Tarefa 6 – Curso EDH – Raquel Tomas Pereira Lino

Data

7 de agosto de 2020

Cursista

Raquel Tomas Pereira Lino

Função

DRE / Unidade Educacional

Butantã

Escola

Cei Aloysio Greenhalgh

Boa tarde,

Segue a atividade referente ao curso EDH – Desafios do contexto atual.

Atenciosamente,

Raquel Tomás

CURSO : EDH – Desafios do contexto atual

ALUNA: Raquel Tomás Pereira Lino

Tema: Raça e relações étnico-raciais: branquitude e algumas questões étnicos raciais

Justificativa: Após assistir a aula e live com a professora Luciana Alves abordando com tanta propriedade a temática: “Raça e relações étnico-raciais: branquitude e algumas questões étnicos raciais”, me despertou o interesse em desenvolver um trabalho em que seja aplicável para faixa etária que trabalho que são crianças de 0 a 3 anos e 11 meses. A princípio parecia que esta temática não se aplicava para crianças com tão pouca idade, porém de acordo com a professora Luciana se crianças enxergam cor, com exceção de crianças com alguma deficiência como daltonismo, elas são capazes de ver e identificar que existem diferenças étnico raciais e que não somos todos iguais. Sabemos que é na primeira infância que ela passa a conviver com grupos distintos étnicos raciais, portanto acredito ser necessário e fundamental que este tema esteja sempre presente no planejamento diário do professor.  Segundo Ângela Davis “ Não basta não ser racista, é necessário ser antirracista”, nesta premissa devemos vencer os desafios e desculpas de não termos formação na área para articular ações que devem compor desde a primeira infância a luta contra o preconceito e a desigualdades.

Finalidade: Considerando e reconhecendo que NÃO SOMOS TODOS IGUAIS,  e que é nosso dever ensinar desde a primeira infância a importância de respeitar as diferenças, faz se necessário promover propostas pedagógicas que considerem, a priori, a formação da equipe escolar e que também se envolva as famílias, pois para despertar a consciência racial nas crianças é preciso antes trabalhar o racismo com os adultos que em  geral se declaram não racistas, mas vivem muitas vezes inconscientemente ou conscientemente no racismos estrutural. A partir desta formação, articular ações de maneira lúdica e franca com as crianças de 0 a 3 anos de idade.

Objetivos/resultados esperados: Quebrar paradigmas que SOMOS TODOS IGUAIS;

Valorizar e empoderar quem se sente inferiorizado por motivos raciais;

Estimular o respeito à diversidade;

Promover ações que permitam a criança a valorizar as diferenças étnicos-raciais;

Envolver comunidade escolar e famílias na luta contra o preconceito e desigualdade social.

Duração: Durante todo o ano letivo.

Atividades que comporão a sequência: 

Articulação com gestão da escola para organizar grupos de estudos que envolvam a comunidade escolar para formação sobre a temática referente à questão Étnico racial que aborde o tema com a relevância que ele merece e precisa ter, a fim de erradicar situações que expressem o racismo, seja ele intencional ou estrutural.

Destinar parte de verbas recebidas para a aquisição de acervo bibliográfico, brinquedos, jogos, audiovisuais, e tantos outros recursos que tem por objetivo expressar, valorizar e, principalmente, respeitar a diversidade racial.

Caixa dos tesouros: colocar dentro de uma caixa fechada e decorada (tema africano) objetos que remetem a cultura afro-brasileira. Como sugestão pode ser instrumentos, vestimentas, alimentos, utensílios, imagens…

Músicas e filmes: resgatar músicas e filmes que remetem ao tema. Sugestões: Mundo Bita, Rei Leão, Grandes Pequeninos, Homem-Aranha negro…

Cabanas: com tecidos ou retalhos afros, construir cabanas e realizar co[ntação de histórias africanas dentro das cabanas.

Artistas negros: apresentar imagens e nomes de artistas negros que são referências na expressão artística cultural afro brasileira.

Estas atividades podem ser planejadas de acordo com a realidade de cada agrupamento, podendo ser contempladas semanalmente, quinzenalmente ou com a periodicidade que melhor se encaixar no cotidiano escolar.

Avaliação:  A avaliação deverá ser processual e contínua ou longo das atividades propostas. Para tanto, serão produzidas rubricas de avaliação que valorizam a participação, envolvimento e protagonismo dos alunos nas atividades sugeridas.

 

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