Tarefa 6 – Curso EDH – Roberta dos Santos

Data

6 de agosto de 2020

Cursista

Roberta dos Santos

Função

PEI

DRE / Unidade Educacional

Capela do Socorro

Escola

Cei Jd Somara

SOMOS TODOS IGUAIS: DIREITOS HUMANOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E COMUNIDADE ESCOLAR

 

 

Público Alvo:

Educandos do Centro de Educação Infantil – Agrupamento Mini Grupo I – idade: 02 à 03 anos.

 

Justificativa:

Respeitar o outro como um todo, por suas escolhas e especificidades, deve ser aprendido desde a infância, envolvendo a família, a escola e a comunidade. Assim, se faz necessário entender as necessidades de estudar os direitos humanos desde a educação infantil, possibilitando às crianças o entendimento de que o respeito pelo outro é primordial na vida dos seres humanos.

No universo infantil, se faz necessário que esse entendimento se dê de forma lúdica, atraente e convidativa às crianças, para que elas possam então, iniciar o entendimento sobre seus direitos e deveres, construindo assim, uma sociedade mais justa.

O ambiente escolar tem função importantíssima no sentido de auxiliar a criança a entender a vida e as formas de conviver com outro. Envolver as famílias nesses processos educativos é primordial tanto para a eficácia na aprendizagem da criança, quanto para a relação destes com a unidade educacional. É preciso que essa parceria (escola e família), esteja atenta e acompanhando o processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças.

A educação é claramente, instrumento de continuidade social da vida. E como define Dewey: “temos que aprender a como pensar bem, especialmente como adquirir o hábito geral de refletir” e isso, dar-se-á apenas nas interações sociais.

Ademais, a Constituição Federal de 1988, indica a necessidade da presença da Educação em Direitos Humanos nas práticas educativas, uma vez que a própria educação constitui-se um desses direitos inalienáveis da pessoa humana. “Esse desafio de tornar a escola espaço de afirmação de Direitos Humanos é tarefa eminentemente coletiva […]” (MEC, 2008, p. 34).

Urge um empenho coletivo para superarmos todas as formas de discriminação e violência existentes em nossa sociedade. Dentre as diretrizes do Plano Nacional de Educação – PNE (BRASIL, 2014), está a “superação das desigualdades educacionais, ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”, enfatizando também a “promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental”.

 

Objetivos:

  • Oportunizar reflexões e práticas pedagógicas pautadas na igualdade entre todas as pessoas, exercitando também a o respeito à diversidade e à diferença.
  • Instigar o educando, família e comunidade escolar, a respeitar o outro e a entender seus direitos e deveres, contando para tanto, com o estudo/ apresentação da Declaração Universal dos Direitos Humanos;
  • Estimular desde a infância, o respeito por todos;
  • Incentivar a valorização e respeito à diversidade;
  • Auxiliar na construção da identidade pessoal;
  • Aprender valores diversos, tais como: igualdade, ética, respeito, solidariedade, amor, empatia.
  • Formar cidadãos preocupados com a coletividade.

 

Metodologia a ser proposta:

Antes de mais nada, se faz necessário uma roda de conversa com todos, explicando e apresentando o projeto, cujo tema será tratado continuamente, durante o ano letivo, sempre enfatizando o respeito e sua importância, haja visto, que a essa temática não deve ser trabalhada apenas em um determinado período previamente estabelecido.

Na sequência, faremos a leitura e apresentação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e através do processo de escuta por parte do educador, daremos vozes ao protagonismo infantil, que serão instigados a falar sobre aquilo que mais lhes chamar a atenção.

Diante da colocação das crianças, iremos repertoriá-los com rodas diárias de conversas, leitura dos temas, poemas, releituras, desenhos, músicas, fotos, vídeos, contação de história com e sem fantoche, brinquedos, culinária, faz de conta, dentre outros que se fizerem necessários, dentro da temática.

Enfatizaremos ainda, através de brincadeiras e rodas de conversas, a importância de valores primordiais, tais como: amor, verdade, amigos, religião, família, respeito, cuidado de si e do outro, cultura negra, diversidade de gênero e raça, entre outros.

Já as famílias, ficarão responsáveis pela leitura de livros temáticos, levados para casa pelas crianças, e juntos irão elaborar um painel/ desenho ilustrativo do texto lido. Posteriormente, as crianças irão recontar a história para os colegas da unidade escolar, expondo a obra realizada junto com as famílias. Após a apresentação dos desenhos feitos pelas crianças, os demais serão convidados a expandir o desenho inicial, dando sequência ao que já fora produzido.

Cumpre salientar que haverá um canto organizado em sala, denominado como “canto de leitura”, onde livros e revistas variados estarão à disposição para o manuseio, com ou sem orientação do professor, mediante o interesse deles. Materiais estes, que estarão representando a diversidade com um todo.

Visitas programadas, combinadas previamente com pessoas para narrar e compartilhar sua história com a comunidade escolar também serão realizadas, sempre com o intuito de valorização e respeito com histórias contadas por personagens reais. Após essas visitas, as crianças irão recontar o que mais lhe chamou a atenção, e serão convidadas a desenhar algo que represente aquela história, e os desenhos serão entregues ao visitante/ narrador, como forma de retribuição de carinho.

 

Resultados Previstos/ Almejados:

Espero com a realização deste projeto, conscientizar a família e a comunidade escolar, bem como, contribuir e contemplar o aprendizado das crianças, no sentido de que devemos respeitar a todos, conscientizando-os através da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que será a base norteadora para as atividades supra citadas, realizadas dentro e fora da unidade escolar.

 

Avaliação:

A avaliação se dará com base na observação crítica e criativa das crianças, através de um processo de escuta do educador, documentado e baseado em informações recolhidas ao longo do tempo, por meio de situações significativas no contexto das atividades realizadas pelos meninos e meninas, e que atenda ao que eles conhecem e são capazes. Registros esses que serão feitos através de fotos, filmagens e anotações, sem cunho de seleção, classificação ou promoção dos pequenos, conforme orientação das Diretrizes Curriculares.

Saliento ainda, que o registro da escuta atenta do professor, terá cunho único e exclusivo de revisitar e repensar a prática pedagógica, com a intencionalidade de colocar em prática, propostas que se encontrem com interesse e protagonismo da crianças.