Tarefa 6 – Curso EDH – Maria Elizabete Costa Santos

Data

26 de julho de 2020

Cursista

Maria Elizabete Costa Santos

Função

Professora Educação Infantil

DRE / Unidade Educacional

Freguesia do Ó / Brasilândia

Escola

CEU EMEI Jardim Paulistano

Tema – Direitos Humanos – Direitos de todos

 

Justificativa

Marcadores de desigualdade

 

  • Raça
  • Gênero
  • Classe social
  • Sexualidade
  • Pessoas com deficiência
  • Idade
  • Religião

 

A aceitação destes temas é muito importante, para que se possa caminhar para a construção de uma sociedade que considera suas diferenças como nuances, a riqueza do convívio com o diferente

Esses marcadores são alguns dentre muitos que englobam os preconceitos, abordar estes temas, explorá-los é de suma importância no processo de construção de um novo paradigma de sociedade, pautado na equidade.

A interseccionalidade nos mostra que não há singularidade de uma identidade, os marcadores se entrelaçam e que não se pode apenas considerar um ou dois marcadores de desigualdade.

Precisa-se enxergar os corpos em sua plenitude, completude e complexidades. “Somos coloridos”.

A ótica histórica e sociológica da desigualdade, nos leva a um patamar excludente. Temos urgência em reconfigurar-se a forma de olhar e construir estes processos, através de práticas condizentes, reparação de todas as consequências sociais, históricas e financeiras, desta corrente infinita que tenta submergir as diferenças.

 

 

Objetivo geral

A interceccionalidade não existe identidade singular e sim o  cruzamento entre estes marcadores. O corpo em sua plenitude, não ao silenciamento, ao estigma e sim a todas as pessoas.

Legitimar essas narrativas, vozes que muitas vezes se calam. A super inclusão, marcadores e questões que afligem a sociedade.

Não basta não ser preconceituoso, é preciso ser contra e lutar para que isso não se reproduza no cotidiano. Cada um de nós é parte desse problema. A escola tem que agir como espaço de formação para mudança de paradigmas.

Todos os grupos precisam ter a escola como um espaço de acolhimento e de múltiplas possibilidades de aceitação do corpo e o que ele significa, “Eu pertenço a essa escola ela me representa”.

Que relações queremos construir o que queremos confirmar e produzir.

As famílias também são carentes dessa formação.

Famílias que vivenciam problemas que são tão vítimas quanto as crianças desses marcadores, a escola não pode se isentar, culpando a família, não podemos ser um espaço que reproduz esta culpa, tornando estas relações difíceis, produzindo incompetências nestas relações.

O papel da escola é de facilitador um espaço que não temos todas as soluções, mas estamos juntos para uma educação pautada nos Direitos Humanos.

 

 

Objetivos específicos

Reconfigurar o espaço da escola, para respeito as diferenças, ressignificação dessas relações escola- família.

Construir um espaço humanitário.

Alteração de eixo a escola foi criada e pensada para ser reprodutora das desigualdades.

Agora um novo espaço de valorização dos Direitos Humanos.

A Educação é um bem coletivo, todas as pessoas podem colaborar e contribuir para este patrimônio.

A Educação é mutável estamos em eterna construção.

Estudar, aprender se formar é um ato de resistência!

Somos resistentes. Somos resilientes de uma sociedade doente.

 

 

Sequência Didática

Roda de conversa- espaço e tempo de acolhimento, que considere as diferenças.

Indagações.

Somos todos iguais ou somos diferentes?

Gostam do tom da sua pele?

Quantas cores de pele temos em nossa roda, é legal ser igual ao amigo ou é melhor ser diferente?

Vídeo A diferença é o que nos une.

Brincadeira do toque de carinho.

Formar duplas e cada qual mexer e tocar no cabelo do amigo.

Qual o tamanho se é longo ou curto?

Cor do cabelo, textura do cabelo. Disponibilizar pentes e escovas, cada um vai arrumar o cabelo do outro e depois vamos fazer um desfile.

Todos os cabelos são diferentes, portanto, todos são bonitos e não existe cabelo bom ou ruim, existem estilos diferentes.

Brincadeiras com bonecos e bonecas de cadeira de rodas, síndrome de down, a explicitação de suas particularidades e características, as crianças possam levar as bonecas para casa e apresentarem aos seus familiares, permanecer uma semana para a familiarização, para fortalecer o vínculo.

O que podem fazer para facilitar a permanência da pessoa com deficiência na escola.

Podem empurrar a cadeira, podem ajudar quando um objeto cair no chão, quais brincadeiras que podemos desenvolver para que todos participem.

Uma roda de música onde todos participem.

Récita de poesia: A Família

Quantas pessoas tem na nossa família.

Tem famílias que tem duas mamães, ou dois papais, ou só titias, ou vovó e mamãe, papai e mamãe, tem vezes também que o papai não mora com a mamãe, mas continua sendo sua família o importante é que nesse agrupamento que chamamos de família exista união e muito amor.

Se tem vovó ou vovô, eles que tem a maior sabedoria e muitas coisas e histórias para ensinar.

Façam um desenho com todos que são da sua família, qual a idade, o gênero, o sexo, a religião de todos que pertencem a sua família.

 

 

Avaliação

Reunião formativa e reflexiva com os responsáveis onde abordaremos marcadores de desigualdade.

Tema do encontro:

Escola como espaço de enfrentamento contra qualquer tipo de preconceito.

Espaço de acolhimento.

A prioridade absoluta tem de ser o ser humano. Acima desta, não reconheço outra prioridade. (José Saramago)