Tarefa 6 – Curso EDH – Paula Marcondes Piffer

Data

26 de julho de 2020

Cursista

Paula Marcondes Piffer

Função

Professor de Educação Infantil

DRE / Unidade Educacional

Itaquera

Escola

CEI Vila Carmosina

Educação em Direitos Humanos: Desafios no Contexto Atual

Cursista: Paula Marcondes Piffer

 

Tema:

Escuta e Acolhimento das famílias e profissionais para pensar sobre o retorno ao CEI frente a pandemia.

 

Justificativa:

As aulas de Educação em Direitos Humanos trouxeram uma profunda reflexão sobre as relações entre escola e família. Na aula 3 – Relação Família e Escola com o Professor Luiz Fernando de Oliveira Saraiva me causou um grande incômodo de refletir sobre a grandiosidade dessa relação que praticamente não acontece na unidade que eu trabalho. Trabalho nesse CEI há 7 anos em que teve muito mudança do trio gestor. Há 3 estamos com gestores efetivos e que por diversas vezes não abre tanto a possibilidade de diálogo com a comunidade escolar. A fala é de gestão democrática, mas esse diálogo que geralmente elas defendem como gestão democrática, eu identifiquei claramente em uma das lives em que cita que temos que tomar cuidado para não produzir pessoas passivas que acreditam que sejam livres. É esse movimento que eu enxergo no contexto atual.

Frente a pandemia a escola que tinha maiores vínculos com as famílias, estreitou ainda mais os laços e as unidade que já não tinham vínculos, afastou-se ainda mais. Infelizmente a unidade em que trabalho se encaixa na segunda opção. Penso que não cabe esse possível retorno sem ouvir as famílias.

Ao pensar que teremos que nos reunir para pensar nesse possível retorno como parte impositora do governo, penso que não cabe esse possível retorno sem ouvir as famílias. Não cabe mais continuar da forma onde os pais são meramente informados do que virá pela frente. Eles são as partes mais interessadas frente a uma situação que não depende apenas da escola e sim se saúde e segurança para seus filhos. É preciso uma corresponsabilidade por parte de toda a comunidade escolar.

Pensando em uma educação de direitos humanos, é urgente necessário romper com os muros das escolas, romper as relações estereotipadas das famílias e buscar diálogos e intersetoriedades.

 

A quem o trabalho se destina?

Destina-se a toda comunidade escolar. Todos têm direito a visibilidade, voz e vez.  Todos têm que estar unidos em construir um protocolo coletivo pois cada um, independente do cargo tem o seu ponto de vista, são educadores e estão educando as crianças o tempo todo. Educação e valores que se aprende no convívio. Quadro de apoio, trio gestor, professores, equipes terceirizadas da limpeza e da cozinha e famílias. Todos devem estar envolvidos.

 

Finalidade:

A finalidade dessa proposta tem 2 vieses importantes: Criar um espaço de diálogo entre a família e a escola e elaborar um protocolo de retorno frente a possível retomada do atendimento presencial.

 

Objetivos:

Reestruturar a escola como espaço de pertencimento, onde bebês, crianças, famílias e educadores se sintam acolhidos e com voz.

Oportunizar momentos em que as famílias sejam escutadas de verdade, e não apenas para constar burocraticamente nos documentos.

Corresponsabilizar família e escola enquanto parceiros na tomada de decisões visando uma educação de qualidade onde o cuidar e o educar estejam presentes.

 

Duração:

Espaços de diálogos devem ser constantes. Pensando no retorno, é necessário início imediato.

 

As atividades que comporão a sequência:

Primeira ação: Propor reuniões online com as equipes escolares. Educadores, gestores, quadro de apoio e equipe terceirizada. Identificar os anseios desse retorno e quais atitudes poderemos propor para tentar minimizar as possibilidades de contágio pela COVID 19.

Segunda ação: Leitura e discussão da Minuta e dos documentos publicados pela DRE sobre o retorno.

Terceira ação: Utilizar a rede social da escola (facebook), contato telefônico para convidar os pais para um diálogo.

Quarta ação: Realizar reunião a princípio online com as famílias. Conversar sobre os anseios desse retorno e como estão enfrentando essa questão da pandemia. Fazer um mapeamento se houve casos de contaminação, se a família pretende que a criança retorne esse ano para o CEI.

Quinta ação: Mediante aos protocolos da prefeitura, a unidade deverá montar seu próprio protocolo de forma coletiva com a participação de todos, considerando principalmente as questões de saúde e bem estar físico e emocional dos profissionais e das crianças, flexibilizando os horários para o período de acolhimento, respeitando inteiramente o tempo da criança. As famílias, as crianças e os profissionais deverão se sentir seguros com esse retorno.

Sexta ação: Criar canais de escuta da família. Pesquisas, reuniões, e-mails, grupos de whatssap.

 

Avaliação:

A observação diária se está acontecendo diálogo e interações entre família e escola. Foram criados canais de escuta? As famílias estão sendo ouvidas? Escola e família estão trabalhando juntas?

 

Observação:

Esse protocolo deverá ser flexível e editado caso seja necessário.