Tarefa 6 – Curso EDH – Nataly de oliveira santos Menezes

Data

30 de julho de 2020

Cursista

Nataly de oliveira santos Menezes

Função

Professora

DRE / Unidade Educacional

Campo Limpo

Escola

Padre Mauro baptista

 

Boa noite, copiei a tarefa abaixo e mandei o link dos vídeos que produzi explicando melhor como será o desenvolvimento da proposta .

Desde já agradeço o retorno.

Nataly de O. S. Menezes

 

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

         DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE CAMPO LIMPO

INSTITUTO VLADMIR HERZOG

 

 

 

Tarefa para o curso EDH – Desafios do Contexto Atual

Professora: Nataly De Oliveira Santos Menezes

Meu nome é Nataly sou professora de Educação Infantil e Fundamental I e atualmente atuo como coordenadora pedagógica.

Durante todo o tempo atuando como professora, sempre encontrei dificuldades de tratar o tema racismo, etnia, raças com as crianças. Sentia uma dificuldade em abordar, problematizar o tema, em conduzir discussões e um profundo desconforto em “falar sobre os negros” sempre utilizando termos em terceira pessoa, o que a meu ver, distanciava mais que aproximada, levando as colocações sempre ao exotismo e pouco pertencimento. Outro desconforto também que sempre senti é em “fazer atividades” pontuais reduzindo o tema apenas ao cumprimento da lei, apenas para fazer constar, esvaziadas de sentido e significado para mim enquanto profissional. Foi então que participando de inúmeras formações me deparei com a aula da professora Profa Luciana Alves Raça e relações étnico-raciais: branquitude deste curso, na qual pude me reconhecer e encontrar meu lugar neste debate que é tão urgente. Reconheci-me como mulher branca e assumi todos os privilégios que esta denominação carrega. Reconheci-me nas fases descritas nas aulas e atualmente sei exatamente qual é e a importância de meu papel como professora branca nestas discussões.

Reconheci-me e me encontrei. Este foi então o ponto de partida para iniciar uma intensa pesquisa sobre algo, alguma coisa, que pudesse materializar em sala a questão do racismo, das relações étnicas, da representatividade. Pensando nestas situações e principalmente em como abordar questões tão sérias com uma ludicidade e que dialogue com crianças de 4 a 5 anos, lembrei-me que participei de um momento de formação em minha unidade no qual produzimos uma bonequinha negra e comecei a pensar que ela sim poderia falar deste lugar do racismo, ela sim poderia falar sobre cabelos, ela sim seria a projeção do meu lugar de fala. Comecei então pelo nome, uma pesquisa intensa por nomes que trouxessem um mar de significados e possibilidades para problematizações em sala de aula e cheguei em : Ayana Aqualtune Nzinga Nandi, um nome doce e de mulheres que carregam a potencia do feminino e da ancestralidade africana na luta e resistência. Este nome tão diferente soará aos ouvidos dos pequenos e é certo que algum “nossa”, “que estranho”,  “que diferente” saíra espontaneamente . Isso será de muito valia para refletirmos que nome é esse? De onde ele vem? O que significa? E assim Ayana contará às crianças suas histórias, memórias e saberes de seu povo. Ayana também poderá visitar as casas das crianças e levar seus saberes aos demais familiares. Ayana estará ali na sala todos os dias e terá sua voz reverberada no planejamento, nos registros pedagógicos, fará parte de nossa turma, percorrerá os espaços de nossa escola para que crianças que por algum marcador social da diferença se sintam esquecidas ou silenciadas, possam lembra-se que na figura de Ayana estão ali representadas.

 

 

 

Significados dos nomes de Ayana

Ayana: Esse nome carrega uma sonoridade leve e feminina, tem origem na língua amárica da Etiópia e significa “linda flor”. https://www.geledes.org.br/52-nomes-africanos-femininos-e-masculinos-para-o-seu-bebe/

Aqualtune

Aqualtune foi uma princesa africana, filha do rei do Congo. Com ascendência nobre e um histórico de comandar batalhas em sua terra natal, Aqualtune recebeu uma aldeia para comandar e ajudou a erguer o que seria “um império em meio à selva”.Ela simbolizou liderança e luta dentro do sistema escravocrata e passou isso adiante através de seus herdeiros e de seu comando no quilombo.

https://observatorio3setor.org.br/carrossel/a-princesa-escravizada-no-brasil-que-lutou-pela-liberdade-de-seu-povo/

 

Nzinga (1582-1663), rainha de Matamba

 

Conhecida como Jinga e Ginga, ela era membro da etnia Jagas, um grupo guerreiro que formava um escudo contra os portugueses comerciantes de escravos. Ela formou alianças contra potências estrangeiras para libertar Angola da influência europeia. Usou a religião como ferramenta política para controlar seus inimigos. Sua morte em 17 de dezembro de 1663 abriu as portas para Portugal implantar o grande comércio de escravos. No entanto sua luta ajudou a despertar a resistência contra os invasores.

https://ensinarhistoriajoelza.com.br/mulheres-africanas-rainhas-guerreiras-e-lideres-espirituais/ – Blog: Ensinar História – Joelza Ester Domingues

Nandi

A história da rainha Nandi é de resiliência como mãe e contra as pressões sociais. Ela ficou grávida de Senzangakhona, rei do povo zulu mas a criança que foi considerada ilegítimo. Em consequência, ela sofreu grande humilhação e rejeição social, e teve que proteger seu filho da fome, tentativas de assassinato e inimigos. Quando Shaka foi nomeado chefe dos zulus, ele fez de Nandi a rainha do clã e sua conselheira.

https://ensinarhistoriajoelza.com.br/mulheres-africanas-rainhas-guerreiras-e-lideres-espirituais/ – Blog: Ensinar História – Joelza Ester Domingues

 

https://photos.app.goo.gl/hBHKx4wVVEf23LKe7