Tarefa 6 – Curso EDH – PAULA DASSIE MORENO MARABESI

Data

24 de julho de 2020

Cursista

PAULA DASSIE MORENO MARABESI

Função

PROFESSOR EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL I

DRE / Unidade Educacional

São Mateus

Escola

MEF IMPERATRIZ DONA AMÉLIA

PAULA DASSIE MORENO MARABESI – [email protected]

EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

TEMAS A SEREM ABORDADOS: “DIVERSIDADE – INCLUSÃO “

 

Sou professora de EMEF, Fundamental I, na zona leste de SP, na DRE São Mateus, este ano estou lecionando para 4º anos, e meus estudantes tem entre 9 e 10 anos de idade, há uma diversidade dentro da sala de aula, desde crianças com deficiência intelectual moderada,TEA, alunos com dificuldade de aprendizagem, cada um com suas particularidades.Na UE, temos a preocupação para que nossos alunos valorizem, respeitem as diferenças (muitas pessoas são parecidas, mas todos apresentam características singulares que diferenciam uns dos outros), sejam elas cultural, física, social, intelectual, entre outras. Quando respeitadas abrem caminho para inclusão e uma sociedade mais justa.

Recebemos várias crianças com deficiência, seja ela intelectual (leve, moderada), autistas, síndrome de Down, como também de outras culturas principalmente bolivianos, enfim uma série de diversidades as quais devem ser respeitadas, valorizadas. Fundamental é caminhar no mesmo sentido para que o tema Direitos Humanos possa ser debatido na escola e ampliada em seus lares.

A escola é um dos primeiros espaços onde as crianças irão interagir com pessoas diferentes de sua família e este espaço social é permeado pelas diferenças; então as práticas educativas devem desencadear um processo de formação ética e de construção de um olhar voltado para o outro com respeito, justiça, diversidade, igualdade de direitos, onde esses estudantes sejam encorajados a lutar por uma sociedade mais inclusiva,  com encorajamento em busca de seus direitos.

Assim que as aulas presenciais retornarem, aprofundarei esses temas com meus alunos e compartilhar com a escola, por meio de (dinâmicas, contação de histórias, músicas, vídeos, reportagens, textos jornalísticos, confecção de bonecos, mural, roda de conversa,entre outros), por meio da interação e do brincar com os colegas, as crianças se conhecem melhor a si mesmas, aos outros e ao mundo, fortalecem vínculos e desenvolvem competências como criatividade e colaboração, o que propicia o respeito ao outro e a valorização das individualidades “as crianças de hoje serão os adultos de amanhã”, espero que assim se tornem adultos mais tolerantes e que a empatia faça parte de sua vida.

A proposta tem como duração prevista de 15 a 20 dias, com uma sequência de atividades a serem desenvolvidas, como pode ser observado abaixo.

 

  1. Dinâmicas – Brincadeiras

Essas atividades criam situações em que as pessoas se coloquem diante umas das outras articulando experiências e reflexão (deficiência, reconhecimento das diferenças). Serão realizadas em dias alternados

 

Dinâmica “Respeitar é Preciso”: quando se propõe que os participantes se coloquem no lugar das pessoas com deficiência (visual, auditiva, física) e poderá ser realizada no pátio ou quadra da escola.As crianças se organizam em duplas e escolhem quem representará uma deficiência e que será seu ajudante, para isso receberão lenços, fitas, barbantes, para amarrar as mãos, um pé ao outro.

Eles irão se movimentar com o auxílio do colega, após experimentar as sensações podem trocar de posição com o amiguinho. Em seguida, faremos uma roda em que eles poderão falar quais sensações obtiveram, e assim experimentar um pouco das dificuldades de seus colegas com deficiência, e oportunizar refletir como elessentem com os olhares discriminação das pessoas quando estão fora da escola.

 

Dinâmica- Sentidos à flor da pele:  “ Projeto Brincar “ Com a intenção de que por meio da pintura e transparência seja possível retratar as individualidades de cada um, (cor dos olhos, pele, cabelo,…), abrindo caminho para inclusão e valorização das diferenças. Alguns materiais serão necessários, tais como: tinta guache, pincéis de diferentes tipos, plástico filme um rolo de 50 cm de largura, além de ser necessário um suporte para fixar, podem ser travas da quadra, árvore, entre outros.

As crianças se organizarão uma a frente da outra , aproveitando a transparência da tela desenharão os rostos dos colegas, como também cada uma fazer uma metade do rosto da outra e assim haver junção dos dois.

 

  1. Música (vídeo) “De toda cor”,de Renato Luciano, vídeo disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=Vya4wiuO_ho

Esta música pretende abordar o tema identidade e respeito a diversidade. Depois de apresentada à turma, farei os seguintes questionamentos:

– Você se identificou com alguém que apareceu no vídeo?

– O que pensam a respeitodo refrão da música “Me aceita como eu sou”?

Em seguida, será solicitado aos alunos para que, em uma folha de sulfite, façam seu retrato e escrever como é seu jeito de ser, e porque os outros precisam aceitar.Depois, as produções serão colocadas no mural da sala, para poder gerar uma conversa com a turma.

 

  1. História “Cada um com seu jeito, cada jeito é de um!”, de Lucimar Rosa Dias”, vídeo disponível em:https://www.youtube.com/watch?v=cpAGEyaz424

Após ver e ouvir a história, propor uma roda de conversa que contemple as questões de identificação com a Luanda, como refletir sobre quais características da personagem são semelhantes às dos alunos. Em seguida, fazer com que os estudantes falem sobre como é composta sua família, propondo uma reflexão se existe um formato único de núcleo familiar. Por fim, abrir espaço para que os alunos se expressem sobre o que pensam a respeito, entre outras indagações que forem surgindo no decorrer da roda de conversa.

 

  1. Assistir um depoimento“ Somos todos iguais- Inclusão Social”, disponível em

https://www.youtube.com/watch?v=ZDujoj28hzY

Resgatar o que foi apresentado buscando compreender os conhecimentos prévios dos alunos sobre preconceito. Utilizar algumas questões para esta discussão, como se alguém, se identificou com algo nesse depoimento, ou se conhecem alguém parecido. Buscar com que os alunos digam o que eles pensam sobre o preconceito e o que podemos fazer para acabar com ele. E na sequência fazer uma listagem com as crianças de que ações poderiam ser tomadas para acabar com preconceito/racismo.

 

  1. História “Os cabelos de Sara”, para trabalhar o respeito pelas diferenças, vídeo disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=oxW2LK-K-5o

Buscar com os alunos o resgate de situações vivenciadas por meio de perguntas como:

– Quem já foi perturbado com piadinhas? Como se sentiu?

-Quem já fez piadas com os outros e comentários desagradáveis?

Em seguida, apresentar  fotos de  moça loira, negra, gorda, cadeirante, aparelhos nos dentes.  Pedir para que escolham qual consideram a mais bonita; explicar que será voto secreto. Depois irei com eles fazer a contagem dos votos e descobrir qual é modelo de beleza idealizado por eles, e poder perceber se estamos conseguindo romper com o estereótipo de beleza vinculado pelas mídias sociais. Propor uma discussão neste momento sobre a pouca presença de “pessoas comuns” nas mídias, principalmente em revistas, que serão disponibilizadas para esta pesquisa.

Depois, retomar a discussão sobre como podemos mudar nossas atitudes, sobre como os modelos de beleza são impostos e muitas vezes são inatingíveis. Deste modo, refletir com os alunos se as atitudes preconceituosas deles serão repensadas e porquê. Para ilustrar esta discussão, pensamos na proposta do vídeo da reportagem sobre bullying. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=gAlef4kPNCQ

Ao final, propor confecção de bonecos representando cada um, para ser colocado no mural mostrando as diferenças.

 

  1. Reportagem Jornal“ Joca” Mortes de pessoas negras aumentam debate sobre racismo no mundo. (23/06/2020). Disponível em https://www.jornaljoca.com.br/mortes-de-pessoas-negras-aumentam-debate-sobre-racismo-no-mundo/

A leitura será realizada pela professora, que depois promoverá uma discussão com a turma sobre o que eles pensam a respeito, baseando-se nestas questões:

– Quem também é negro na sala de aula?

– Quem tem descendência africana?

– Quais as outras descendências da sala de aula?

– Relatar com uma palavra o que sentem com esses acontecimentos

– Que ações acham possível realizar na escola, na comunidade onde moram para acabar compreconceito?

Colocar no mural da escola a reportagem para que todos possam escrever uma palavra relatando os sentimentos com o fato ocorrido.

 

  1. Exibição do filme “Cuerdas” Uma história de amor e inclusão ( curta metragem), disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=OrGEjSn1v8Y

Após ver o filme, criar uma situação na sala de aula para que seja possível perceber se estamos rompendo com o preconceito e levando a inclusão. Sugerir uma situação em que cada criança deverá escolher entre dois colegas para completar seu grupo de jogos. (uma criança com deficiência física e outra sem deficiência).

Nesse momento,será explicado que o voto será secreto, deverão apenas colocar um X no escolhido.Depois, colocarão os papéis no locar indicado, será contado qual das crianças foi escolhida e assim refletir sobre as escolhas e se elas demonstram que houve mudança de atitudes, e como deve ser o sentimento de uma pessoa com deficiência na nossa sociedade.

 

10.Encerramento

Será realizada uma  peça teatral e apresentada para as turmas da escola e também para a família, onde as crianças irão representar a inclusão e o respeito pelas diferenças, “todos tem potencialidades e por meio da empatia, carinho, respeito se consegue alcançar seus sonhos.”

Finalizando com todas as crianças cantando a música “Direito de Sonhar” Mileninha, com a presença da família.Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Ii7Or8dObek

 

Avaliação será processual e constante por meio do olhar atento, escuta apurada e sempre que for necessário mediar sobre  conflitos que forem surgindo. Além disso, a avaliação servirá para pensarmos sobre novas propostas e debates sobre o tema a serem discutidos e aprofundados para que possam ser superados.