Tarefa 6 – Curso EDH – Simone Conconi de Matos

Data

28 de julho de 2020

Cursista

Simone Conconi de Matos

Função

Professor de Educação Infantil e Ensino Fundamental

DRE / Unidade Educacional

Itaquera

Escola

EMEI Padre Manoel da Nóbrega

Público alvo: Crianças de 4 e 5 anos atendidas na EMEI Padre Manoel da Nóbrega

Tema: Azul e rosa pra todo mundo

Duração: 8 dias (cada Professor (a) terá a liberdade de usar o tempo que for mais apropriado à sua turma)

Finalidade: Demonstrar às crianças e aos adultos envolvidos no ambiente escolar que as crianças podem e devem ser livres em suas brincadeiras e que o respeito deve sempre estar em primeiro nas relações escolares e na sociedade de um modo geral.

 

Objetivos:

  • Diminuir práticas sexistas na Educação Infantil;
  • Promover a cultura de brincadeira sem diferenciação de gênero
  • Demonstrar às crianças que as brincadeiras são livres para meninos e meninas
  • Promover a cultura do respeito;

 

Recursos:

  • Brinquedos variados já existentes na EMEI como, bonecas, panelinhas e carrinhos;
  • Revistas para recortes já previamente separadas que contenham imagens que abranjam o tema proposto;
  • Lápis de cor, canetinhas e gizes de cera nas cores rosa e azul

 

Justificativa: Ainda nos dias atuais, vemos que práticas sexistas são muito comuns nas escolas de Educação Infantil, local este que deveria ser livre para que as crianças pudessem promover e criar suas culturas de pares sem se preocuparem com nada além da brincadeira. Porém, muitas vezes nós, Professores, nos deparamos com situações em que os meninos dizem que não poderão brincar junto com as meninas porque elas brincam com bonecas e boneca não é coisa de menino. Ou quando um funcionário e até mesmo um educador diz: “se comporte como uma moça!” ao se referirem à uma menina que é mais agitada. Estas ocorrências fazem com que reforcemos práticas sexistas e machistas enraizadas na sociedade. Por este motivo, trabalhar ações com as crianças bem pequenas se faz necessário para que consigamos, num futuro próximo, formar cidadãos livres de preconceitos e de ideologias de gênero que só fazem com que nos tornemos menos humanos.

 

 

Metodologias:

Etapa 1 (início do período do dia): Levar para a sala a caixa de bonecas para que as crianças brinquem livremente, mas precisa lembrá-los que, neste momento não poderá deixar à disposição os outros brinquedos. Somente as bonecas estarão disponíveis e  todos poderiam brincar o quanto quiserem.

 

Etapa 2 (final do período do dia): Levar para a sala a caixa com carrinhos variados, mas precisa lembrá-los que, neste momento não poderá deixar à disposição nenhum outro brinquedo. Somente os carrinhos estarão disponíveis e  todos poderiam brincar o quanto quiserem.

 

Etapa 3: Disponibilizar folhas de vários tipos para que as crianças possam desenhar livremente e disponibilizar os lápis de cor, giz de cera e canetinhas somente nas cores azuis de várias tonalidades, mais claros e mais escuros.

 

Etapa 4: Disponibilizar folhas de vários tipos para que as crianças possam desenhar livremente e disponibilizar os lápis de cor, giz de cera e canetinhas, mas agora somente na cor rosa, também nas várias tonalidades, mais claros e mais escuros.

 

Etapa 5: Roda de conversa

Aqui, faremos uma roda de conversa com a turma  para saber o que eles acharam de brincar com os brinquedos que foram disponibilizados.  E também saber o que eles acharam de usar as cores rosa e azul, separadamente, para fazerem seus desenhos. A intenção aqui, é saber a respeito de quais ideias as crianças da turma já trazem a respeito das ideologias de gênero impostas pela sociedade. Caso surjam falas como “boneca é de menina” e “carrinhos são só para os meninos” ou “ o rosa é para meninas e o azul para meninos” e outras do tipo, a Professora ou o Professor poderá encaminhar a conversa pontuando situações em que os adultos

Possam livremente usar as cores que mais gostem, independente de ser rosa ou azul e também outras situações em que, tanto homem ou mulher exerçam funções demarcadas “erroneamente” com ideologias de gênero.

 

Etapa 6: Recorte e colagem

Disponibilizar revistas e solicitar às crianças que procurem por imagens em que os homens possam estar fazendo ou usando algo que muitas pessoas falam que é “coisa de mulher” como, por exemplo, cozinhando ou cuidando de uma criança. O mesmo com imagens de mulheres, porém praticando ações ou usando algo que dizem ser de “menino”. Aqui, propositalmente as revistas devem conter estas imagens, por isso precisam ser verificadas com antecedência, já que não são imagens muito fáceis de serem encontradas. Quando encontrarem estas imagens, poderão recortá-las e ir separando nas caixinhas para a elaboração de um cartaz que ficará exposto no pátio de entrada das famílias.

 

 

Etapa 7: Roda de conversa

Esta última roda de conversa terá como foco a quebra destes paradigmas. O Professor ou Professora poderá perguntar se nas famílias deles os homens cozinham ou cuidam das crianças em conjunto com as mulheres e se as mulheres da família ou conhecidas dirigem carros ou algo do tipo. O importante é que o educador (a) consiga levar a conversa para o foco previsto, ou seja, os papéis na sociedade podem e devem ser exercidos por todos, tanto homens quanto mulheres. Assim, poderá fazer uma ligação com o momento em que só tinham as bonecas e alguns meninos, pode ser que não tenham apresentado o interesse, o mesmo no caso da caixa de carrinhos em relação às meninas. Mostrar às crianças que todos eles podem brincar do que quiserem, pois não tem esse negócio de “brinquedo de menina e brinquedo de menino”, pois os meninos brincando com as panelinhas podem desenvolver o interesse por cozinhar e serem ótimos chefes de cozinha e as meninas, brincando com carrinhos podem ser ótimas motoristas.

 

Produto final: Elaboração de um  cartaz com as imagens que as crianças encontraram e consideraram importantes dentro da proposta. Após a colagem das figuras, o cartaz será afixado num ponto estratégico por onde passam as crianças com os seus familiares com o objetivo de que eles mesmo possam conversar com seus familiares a respeito das imagens do cartaz ao passarem em frente à ele, já que, na maioria das vezes quando expomos alguma produção das crianças, os adultos sempre perguntam: “o que é isso que você fez”. Desta maneira, as crianças poderão ter propriedade para tratar do assuntos com os adultos também.

 

Avaliação: A avaliação ocorrerá de modo processual, ou seja, em todas as etapas será verificado se as crianças estão conseguindo transpor alguns paradigmas de diferenciação de gêneros nos momentos das interações e brincadeiras. Lembrando que este tema sempre deve estar em pauta nas reuniões de formações.