Tarefa 6 – Curso EDH – NILMARA NUNES MEIRELES

Data

12 de julho de 2020

Cursista

NILMARA NUNES MEIRELES

Função

Professora de Educacao Infantil

DRE / Unidade Educacional

Capela do Socorro

Escola

CEU CEI TRÊS LAGOS

Atividade – Curso Educação em Direitos Humanos – Instituto Vladimir Herzog

NILMARA NUNES MEIRELES

Projeto “Tudo bem ser diferente”

Justificativa: Como Professora de Educação Infantil, venho  trabalhando com turmas de EMEI, crianças entre 4 e 5 anos e, durante as atividades de desenhos e pinturas, sempre me deparo com crianças que  pintam seus desenhos com lápis claros ou rosados. Muitas crianças tem dificuldade em se reconhecer como negras e valorizar sua cor. Como educadores, procuramos ampliar o diálogo acerca das questões étnico-raciais, mas com este projeto pretendo incluir também as famílias. Todos sabemos que a família é o primeiro contato social das crianças e, muitas vezes, esses preconceitos e a falta de pertencimento racial vem de casa. Usarei como referencial teórico o Currículo da Cidade – Educação Infantil, página 46, que afirma:

O reconhecimento positivo das culturas negras e a possibilidade da escuta respeitosa de todos permite vivenciar a interculturalidade necessária à formação da cidadania e da vida em comum, hoje e no futuro. A visibilização de histórias de vida de pessoas negras pode propiciar para as crianças, sejam elas negras ou não, o resgate da riquíssima história e cultura dos povos africanos e afro-brasileiros, repletas de inovações científico-tecnológicas, sociais, políticas, intelectuais, e a ajuda na reconstrução da imagem da participação digna e ativa dos negros em todas as dimensões da experiência humana. A escola não é um espaço neutro. Ela pode operar em direção ao aprofundamento da discriminação, mantendo desvantagens e perpetuando preconceitos, ou impedir atitudes racistas, propondo estudos, discussões e práticas relativas a essa temática. Um modo muito efetivo de enfrentar esse desafio na Educação Infantil é ofertar às crianças representações gráficas, literárias, científicas e artísticas que contemplem essa diversidade, para que encontrem nos textos lidos personagens que protagonizem diferentes histórias. Dessa forma, bebês e crianças se reconhecem em suas identidades e podem compreender a diversidade étnica e racial do mundo como uma grandeza de experiências e possibilidades. A escola é espaço de formação e de construção das identidades sociais dos bebês e das crianças, que se compromete com a transformação social.”

Público-alvo: Professores, funcionário da unidade escolar, crianças entre 4 e 5 anos e seus pais/responsáveis.

Duração: Oito semanas.

Finalidade:

-Aprofundar a reflexão sobre as relações étnico-raciais e o reconhecimento positivo da cultura negra;

-promover encontro com familiares e a escuta de suas histórias.

Objetivos:

-Conhecer e valorizar a cultura negra e africana;

-Promover a cultura antirracista dentro da unidade escolar.

Atividades: Reuniões com pais e familiares, palestra, rodas de conversa, rodas de leitura, atividades artísticas e brincadeiras.

Desenvolvimento:

1ª semana: reunião com pais e familiares para apresentação do tema e leitura do livro “Menina bonita do laço de fita” de Ana Maria Machado;

2ª semana: rodas de conversa e leitura  do livro “Tudo bem ser diferente” de Todd Parr e introduzir músicas da cultura negra e africana em nossa rotina;

3ª  e  4ª semanas: realizar brincadeiras típicas da cultura negra e leitura do livro “As tranças de Bintou” de Sylviane A. Diuof;

5ª semana: leitura do livro “ Flávia e o bolo de chocolate”  de Míriam Leitão e rodas de conversa;

6ª semana: atividade “ Desenhando meu amigo”: as crianças deverão escolher um colega para fazer um desenho de observação; realizaremos também outras brincadeiras típicas da cultura negra;

7ª semana: Avaliação das crianças e dos pais/responsáveis;

8ª semana: Palestra para professores, funcionários, pais/responsáveis e encerramento.

Avaliação e registro: O registro será através de fotos, gravações e retorno dos pais/responsáveis via agenda escolar. A avaliação das crianças ocorrerá nas rodas de conversa e pinturas, que eles possam expressar como foi participar do projeto e o que mais gostaram nas atividades propostas. Os familiares realizarão a avaliação presencialmente em uma reunião, onde terão a oportunidade de contar suas experiências, o que mudou em suas rotinas e como se sentiram ao acompanhar o desenvolvimento do projeto.