Tarefa 6 – Curso EDH – Michele Lopes Carvalho

Data

4 de agosto de 2020

Cursista

Michele Lopes Carvalho

Função

PEIFI

DRE / Unidade Educacional

Itaquera

Escola

Emei Jardim Marília

Proposta de sequência para trabalhar com crianças 

Tema: Como melhorar a inclusão das crianças de 3 à 6 anos, para que todas tenham as mesmas oportunidades.

Justificativa: Observando o dia a dia na sala do Infantil IIC da Emei Jardim Marília,  percebi algumas crianças se afastando de outras, deixando essas crianças de lado por considerar as diferenças existentes, mais importantes do que o aprendizado proporcionado pela interação.

Público alvo:  crianças de 04 à 6 anos do Infantil IIC.

Finalidade: Promover a interação entre todas as crianças, integrando o grupo através do respeito ao próximo, nas suas individualidades e necessidades, sejam crianças com vulnerabilidade social, deficiência física, intelectual, imigrante ou alguma criança com dificuldades de relacionamento.

Objetivo: Demonstrar a importância da brincadeira para integração e desenvolvimento se todos e ela pode aparecer de forma variada, mas prazerosa e sempre com possibilidades de aprendizagem para todos, além da riqueza proporcionada pela convivência.

Apresentar possibilidade para as crianças criarem novos recursos de interação, reforçando sua autonomia de escolha, se aproximando dos grupos com os quais têm mais afinidade, mas também, oportunizar-se brincar também com as crianças com menos afinidade. A partir da observação e escuta atenta, o trabalho poderá criar novas vertentes de um projeto mais amplo e abrangente.

Atividades: A sequência se dará por 1 mês, aproveitando o retorno, um novo acolhimento, novas possibilidades de descoberta. Para iniciar o projeto, a atividade inicial será uma pesquisa prévia com os pais, para saber a origem das crianças, após todas as devolutivas, uma roda de conversa para iniciar as observações e escuta, primeiro para conhecer suas impressões e o que sabem, onde nasceram, se sabem qual Estado, país. Como na sala temos uma criança em fase de aquisição da linguagem verbal, utilizarei fotos para identificação dos pais, da casa, da família.

A próxima roda de conversa, será com um mapa, para mostrar o país das crianças imigrantes. Trazer um pouco da cultura, através de histórias e brincadeiras, no momento temos crianças angolanas, então os contos africanos e as brincadeiras, aproximarão as crianças.

Na sequência, trabalharemos o espelho, as crianças em frente ao amigo imitando seus gestos, depois desenho através da observação de um espelho, primeiro um autorretrato depois um retrato do amigo. Outra atividade pensada é o reconhecimento através do toque, depois de todas essas observações, as crianças se conhecem melhor, a brincadeira proporcionará o fortalecimento dos vínculos afetivos, a intenção, é trazer essa dinâmica também para o dia da reunião de pais, primeiro os pais com olhos fechados reconhecendo seus filhos pelo cheiro e toque, depois os filhos. O trabalho em parceria com a família é muito importante para o alcance dos objetivos

Dando continuidade, a roda de conversa para saber se as crianças gostam das atividades propostas e também propor a cada uma criar, recriar ou representar uma brincadeira, esse processo, proporcionará a criança auxiliar o amigo que não sabe, já observamos em outras situações que crianças são estimuladas em sua afetividade, os laços de autonomia, amizade, cooperação, empatia se fazem presentes. Trabalhar desenhos e ofertar lã para as crianças criarem seus cabelos, esclarecer a questão do lápis cor de pele que é cor de rosa, sempre no comparativo do lápis ao lado da pele de cada um, permitir que a cada criança, colorir sua pele como quiser, permitir experiências com tintas, representando culturas diferentes apresentadas.

A questão do brinquedo, respeitar o amigo que quer brincar com bonecas e a meninas que quer carrinhos, essa será a próxima questão abordada. Vamos fazer uma roda e realize brincadeiras onde todos possam participar, futebol, casinha, família, o papel da família representado pelas crianças é muito importante para a construção de sua identidade. Após esgotadas as possibilidades de rodas de conversas, história de personagens de destaque em funções consideradas de gêneros específicos, também farão parte da sequência planejada, além do desenho, produções próprias das crianças, com seu olhar, seu conhecimento. E para encerrar o projeto, serão finalizadas as atividades voltadas a interação com crianças com deficiências. Todo trabalho foi permeado no convívio, na interação, no brincar integrado e não poderia finalizar de forma diferente, uma roda de conversa com as percepções finais, quem a criança nunca tinha brincado e agora brincou, saber sua opinião e a criança que não expressar sua fala oralmente, pode demonstrar com um gesto de afetividade, assim, encerramos atividades específicas, não deixando de lado, nossa roda de conversa diária, reforçando os pilares do respeito, da convivência saudável e autônoma.

Duração: atividades específicas 2 meses, atividades continuadas, ano inteiro.

Avaliação: Além da escuta atenta, os registros são muito importantes, tanto para avaliação do projeto, quanto para direcionamento das atividades e inclusão de novas atividades. Através da observação, podemos avaliar as práticas e traçar novos caminhos, caso o objetivo inicial não seja alcançado e também, através das demandas vindas das crianças. Por mais que o projeto seja estruturado, nem sempre o caminho planejado é o que traz melhor resultado. Os temas abordados foram referentes a questão étnico racial, educação inclusiva, pois é um tema que engloba todas as situações presentes na Educação Infantil,  relação família e escola, a questão da sexualidade também é necessária sua abordagem. Quanto aos outros temas, podem ser incorporados se houver necessidades não contempladas.