Tarefa 6 – Curso EDH – Natalia Adriana Consolmagno fett

Data

4 de agosto de 2020

Cursista

Natalia Adriana Consolmagno fett

Função

PEIF

DRE / Unidade Educacional

Itaquera

Escola

Monsenhor Luís Biraghi

O projeto aqui apresentado tem como objetivo dispor de uma sequência de atividades para finalizar o curso “EDH – Desafios do contexto atual”, abordando os temas apresentados durante as aulas e lives.  O projeto foi pensado de forma a englobar grande parte dos temas discutidos durante o curso, trazendo à tona questões do cotidiano das crianças e professores, abordando desafios e atividades de forma a proporcionar momentos que desenvolvam e aprimoram o pensamento crítico, a criatividade e proporcionem também a oportunidade de trabalhar a inteligência emocional.

A sequencia de atividades tem como foco os anos iniciais do Ensino Fundamental, mais precisamente o 3º ano, ou seja, alunos de aproximadamente 8 anos de idade, porém já alfabetizados. O objetivo central é trazer discussões acerca de tópicos tão pertencentes à realidade escolar, trabalhando a identidade do aluno enquanto cidadão  e o respeito mútuo dentro e fora do ambiente escolar diante de temas como a inclusão social, relações étnico-raciais e familiares.

O projeto foi planejado para durar 7 aulas de aproximadamente 1 hora cada e discutiremos a seguir cada uma dessas aulas, discorrendo sobre as atividades propostas e avaliação ao final do projeto.

 

AULA 1

Para iniciarmos a aula, o professor trará como introdução a palavra SUJEITO em uma forca e a turma deverá dizer letras do alfabeto para descobrir a palavra escondida. O momento será de diversão e quando a palavra for descoberta, o professor deverá indagar os alunos quanto aos significados e exemplos dessa palavra, anotando no quadro toda a colaboração dada. Depois, com o uso de um dicionário, o professor fará a leitura do significado da palavra e, em um cartaz, um aluno poderá escrever a definição compreendida pelo grupo. A ideia é que possamos entender sujeito como alguém que executa ações, faz tarefas e é responsável por seus atos.

Em seguida, o professor deverá colocar em uma caixa um espelho escondido e cada aluno deverá se levantar e vir olhar o que há dentro da caixa. Em silêncio e sem saber o que há escondido, a criança terá um papel em mãos e deverá registrar o que viu nessa caixa. O registro poderá ser feito em forma de desenho, palavra, textos ou como o aluno desejar.

Os registros serão recolhidos e guardados para a próxima aula.

 

AULA 2

O professor retomará verbal e rapidamente o que foi feito na aula anterior, retomando a definição de sujeito e provocando os alunos a pensarem se todos os sujeitos são iguais. Depois, cada aluno receberá o seu registro feito na primeira aula do projeto e o professor convidará os alunos a mostrarem para a turma o que foi registrado. Cada aluno terá a oportunidade de expor a forma como seu viu no espelho e como decidiu registrar. Dessa maneira, tem-se como objetivo mostrar as diferentes decisões feitas por cada sujeito ao pensar em como registrar o que foi visto – desenho, texto, palavra, etc – e assim, provocar o entendimento de que o sujeito é diferente física e emocionalmente. Os registros serão anexados a um grande cartaz, junto à definição de sujeito feita na aula anterior.

AULA 3

A aula terá início com uma breve retomada do dia anterior, fazendo com que os alunos relembrem que ninguém é igual a ninguém e que cada um é sujeito de suas ações. Depois, no pátio ou quadra, o professor trará para a aula algumas músicas variadas: clássica, samba, funk, jazz, rap, rock e axé e permitirá que os alunos as ouçam brevemente, discutindo coletivamente se as conhecem, qual ritmo, origem (geográfica), etc. Por fim, o professor orientará os alunos que caminhem e dancem livremente enquanto a música é tocada. Quando a música parar, cada criança deverá caminhar até o colega mais próximo e tocar o cabelo do outro.

Ao final de todas as músicas, todos sentarão em uma roda, retomando o que foi feito na atividade e as percepções dos alunos. O professor deverá guiar a discussão para que os alunos entendam que todos são diferentes e isso se dá devido à origem de cada família e as características físicas.

Utilizando o cartaz já iniciado nas últimas duas aulas, faremos o registro das observações levantadas pelos alunos, observando as diferenças existentes entre os sujeitos da sala de aula.

Tarefa para casa: cada aluno deverá observar a rotina de sua casa e as pessoas que moram com ele (a) e fazer um breve registro.

 

AULAS 4 E 5

Aula terá início com a colaboração dos alunos. A turma brincará de batata quente e, cada vez que cair em um aluno, o mesmo deverá ler o registro sobre a família feito na tarefa de casa do dia anterior. O objetivo é trazer a família para dentro da rotina escolar do aluno, permitindo que o mesmo possa compartilhar com a família as experiências vivenciadas na escola e também trazer à tona as diferenças entre as famílias e sua rotina. É importante que o professor filme dois ou mais alunos falando e guarde para a atividade do dia seguinte.

Após a brincadeira, os registros feitos pelos alunos deverão novamente ser colados no cartaz coletivo.

 

AULAS 6 E 7

A aula terá início com uma retomada geral de tudo que já foi jeito até o momento. Os alunos retomarão o conceito de sujeito e as diferenças entre os colegas da sala e suas famílias. Depois, ainda aproveitando a retomada, o professor deverá passar o vídeo da atividade do dia anterior que havia sido gravado, porém sem som, apenas com imagem. Em seguida, ainda aproveitando um dos vídeos feitos na aula anterior, o professor permitirá que os alunos assistam, porém agora, de olhos fechados.

Depois, faremos a leitura coletiva do livro “Cocoricó- Um amigo especial”. (Autora: Cristiane Pederiva, editoria Melhoramentos) para discutirmos a deficiência visual apenas como exemplo e como forma de trabalharmos também as demais deficiências existentes ou não na escola, mas com certeza na sociedade. A ideia é despertar a curiosidade das crianças e levantar questionamentos sobre a acessibilidade e inclusão não somente para o deficiente visual, mas para qualquer pessoa portadora de qualquer deficiência, seja ela física ou intelectual.

Ainda utilizando o cartaz coletivo, faremos o registro do questionamento dos alunos sobre a inclusão e ideias para melhor acessibilidade dentro da escola e sociedade.

 

AVALIAÇÃO

A avaliação será construída a partir da participação dos alunos na construção do painel coletivo e da colaboração durante as atividades. É importante salientar que a ideia não é enfatizar as diferenças entre os alunos, mas sim, suas habilidades. Alguns alunos são melhores escritores e poderão fazer registros com maior facilidade. Outros, por sua vez, possuem melhores capacidades artísticas e poderão, por exemplo, colorir e melhor o visual do cartaz, enquanto outros possuem melhores habilidades orais e podem se expressar com mais facilidade. A ideia é que o trabalho seja desenvolvido coletivamente, de forma que todos participem de forma livre, sem pressão.

O cartaz será exposto no pátio da escola de forma interativa, ou seja, com espaço para que os demais alunos da escola possam colocar seus registro e depoimentos sobre os temas abordados.