Tarefa 6 – Curso EDH – Marta de Andrade Barros

Data

16 de julho de 2020

Cursista

Marta de Andrade Barros

Função

Professora Ens Fund II e Médio Língua Inglesa

DRE / Unidade Educacional

Jaçanã / Tremembé

Escola

Emef Lourenço Filho

As tendências mais atuais de ensino inclusivo e significativo reforçam, cada vez mais, crenças sem nenhum tipo de respaldo teórico, sendo então, originárias daquilo que o professor acredita ser o correto baseado em suas verdades, concepções, representações e percepções que foram construídas ao longo dos anos e por meio de situações vividas por ele, corroborando em sua prática Tseng e Ivanic (2006:139), que argumentam que as crenças dos professores são moldadas por sua história social, política, crenças culturais e práticas através de suas histórias biográficas, treinamentos pré-serviço, atividades de ensino e experiências profissionais. Para tanto, investir em formações como essa em Educação em Direitos Humanos, Contexto Atual, se torna imprescindível para que nós professores, passamos refletir as nossas práticas, crenças e  comportamento diante de tantas questões importantes que são tratadas na escola e que culminam diretamente na Vida escolar, pessoal e social dos meninas e meninas que frequentam as salas de aula, nesse contexto, da escola pública.

Os diversos temas tratados nessa formação podem e devem ser abordados por nós professores nas escolas em que atuamos, pois eles colaboram para a construção de uma sociedade mais justa, com mais equidade, respeito e respeito! É urgente que nossas crianças, jovens e adolescentes quebrem os paradigmas que trouxeram consigo até aqui, é necessário mudanças urgentes em nosso sistema social, que se encontra cada vez mais instável!

Não é apenas na sala de aula, com os meninos e meninas que notamos desrespeito, preconceito, racismo, exclusão e tantos outros comportamentos inerentes às crenças e valores que culminaram em suas ações impertinentes relacionadas ao racismo, às questões de gênero, entre outros. Notamos esse comportamento inadequado, mas, um pouco mais sutil também em todo o ambiente escolar, entre professores e professoras, gestão e funcionários.

Portanto, é notado que todos nós necessitamos passar por essa escolarização, é preciso urgentemente refletir nossas práticas e nos “policiar” quanto ao nosso preconceito velado, escondido, estrutural!

As questões de gênero é algo que tem me incomodado muito atualmente, também nota esse incômodo por parte de outras colegas no ambiente de trabalho por meio das relações discursivas, na escola atual devido á pandemia tive muito pouco tempo de contato pessoal, porém foi o suficiente somado aos contatos online, para sentir  esse desconforto que pode ser entendido na fala de uma professora antiga na unidade   “ ele fala assim porque ele é homem, vai eu falar assim com ela para ver o que acontece”, essa fala foi o suficiente para entender que homens são tratados diferentemente das mulheres nesse ambiente, o que me deixou bem chateada, se ensinamos aos alunos que não devem ser machistas porque então, vemos essas atitudes entre os adultos e pior ainda, num ambiente como a escola, notamos ainda que não parte apenas de homens, muitas vezes as próprias mulheres reforçam esses comportamentos machistas, que colocam a mulher como um ser inferior ao homem, quando essa possui os mesmos direitos e conquistou o seu espaço da mesma forma. Enfim, não me desdobrarei nesse assunto, porque uma colega da mesma unidade escolar, com mais tempo “de casa” vai abordar esse tema aqui nessa formação.

Tema proposto: Raça e Relações étnico-raciais: racismo

Justificativa : Como professora de Língua Inglesa, sinto preconceito por muitos colegas , pois não compreendem a necessidade de uma segunda língua no currículo, não refletem que por ser uma língua mundial, essencial para as relações sociais e o mercado de trabalho atual, tema inclusive estudado em minha monografia citado nas referências, o inglês promove, além de acesso cultural,  a inclusão desses alunos. Por isso, penso que  a questão do preconceito, seja ele qual for, precisa ser discutido na escola e incluído no processo de ensino e aprendizagem dos alunos nas salas de aula das escolas públicas. Sabemos que para quem sofre e convive com o preconceito cotidiano, sofre consequências que precisarão de muita atenção e ressignificação dessas relações ,para que sejam serem superadas.

Percebo que meus alunos manifestam uma “falsa ideia”  de que os países anglófonos, especialmente os EUA,  são constituídos por pessoas estereotipadas, geralmente pensam em loiros,  de olhos azuis e de classe econômica média à alta,  fazem essa relação pelo acesso que possuem a esses dados, observamos essa relação pelas grandes produções cinemáticas, tais como de Hollywood ,  onde há poucos  negros atuando.

Alguns atos como o que ocorreu com George Floyd estão ganhando repercussão na mídia e apesar disso ser ótimo para denunciar o racismo e atos ilegais contra negros e negras, promovendo manifestações ao redor do mundo com ações positivas, traz a figura do negro sempre sendo a vítima, portanto trabalhar a valorização do negro com exemplos positivos, é fundamental para a auto estima, confiança e identidade dos meninos e meninas negros na escola.

Por fim,  a escolha primordial do tema foi por ele ainda ser o mais frequente nas salas de aula em que já atuei/atuo.

Sequência didáticas para alunos do Ciclo Autoral 9º  ano.

Componente curricular: Língua Inglesa

Finalidade: Promover reflexões sobre o racismo, incentivar o respeito às diferenças e  a valorização do negro.

Objetivos: Contribuir para o fim do racismo em sala de aula, nas escolas e nas relações sociais, por meio de crianças, jovens e adolescentes que serão capazes de agir com respeito, pautados nos princípios da inclusão e com o objetivo de construir uma sociedade mais justa.

Duração : 5 aulas

Aula 1. Raça e Racismo

  1. Warming Up: Assistir ao video How to Talk Kids about Race: https://www.youtube.com/watch?v=QNEKbVq_ou4
  2. Discussão sobre o conceito de raça e racismo, relacionados ao vídeo, perguntar se eles acham que falar sobre esse assunto com as crianças seria conveniente e por qual motivo.
  3. Refletir brevemente alguns elementos de raça e racismo, tais como quando o branco faz algo de errado na sociedade, as pessoas não o relacionam à raça branca, ou seja, ele responde por seus atos sozinho, já quando um negro comete algum delito, imediatamente ele é relacionado com a sua raça, dando a ideia de que todos são indivíduos semelhantes

4.Mapa textual no quadro, anotando as principais ideias produzidas pelos alunos, valorizando a participação dos mesmos.

  1. Formar grupos de 4 alunos e entregar a transcrição do texto em inglês e a transcrição do texto em português dividido em parágrafos, solicitar que eles relacionem as partes do texto.

Entregar dicionários bilíngues e pedir que localizem o significado de raça e de racismo em inglês e anotem nos cadernos.

Aula 2: Os negros que fizeram história no Mundo

  1. Warming UP: Perguntar aos alunos sobre os negros que conhecem que fizeram história no mundo.
  2. Vídeos em trechos sobre algumas personalidades negras que foram importantes na história do mundo, tais como Nelson Mandela, Charles Drew, Barack Obama , Condoleezza Rice e o que julgar necessário de acordo com a turma, pausar e fazer perguntas norteadoras, tais como se conhecem a pessoa apresentada, o que ele (a) fez de importante, etc.
  3. Atividade: relacionar colunas com nome da pessoa na coluna 1 e na segunda coluna características sobre ela, o texto será em inglês.
  4. Atividade: READING (Scanning) Questões de True (verdadeiro) or False (falso) sobre o texto.

 

Aula 5.  Funk

  1. Iniciar a aula com um clip musical de um Funk Americano, da década de 60, 70 e/ou 80 https://www.youtube.com/watch?v=2V9WrcTfwtg&list=PLKSANL2P2RcRfwVAqRXLYR5LG75bf_3or . Pedir que prestem atenção nos elementos do vídeo, tais como a dança, roupas, melodia…
  2. Perguntar qual é o estilo musical que reconhecem no clip.
  3. Trabalhar o texto sobre a origem do funk em inglês, ressaltando que foi um estilo musical que surgiu através da música negra norte-americana no final da década de 1960, que tinha um viés de contestação social, que brancos não faziam parte etc.
  4. Discutir sobre a forma de manifestação cultural dos EUA quanto à discriminação e as tenções que acontecem lá entre brancos e negros, explanar alguns elementos importantes, tais como os moradores do Harlem não aceitarem turistas brancos que entram em seus bairros e em suas missas gospels para registros turísticos, fazendo com que agências de turismo se organizem e agendem seus horários, relato vivido pela professora que esteve no Canadá em NY em 2014. Fomentar a questão de que somos latinos e que na Europa e EUA, por exemplo, brancos, pardos e negros representam uma raça, os latinos, e que também sofremos preconceito por sermos de outra cidadania. Portanto, um branco que não sofre preconceito aqui por sua cor, sofrerá fora do país por sua nacionalidade.
  5. Atividade de Compreensão do texto com questões de múltipla escola.
  6. Correção coletiva da atividade com discutição sobre o tema, por meio de perguntas norteadoras, valorizando a forma criativa do Negro na música e nesse estilo musical. Refletir sobre os funks atuais e do Brasil e por qual motivo está sendo cada vez mais “proibidão”.

 

Aula 5. Black  Lives Matter

Warming Up: Discutir sobre o racismo e preconceito na escola, ouvir os alunos e alunas que quiserem partilhar situações de desconforto que já vivenciaram por serem negros (as) e quais ações a escola deveria promover para o fim desse comportamento desrespeitoso.

  1. Produção de cartazes contra o racismo, podendo conter frases, músicas, imagens…
  2. Enquanto produzem, escutam músicas
  3. Exposição desses cartazes pela escola.

 

Avaliação: Por meio da participação, realização das atividades e cartaz,

https://www.youtube.com/watch?v=QNEKbVq_ou4 -

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