Tarefa 6 – Curso EDH – Rosimeire Marques de Carvalho

Data

6 de agosto de 2020

Cursista

Rosimeire Marques de Carvalho

Função

PEI

DRE / Unidade Educacional

Ipiranga

Escola

CEU CEI PARQUE BRISTOL

CURSO: EDH – EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS – DESAFIOS DO CONTEXTO ATUAL

RESPEITAR É PRECISO!

Elaboração de uma sequência de atividades de Educação em Direitos Humanos. Explicitando sua relação com a vida cotidiana da escola e como contribuir para a construção da cultura EDH. Instituto Vladimir Herzog

 

NOME: ROSIMEIRE MARQUES DE CARVALHO

 

IDENTIDADE E RESPEITO MÚTUO

1 INTRODUÇÃO

Como professora de Educação Infantil do CEU CEI PARQUE BRISTOL -DRE IPIRANGA seguirei uma sequencia de atividades de uma semana (mas que poderá estender-se durante o mês e até durante o ano, sendo retomado sempre que necessário de acordo com as vivências e ações que surgirão durante o ano), para crianças do agrupamento Mini Grupo 2, faixa etária entre 3 e 4 anos.              Respeitar o outro é tarefa que deve ser aprendida desde a infância, dentro da família, na escola e na sociedade, sendo permanente. A construção de valores inicia-se desde o nascimento. Sendo um desafio para a educação infantil com bebês e crianças que precisam muito da mediação dos educadores para explicar as situações, para explicitar os valores e as atitudes que ali ocorrem diariamente, para aprender formas de agir que respeitem o outro. Uma das experiências mais significativas que se pode proporcionar às crianças pequenas é a oportunidade de conviver num ambiente em que elas sejam reconhecidas como pessoas, como sujeitos de direito, e no qual suas características, suas singularidades e seus desejos sejam conhecidos e respeitados. Ou seja, um ambiente em que aprendam a respeitar e a serem respeitadas.

 

JUSTIFICATIVA

 

O desenvolvimento da Identidade está intimamente relacionado ao processo de socialização, e a interação social se dá na ampliação dos laços afetivos que as crianças podem estabelecer entre si e com os adultos, em meio a essa relação desenvolvem a autoconfiança e a autoestima. A autoimagem também é construída a partir das relações estabelecidas nos grupos em que a criança convive. Desse modo, um ambiente farto de interações, que acolha as particularidades de cada indivíduo, podem promover, o reconhecimento das diversidades aceitando-as e respeitando-as. Assim, além de temas propostos no planejamento, precisamos estar atentas as vivencias e ações que surgem diariamente que podem trazer conteúdos significativos às crianças. Busca-se promover com esse trabalho:

  • Leitura de textos informativos, poemas, histórias infantis e teatro de fantoches;
  • Desenho livre relacionado aos temas ou histórias propostas;
  • Músicas e danças;
  • Fotos e vídeos de outras culturas, costumes, comidas, obras de arte, e das próprias crianças;
  • Roda de conversa diárias e brincadeiras livre e dirigidas;

 

OBJETIVOS GERAIS

 

  • Estimular as crianças desde a infância a praticar o respeito pelos outros;
  • Proporcionar ao aluno apropriação de sua identidade;
  • Desenvolver a auto confiança e auto estima;
  • Desenvolver atividades com fotos de suas famílias;
  • Incentivar as crianças a valorizar e respeitar a diversidade;
  • Reconhecer a criança como um ser social e histórico, promovendo a integração entre os agrupamentos, valorização do nome, resgate da dignidade e da cidadania, criando meios de aquisição de conhecimento de si mesmo e do mundo que a rodeia.
  • Propiciar uma relação de confiança com os pais, favorecendo uma parceria com os mesmos, visando o bem-estar da criança;

 

ATIVIDADES

 

1 – CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

Na Educação infantil a contação de histórias é uma prática diária e através de histórias com vocabulário simples, mas rico no conteúdo contemplando uma aprendizagem significativa, uma oportunidade para trazer histórias relacionadas com valores e respeito, tudo bem lúdico, trabalhando com o imaginário da crianças, apresentando histórias de meninas guerreiras, fortes e que meninos podem chorar, de famílias de diversos formatos, não apenas mamãe, papai e filho. Trazer histórias de não discriminação racial, sexual ou religiosa e até com histórias de inversão de papeis, como mãe que trabalha fora e pai que ajuda a cuidar das tarefas de casa e no cuidado com os filhos. Como também histórias que comtemplem a diversidade e personagens que apresentem algum tipo de deficiência.  Importante deixa-los manusear os livros para identificar-se com os personagens, tom da pele, cabelos, olhos.

História sugerida: “QUE COR É A MINHA COR?”. Contada por Nadirjane Medeiros. Escrita por Martha Rodrigues e ilustrada por Rubem Filho. Editora Mazza. Griot é o contador de histórias africano que passa a tradição dos antepassados de geração em geração. O objetivo dessa coleção é trabalhar a identidade afrodescendente na imaginação infantil. E é justamente à imaginação que esses livros falam a partir de uma composição sensível, de textos curtos e poéticos, associados a belas ilustrações. Modo lúdico de reforçar a autoestima da criança a partir da valorização de seus antepassados, de sua cultura e de sua cor. Podemos a partir desta história realizar várias propostas com a cultura, costumes e a misturas de muitas raças de um povo brasileiro.  https://m.youtube.com/watch?v=MxeFFyF5bp4

Outras sugestões: UM AMOR DE FAMÍLIA https://www.youtube.com/watch?v=G95Os1Vkj5k

TUDO BEM SER DIFERENTE https://www.youtube.com/watch?v=BHtdIdr9dh0

PEDRO E TINA https://www.youtube.com/watch?v=7ewURDIhGds

 

2- BRINCADEIRAS DE FAZ DE CONTA

As brincadeiras estão nas propostas diárias, livres e intencionais. Uma proposta de brincadeira muito interessante e importante no sentido de respeito ao outro ao mesmo tempo trazemos a igualdade, onde criamos ambientes apresentando que os direitos e oportunidades são iguais a todos. Brincar de casinha com bonecas, onde os meninos são os pais cuidam dos filhos e trocam fraldas e a mãe sai para trabalhar. Brincam de carrinhos, as meninas pilotam motos e dirigem carros e vencem a corrida. Jogam futebol juntos e divertem-se. Os meninos são chef de cozinha e servem as meninas. Desempenham papeis de nossa sociedade atual, ações significativas à elas. Sozinha ou com os amigos, as crianças usam todos os recursos de que dispõe para explorar o mundo, ampliar sua percepção sobre ele (e sobre si mesma) como forma de organizar o pensamento e trabalhar com afetos e sentimentos. Isso tudo ocorre num grau ainda maior quando o brincar envolve o chamado faz de conta.

 

3- PROPOSTA COM FOTOGRAFIAS – HISTÓRIA (IDENTIDADE)

As crianças amam se ver, ver seus familiares e saber sobre os amigos também. Pedir fotografias as famílias e inclui-las no ambiente escolar traz a sensação de pertencimento. Neste momento podemos ter uma roda, já que a roda de conversa faz parte de nossa rotina no CEI, seja para explicar uma atividade, uma orientação da rotina, comunicados, um momento também para ouvi-las… A apresentação da fotografia traria a recordação daquele momento, teríamos uma história que surgiria ao relembrar o acontecimento, uma viagem, aniversário. A criança seria protagonista sentindo se valorizada apresentando parte de sua história aos colegas. Uma oportunidade para construção da identidade e autoestima das crianças. Essas fotos podem ser coladas na parede e ficar expostas sendo na sala, um espaço construído pela nossa história. Podemos realizar essa atividade no inicio do ano e no final, assim também poderemos analisar o desenvolvimento da criança. Como também renová-las durante o ano. IDENTIDADE – AUTO CONFIANÇA – AUTOESTIMA – PERTENCIMENTO

 

4- PROPOSTA VALORES E BOAS MANEIRAS – PALAVRAS MÁGICAS

No dia a dia escolar percebemos que algumas crianças já trazem de casa alguns valores, outras não. Como as crianças desenvolvem uma aprendizagem significativa através de leituras e das práticas no cotidiano escolar devemos cultivar esses valores e conscientizá-los da importância e da necessidade em preservar valores e boas maneiras como respeito ao próximo, amor, gentileza, amizade, gratidão, cooperação, colaboração, entre outros.   De forma lúdica podemos trazer as palavras mágicas para perceberem a importância em dizer: OBRIGADO (A), PEDIR DESCUPAS, LICENÇA E POR FAVOR, como também BOM DIA E BOA TARDE.                         Além de dirigirem aos amigos, professores e demais funcionários da escola pelo nome.  Aos poucos irão perceber que os valores e as boas maneiras devem ser usados diariamente, posturas como não mentir e não discriminar devem ser propostas constantes nessa forma de educação preventiva em formar cidadãos conscientes.   Um bom exemplo dessas posturas e conceitos são nossas atitudes com eles e com os outros, as crianças nos observam o tempo todo e nessa idade costumam imitar nossas falas e comportamentos. Assim, ensinar as crianças na educação infantil conceitos simples de educação que os ajudem a desenvolver princípios morais e boas maneiras.

 

5- INTEGRAÇÃO

Temos realizado muito a integração entre os agrupamentos. Tanto em atividades em sala quanto ao ar livre. Percebemos a importância dessa prática do convívio das crianças de diferentes faixas-etárias, pois aprendem muito sobre si mesmas e sobre seus pares, onde os menores aprendem na convivência com os maiores, observando as brincadeiras, no modo de explorar o ambiente e até mesmo no modo de solucionar problemas e até conflitos. Os maiores por sua vez cuidam dos menores, os protegem. Com essa prática as crianças exercitam o respeito, a escolha e a empatia, ações importantes para o convívio em sociedade.                                                                                              Uma vez na semana preparamos um encontro se for ao parque ficamos atentas ao cuidado que os maiores tem com os menores nos brinquedos em esperar subir, ou escorregar. Em sala podemos ter um momento de leitura com livros a disposição, ou momento beleza em que uns cuidam dos outros, a interação acontece as crianças tem a possibilidade de desenvolver novas habilidades por meio desse convívio.

 

AVALIAÇÃO

 

A avaliação na educação infantil se dará de forma contínua, ou seja, em todas as etapas do processo de aprendizagem. Por meio da observação, podemos contemplar as reações das crianças, seus interesses, necessidades, potencialidades e a forma como interagem e se relacionam com os colegas, considerando o desenvolvimento de cada um dentro dos contextos e das rotinas. Sabendo que cada indivíduo, em sua singularidade, desenvolve-se de maneira diferente precisamos estar atentas a ação das crianças durante as práticas e interações possibilitadas na escola. Observar os avanços que alcançaram individualmente e no coletivo.                                                                              Os apontamentos nos darão instrumentos para uma possível reorganização do trabalho e do planejamento inicial.                                           Além dos registros escritos, teremos também fotos e vídeos das atividades desenvolvidas, organizando um portfólio de suas produções, que serão fundamentais na comunicação com os pais e responsáveis, que são tão importantes no processo de escolarização, ainda mais se tratando de um tema tão vivo nas relações familiares e sociais.