Tarefa 6 – Curso EDH – Silvana de Sá Almeida

Data

29 de julho de 2020

Cursista

Silvana de Sá Almeida

Função

DRE / Unidade Educacional

Itaquera

Escola

Monsenhor Luis Biraghi

Curso DRE. Itaquera
EDH – Desafios do contexto atual
Respeitar é Preciso
Projeto: Me aceitar, Meu espelho, Meu Olhar.
Silvana De Sá Almeida

Introdução
Ao participar do curso,logo no início do ano letivo me deparei com um problema, no
qual precisava tomar uma atitude com urgência,”O racismo”. A princípio fiz junto a
escola e os familiares uma pesquisa na qual de onde havia surgido o problema, haja
visto que na sala, não havia observado nenhum movimento diferente, a não ser pela
própria criança, ao se sentir acanhada e possuía dificuldades de interagir no início.
Ao realizar a pesquisa, constatamos que o problema estava acontecendo fora da
sala de aula e iremos realizar um trabalho coletivo com a equipe de trabalho, para
sanar o problema. No entanto esta criança estava faltando muito a escola, ao
conversamos novamente com a família sobre suas ausências e um trabalho de
intervenção a ser realizado, iniciou-se a pandemia …
Por isso, após este estudo no qual fiquei muito feliz ao ser contemplada, tanto pela
contribuição a qual eu obteria, bem como por ter ocasionado em um momento muito
propício, me propus trabalhar esse tema, em questão da valorização do “ser” de
cada crianças. Colocar para cada uma delas a importância que cada uma possui
independente de sua raça, cor, problema físico, ou psicológico, que nós somos
seres únicos, com igual importância cada qual com suas virtudes e defeitos que
todos nós temos, então o se olhar no espelho “não será simplesmente para
observar se o cabelo está arrumado ou não, será um olhar ao seu “ser”, de se
aceitar e valorizar o que está sendo visto.
Para tanto pretendo iniciar meu trabalho com “Um Olhar”, um olhar onde as nossas
características devem estar em destaque,para através deste ponto de partida ,
procurar elencar os verdadeiros objetivos do projeto, a valorização de cada um, de
cada indivíduo na nossa sociedade.

Sequência didática

Infelizmente não consegui assistir a live da profª; Luciana, pois a mesma ocorreu no
mesmo dia do meu aniversário (o qual tive algumas surpresas) e por ter recebido
também o comunicado posteriormente no qual fui contemplada em uma turma extra
pela equipe, na qual o curso já se encontrava em andamento, no entanto ao acessar
a plataforma e assistir a palestra da professora, a qual me identifiquei muito e achei
o tema bem pertinente a minha realidade momentânea (apesar de nos
encontrarmos afastadas), por tanto resolvi trabalhar esse tema porém ampliar um
pouco mais o olhar não apenas ao racismo mas também as demais demandas as
quais encontramos em uma sala de aula.
Esta criança a qual me refiro no Início do projeto, ela não se aceita como ela é
“negra”, observei no pouco tempo que tivemos que ela tem algumas relutâncias,
com seu cabelo, com sua cor, talvez por sua condição social (também acredito que
este fator influencia) e também até mesmo por uma questão familiar (não tivemos
tempo hábil para ampliar a pesquisa), mais seus pais a princípio não são negros,
não sei dizer se há mais membros da família que o sejam, se é uma questão
genética, ou outros princípios, ao retornar pretendo obter maiores informações as
quais devem e necessitam serem bem cautelosas, por conta de já ter observado
principalmente por parte do pai uma certa movimento rude em relação a questão.
Trabalhar a expectativa do respeito mútuo, na educação infantil é uma constante e
se dá como um trabalho de construção diário, no entanto não é uma tarefa muito
fácil, hoje nós vivemos em uma sociedade na qual, apesar de ainda haver ainda
muitos “preconceitos”, ela já está mais abrangente, já possibilita uma abertura maior
de seus paradigmas, possibilitando que pessoas antes reclusa, hoje possam estar
mais presentes a essa sociedade de forma mais participativa e ativa no grupo
social. No entanto ainda há “olhares“ diferentes e geralmente isso ocorre por falta de
conhecimento, por motivos sociais econômicos, ou até mesmo por uma cultura
familiar.
Porém nem é do dia para noite que iremos construir mudanças radicais, mas
acredito que para isso cresce a cada dia, precisamos construir um caminho através
da personalidade de cada criança, é plantando pequenas sementes dentro do seu
percurso escolar de aprendizagem, que futuramente poderemos colher o fruto do
qual nossa sociedade tanto espera, uma igualdade social a todos. Como diz minha
querida mãe: “de grão em grão, a galinha enche o papo.”
Então hoje tendo o privilégio de poder estar trabalhando com esta faixa etária de
criança (educação Infantil) onde nossas atitudes, o nosso saber contribuem com o
crescimento intelectual e social desta criança, é que às vezes me pego a pensar e
procuro desenvolver atividades que possam colaborar com essa construção, bem
como aproveitar pequenos problemáticas (como a encontrada no momento), ou
algumas questões colocadas por eles próprios para poder desenvolver meu trabalho
através questões e abordagens diárias do nosso cotidiano.
Sendo assim o 1° passo do trabalho será desenvolver o trabalho não só voltado a
aluna em questão (apesar dela ser o foco maior) mais trabalhar com a turma haja
visto que não possui apenas um problema mais algumas peculiaridades a serem
aceitas, vistas e respeitadas.
A) Trazer para as crianças alguns Altos Retratos de alguns artistas plástico, bem
como fotos (principalmentes de self) algo bem atual.
Neste momento o foco será mostrar para as crianças um “Olhar Artístico” no qual as
imagens trazem formas diferentes de se mostrarem, de se verem e de deixar
registrado sua característica para outras pessoas verem, independente de tempo,
raça, cor, ou aspecto físico. Ter esse olhar humanizado será uma forma de abordar
em roda de conversa algumas questões para iniciar o nosso foco, a valorização.

B) Na atividade de roda,pretendo colocar questões como:
● Porque você acha que eles fizeram os quadros?
● Porque você faria um quadro?
● O que você achou das Imagens?
● Gostou,sim ,não, porquê?
● O que vc percebeu de diferente nas imagens?
● Tem alguma coisa que lhe chamou atenção?
● Qual imagem vc mais gostou,porque?
A partir destas perguntas que pretendo guardar e anotar sobre, observar qual foi a
reação das crianças, quais aspectos lhes chamaram mais atenção, para a partir
deste diagnóstico inicial dar andamento de forma a direcionar a 2° parte do projeto.

Neste 2° momento propor que cada criança se observe no espelho (com a devida
precaução e cuidado oferecer um espelho a cada criança), propor que se observem,
que se olhem, que vejam detalhes e características suas, cor dos olhos, cor da pele,
cabelos cores e tipos … perguntar o que mais lhes chama atenção quando eles se
olham? Nesta passagem será importante elencar e valorizar algumas características
(principalmente de quem se quer atingir) não só de um, mais de várias crianças.

A) Após a esta reflexão,a este momento de se observar e se olhar,pedir que
cada um faça o seu próprio desenho,o seu próprio auto retrato.Neste
momento é importante observar o trabalho das crianças, de onde iniciaram,
qual característica se dedicou mais a ressaltar,o cuidado ao se desenhar e a
importância dedicada à atividade.

B) Depois em um outro momento expor o trabalho realizado por eles,novamente
em roda de conversa realizar perguntas (inicialmente algumas podem ser as
mesmas realizadas na primeira fase).Após as perguntas indagar de cada um
sobre sua obra,sobre seu trabalho e as características colocadas nela.è
importante também elencar alguns aspectos elencados por alguns colegas no
momento da reflexão. E por fim perguntar o que eles sentiram ao se
desenharem, o que acharam se gostaram do resultado.
A todo momento é muito importante valorizar o trabalho deles bem como as
características de cada um, mostrar que não somos iguais e que cada um de nós
possuímos particularidades que são só nossas e que essas podem ser nossas
melhores qualidades.
Nesta fase o desenrolar da conversa podem surgir algumas perguntas que nos
deixem em situações difíceis, é preciso estarmos preparadas para podermos
conseguir contornar as situações, bem como podem também surgir indagações que
nos norteiam dentro do nosso projeto, ou para flexibilizar o mesmo. Mais de forma
nenhuma podemos deixar de elencar e permanecer no percurso inicial do nosso
projeto que é a Valorização de cada indivíduo e as características as que estão
sendo problematizadas no nosso projeto.

A) Neste novo momento já foi possível trabalhar e enfocar bem a questão da
Valorização de cada um e mostrar para as crianças que cada um possui sua
característica diferente do seu colega e que isso deve e precisa ser
respeitado. Nesta última fase do trabalho, baseado no respeito e nas
construções já realizadas iremos propor que eles realizem um retrato, um
desenho de seu colega.
Aqui é importante observar como cada criança está vendo, desenhando seu
colega, quais características eles estão elencando no seu trabalho, se alguma
característica está sendo realizada do ponto de vista dele, ou do que foi colocado
pelo próprio colega em questão.

B) Após a confecção dos trabalhos, em um outro momento, realizar a roda de
conversa e expor os trabalhos, realizando perguntas como:
● Foi difícil desenhar o colega?
● O que você achou?
● O que lhe chamou atenção?
● Porque…?
E perguntar para quem foi desenhado o que ele achou da obra realizada pelo seu
colega. Após todas as ponderações fazer um fechamento da proposta inicial, falar
com eles sobre o percurso do projeto e o que você observou neles neste período. É
importante sempre valorizar o trabalho de cada um e mostrar para eles que nós não
somos iguais que cada um de nós possuímos uma qualidade, bem como também
possuímos nossos defeitos. No entanto é importante que respeitemos a todos e
respeitamos nossas qualidades e defeitos.
E para finalizar todo o projeto de valorização de cada um a proposta final é expor as
obras de artes realizadas por cada um deles,sejam os seus altos retratos ou o
desenho do seu par, sendo assim essa exposição deve ganhar um lugar de
destaque na escola para que todos possam apreciar e observar nossas diferenças e
habilidades.

Justificativa/ Objetivo

O objetivo central deste projeto é colocar de forma bem lúdica para cada criança
que cada um de nós possuímos qualidades, diferenças que são particularidade de
cada um, qualidades/diferenças que são nossas ‘forças’ se acreditarmos nelas e
não a fazermos delas um obstáculo, que devemos sempre nos aceitarmos como
somos sejam com elas ou sem elas e sim por quem acreditamos sermos e que
poderemos ser futuramente. Nos aceitarmos como somos se vendo no espelho ou
se vendo junto a uma sociedade é responsabilidade nossa nos aceitarmos como
somos e que esta aceitação que será o caminho para a construção e o
desenvolvimento do nosso futuro. Barreiras vão aparecer sim, dificuldades e a
tristeza podem aparecer, sim, mais só nós podemos removê-las ou aprender
contorná-las para desenvolver como pessoas.
Esse projeto, tenho consciência que não será uma tarefa muito, fácil, tenho certeza
que obstáculos vão aparecer, questões vão surgir e vou precisar está pronta para
vencê-los,estudá-los e até flexibilizar caso seja necessário, o que sei realmente é
que não posso perder o foco principal, valorizar as características individuais de
cada um. Para isso calculo que o projeto possa ser realizado durante um período de
um mês ou 2 no máximo, adequando de acordo com as possibilidades e as
questões levantadas pelas crianças tudo vai depender das respostas obtidas no
percurso.

Avaliação/ Conclusão.

Como Avaliação final ,será observar qual foi o impacto que as atividades propostas
causaram nas crianças e quais foram as respostas dadas por eles e o ganho obtido
por cada um dentro do percurso do projeto,não esquecendo é claro que toda a
proposta foi desenvolvida focando uma problemática de uma criança inicial,sendo
assim o foco no seu desenvolvimento durante todo o projeto também será
observado e espero que ao final do trabalho eu possa alcançar o objetivo de fazer
com que ela se aceite com suas características
Pretendo documentar o projeto com fotos e relatos e no final do percurso montar um
pequeno Portfólio de toda a trajetória.

Bibliografia

O valor da brancura, considerações sobre um debate pouco explorado no Brasil
texto. Luciana Alves.
Currículo da Cidade de São Paulo, Educação Infantil, SME Portal Institucional.
A Arte de Olhar “Famílias”, Schilaro Santa Rosa, Neide. Editora Scipione, 2004.
Coleção Aprendendo com Arte, Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Tão Sigulda,
editora Educação e Cia.
Site: Tempo Junto, como fazer um autorretrato com as crianças.
Vídeos complementares: Quintal da Cultura – O retrato e Quintal Musical –
Auto-Retrato – 06/02/14

Recursos Visuais.

 

 

Tarcila do Amaral

Pablo Picasso

Maju Coutinho

Ticiane Pinheiros Rafaella Justos.

desconhecido

Dançarinas

Desconhecido