Tarefa 6 – Curso EDH – Rosangela Medeiros da Silva

Data

3 de agosto de 2020

Cursista

Rosangela Medeiros da Silva

Função

Prof Ens Fund e Inf I

DRE / Unidade Educacional

Guaianases

Escola

EMEI Lucilia de Andrade Ferreira

Tema: PROJETO PARA INCLUSÃO E PROMOÇÃO DE APRENDIZAGENS DE CRIANÇAS AUTISTAS E SUAS FAMÍLIAS NO COTIDIANO ESCOLAR E DA COMUNIDADE

Justificativa: A importância do tema abordado deu-se por razão do entendimento do processo da inclusão do aluno autista na escola regular da rede pública e suas contribuições, pois, o ensino inclusivo é um direito conquistado e é dever de toda sociedade aceitar e respeitar as diferenças. Urge da necessidade de um trabalho comprometido de todos os profissionais envolvidos com a educação e principalmente da dedicação e empenho dos seus familiares as principais dificuldades apresentadas para a inclusão dos autistas na escola pública de  ensino regular, considerando os pontos e contrapontos da escola inclusiva e a importância da relação família  e escola como fator necessário para a inclusão de tais alunos.

Público Alvo: Educação Infantil e Ensino Fundamental

Finalidade: Fazer jus à palavra dita, precisa acompanhar uma preparação tanto do próprio professor quanto da escola, que é de grande importância para o desenvolvimento da criança, pois não é o indivíduo autista como aqui é estudado que deve adaptar-se ao ambiente, mas sim o ambiente que deve ser adaptado e receber a educação inclusiva, pois já, há leis que determinam esta afirmação. Torna-se necessário um entendimento mais amplo, muito mais profundo do que o simples fato da necessidade em cumprir a lei, tendo em vista que é necessário saber o real valor de fazer uso de tal obrigação, utilizando assim, a consciência crítica e reflexiva.

Objetivos:

  • Promover a aproximação das famílias com a Escola na intenção de avanços nas aprendizagens das crianças com diagnósticos do Espectro Autista, melhorar a comunicação e as trocas entre mães de crianças com deficiências e as demais.
  • Faz-se necessário um estudo mais aprofundado do que é de fato o autismo para que a ausência desse conhecimento não se transforme em repulsa pelo indivíduo, visto que, é um ser humano como todos os outros, apenas com dificuldades e comportamentos distintos, devido o transtorno autista.
  • Conhecer as especificidades do Autismo para ter embasamento técnico às intervenções em sala de aula e nos espaços de convivência.
  • Envolvimento de toda a comunidade escolar e entorno no processo de inclusão e respeito à diversidade.
  • Reconhecimento do papel principalmente da mulher/mãe nos cuidados com os filhos autistas e o protagonismo delas para diagnóstico e tratamento.
  • Ampliação da participação das famílias na vida escolar das crianças de um modo geral.

 

Duração: 6 meses

 

Atividades:

 

  1. Levantamento das crianças com diagnóstico do Espectro Autista e o grau de cada uma segundo o laudo médico apresentado.
  2. Mapeamento das especificidades de casa criança, com acompanhamento de relatórios de anos anteriores e ou observações de salas pelos professores, além de leitura sistematizada de fichas de acompanhamento de CEFAI e PAAI.
  3. Organização das listas de contato das famílias e das agendas dos alunos para facilitar a comunicação entre as Famílias e Escola.
  4. Contato com as Famílias e agendamento de conversa para a acolhida e levantamento sobre rotina em casa, gostos da criança, o que a criança já sabe, seus interesses e medos, alimentação, se há seletividade alimentar ou não, abordagem das mães no caso de crise, idas ao médico, medicação e outros.
  5. É necessária a união não só entre os profissionais, mas também entre os familiares e a escola porque esse envolvimento entre a troca de informações. Portanto, o diálogo entre família e escola é de grande importância para as devidas intervenções na aprendizagem e em seus comportamentos, dando continuidade em seguida nos demais ambientes onde a criança encontra-se inserida.
  6. Conhecer as diversas características apresentadas pelo indivíduo autista para assim, saber como intervir, respeitando seu tempo e trabalhando da melhor maneira possível as suas potencialidades, trabalhando para que a segregação do indivíduo seja descartada totalmente.
  7. Reunião com os professores regentes e especialistas para trocas de impressões sobre as aprendizagens das crianças com o transtorno global do desenvolvimento e os encaminhamentos necessários para o para que avancem nas aprendizagens
  8. Levantamento com a AVE (Auxiliar da Vida Escolar) sobre o nível de autonomia dos estudantes, no que se refere às idas ao banheiro, higienização e capacidade de alimentar-se sozinha e acompanhamento e encaminhamentos das orientações da profissional de saúde do Projeto Rede.
  9. Formação com os professores nos horários coletivos sobre o Autismo, suas especificidades e as habilidades comportamentais a serem desenvolvidas em consonância com o Currículo da Cidade.
  10. Busca por novas formas de aprendizagem, bem como, também a capacidade de compreender que se têm sempre coisas novas a aprender. Para que a inclusão seja de fato uma realidade na escola é necessário à formação, preparo e dedicação dos docentes. Portanto a formação dos professores para atuação do trabalho com a diversidade é de grande importância, pois é essencial para a inclusão efetiva.
  11. Apresentar rotinas que trazem segurança, considerando o desenvolvimento da aprendizagem como fator importante para o indivíduo, visto que, o mesmo se familiariza-se com as rotinas, ou seja, atos e objetos que já está acostumado a conviver, porém como é de grande importância tal novidade para o melhor desenvolvimento do seu comportamento diante das situações e superação das dificuldades.
  12. Encontro formativo com as mães das crianças autistas e não autistas e professoras com espaço informativo sobre o Espectro Autista, socialização dos avanços na esfera pessoal e escolar, dificuldades, trocas de contato sobre os espaços de terapia complementar social e de saúde, além de escuta atenta das falas sensíveis das mães das crianças que convivem com os colegas deficientes e suas especificidades. Finalização com confraternização entre todas.
  13. Acompanhamento com as professoras das atividades propostas em sala para as especificidades de cada criança. Organização da rotina, jogos, brincadeiras e materiais em geral para a promoção da inclusão e avanços nas aprendizagens.
  14. Conversas pontuais e individuais com as famílias com levantamento sobre a execução dos combinados com as professoras e realização em casa para construção da autonomia, rotina e organização pessoal da criança autista.
  15. Partindo do ponto da realidade individual de cada aluno autista, para que haja o processo inclusivo escolar contínuo, é necessário o desenvolvimento do trabalho da sala de recursos ou seja, atendimento nas salas de recursos deve ser oferecido em horário contrário da sala regular.

Avaliação

Durante o semestre serão utilizadas coleta de dados, registros individuais, questionário com o objetivo de coletar dados importantes e necessários para avaliação.

A importância do registro favorece a reflexão sobre como se deu tais comportamentos apresentados pelo autista, favorecendo assim, análise do que pode ser mantido e o que deve ser retirado para alcance dos objetivos proposto. O professor precisa então, estar atento para cada detalhe do comportamento autista, para poder então saber como registrar e intervir, pois, a devida observação o ajuda e transmitir informações sobre seu comportamento e evolução.

Reuniões de avaliação sobre o percurso com participação da equipe gestora, famílias e toda a comunidade escolar.