Tarefa 6 – Curso EDH – Valdinês Rosa De Souza

Data

23 de julho de 2020

Cursista

Valdinês Rosa De Souza

Função

Professora de Educação Infantil e Fundamental I

DRE / Unidade Educacional

Freguesia do Ó / Brasilândia

Escola

CEU JARDIM PAULISTANO

SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

 Processo de entendimento da diversidade com pais de alunos

Duração da Atividade: 2 horas

Objetivos:

– Proporcionar as crianças contato com uma leitura que propicie reflexão sobre padrões estabelecidos como únicos na sociedade.

– Reconhecer que se podem construir novos olhares para situações impostas pela sociedade. – Refletir sobre a questão dos gêneros.

Objetivos Específicos:

– Atentar aos pais dos alunos quanto a diversidade dentro da sala de aula.

– Conscientizar as diferenças.

– Respeitar as diferenças, enquanto igualdade.

Metodologia:

A atividade desenvolveu-se em três momentos. Inicialmente os pais dos alunos preencheram uma ficha em formato de borboleta contendo dados sobre seus filhos, depois uma exposição oral, foi feita pelos próprios pais para o grupo, por meio de dinâmica. Finalmente houve a montagem de um jardim cujas borboletas representavam cada aluno com suas diferenças individuais. Em conclusão discutiu-se com os pais a classe como todo de diversidade em que todos enquanto crianças são iguais e merecem o mesmo tratamento.

Recursos:

– Fichas em formato de borboletas;

– Canetas.

Avaliação:

Com esse trabalho os pais perceberam que na sala de aula existem diferenças individuais e um tratamento coletivo de igualdade, gerando ainda um sentimento de convivência solidária.

 

Trabalhando as diferenças dos alunos do Grupo I

Duração da Atividade: 2 horas

Objetivos:

– Perceber a sua imagem de forma positiva

Objetivos específicos:

– Visualizar sua imagem de forma positiva

– Perceber as diferenças com os demais alunos

– Desenvolver uma percepção das diferenças e o sentimento de convivência solidária

Metodologia:

Com um espelho como da Branca de Neve a criança se olhava e dizia: Como sou linda! Com várias figuras de meninas, meninos, velhinhos, índios, crianças com necessidades especiais, os alunos sentados em roda no chão com as figuras no centro da roda, deveriam procurar figuras que parecessem com sua imagem. Após todos terem escolhido, a professora foi perguntando se era bonito ou feio a figura, para ele e para o grupo. Depois se sentaram em dupla e acariciaram o rostinho do amigo, a mãozinha e deram um abraço bem forte e disseram: Eu te amo! Terminamos com folhas de sulfite e giz de cera onde eles se desenharam e desenharam seu par.

Recursos:

– Figuras de diferentes pessoas;

– Espelho;

– Sulfite; – Giz de cera.

Avaliação:

Houve participação de todos, adoraram falar no espelho que eram lindos. Apesar de serem tão pequenos escolheram corretamente as figuras, não sabiam justificar oralmente o porquê mais pude perceber se achavam aquela figura bonita ou não. Um garotinho negro pegou uma figura que realmente correspondia a suas características e quando perguntado se era bonito respondeu que não. Um outro pegou o vovô, achei que ele não havia entendido, mas depois compreendi pois ele mora com seu avô, e o tem como referência. Quando acariciaram o rostinho do amigo houve uma real afetividade e entrega onde as diferenças era apenas um detalhe.

 

Somos todos diferentes

Duração da Atividade: período da manhã (reunião de pais);

Objetivos:

– Possibilitar a reflexão dos pais em relação ao ritmo de aprendizagem das crianças;

– Refletir sobre a individualidade de cada criança;

– Estimular os pais a refletirem sobre a diversidade cultural existente dentro da sala de aula.

Metodologia:

A partir da leitura da mensagem “a Borboleta e o Casulo”, pediu-se que os pais comentassem sobre o que o texto lhes trouxe de bom? Após a reflexão dos pais, pedimos que cada um pensasse em seu filho e partindo desse ponto, apresentamos as possíveis diferenças tanto em relação ao ritmo de aprendizagem de cada criança, quanto à individualidade que cada uma traz enraizada dentro de sua cultura familiar. Logo em seguida, pedimos aos pais, um de cada vez, que molhassem os dedos em uma das cores de tinta guache disponíveis sobre a mesa, e lavassem os dedos dentro de um recipiente de vidro. Após esse momento, erguemos o recipiente, para que os pais pudessem ver o mosaico de diferentes cores que se formou no fundo do vidro. E, partindo dessa observação, pudemos levar os pais a refletirem sobre a diversidade existente dentro da sala de aula, que cada criança tem seu ritmo de aprendizagem, é diferente da outra, mas faz parte de um grupo que se completa, se encaixa, e principalmente, forma uma pintura muito bonita, assim como a do mosaico de tintas.

Recursos:

– Texto autor desconhecido “A Borboleta e o Casulo”;

– Tintas guaches nas cores amarelo, vermelho, azul, verde e preto;

– Recipiente de vidro com água;

– Guardanapo de papel;

– Câmera fotográfica.

Produto Final:

– Interpretação da mensagem;

– Reflexão sobre a diversidade cultural existente dentro da sala de aula;

– Mosaico de cores dentro do recipiente de vidro.

Avaliação:

A avaliação foi oral, partindo da reflexão de cada pai em relação à individualidade de seu filho. E escrita, pois ao final da reunião os pais responderam às perguntas: O que vocês acham desta reunião? Tem alguma sugestão de melhoria?

Árvore da União (Diversidade e Direitos Humanos com os pais) Trata-se de uma dinâmica aplicada na reunião de pais na Escola

Duração Da Atividade: 2 Horas

Objetivos:

– Respeitar as diferenças

– Conhecer e valorizar a individualidade e o comportamento de cada um

– Simbolizar-se criando um clima de união, gerando o compromisso social

Metodologia:

– Elencar maneiras de ser e estar no mundo através da utilização de um recorte das mãos de seu filho;

– Construção de um painel utilizando pano de fundo o esqueleto de uma árvore, colocando sobre eles as mãozinhas;

– Reflexão e discussão dos pais sobre a individualidade de seus filhos;

– Interpretação do painel

– Comentários dos pais sobre os filhos.

Recursos: sulfite, papel Kraft, tesoura, lápis, caneta e tinta guache.

Produto:

– Reflexão individual de cada pai sobre seus filhos;

– Discussão coletiva sobre os filhos;

– árvore da união.

Avaliação:

Reflexão do acompanhamento sobre o desenvolvimento dos filhos em todas as áreas do conhecimento.

Sabe-se que o cotidiano escolar, os alunos e alunas “diferentes”, “estranhos/as”, por raça, etnia, classe social, gênero, religião, deficiência, orientação sexual, entre outras categorias são alvos de estereótipos e preconceitos, as mensagens discriminatórias e as representações negativas criadas no espaço escolar são devastadoras e impregnadas de perversidade , os /as tornando “objetos” de crueldades verbais e físicas.

Desta forma, o ambiente escolar, não propicia direitos e oportunidades educacionais iguais, esses alunos/as são tratados como objeto gerando um sentimento de inutilidade e coisificação violando a suas identidades e os seus direitos, portanto a escola é um micro espaço assimétrico e excludente onde os direitos humanos são violados e estes fatos comprometem a eficiência e eficácia do processo ensino-aprendizagem e a função social e política da educação.

O uso repetitivo na escola, dos termos e expressões tais como: cidadania, liberdade, justiça, fraternidade, ética, igualdade, respeito, direitos, deveres, entre outros, tornaram-se tão comuns e usados indistintamente, que acabam sendo tratados como algo transcendente, uma verdade absoluta, inerente ao ser humano e ao ato de educar, um fim em si mesmo e do mais: a produção acadêmica de pesquisas, estudos e investigações que abordam a importância da temática Direitos Humanos na Educação e para a escola ainda é escassa, como também a divulgação de informações sobre o progresso de programas e ações voltadas para os direitos humano na educação não chegam ao chão da escola.