivenciarem diferentes papéis de gênero, tendo prazer ao se vestirem como mulheres, sentem-se como pertencentes ao gênero que lhes foi atribuído ao nascimento.

 

Drag Queen/King, Transformista – Artistas que fazem uso de feminilidade estereotipada e exacerbada em apresentações são conhecidos como drag queens que são homens fantasiados como mulheres. No mesmo sentido, mulheres caracterizadas de forma caricata como homens, para fins artísticos.

 

Transfobia  – Preconceito e/ou discriminação em função da identidade de gênero de pessoas transexuais ou travestis. Não confundir com homofobia.

 

Homofobia – Medo ou ódio com relação a lésbicas, gays, bissexuais e, em alguns casos, a travestis, transexuais e intersexuais, fundamentado na percepção, correta ou não, de que alguém vivencia uma orientação sexual não heterossexual.

 

 

Primeiro entre tantos desafios

 

A Coragem de ser quem se é.

 

Pessoas que se identificam com alguma das expressões da transgeneralidade enfrentam um primeiro desafio: reconhecer a si mesmas e fazer decisões pessoais sobre se e quando irão se apresentar aos outros da forma como se identificam. Cada um(a) tem o seu tempo.

 

É preciso compreender que essa atitude não é simples de se tomar, nem fácil de pôr em prática, porém é necessária, para que elas possam ser quem são por inteiro, entre seus amigos, na família, no trabalho, na rua.

 

Resultados

 

As conversas tem mostrados diferentes pontos de vista sobre o tema e tem nos levado a pensar nossas práticas e planejar ações que garantam o respeito e a garantia de direitos.

 

Mensagem final

 

Toda mudança em favor da justiça e da igualdade começa quando entendemos melhor quem são as outras pessoas, e o que elas vivem, superando mitos e medos.

 

Nossa bandeira: 

 

Conheça, Respeite, Valorize!

 

Conclusão

 

Acredito que após estudar estes conceitos, discutirmos e refletirmos sobre tais assuntos, vão surgir por partes dos docentes curiosidades por outras saberes que nos levarão a outros estudos e discussões, pois este será meu ponta pé inicial.

 

Bibliografia

–  Curso EDH – Educação em Direitos Humanos. Instituto Vladimir Herzog.

– JESUS, Jaqueline Gomes de. Orientações sobre identidade de gênero: conceitos e termos – Guia técnico sobre pessoas transexuais, travestis e demais transgêneros, para formadores de opinião. Brasília, 2012.

 

 

Anexos

 

 

Minhas Ações:

 

1 – Pauta da Reunião em 30/06 e 01/07 com o grupo da escola EMEI MORRO DOCE:

 

EMEI MORRO DOCE

 

PAUTA DA REUNIÃO – TELETRABALHO

 

REUNIÃO PEDAGÓGICA – 30 de junho e 01 de julho de 2020.

 

 

  • Conversa informal com o grupo.
  • Nosso espaço:

 

“Ao fim e ao cabo, somos o que fazemos para mudar o que somos.”

                                      Eduardo Galeano (Escritor uruguaio)

 

 

  • Homenagem ao Dia do Orgulho LGBTQIA+ (28/06) – Poema “Identidade de Gênero” de Bráulio Bessa.

 

 

  • Planejamento: precisamos planejar as atividades para o período de 03/08 à 04/09, são mais 25 atividades de leitura e 25 de outras linguagens.

 

  • Conversa sobre a III Jornada Pedagógica:

 

DIA 25 DE JUNHO

LIVE 10h-  A EXPERIENCIA DO RETORNO DA EDUCAÇÃO INFANTIL EM PORTUGAL (Luís Ribeiro e Sara Barros Araujo).
LINK: https://youtu.be/1ywljR7S88y

 

LIVE 14h-      INFÂNCIAS CONECTADAS   (Tona Castell).
LINK: https://youtu.be/aR1hNSHlqFw

DIA 26 DE JUNHO

LIVE 10 h-   OS FIOS DA INFÂNCIA   (Angeles Abelleira e Isabel Abelleira).
LINK: https://youtu.be/GqQf8fxznh4

LIVE 14h  –   OS PROJETOS E USOS DOS MAPAS MENTAIS (AlejandraDubovik e AlejandraCippitelli).
LINK: https://youtu.be/r0lls_UaKmg

 

  • Declaração de Bens:

IV – DECLARAÇÃO DE BENS: Os servidores devem realizar a sua declaração de bens on-line, a partir do dia 01/07/2020 até o dia 31/07/20, sob pena de não recebimento de salário no mês 08/2020. A Unidade deve comunicar a todos os servidores da obrigatoriedade desta declaração e permitir aos funcionários que tenham dificuldade de realizar o procedimento, ou mesmo não tem acesso ao computador, disponibilizar uma máquina para este fim, com todos os cuidados de higiene exigidos.

 

 

PEA e horário coletivo/hora atividade

 

– Planejamento das atividades e estudo:

 

∞       Nossas reflexões serão registradas em documento do Google Drive.

 

Assistiremos a Live: “Projeções de retorno para a Educação Infantil pós-isolamento social”.

Linf:               https://www.youtube.com/watch?v=_Z1Ov0fTxTI

Dia: 01/07/2020.

Horário: 09h30min.

Começaremos a rascunhar nosso protocolo de retorno, que junto a outras medidas que serão tomadas pela SME garantirão maior segurança no retorno as atividades presenciais.

 

Fiquem bem!

 

 

2 –  ATA das Reuniões:

 

ATA DE REUNIÃO PEDAGÓGICA

REUNIÃOPEDAGÓGICA – DATA: 30/06 e 01/07/2020 – 11°

Reunião de ORGANIZAÇÃO TELETRABALHO

Aos trinta dias do mês de junho e primeiro dia do mês de julho de 2020 às 9:00 horas, reuniu-se a equipe (ATEs, docentes e equipe gestora) via Google MEET, com o objetivo  de iniciarmos a décima primeira reunião de organização do ano corrente em cumprimento a Instrução Normativa SME n°45 de 11/12/2019. Cumprindo também as legislações que estabelecem o teletrabalho para o período de isolamento social por causa da Pandemia Covid-19 (legislações: Decreto n° 59.298, de 23/3/20 que suspende o atendimento presencial e indica o teletrabalho – Instrução Normativa SME n° 13, de 19/03/20 que visa reduzir os riscos de infecção pelo coronavírus, antecipa o recesso e indica o teletrabalho – Instrução Normativa n° 15, de 08/0/20 que a Secretaria Municipal de Educação cria e organiza critérios que assegurem a aprendizagem dos estudantes no período de suspensão do atendimento presencial). No dia 26/05/2020 recebemos via e-mail o Memorando Circular SME n° 19/20, que suspende as reuniões pedagógicas, o PEA e indica queos registros realizados na plataforma Google serão a comprovação de realização de atividades. A reunião foi iniciada pela Sra. Coordenadora Pedagógica Ana Paula Boldorini Florio, abrindo espaço para que os participantes falassem de como se sentem nesse momento, para sensibilizar a conversa apresentou uma imagem do nosso parque que está com uma nova pintura e muito bonito, também apresentou um vídeo do Bráulio Bessa com o Poema “Identidade de gênero” que levou a uma grande discussão sobre gênero, preconceito, bulliyng, e nossa função docente de combate a discriminações, respeito à diversidade e potencialização da construção de uma cultura de paz. Em seguida a Sra. Diretora Francisca Silva Paixão pontuou o sobre a necessidade de cada servidor em fazer a Declaração de Bens. A Assistente de Diretor Sra. Sandra Paladia Soares da Silva estava realizando a entrega das cestas básicas o que a impediu de participar da reunião. A Coordenadora Pedagógica Sra. Ana Paula Boldorini Florio continuou a pauta comunicando sobre as decisões do governo estadual e municipal, onde preveem um retorno das atividades presenciais para 08/09, sendo assim iniciamos o planejamento de atividades para o período de 03/08 à 04/09, são mais vinte e cinco atividades de leitura e vinte e cinco de outras linguagens. Na semana anterior aconteceu a III Jornada pedagógica, então pudemos refletir sobre nossos entendimentos, reflexões e aprendizagens, a coordenadora leu e levantou alguns pontos do registro que os docentes fizeram via Google Drive, cada professor por expor suas contribuições, foi um processo extremamente rico onde pudemos aprender com experiências portuguesas e espanholas e também pudemos perceber quanto nossa prática tem em comum com as experiências educacionais de países de primeiro mundo. Avançamos um pouco nas reflexões sobre a construção de um protocolo de retorno das atividades. O final da reunião sempre é destinado às pessoas que querem ficar em pequeno grupo para conversar, tirar dúvidas ou pedir orientações. O grupo tem se mostrado muito interessado, engajado e colaborativo, tem sido um prazer imenso participar deste processo difícil, mas que tem revelado o melhor de cada um.Não havendo mais nada a acrescentar, encerrou-se a reunião, e todos os participantes assinam apresente ATA.

 

 

3 – Live com as escola do entorno da EMEI MORRO DOCE sobre o tema: Gênero.

Acontecerá no final de julho, estamos organizando.

 

4-   Já fizemos uma sobre educação Antirracista:

Tema: Diálogos para a construção de uma educação antirracista!

 

Mediadora: Joyce S. L. Dias  e Tamires da Silva Ferreira

 

Segue ATA da reunião e registro dos professores sobre a live:

 

ATA DAREUNIÃO PEDAGÓGICA

REUNIÃO  PEDAGÓGICA – DATA: 02 e 03/05/2020 – 10° e 11º

Reunião de ORGANIZAÇÃO TELETRABALHO

Aos dois e três dias do mês de junho de 2020 às 9:00 horas, reuniu-se a equipe (ATEs, docentes e equipe gestora) via Google MEET, com o objetivo  de iniciarmos a sexta reunião de organização do ano corrente em cumprimento a Instrução Normativa SME n°45 de 11/12/2019. Cumprindo também as legislações que o teletrabalho para o período de isolamento social por causa da Pandemia Covid-19 (legislações: Decreto n° 59.298, de 23/3/20 que suspende o atendimento presencial e indica o teletrabalho –  Instrução Normativa SME n° 13, de 19/03/20 que visa reduzir os riscos de infecção pelo coronavírus, antecipa o recesso e indica o teletrabalho – Instrução Normativa n° 15, de 08/0/20 que a Secretaria Municipal de Educação cria e organiza critérios que assegurem a aprendizagem dos estudantes no período de suspensão do atendimento presencial), No dia 26/05/2020 recebemos via e-mail o Memorando Circular SME n° 19/20, que suspende as reuniões pedagógicas, o PEA e indica queos registros realizados na plataforma Google serão a comprovação de realização de atividades. A reuniãofoi iniciada pela Sra. Coordenadora Pedagógica Ana Paula Boldorini Florio, desejando que todos se encontrem bem, saudáveis e cumprindo as medidas de isolamento social, ficou aberto a quem quisesse falar ou expressar o que tem passado. Em seguida a Sra. Diretora Francisca Silva Paixão, divulgou sobre a aposentadoria da professora Norma B. de Toledo, a Assistente de Diretor Sra. Sandra Paladia Soares da Silva reforçou sobre o calendário e os pontos facultativos de 11/6 e 20/11, conforme Decreto 59.478, de 01/06/20. A Coordenadora Pedagógica Sra. Ana Paula Boldorini Florio continuou a pauta com o planejamento de atividades para crianças e famílias até final de julho, pois de acordo com o plano estadual não haverá retorno de aulas presenciais antes. Divulgou os seguintes assuntos de acordo com a reunião do Diped em 29/05/20: responderemos o questionário para SME para levantar dúvidas sobre o Google Classroom, faremos uma postagem coletiva por dia e reutilizaremos em todas as salas, seguiremos postando no Google sala de aula as atividades autoexplicativas seguidas com texto contendo objetivos e justificativa das atividades, compartilharemos atividades no Drive Boas Trilhas da DRE PJ (professoras Elizabeth, Ana Tânia e Maria Antonia), mesmo com a suspensão do PEA continuaremos nossos estudos conforme orientação de supervisoras para garantia do cumprimento das horas de nossa jornada. Algumas funções do Google sala de aula que apareceram na formação de SME foram reforçadas com demonstração ao vivo, combinamos de postar as atividades nas salas até as 10:00 horas todos os dias. Todos receberam a pauta da reunião com os links dos vídeos da semana do Brincar (de 25 a 29 de maio) promovida pela SME. Pudemos conversar e refletir sobre a Live “Diálogos para a construção de uma educação antirracista” da qual ajudamos a organizar e participamos no dia 02/06 às 14:00 com a Diretora da EMEF CEU Perus Joyce  S. L. Dias e Pedagoga Tamires da Silva Ferreira, os registros estarão em documento do Google Drive. Também estudamos o documento enviado pelo CEFAI sobre brincadeiras: Incluir brincando, onde há sugestões de brincadeiras que podem ser feitas com todas as crianças. Dúvidas foram tiradas pela coordenadora e por outros membros do nosso grupo. O grupo tem se mostrado muito interessado, engajado e colaborativo, tem sido um prazer imenso participar deste processo difícil, mas que tem revelado o melhor de  cada um.  Não havendo mais nada a acrescentar, encerrou – se a reunião, e todos os participantes assinam a presente ATA.

 

 

Registro docente:

Registro de formação       PEA – Teletrabalho

Dias 02 e 03/06/2020

 

 

Videoconferência transmitida: em 02/06/2020. 

 

Discussão, reflexão e avaliação do grupo.

 

Tema:  Diálogos para a construção de uma educação antirracista!

 

Mediadora: Joyce S. L. Dias  e Tamires da Silva Ferreira

 

Organização feita pela EMEIs: Morro Doce, Monte Belo, Ceu Parque Anhanguera, Maria José Dupre e Perola Ellis Byington.

 

“Devemos encarar a trágica realidade de que o negro ainda não é livre. Cem anos mais tarde, a vida do negro está ainda infelizmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação.”

                                                       Martin Luther Jr.

 

Formação e área de atuação:

JOYCE S. L. DIASMestre em Linguística aplicada e estudos  da linguagem – PUC e Diretora da EMEF CEU Perus.

  • Tamires da Silva Ferreira: Professora da Creche da USP.

 

Registros do grupo

Registre aqui suas aprendizagens, reflexões e análises.

 

Vânia Correia de Souza

 

O diálogo foi bem pertinente pois, como a frase acima exemplifica “o negro ainda não é livre”. Infelizmente o racismo esteve e está presente nas relações, onde, agem de forma diferenciada com seus pares, preferencialmente negros. O discurso é lindo, mas as atitudes não condizem com o real.

Na discussão foi possível perceber que devemos ter cuidado para não reproduzirmos atitudes preconceituosas, até mesmo, durante uma brincadeira. Ao preparar as aulas devemos ficar atentas com a origem das mesmas.

Durante o diálogo foi destacados alguns itens relevantes para nossa reflexão, dentre eles:

– brincadeiras africanas trabalham a união e o coletivo;

– normalmente as brincadeiras ou músicas acontecem em rodas;

– a abordagem das brincadeiras e histórias africanas devem ser feitas o ano todo, e não somente em datas específicas;

– pesquisar a origem de histórias, brincadeiras e cantigas, pois somos responsáveis pelo que passamos para os alunos;

– diminuição dos espaços para a criança brincar, portanto a importância dos quintais, etc

 

Os vídeos, bem como as brincadeiras e/ou cantigas, possibilitaram repensar nossa prática e reconstruir novas estratégias de aprendizagens. As indicações de livros irão embasar o trabalho de reconstrução.

 

O conteúdo da live do dia 02/06 a respeito das  “Brincadeiras Africanas” foi enriquecedor possibilitando uma reflexão sobre a prática docente ou seja a importância do educador de forma a garantir nos espaços infantis uma consciência das diversidades culturais entre elas a cultura afro-brasileira.

Achei relevante a reflexão de Tamires da Silva Ferreira ao enfatizar sobre a importância de nós educadores antes de nos apropriarmos de uma experiência a qual nossas crianças vivenciam seja uma canção, história pesquisar e posteriormente realizar a socialização.

Procurar suas origens, conhecer o contexto para depois reproduzi-las.

Realizando um paralelo com a minha prática descobri através da live que as brincadeiras africanas remete às vivências em contato com a natureza, ao ar livre e sempre ocorrem compartilhadas coletivamente.

È este espírito que contempla a coletividade, onde eu me aproprio da humanidade me preocupo com a humanidade do outro, experiências que garantam a união é que devemos como mediadores do processo de aprendizagem incutir em nossos educandos.

O ano passado tive a oportunidade de contextualizar várias brincadeiras africanas com a minha turma: “Céu e terra”, “Amarelinha africana” e outras sempre procurei pesquisar sobre as vivências : suas origens e socializá-las com a  turma foi uma vivência muito significativa para as crianças.

Sobre a segunda formadora Joyce Dias abordou sobre a importância dos educadores de nos reinventarmos, reconstruímos para conscientizar as crianças de uma sociedade justa possibilitando a equidade.

A importância da cultura afro-brasileira deve ser permeada no universo infantil para que se apropriem da diversidade cultural, as origens e esta identidade social é construída a partir das relações sociais.

 

(Maria Elisabeth Gerassi)

 

FABIANA

 

A live nos trouxe reflexões sobre as brincadeiras africanas no cotidiano escolar, a importância de antes de propor a atividade pesquisar sua origem, para não reproduzirmos atitudes preconceituosas.

Dentre as brincadeiras por ela citadas, tive a experiência com a terra e mar com meus alunos do ano passado, acredito que já estamos num processo de interiorização dessas brincadeiras , não somente as africanas mas de todas as etnias, mas ainda é preciso  pesquisar e estudar mais sobre essas brincadeiras e incluí-las em nossa rotina escolar durante todo o ano letivo.

 

———

Por Ana Tania Matos

 

Inicialmente, houve a introdução com uma imagem de uma criança branca montando sobre uma criança negra, e a professora Tamiris, que atua na creche central da USP, pediu pra que falássemos o que vimos na figura. Após isso, trouxe o relato de algumas brincadeiras africanas, como por exemplo a versão da que conhecemos como escravos de Jó, e desta forma nos chamou a refletir e pesquisar a história das cantigas para não reproduzir contextos racistas, por desconhecimento.

 

No segundo momento, a fala da Ms. Joyce, diretora do CEU EMEF Perus, proporcionou também uma reflexão sobre a imagem da capa do livro “O cortiço” (de Aluísio de Azevedo). Sua postura foi bastante crítica, mencionando os diversos exemplos de racismo que ela sofreu, com o agravante de ser mulher, em locais públicos e na própria escola já como diretora. Citou indicações de livros que tratam sobre a luta pelo anti racismo, sobre as políticas de cotas no Brasil que, segundo ela, são poucas e sobre o uso dos termos “negro” e “preto”.

 

Ao meu ver, tudo que foi tratado na live foi de grande importância e nos faz sair da nossa zona de conforto, pois eu, como pessoa branca, nunca sofri em função da minha cor. Devemos repensar nossas práticas, pesquisar e estudar mais este tema para que desde a Educação infantil seja trabalhado, como disse a Joyce, o fato que não somos iguais, mas que o princípio da equidade (iguais condições de acordo com necessidades individuais) seja vivenciado pelas crianças e tratado também com as famílias.

Em 2019, no PEA, vivenciamos a troca de algumas brincadeiras africanas entre as professoras e com as crianças. A professora Bia e eu, que dividíamos a turma do infantil I, 5C, realizamos uma sequência de atividades sobre o tema dos indígenas e povos africanos, apresentamos livros, brincadeiras, fizemos pinturas coletivas e no rosto, com a maquiagem de duas culturas de países africanos. Não foi novembro, corroborando com a colocação das palestrantes e a lei 10.639/03, de que o tema deve ser trabalhado no currículo o ano todo.

Por fim, acredito que estamos caminhando, ainda em passos lentos, mas temos levantado discussões e precisamos continuar contribuindo nesta luta para a compensação do que a história privou da população afro.

 

———

 

Francisca Silva Paixão

O diálogo sobre a educação antirracista foi bem pertinente, pois embora alguns ainda neguem sua existência, o preconceito é real na sociedade e refletir sobre o tema proporciona uma prática que nos leva a observar essas questões para que não seja reproduzido esses conceitos racistas nas escolas, mesmo que inconscientemente.

As brincadeiras africanas apresentadas foram muito enriquecedoras e podemos através delas trabalhar a cultura africana de uma maneira sem estigmas, clara e livre de preconceitos, assim como as demais que já estão em nosso cotidiano.

 

Maria Antonia Araujo

 

“Aprendemos a voar como os pássaros.

A nadar como os peixes.

Mas, ainda não aprendemos a conviver como irmãos”

Martin Luther King

 

O diálogo da Tamyris foi muito pertinente para a minha prática pedagógica, nos mostrou como existem heranças escravocratas em nossas músicas e canções, principalmente da nossa cultura folclórica brasileira. Fazendo eu particularmente

refletir na hora de escolher as canções, pesquisar e com isso não reproduzir o racismo. Nos deu ideias de algumas músicas e brincadeiras para realizarmos com as crianças, principalmente no ar livre..

 

A Joyce nos fala sobre a luta diária que devemos travar  Disse ela: SER negro e ser antirracista no Brasil tem que ser uma luta diária e não só nas datas comemorativas”. E isso começa na escola, principalmente já na educação infantil, para com isso se reconstruir a sociedade.

Nos  indicou vários livros:  dentre eles, O Perigo de uma História Única (Chimamanda)

 

Contudo, os diálogos foram extremamente necessários, vou pesquisar muitas coisas e muitas atividades para colocar  em prática nas minhas salas de aula.

 

Por Tatiane Fernandes

 

A Live foi muito esclarecedora. As professoras falaram com propriedade num assunto que infelizmente é um tabu em muitos lugares, pois o preconceito existe sim, seja em forma de racismo ou nas pequenas coisas do dia-a-dia, como frases ou brincadeiras.

A discussão foi dinâmica e leve, interpretamos imagens, colocando nossas percepções e sensações sobre elas. Discutimos sobre o “lugar do preto” no Brasil (no mundo), o porquê de eles serem em maioria pobre e de periferia, e mais… O porquê de as pessoas privilegiadas por sua cor, acharem (ou fazerem “sem perceber”) que têm posse dessas pessoas.

Refletimos, através do olhar delas, o quanto algumas brincadeiras, músicas e expressões são racistas, e não há desculpa para esse racismo estrutural, o que devemos fazer é mudar atitudes, pensar e repensar falas e conceitos, mudar nosso cotidiano e inserir nas salas de aula a cultura africana cotidianamente, e não só em meses ou datas pré estabelecidas.

Compartilharam conosco brincadeiras que ainda não conhecíamos, e vimos sua prática em vídeos. Além disso, as mediadoras deixaram claro que quando se fala em cultura africana, nem sempre se fala de religião, mas às vezes está sim envolvido, e que a não aceitação da religiosidade do outro também pode ser considerado racismo/intolerância.

A Joyce indicou alguns livros, que com certeza irei buscar, pois o tema além de interessante é NECESSÁRIO! O mito da democracia racial, onde somos todos iguais cai por terra diariamente quando vemos as notícias, quando assistimos ao assassinado de um homem que nem ao menos reagiu à sua prisão e pagou o preço da sua cor… Quando sabemos que crianças negras estão sendo assassinadas e ninguém liga. Quando uma mãe chora a perda de um filho para um sistema falido.

Enfim, aprendi muito neste encontro, principalmente a ter empatia perante alguma situação complicada, e policiar pensamentos e atitudes. O lugar do outro é o lugar mais difícil de se colocar.

 

BEATRIZ CAMPOS DE BARROS

A palestrante Tamires da Silva Ferreira, iniciou sua fala relatando a historicidade do povo Africano. Foram séculos de lutas e essa trajetória, ainda continua sendo com de muitas lutas para uma equidade entre os seres humanos. A necessidade da discussão entre negros e brancos são necessárias, pois reações adversas, envolvendo brigas raciais são constantes em nossa sociedade, resultando em mortes e crimes hediondos. Porém, as diversas análises científicas e estudos “em África”, tem nos enriquecido para construir com as crianças um saber  minucioso e com qualidade. e percebemos o quanto é enriquecedor através das brincadeiras´africanas.Quando os negros foram escravizados, no pouco tempo de descanso que lhes eram permitidos, eles se divertiram e brincaram.E muitas das brincadeiras africanas, se assemelham com as brincadeiras que ensinamos às crianças, como por exemplo a brincadeira “Escravo de Jó”. Ela comentou sobre a necessidade de pesquisar, ao trabalhar uma  brincadeira, remontar a brincadeira, ou seja, fazer uma análise, a historicidade, para não entrarmos num contexto racista. A brincadeira africana traz a ideia de união e coletividade. As brincadeiras eram realizadas num espaço livre. O espaço Xirê de Quintal, onde a palestrante desenvolve o seu projeto com as crianças, tem um nome relevante, pois, a palavra quintal, por muitas vezes é pronunciada  no ambiente das suas casa. É um espaço que faz parte dos lares de muitas crianças. O local onde elas brincam e realizam suas brincadeiras e se divertem. A professora Joyce Dias, em sua dissertação, fez referências de várias obras, textos e imagens, ou seja, uma análise multimodal, uma linguagem verbal ou não verbal, para uma  melhor leitura do mundo contemporâneo. A palestrante, fez vários apontamentos multimodais e trouxe pontos relevantes, sobre questões raciais e a necessidade e obrigatoriedade legalizada de incluir no currículo como conteúdo de ensino.

A palestrante concluiu com uma fala muito relevante dizendo, “A escola tem um papel fundamental na construção da Identidade e Sociedade”.

 

Norma Barduchi de Toledo

 

No primeiro momento da live, Tamires refletiu um pouco do passado, quando as crianças negras, escravas, não eram consideradas crianças mas objeto de exploração  e de diversão pelas crianças brancas e também pelos adultos. Esclareceu o nome de algumas brincadeiras que degrine a imagem do negro mostrando uma forma diferente e correta de se brincar sem incentivar o racismo.Apresentou algumas brincadeiras e a maneira de brincar.Deixou claro que as brincadeiras devem ter cunho de colaboração e não de competição e que toda brincadeira tem uma intencionalidade de ensinar.

Enfatizou que a brincadeira africana não é religião e deve ser incluída  com maior frequência na rotina escolar.

No segundo momento a Joyce fez uma reflexão sobre a capa do livro O Cortiço.Onde aparece a foto de uma negra na frente do cortiço. A onde se encontra o negro? E o branco? Ela fez uma reflexão sobre os personagens do livro e suas características e comportamento racista.Apresentou alguns livros que esclarecem o tema e nos leva a uma melhor reflexão do que ocorre á nossa volta. É necessário abolir termos pejorativos, e reconstruir a sociedade extraindo dela tudo o que degrine a pessoa negra.

 

Mariana de Santana

 

Lendo e observando a fala das minhas colegas, percebo que a discussão foi muito significativa e trouxe muitas idéias, sugestões e reflexões para nossas práticas do dia a dia. Principalmente no que diz respeito ao nosso planejamento e escolha das atividades que proporcionamos as nossas crianças.

Devemos pesquisar e avaliar a atividade que queremos desenvolver antes, buscar sua origem e o contexto ao que ela está ligada, a fim de evitar a “reprodução automática” a que estamos (muitas vezes) habituadas a fazer, para não propagar/disseminar alguma forma de racismo/preconceito mesmo que seja de forma não intencional ou indireta.

Em um dos cursos que fiz pelo sindicato (não me recordo o nome) assisti um vídeo da escritora “Chimamanda Adichie: o perigo de uma única história”, onde ela conta como era a vida dela na África e depois nos Estados Unidos, a forma como ela era vista em seu país e a diferença nos EUA. O vídeo é muito interessante e a história dela é sensacional. Apesar de ser um tema extremamente sério, ela torna sua narrativa leve e muito engraçada, nos fazendo refletir exatamente sobre isso: o perigo de não saber todos os lados de uma história e viver apenas com uma versão.

 

FÁTIMA BRAGA ALAMIS

 

A live sobre Educação Antirracista veio nos trazer um tema muito pertinente nesse momento pois sabemos que existem atitudes racistas e preconceituosas dentro das escolas, mesmo que inconscientes.

A Tamiris nos deu sugestões de brincadeiras africanas, que contém um viés de união, são sempre em grupos e fazem com que o aprendizado seja sempre uma troca de energias, muitos contato físico e a educação infantil é muito isso!

Ano passado tivemos uma formação sobre as brincadeiras africanas e tivemos a oportunidade de vivenciar algumas delas: Indu lê- Indu lê, Terra e mar de Moçambique — OBWISANA, de Gana.

Devemos sempre estar muito atentos com as brincadeiras com cunho racista, pois em muitos casos situações estão enraizadas na cultura popular e por falta de conhecimento, pessoas podem fazer uso delas.

 

A segunda parte de live foi com a Diretora da EMEF CEU Perus, Joyce, que relatou algumas situações onde ela mesma sofreu essas discriminações e por vezes as pessoas podem nem perceber.

A Joyce faz um trabalho muito interessante sobre Análises Multimodais de Imagens e essa fala é muito interessante pois só com um olhar muito bem treinado e aguçado, conseguimos perceber em uma imagem ou ilustração a atitude racista, seu exemplo foi o livro de Aluísio de Azevedo: “O Cortiço”, onde não é necessário procurar muito para perceber o estereótipo da mulher negra e a objetivação da mulher.

Além disso, falou sobre o que é lugar de fala — a vitima que sabe o que é ou não racismo ou preconceito e cabe ao outro ouvir, sem dizer que a dor do outro não é dor.

Indicou diversos livros para que possamos nos apropriar do assunto: “O diário de Bitita” é um deles, de Carolina Maria de Jesus.

No atual momento em que vivemos uma crise mundial relacionada ao racismo, é necessário deixar de lado termos pejorativos e nos colocarmos no lugar do outro. A partir da educação infantil, fazer com que a cultura africana faça parte do universo infantil e que nossas práticas sejam formas de construir uma aprendizagem mais igualitária e sem preconceitos.

 

Zélia Maria de Souza Santos

 

Gostei bastante da live, as duas palestrantes  falaram bem e com muita propriedade do assunto.

Em primeiro momento a educadora  Tamires da S.Ferreira, nos fala sobre o seu projeto de pesquisa  sobre os povos escravizados, o seu sofrimento, a sua cultura , as brincadeiras africanas, estas que geralmente eram  realizadas em roda( significando energia, coletivo) Ela nos falou ainda  da discriminação que sofreu nas redes sociais ao compartilhar o resultado do seu trabalho sobre a cultura africana, as brincadeiras, realizadas no seu  Quintal de Xirê, e também a importância do trabalho e  dessas brincadeiras africanas nas escolas para o resgate da cultura negra e para a influência étnica dessas brincadeiras e aprofundar o assunto que está se perdendo com o passar do tempo. Nos falou sobre e  deixou  várias sugestões de brincadeiras que ela realiza com as crianças  no Quintal Xirê, como:Indulê, Indulê, Terra-mar; amarelinha africana; obwisana.

E após foi a vez da Palestrante Joyce Dias ( diretora da Emef Ceu Perus) nos falar sobre a importância da leitura e o perigo da história única. Achei bastante interessante e pertinente quando ela nos fala sobre a denominação da raça ou  cor, se deve ser dito negro ou preto  e ela fala sobre o significado da palavra negro: escuro, sujo, sem cultura, não tem luz e faz um comparativo com o branco que significa: clareza total, luz, do leite, paz, claro limpeza. E que foi a partir daí que começa a sua luta por um mundo antirracista. E ela nos diz ainda que o racismo não tem desculpas e que reconstruir a sociedade através das relações sociais é urgente

. Ela nos deixa várias indicações de leitura como: memórias de plantação de (Grada Kilomba); Racismo (Carlos Moor); Racismo/sexismo no Brasil; colorismo, Lugar de fala; O olho mais azul; Trovas burleskas (Luiz Gama).  Para que através da leitura possamos  refletir e aprofundar os nossos conhecimentos e para podermos construir aprendizagens livres de preconceitos e discriminações e possamos discernir sobre todos os lados da história .

 

Ana Maria

 

A Tamires iniciou a live ressaltando a importância de se resgatar as músicas e brincadeiras africanas. Disse também que ao trabalharmos uma brincadeira ou música africana, devemos investigar o seu significado e origem. Apresentou alguns vídeos com brincadeiras, e chamou a atenção dizendo que a maioria das brincadeiras africanas são organizadas em roda. Tivemos muitas experiências com brincadeiras africanas no ano passado, devemos continuar e apresentar outras também.

A Joyce fala que devemos estar atentos à forma como as pessoas negras são tratadas ainda no Brasil e no mundo, que devemos exigir do poder público respeito e direitos negados durante anos. Nesse sentido a escola também pode contribuir, ajudando a diminuir as desigualdades no sentido de valorizar e trazer para o conhecimento dos alunos as contribuições que o povo africano trouxe para o Brasil.

 

O conteúdo da Live foi enriquecedor e pertinente. Permitiu nos refletir sobre a prática docente sobre as brincadeiras que fazem parte da nossa cultura com cantigas muitas vezes preconceituosas, fundamentadas numa herança escravocrata.

Fez nos lembrar que a construção de uma história única no currículo vinculada a 1890, criou e cria estereótipos, traz um olhar incompleto considerado como verdadeiro; O racismo independe de classe social e diante de tantos acontecimentos é urgente pensar em uma educação plural e equânime.

Para uma prática docente mais responsável, precisamos ter consciência de atitudes e palavras, estudar as origens das brincadeiras, a raiz africana, contextualizando-as, convém ressaltar que essas brincadeiras ressaltam o coletivo, geralmente acontecem em rodas. Além da leitura de livros de protagonismo africano e autores.

Nossa escola, desde o ano passado, tem procurado trazer um repertório de brincadeiras bem diversificado. E temos consciência que essa demanda é muito maior.

 

Adriana Sartori Abreu

 

Josenilde da Conceição Souza Ferreira

 

As colocações feitas pela Joyce e Tamires mostraram que ambas falam com propriedade sobre o assunto. Dentre tudo que foi dito, a fala da Tamires foi de encontro a necessidade de nós professores, pesquisar e ouvir atentamente as músicas e histórias que nos são cantadas e contadas, para verificar mais profundamente seu contexto e a partir daí ter em seu repertório embasamento para uma educação antirracista mais efetiva.

A mesma nos apresentou alguns vídeos com brincadeiras africanas realizadas em seu trabalho com as crianças, e que se faz necessário trazer a África para o cotidiano das escolas, não só em datas específicas. Nós professoras,tivemos ano passado o estudo de um material muito rico com algumas destas brincadeiras, posteriormente as realizamos com nossas crianças, que gostaram bastante da novidade pois assim como a maioria de nós, não as conheciam.

A fala da Joyce, que é diretora da rede, me levou a pensamentos mais profundos sobre toda  a questão racial, os estudos sobre a nossa literatura, nossos autores, a identificação(negroXpreto). A forma em que a sociedade nos vê, que o racismo acontece a todo momento, e este é utilizado como base para a sociedade, e que  devemos reconstruir essa sociedade, desmistificando o que pode ser uma brincadeira, onde na realidade é  crime.

 

SIMONE

Achei a temática da live muito interessante, pois nos levou a uma reflexão sobre algumas ações que poderemos ter na sala de aula para uma educação anti racista, e nos fez perceber que em algumas brincadeiras como, Escravos de Jó, reforçam o preconceito, ou seja nos orientou a ter um olhar crítico sobre as brincadeiras..

Foi citado muitas brincadeiras Africanas que podemos realizar com as nossas crianças, uma delas é Céu, Terra e Mar.Foi destacado que as brincadeiras africanas sempre tem uma intenção de propiciar a aprendizagem, como trabalhar a cooperação, cuidar do coletivo etc.

Na live elas nos fez refletir também sobre a história da escravização, a forma de como os brancos subordinavam os negros, como era as relações das crianças brancas com as negras e também nos indicou alguns livros que poderão enriquecer nossos conhecimentos e nossa prática pedagógica sobre o tema.

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