Tarefa 6 – Curso EDH – Solange Aparecida Ribeiro da Silva

Data

31 de julho de 2020

Cursista

Solange Aparecida Ribeiro da Silva

Função

PROF FUNDAMENTAL I E INFANTIL

DRE / Unidade Educacional

Freguesia do Ó / Brasilândia

Escola

EMEF PROF CECILIA MORAES DE VASCONCELOS

EDH – Desafios do contexto atual

2020

 

 

Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas

 

AÇÕES DE PREVENÇÃO, PROMOÇÃO E ATENÇÃO À SAÚDE.

 

ESCO LA: EMEF CECILIA MORAES DE VASCONCELOS PROFA

 

CÓDIGO  INEP: 23.019.35090585

 

ALUNA: SOLANGE APARECIDA RIBEIRO DA SILVA

RF: 7161191

SÃO PAULO-SP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

I        INTRODUÇÃO

A ênfase do projeto mostra uma  proposta de promoção da saúde aliada à prevenção do uso de drogas e outros comportamentos de risco no contexto escolar, atendendo os requisitos de mérito e capacidade e implementando uma série de medidas para evitar a exclusão de minorias.

Para melhor demonstrar os resultados e aplicações da proposta foi desenvolvida a pesquisa da clientela escolar através de entrevistas com alunos, familiares e algumas visitas  domiciliares realizadas por professores e funcionários da escola referida.

A modalidade de pesquisa bibliográfica busca, a partir de pesquisas já realizadas, explorar literatura existente sobre o tema, consultando as características, definições e ações tomadas para o alcance dos objetivos.

Para efeito de discussão e sugestões para as práticas pedagógicas e de gestão educacional, todo e qualquer aluno merece atenção e se beneficia quando os professores, através de princípios de educação inclusiva, defendidos em documentos oficiais nacionais e internacionais marcam relações mais igualitárias nas sociedades como forma de combate a prática excludente.

Podemos citar:

  • O Programa Saúde na Escola(PSE) foi instituído pelo Decreto no. 6286, de 5 de dezembro de 2007, que afirma no seu artigo 1º.,o seguinte texto: “Fica instituído, no âmbito dos Ministérios da Educação e da Saúde, o Programa Saúde na Escola(PSE), com a finalidade de contribuir para a formação integral dos estudantes da rede pública de educação básica por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde”.
  • O Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas – PSE/SPE, também instituído entre os Ministérios da Educação e da Saúde e contando com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura(UNESCO), Fundo das Nações Unidas para a Infância(UNICEF) e Fundo de População das Nações Unidas(UNIFPA), desde o ano de 2003, representa um marco na integração saúde-educação e destaca a escola como o espaço ideal para a articulação das políticas voltadas para adolescentes e jovens.
  • Durante o Simpósio Internacional sobre Drogas: da Coerção à Coesão. Realizado no Museu Nacional da República, na capital federal, em 11 de setembro de 2013, o Chefe do Departamento de Prevenção às Drogas e Saúde do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o Dr. Gilberto Gerra diz: “Os transtornos relacionados ao uso de drogas devem ser reconhecidos como problemas de saúde e tratados como qualquer outra doença” Apresentou evidências científicas baseadas na saúde e não na punição sendo necessário reconhecer condições de vulnerabilidade e acabar com a discriminação aos usuários de drogas.

O desafio deste projeto é a luta pela valorização da vida como um bem social a serviço de uma sociedade mais digna e fraterna.

1.1-conhecendo o educando e identificando a rede social da escola;

 

Através de coletas realizadas por questionários e entrevistas dirigidas sobre ocupações e profissões dos moradores da região, constatamos serem predominantes as atividades ligadas ao comércio em lojas, supermercados, panificadoras, vendedores ambulantes, manutenção  e instalação de eletrônicos, e atividades de auxiliares de limpeza, diaristas, cabeleireiro, entre outras. A renda familiar é baixa e  significa fator importante que envolve a dinâmica total das desigualdades  e resultados que marcam aspectos gerais que motivam fatores de risco.

As famílias numerosas  , estruturadas de forma irregular, carecem de atenção quanto aos cuidados e dedicação oferecidos aos menores ,existem ausência de regras e normas ,  rigidez ou permissividade de negociação. Em virtude de relações conflituosas na família onde a violência é a solução dos casos as relações interpessoais passam a ser influenciadas por ameaça de fatores insalubres e prejudiciais à vida de cada um.

Os fatores culturais são prejudicados no seu enriquecimento nas famílias onde as expectativas são baixas em relação ao futuro e projeto de vida do adolescente que se sente isolado ao sistema familiar, pois é impedido a considerar  sua opção, o sucesso torna-se difícil de ser alcançado.

Quanto à presença do uso de drogas lícitas e ilícitas no ambiente familiar  pôde ser constatado  uma considerável utilização do uso do álcool e do tabaco em grupos de crianças a partir de 9 anos cujos pais exercem influência,,  de adolescentes em situação de desemprego., de  experimentação e de recreação.

 

1.2-contextualizando a escola: o uso de drogas e fatores de risco e proteção do contexto escolar

A Organização Mundial da Saúde (OMS)  definiu saúde como completo estado de bem-estar físico, mental e social e não meramente ausência de doença, É intenção do projeto a busca da saúde integral, reconhecendo suas articulações sociais, origens históricas da sua organização tanto na gestão  como no planejamento das ações para a construção de novos saberes e no diálogo entre a teoria e a prática.

É através da conscientização da comunidade escolar sobre os direitos e deveres da criança e do adolescente, na coleta de dados cumulativos e comparativos  que se farão os  registros no território da escola contribuindo com a qualidade de vida do escolar e tudo que o cerca.

O professor, com base no cotidiano da escola, na formação de valores e da identidade dos alunos, pode e deve criar situações pedagógicas para a promoção de atividades que levem às mudanças para o desenvolvimento integral de seus alunos.

Registramos 1275 alunos matriculados na escola e 76 docentes efetivos na rede municipal de ensino.

 

 

II – JUSTIFICATIVA

 

O uso de drogas é um fenômeno sociocultural complexo, o que significa dizer que não só existem variados tipos de drogas, os diferentes  efeitos por elas produzidos e a adolescência por ser um período de mudanças e curiosidades representa um momento especial no qual a droga exerce forte atrativo.
A ação preventiva tem também como justificativa o diagnóstico da situação de risco da comunidade, que mostra um percentual elevado de pessoas envolvidas com o uso do álcool, tabaco, bem como diversas drogas ilícitas como maconha, cocaína e outras mais.

 

REFERENCIAIS TEÓRICOS

A EMEF CECÍLIA MORAES DE VASCONCELOS, PROFA, está situada à Rua Rômulo Naldi, 147 – CONJUNTO PROMORAR, Freguesia do Ó/Brasilândia, Seus moradores estão alojados em construções de alvenaria, em terrenos a maioria invadidos, poucos são proprietários de imóveis.                                      São oriundos de diversas regiões, Estados do Norte, Nordeste e de São Paulo, constituindo famílias numerosas que aos poucos foram se desenvolvendo em pequenos espaços, cômodos minúsculos, estreitos, cujas casas a maioria de estrutura de difícil acesso… Grandes escadarias, umas ao lado das outras, ocasionando em época das chuvas insegurança e riscos de percurso e de locomoção dos moradores.

É esta a clientela que constitui o  alunado e que merece toda  a  nossa atenção.

 

  1. SITUAÇÕES DE RISCO E SITUAÇÕES DE PROTEÇÃO NAS REDES SOCIAIS DE ADOLESCENTES.

            Segundo M.M.ALMEIDA(2009): a forma como o adolescente se relaciona com as pessoas à sua volta pode constituir um fator de risco ou um fator de proteção:

Fatores de Risco são aquelas situações que aumentam a probabilidade de o adolescente assumir comportamentos de risco, tais como usar drogas.

Fatores de Proteção são aqueles que diminuem a probabilidade de o adolescente assumir tais comportamentos.

Podemos considerar a predominância dos fatores de risco no ambiente familiar, tais como: uso de drogas lícitas e ilícitas, relações conflitais, ausência de referência de autoridade e limites definidos e respeitados,  baixas expectativas e baixo investimento familiar em relação ao futuro,  e projeto de vida do adolescente muitas vezes não definido.

Esses fatores referem-se  à situação familiar econômica, social e cultural da comunidade considerada de nível baixo em que a pobreza e as más condições de higiene colaboram para que as condições de risco permeiem nos lares. Existem dificuldades no desenvolvimento de relações sadias interpessoais, sendo os recursos e estímulos escassos para que as pessoas encontrem a satisfação e o desejo de se conseguir o sucesso de seus ideais.

A preocupação maior de todos é a busca da satisfação de se obter alimento ,  abrigo e  a de sanar  enfermidades que surgem, através  de proteção e orientação  à  uma melhor  qualidade de vida.

 

III OBJETIVOS

III. 1 – OBJETIVO GERAL

Promoção da saúde integral dos educandos, com ênfase na prevenção do uso de drogas e outros comportamentos de risco no contexto escolar.

 

III. 2 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

  • Mobilização da rede social interna e externa e fortalecimento dos fatores de proteção no contexto escolar;
  • Abordagem de conteúdos articulados aos eixos metodológicos apresentados no Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas ao Projeto de Prevenção, Promoção e Atenção à Saúde;
  • Implementação do Projeto da escola e sua integração ao Projeto Político-Pedagógico;
  • Estimular a construção do conhecimento através da pesquisa em diversas fontes de comunicação, pela INTERNET, jornais, revistas, artigos e bibliografia de autores de cunho confiável e reconhecido..

 

 

 

IV –     METODOLOGIA

O objetivo do projeto reconhece a importância de garantir uma organização curricular integrada entre o ensino e a pesquisa. Através da prática educativa, uma relação entre o ensinar, pesquisar, aprender e avaliar uma realidade do conhecimento e as questões da vida real.

Segundo Veiga, 2004, p.78:

“{…} o projeto não é apenas uma forma metodológica de organizar o processo de trabalho pedagógico, mas também uma proposta, uma vez que seu valor  educativo reside essencialmente no caráter aberto, flexível e contextualizado dos atos de ensinar, aprender e pesquisar.”

É possível organizar as disciplinas em torno de idéias básicas ou a partir de problemas que exijam para sua solução proposição de encaminhamento e abordagens interdisciplinares.

São temas para a atenção integral à saúde de adolescentes e jovens:

  • Participação juvenil;
  • Direitos sexuais e direitos reprodutivos;
  • Projeto de vida;
  • Cultura da paz;
  • Ética e cidadania;
  • Drogas e
  • Igualdade racial e étnica.

A escola tem um papel importante na promoção da saúde integral da criança e de adolescentes e  na prevenção  do uso de drogas, graças às suas ações de educação para a saúde. Como a escola faz parte de uma rede mais ampla que participa da prevenção, conta com parcerias para o seu projeto com uma complementariedade de competências interdisciplinares e de intersaberes.

Dentre as ações destacam-se as que incluem as famílias das crianças e adolescentes para resgatar seu potencial educativo, a reinserção dos usuários de drogas que estejam excluídos da convivência familiar e comunitária. Onde impera  a cultura da violência, fazem-se necessárias as ações protetivas e de segurança pública. Em casos de maiores dificuldades, quando as crianças ou adolescentes estão em risco, cabe à escola buscar ações articuladas junto à Vara da Infância e ao Conselho Tutelar.

Ressaltamos aqui a formação do professor o processo contínuo de desenvolvimento cognitivo, afetivo, social e espiritual, privilegiando a experiência em sala de aula. As  ações a serem planejadas pelos professores da escola devem ter uma dimensão integrada com outros profissionais e com os vários segmentos da própria escola.

É nos momentos das reuniões pedagógicas, do conselho de escola, do grêmio estudantil e em JEIF que as reflexões se tornam um espaço de movimento permanente de construção, desconstrução e reconstrução.

 

V         RECURSOS:

 

a)-recursos humanos:  Equipe gestora, professores e funcionários  da escola, pais e alunos, e pessoal contratado da Prefeitura Municipal de São  Paulo. Educadores com Parcerias em  outras instituições governamentais da área da saúde, universidades e que têm experiência na área.

 

b)-recursos físicos: espaços internos e externos da escola, onde os trabalhos serão desenvolvidos.

 

c)-recursos materiais:  equipamentos: TV, Videocassete, DVD, Antena Parabólica, Retroprojetor, Impressora, Aparelho de Som,Projetor Multimídia(datashow), Fax, Câmera fotográfica/filmadora e materiais diversos(cola, papel sulfite, lápis preto, canetas hidrocolor e outros).

 

d)-recursos financeiros: o gasto financeiro será direto

 

 

 

 

 

 

 

VI       CRONOGRAMA DO PROJETO

Etapa 1: Socialização do Projeto em Reuniões Pedagógicas e em JEIF(Jornada Especial Integrada de Formação) – de 3 a 11/06/2018.

Etapa 2: Avaliação e Reavaliação de Planos de Trabalho do Professor – de 7 a 08/07/2018

Etapa 3: Desenvolvimento: de 11/07 a 30/09/2018

Etapa 4: Avaliação: de 1 a 31/10/2018

 

VII      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente (2000). Brasília: Ministério da Justiça, Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, 1982.

 

BRASIL. Secretaria Nacional Antidrogas. Drogas: Cartilha álcool e jovens. Brasilia: SENAD, 2005.

 

________Ministério da Educação. Orientações curriculares para o ensino médio: linguagens, códigos e suas tecnologias. Brasília: MEC/SEB, 2006. V. 1.

 

BRASIL.  Simpósio Internacional sobre Drogas: da Coerção à  Coesão. Brasília Departamento de Prevenção às Drogas e Saúde do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime(UNODC), 2013.

 

Decreto no. 6286, de 5 dez.2007, Institui o Programa Saúde na Escola(PSE). E dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasilia. Disponível em: HTTPS://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007- 2010/2007/decreto/d6286.htm.> Acesso em: 9 jul.2010.

SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de Identidade: uma introdução às teorias críticas de currículo. 2. Ed.Belo Horizonte: Autêntica, 2004.

 

VIII    ANEXOS

 

GRÁFICOS DE PESQUISAS REALIZADAS E ATIVIDADES DESENVOLVIDAS COM PROJETOS NO ENSINO FUNDAMENTAL

 QUADRO DA MATRÍCULA POR SÉRIE