Tarefa 6 – Curso EDH – Rosangela Valerio dos Santos

Data

6 de agosto de 2020

Cursista

Rosangela Valerio dos Santos

Função

PEI

DRE / Unidade Educacional

Guaianases

Escola

CEI Zacaria Mauro F Gonçalves

A construção de identidade positiva da criança negra

Justificativa

A história do Brasil foi marcada pela colonização baseada no regime escravocrata, que se fez presente por mais de 300 anos. O que infelizmente deixou uma herança para a nossa sociedade: o racismo. O racismo trouxe para a população negra uma invisibilidade e a colocou à margem da sociedade, contribuindo assim para o desenvolvimento de um sentimento de inferioridade e de negação da sua cor. O que influência diretamente na formação da sua identidade.

Tendo em vista a forma como foi construída a identidade do negro no Brasil e de como o racismo afeta esse sujeito logo na primeira infância, algumas questões surgem quando se pensa no papel das práticas escolares no processo de formação da identidade da criança negra.

Battistela (2009) compreende que um indivíduo aprende, constrói e representa sua identidade desde o nascimento, pois ele nasce em uma família, ou em uma comunidade social (já em andamento), constituída de valores, crenças e visões de mundo.

As práticas vivenciadas na Educação infantil podem possibilitar a criança negra a descoberta do seu pertencimento étnico-racial de uma maneira positiva, bem como podem auxiliar as não negras a se relacionarem bem com a diferença. Logo, os espaços educativos como um todo e, particularmente, a Educação Infantil precisam constituir-se como territórios qualificados onde são incorporados a Educação em/para os Direitos Humanos, bem como os desejos e valores de uma sociedade verdadeiramente justa e igualitária.

Público alvo

  • Todos os adultos que trabalham na unidade escolar;
  • Crianças matriculadas no CEI (0 a 3 anos).

Duração

  • Dois semestres.

Sobre a proposta do trabalho educativo

Para que a construção da identidade da criança negra não seja comprometida  é de extrema importância que a comunidade escolar promova uma relação de convívio que colabore com a cultura do respeito mútuo e principalmente às diferenças. Pois as ações dos adultos, muitas das vezes servem de exemplo para a crianças. Além do comportamento dos adultos, os docentes por sua vez, devem trazer experiências em que todas as crianças sintam-se representadas, positivando assim a diversidade, tendo a preocupação de ofertar exatamente a mesma oportunidade de aprendizagem a todas as crianças.

O trabalho terá inicio com um processo formativo em que a gestão estará a frente, propondo encontros formativos com a temática étnico racial, a partir de um plano de ação, trazendo histórico, leis e diretrizes para aprofundamento no assunto. A intenção é que toda a comunidade escolar participe desses momentos, inclusive as famílias. Montando grupos de trabalho para que essa ação se efetive. Considerando o pouco tempo semanal que as unidades dispõem para formações, acredito que será necessário um semestre para a finalização desse primeiro passo.

Já em relação às propostas docentes, considero que ocorram de forma contínua, no dia a dia, não é possível definir momentos para se ter acesso a diversidade, pois estamos em contato com ela a todo momento, se trata de algo que não e possível fragmentar.

É necessário que o docente garanta a visibilidade dessa diversidade, ressignificando espaços para que todas as crianças sintam-se representadas, por meio de murais por exemplo. Permitindo que essas crianças tenham acesso a livros, revistas, videos, bonecas, lápis de cor, brinquedos, tudo que possibilite se sentir representada.

O docente da educação infantil além de permitir o acesso pode realizar rodas de leitura, rodas de conversa, contação de histórias, propor uma brincadeira de salão de beleza e espelhos, entre outros.

Trabalhar com relações étnicos raciais na educação infantil, além de positivar a identidade da criança negra é uma prevenção para não se ter que discutir posteriormente o racismo.