Tarefa 6 – Curso EDH – Priscila Pettine

Data

12 de julho de 2020

Cursista

Priscila Pettine

Função

Prof. Fund II e Médio Inglês

DRE / Unidade Educacional

Jaçanã / Tremembé

Escola

EMEFM Derville Allegretti

Tarefa do curso EDH-Desafios do Contexto Atual

Priscila Pettine

EMEFM Derville Allegretti

Sequência didático- Projeto integrador: “Ciranda e Círculo da Paz”

Considerando a realidade escolar, elaboro o planejamento colocando em pauta o experimento do círculo da paz, utilizando um instrumento de fala, contemplando a cultura da paz, de modo interdisciplinar, com a adoção de músicas, propiciando a abertura de canais sensoriais, facilitando a expressão de emoções, ampliando a cultura geral e contribuindo para a formação integral dos alunos. Deste modo, como tenho apenas duas aulas semanais, poderia realizar estas ações de modo quinzenal, semana sim e outra não, ou fracionar as aulas dobradinhas e destinar uma aula de 45 minutos à promoção dos círculos, com atividades guiadas, com músicas, e possivelmente, temas geradores se assim se fizer necessário de acordo com a realidade do momento.

As atividades musicais guiadas podem ter um impacto positivo também na aprendizagem dos alunos, melhorando a concentração, melhorando, inclusive, as habilidades linguísticas.

Objetivos: Utilizar a música como ferramenta facilitadora na promoção da cultura de paz, na construção de competências e habilidades de modo integrado, favorecendo o acesso a múltiplas culturas.

Utilizar o círculo de paz como estímulo a exposição de ideias, ação mediadora e facilitadora na prevenção e resolução de conflitos, em consonância com os preceitos da uma Educação em Direitos Humanos formativa.

Em que local poderão ser realizadas a ações?

Em espaço interno ou externo da escola, a depender da disposição de uso das salas, podendo ser na sala de aula, jardim ou pátio.

Recursos utilizados

Caixa de som, instrumentos musicais, músicas em MP3 diversificadas, um objeto totem.

Qual o prazo estimado para o planejamento e execução?

  1. a) Para planejamento: revisão contínua da práxis, podendo ter seu planejamento quinzenal ou mensal.
  2. b) Para execução: A partir do segundo semestre de 2020, quando as atividades escolares foram retomadas.

Qual o número ideal de participantes?

Em cada momento até 35 alunos.

Quem são os participantes?

Alunos do Ensino Fundamental I e II da rede municipal de São Paulo.

*Esta atividade tende a ser compartilhada com os colegas em momentos de trocas de experiências, e desse modo, professores do Ensino Médio também poderão realizar estas ações com os alunos.

 

Como essa ação será avaliada?

A avaliação será contínua ao longo de todo o processo, através de observações, registros, relatórios, verbalização dos alunos, auto avaliação.

 

Descrição da ação:

Os alunos são orientados a formar um grande círculo e é explicado que aquele círculo é um local seguro, de paz, onde julgamentos e brigas ali não competem. É colocada uma música apropriada, escolhida especialmente para a realização das formações destes círculos, geralmente músicas seculares, de domínio público, de culturas diversas como celta, africana e outras em que sejam realizadas cirandas e círculos de dança similares. A mediadora, a professora no caso, inicia os movimentos acompanhando o ritmo da música e de mãos dadas todos em roda seguem os movimentos. Em geral, estas músicas têm duração de uns 3 a 4 minutos e podem ser tocadas mais de uma vez, sendo a primeira como prévia dos movimentos e a segunda mais ajustada.

Ao término, geralmente as pessoas estão menos introvertidas e mais abertas, mais aptas a sugestões, pois estes momentos são integradores e facilitadores das ações a seguir. Esta primeira atividade pode ser vista como dinâmica mesmo e além de centrar em si diversos aspectos requeridos da totalidade da ação, também é instrumento facilitador crucial para a realização satisfatória do que vem depois.

O segundo momento é feito ainda em círculos, mas agora sentados, podendo ser em algum espaço de área livre da escola ou num espaço interno, onde seguirão a orientação sobre o círculo de paz, de fala livre e espontânea que é estimulada e mediada a partir de um totem.

O totem é um objeto que, colocado ao centro do círculo, designa o poder de fala a quem o pegar, não havendo obrigatoriedade em relação ao ato de fala e nem determinação de tempo, tudo para que as pessoas que eventualmente tenham algum bloqueio de fala sejam estimuladas a expor o que queiram sem pressão. O totem em diversas culturas é visto como um elemento poderoso e sagrado e os demais, vendo a pessoa segurá-lo, respeitam esse poder e não interrompem a fala de quem o detém, mesmo que o que esteja sendo dito cause certo desconforto ou inquietação e no momento oportuno, quem é ouvinte se revezará como falante e poderá expor tudo o que sentiu ali. Assuntos delicados muitas vezes são mais acessíveis de serem trabalhados deste modo, pois não há normas muito rígidas e nem pressão com o que deve ou não ser feito ali, sendo estas condições descritas, basicamente, o que guia as ações do círculo.

Em relação ao objeto totem, este pode ser qualquer coisa que detenha esta função. É importante que o objeto seja utilizado apenas como totem, pois desse modo, fica incutido na mente dos participantes a importância que ele tem atrelado ao seu significado. Pensei em algum objeto da cultura indígena ou africana, uma vez que as músicas utilizadas na ciranda introdutória contemplam culturas diversas, então algum chocalho, peteca ou penacho, podem servir bem para esta finalidade.