Tarefa 6 – Curso EDH – Michelly Aparecida Nogueira Sousa dos Santos

Data

28 de julho de 2020

Cursista

Michelly Aparecida Nogueira Sousa dos Santos

Função

Professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental I

DRE / Unidade Educacional

Capela do Socorro

Escola

EMEI Jd Myrna

Michelly Aparecida Nogueira Sousa dos Santos – [email protected]

Sequência didática

Faixa Etária: 10 e 11 anos (Embora possa ser trabalhado em toda a Ed, Básica)

Tema:  Arte, subjetividade e Bullying

Período: Quatro meses, duas vezes por semana com duração de 50 minutos cada

 

Justificativa

Na vida uma das maiores dificuldades de alguns é a demonstração de nossos sentimentos e emoções, sejam eles os que carregamos ou os que são adquiridos durante o percurso da vida, em algumas situações em ambientes escolares os sentimentos são aflorados de diversas formas, em alguns momentos benéficos e em outros nem tanto assim, fazendo com que essas crianças e adolescentes se reclusem de forma não benéfica podendo trazer consequências graves em alguns casos e/ou a longo prazo.

A arte é uma forma de criação da humanidade, através dela revoluções são ilustradas e até iniciadas, arte esta sempre afrente do seu tempo, além de ser uma excelente ferramenta de expressão de sentimentos e de subjetivação das crianças e adolescentes, propiciando através dessa pratica da atividade, que o professor possa desenvolver estratégias que trabalhem o universo social de cada um, construindo através de trocas sociais um corpo epistêmico que respeite sua existência e das pessoas no meio em que vivem.

Na escola infelizmente existe a cultura de bullying, uma prática que consiste em um conjunto de violências que se repetem por um período, sendo elas geralmente verbais ou físicas que humilham, intimidam e traumatizam a vítima. O processo envolve não só quem sofre o bullying mas também quem o faz.

O objetivo do projeto é trabalhar o impacto que o bullying pode causar na subjetividade das crianças e adolescentes, fazendo com que eles entendam suas emoções, se entendendo como indivíduos, respeitando suas crenças, valores e suas dimensões culturais, assim como às do coletivo.

Ao criar momentos para conversar e exteriorizar as emoções, temos a oportunidade de trabalharmos o desenvolvimento da capacidade de conhecê-las e saber administrá-las de forma adequada. O psicólogo Daniel Goleman diz que ter inteligência emocional ajuda ter empatia. A arte é a melhor ferramenta para trabalhar esse conceito.

Estimular que as emoções sejam trabalhadas e que a empatia seja um objetivo, fazendo com que o individuo se conheça e saiba trabalhar o que sente pode ser um caminho para que o processo de bullying possa não atingir quem está sofrendo-o ou possa ser quebrado. Para que o trabalho aconteça foi selecionado dois livros que contam a história de uma personagem que faz uma apreciação nas obras citadas abaixo, durante o percurso ela ressalta os aspectos históricos e socioculturais das obras e a forma como as emoções podem ser trabalhadas.

 

Uma das obras é “O ouro do firmamento ” a escolha dessa obras é porque Joan Miró através da obra escolhida propõe que a “Personagem que descobre o maravilhoso na obra de Joan Miró, criando com a sua imaginação a esfera da arte abstrata do pintor. Mostra para as crianças e adolescentes que a arte é expressão natural dos sentimentos do homem.”

Outra obra é “O homem amarelo” de Anita Malfatti, a obra retrata o marco da arte moderna brasileira, a ruptura do eurocentrismo, no livro que apresenta o quadro de forma lúdica , são citados outros quadros aos quais ela viaja sobre o mundo das cores e como uma poderá representar um tipo de sentimento. Falar sobre Anita e sua forma de pintar desde o desenvolvimento e apresentação do O homem amarelo  na semana de 1922, Anita reforça a ideia de nosso modo é algo importante, inovador e revolucionário, demonstrando isso na frase “Tomei a liberdade de pintar a meu modo”, nome que ela escolheu para intitular uma exposição organizada por ela no MASP em 1955.

 

 

 

Objetivos / Resultados esperados

  • Desenvolver e estimular nas crianças através da arte a autonomia para demonstrar e identificar seus sentimentos e emoções
  • Ocupação do espaço pertencente
  • Reconhecimento e aceitação de si
  • Respeito pela criação individual e coletiva
  • Apreciação
  • Contextualização, reflexão e discussão sobre a obra
  • Fazer artístico: Relacionando ideias; produzindo imagens

 

Desenvolvimento

  • Leitura compartilhada dos livros:
  • Mari Miró
  • Mari Miró e o homem Amarelo
  • Apresentação dos quadros
  • O ouro do firmamento – Joan Miró
  • Homem Amarelo – Anita Malfatti
  • Momento para relatos das impressões diante dos quadros
  • Interferências do professor para um direcionamento na expressão dos sentimentos
  • Produção de imagens: releitura do quadro
  • Produção de textos: que envolvam questões abordadas durante a roda de conversa, que possa começar ou finalizar com as imagens do quadro
  • Criação de tira de história transformando O homem amarelo em outras cores, para associar as mudanças a sentimentos e a situações.
  • Criação de um diálogo entre a obra e a pintora, Anita porque ele é dessa cor, relacionando porque somos diferentes.

 

Material utilizado

Arte é infância – Vivian Caroline Lopes

 

Avaliação

Processo continuo de participação

Finalização

Exposição das obras criadas com relatos dos alunos do desenvolver do projeto, sobre seus sentimentos antes, durante e depois das propostas.