Tarefa 6 – Curso EDH – Thais Santos de Lima Giroto

Data

7 de agosto de 2020

Cursista

Thais Santos de Lima Giroto

Função

PEI

DRE / Unidade Educacional

São Mateus

Escola

Ceu Cei São Mateus

CURSO: EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS – DESAFIOS DO CONTEXTO ATUAL

  • TEMA:

Educação Inclusiva na Educação Infantil: Incluir brincando

  • JUSTIFICATIVA:

Trabalho em um CEI (Centro de Educação Infantil) e resolvi abordar esse tema por observar no dia a dia a dificuldade e às vezes até a falta de interesse de alguns professores em trabalharem com a inclusão desde a Educação Infantil, fase está inicial da formação acadêmica e que representa o primeiro contato das crianças com esse universo repleto de aprendizados e novas descobertas, sendo a inclusão fundamental nesse período, pois as crianças sejam elas público alvo da Educação Especial ou não, terão não só o desafio de iniciar a socialização como também estarão longe dos olhares de suas famílias, o que causa ainda mais insegurança.

  • PÚBLICO ALVO:

O trabalho será destinado as crianças de 4 anos (Mini Grupo II) da unidade de Educação Infantil em que atuo.

  • INTENÇÃO:

Proporcionar as crianças à oportunidade de cultivar o respeito, o cuidado de si e do outro, a cidadania, o companheirismo, aceitação e tantos outros valores necessários para a formação de cidadãos éticos, justos e que respeitam as diversidades, tão fundamentais para o nosso desenvolvimento.

Isso será promovido por meio de propostas de brincadeiras (atividades) que envolvam os 5 sentidos (visão, audição, tato, paladar e olfato) e contação de histórias, ambos dentro da perspectiva de Educação Inclusiva.

  • OBJETIVOS:
  • Desenvolver a oralidade, pensamento critico e criativo por meio das rodas de conversa, contação de histórias e brincadeiras diversas;
  • Promover o autoconhecimento;
  • Propiciar a autonomia nas diferentes situações;
  • Promover o contato e a abertura à diversidade;
  • Desenvolver a participação e responsabilidade;
  • Despertar o interesse das crianças por meio do lúdico;
  • Ampliar o repertório cultural;
  • Promover situações de colaboração, empatia e respeito;
  • Desenvolver os diferentes sentidos do nosso corpo, de acordo com a necessidade e/ou capacidade.

 

  • SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES

– Roda de conversa sobre as deficiências de forma lúdica (tomando cuidado com as palavras e procurando esclarecer da forma mais simples possível às dúvidas e questionamento das crianças, pois se mostram bastante curiosos quando tem um colega com deficiência, sendo importante mostrar o valor da diversidade humana e incentivar o convívio entre todos).

– Contação de histórias: “INCLUSÃO NO CORAÇÃO” (Texto de Pedro Paulo da Luz), “A CENTOPEIA PERNETA” (Autor: Bruno Mendonça Coelho) E “RODRIGO ENXERGA TUDO” (Autor: Markiano Charan Filho). Obs: Após a contação interagir com as crianças perguntando o que acharam da história. As histórias também podem ser contadas com a utilização de fantoches, o que na Educação Infantil desperta ainda mais o interesse dos pequenos. (Observação: Será contada uma história por semana).

– Brincadeira: Meu mestre mandou… (utilizando os comandos de nomear e tocar as partes do corpo, também pode aproveitar para reconhecer o outro usando toques e vozes suaves ao se comunicar com as crianças com deficiência visual e auditiva, aproximando o rosto à face do rosto do outro para que possam se perceber e se tocar).

– Tapete sensorial: Confeccionar com a ajuda das crianças um tapete que contenha texturas diferenciadas para estimular o tato e a percepção de diferentes objetos (podemos também vendar os olhos delas para que tentem adivinhar o que é cada textura).

– Brincadeira com bolas: Propor as crianças brincarem em roda de passar a bola um para o outro ao ritmo de canto à capela (evitando utilizar o aparelho de som, para que as crianças que por ventura tenham autismo, não fiquem incomodadas em participar da brincadeira por causa do barulho). No caso de crianças com deficiência visual podemos utilizar uma bola com guizo para perceberem quando a bola estiver perto (podemos improvisar a bola envolvendo-a com um saco plástico para que faça barulho enquanto se desloca). Para crianças com deficiência auditiva devemos mostrar como se fará o movimento de passar a bola de um para outro, facilitando a compreensão por meio da visualização. Com crianças com deficiência física (dependendo da parte do corpo comprometida, podem utilizar a parte que conseguirem para fazer a passagem da bola). O intuito é permitir que todos participem, uma brincadeira simples mas com um enorme significado para que as crianças percebam que todos tem capacidades.

– Caixa dos sentidos: Confeccionar uma caixa com um buraco nas laterais onde as crianças possam colocar a mão e sentir elementos da natureza como: folhas, pedras, terra, galhos, etc, e em seguida deixar que elas possam se expressar expondo para os amigos o que estão sentindo (as crianças que tiverem dificuldade ou receio de colocarem a mão dentro da caixa, poderão ser auxiliadas pelos amigos ou até mesmo pela professora).

– Brincando de Paraquedas divertido: essa brincadeira pode ser feita em pé ou sentados (caso tenhamos algum cadeirante ou alguma criança com mobilidade reduzida, o ideal é brincarmos todos sentados, podemos usar até mesmo as cadeirinhas). Para a brincadeira precisaremos de um paraquedas ou até mesmo um tecido grande onde todos possam segurar um pedaço, em seguida o professor irá jogar uma bola no centro desse tecido para que as crianças balancem o mesmo tomando todo o cuidado para não deixarem a bola cair no chão. É uma brincadeira de socialização muito divertida.

-Brincando de adivinhar o alimento com os olhos vendados: O professor irá vendar os olhos das crianças com uma faixa e colocará na boca de cada uma delas um pouco de açúcar para que possam identificar o gosto doce desse alimento apenas com o paladar (podemos utilizar outros alimentos com gosto azedo, amargo, ou com sensação de frio e quente, etc). (Essa brincadeira é muito importante para abordarmos a questão da deficiência visual, onde as pessoas com esse tipo de deficiência faz muito uso do tato e do paladar, podemos aproveitar também para conversarmos se as crianças conhecem alguém com essa deficiência ou alguém que use óculos…).

-Finalizar com uma roda de conversa com as crianças perguntando sobre as brincadeiras que mais gostaram, se tiveram dificuldade para realizar, o que aprenderam com as mesmas, etc.

  • RESULTADOS ESPERADOS:

Espero que as crianças ao mergulharem nesse universo do brincar de forma inclusiva, aprendam a importância do respeito aos outros, independente de terem alguma deficiência ou não, que construam sua identidade e autonomia e que reconheçam os valores tão necessários para nossa vida em sociedade, como: cidadania, igualdade, solidariedade, respeito às diferenças, etc., e além de tudo isso que se percebam como parte integrante da unidade educacional e do meio social.

  • DURAÇÃO:

Dois meses

(vale lembrar que quando trabalhamos com Educação Infantil, as propostas a serem realizadas devem acontecer de forma mais lenta, até para uma melhor compreensão, portanto esse período pode ser estendido de acordo com a necessidade, ou as atividades serem repetidas de outra maneira, dependendo do interesse da criança).

  • AVALIAÇÃO:

A avaliação se dará de maneira contínua e por meio da observação do desenvolvimento e interesse das crianças com relação às brincadeiras propostas. Também será feito registros referentes às falas, curiosidades, questionamentos e os momentos vividos por parte das crianças. Esses registros servirão posteriormente para uma auto avaliação do professor com o intuito de valorizar o que deu certo e o que precisará ser melhorado ou adaptado para que todos se sintam acolhidos e respeitados em suas capacidades e dificuldades.

“A escola tem que ser esse lugar em que as crianças tem a oportunidade de ser elas mesmas e onde as diferenças não são escondidas, mas destacadas”. (Mantoan)