Tarefa 6 – Curso EDH – Maria Aparecida Rodrigues dos Santos

Data

5 de agosto de 2020

Cursista

Maria Aparecida Rodrigues dos Santos

Função

Professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental I

DRE / Unidade Educacional

Capela do Socorro

Escola

EMEI CAMINHO DOS MARTINS

Maria Aparecida Rodrigues dos Santos

E-mail- [email protected]

Emei- Caminho dos Martins

Objetivo /Tema: Fazer e brincar – brincadeiras indígenas

Fazer o resgate de brincadeiras de cultura indígena, mostrando que brinquedos construídos para se brincar, podem ser mais legais do que os industrializados, apresentar os jogos como parte da cultura  e que podem e devem ser inserido nas nossas atividades de competição e de reflexão. Essas experiências favorecem a construção de noção espacial, relativas a uma situação dinâmica, potencializando uma percepção a partir da exploração  do corpo e de objetos do espaço, por meio de situações problema em contextos lúdicos as crianças podem ampliar aprofundar e construir novos conhecimentos, favorecendo  essa  construção de conhecimentos e valores das crianças sobre diferentes modos de viver de pessoas  em tempos passados ou em outras culturas, favorece a importância da construção de noções relacionadas  á transformações de materiais e objetos e situações.

Campos de Experiência: Espaço, Tempos, Quantidades, Relações e Transformações.

Publico Alvo: Crianças da educação infantil, entre 4 a 5 anos de idade, onde podemos desenvolver diversas habilidades, como  manipular materiais diversos e variados para comparar as diferenças e semelhanças entre eles, desenvolver a coordenação, a criatividade, a concentração, oralidade, o raciocínio, e a empatia, possibilitando a interação através de brincadeiras culturais.

Justificativa: Atualmente, em cada área minimamente urbanizada do país em que vivemos, testemunhamos um gradual abandono das formas tradicionais do brincar que estiveram presentes por gerações entre as crianças brasileiras. Muitas dessas formas carregam uma inegável origem indígena, como ocorre nos jogos e brincadeiras a exemplo do Jogo da onça ( Bororo, Manchakeri, Guarani), do Gavião (Tikuna / AM); nas brincadeiras de perna de pau ( Xavante / MT), Arranca mandioca(Guarani / ES-SP), Cabas (Tikuna/AM); Gavião e Galinha (Tikuna / AM), Curupira (Tikuna / AM), Tucunaré ( Panará / PA) , Queixada(Panará / PA), Heiné Kuputisu (Kalapalo / MT), Marimbondo (Bororo / MT e Kamaiurá / MT), Tidymure (Paresi / MT e RO), Peteca(Tupi Guarani, Xavante), Boneca (Guarani), Pião, entre outros. A reiteração dessas práticas corporais ajudou a formar – durante o tempo e nos lugares em que predominou – certo perfil de pessoa, em que a dimensão corporal e o senso de coletividade , se fizeram muito mais presentes do que no contexto urbano atual. Talvez seja bastante elucidativo pensarmos de que forma se desenvolveram jogos e brincadeiras no passado e no presente.. A possibilidade de elaborar os próprios brinquedos a partir de materiais relativamente simples e facilmente encontrados na natureza representa uma enorme liberdade para a criança: é possível inventar brinquedos novos, assim como aperfeiçoar aqueles já conhecidos e, se determinado brinquedo se quebra ou se perde, basta fazer outro.

São infindáveis os jogos e brincadeiras praticados pelas  diversas etnias indígenas, tanto por crianças quanto por adultos. Sabemos o quanto essa herança influenciou e segue influenciando na formação da população brasileira como um todo. Em geral as brincadeiras são inspiradas nas práticas da vida cotidiana e os brinquedos são elaborados a partir de elementos do ambiente

Objetivos/Resultados: trazer a temática indígena com naturalidade ao nosso cotidiano com o resgate e o fazer no brincar, trazer um ambiente diverso com elementos da natureza, essenciais para que a criança seja livre para explorar e cultivar  o mundo por completo . Valorizar o brincar de forma sustentável e criativa, onde fazer o brinquedo se torna algo prazeroso e com memoria afetiva dessa construção, desconstruindo uma cultura social de plastificar a brincadeira onde o consumo excessivo de brinquedos industrializados se torna algo a se pensar. Enfim o brincar indígena traz uma forma prazerosa de relação com a natureza e sustentabilidade, onde os elementos da natureza tornam se a matéria prima; colher, separar, preparar e enfim construir o próprio brinquedo, ou simplesmente brincar ao ar livre, com terra, tintas naturais, sementes e plantas,  pensando também nesse retorno pós pandemia onde as brincadeiras e os espaços amplos e externos serão mais necessários, o projeto se encaixa perfeitamente , podendo é claro sofrer alterações.

O objetivo maior é desfrutar da companhia dos amigos e entender que brincar é uma maneira de aprender: as dinâmicas sociais, o uso do próprio corpo e cognição na resolução de desafios, o manuseio de ferramentas para construção de brinquedos, etc.

Metodologia: Duas a três vezes por semana, fazer o acolhimento quando chegam à escola com elementos naturais, como: galhos, pedras, penas, cuias, folhas, etc. Observar como brincam sem interferências. A partir dessa primeira experiência, iniciar uma conversa em roda sobre oque cada um mais gosta de brincar, em seguida expor os elementos que foram utilizados no acolhimento e perguntar como brincariam com aqueles materiais, são realmente brinquedos? É possível brincar? A partir daí surgem questionamentos, e pesquisas, introduzindo o brincar e o brinquedo de forma gradual.

Passo 1- Propor que as crianças e suas famílias pesquisem sobre jogos,  brincadeiras e brinquedos das culturas indígenas.

Passo 2- Trazer a cultura indígena em debate e apresentar alguns dos  diferentes jogos e brincadeiras  que  possuem.

Passo 3- Permitir que eles explorem  materiais e pintem da forma que achar melhor, com as mãos, com pinceis, com pedaços de buchas ou tecidos, etc.

Passo 4- Colocar em pratica duas vezes por semana a Principio o tema cultura indígena, introduzindo aos poucos em todo o decorrer do ano letivo, leituras, brincadeiras , músicas, danças e significados, assim como o fazer do brinquedo e a prática da brincadeira, essa introdução deve ser feita de forma gradual porém contínua, introduzindo assim o estuda da cultura e dos povos no decorrer do ano letivo, trazendo pro dia a dia esse importante resgate de nossa cultura.

Materiais utilizados:

Folhas , galhos, Argila expandida, pedras ,Tintas diversas, Pincéis, buchas, tecidos, madeira ou papelã, elementos da natureza.

Avaliação: Deverá ser de forma continua desde o interesse pela pesquisa quanto pelo desenvolvimento das atividades, as dificuldades apresentadas devem ser discutidas com o grupo para se ouvir sugestões de como adaptá-las.

Referências bibliográficas:

Trabalho idealizado a partir –Aula 2 – Raça e relações étnico-raciais: branquitude e algumas questões étnico-raciais  

http://respeitarepreciso.org.br/formacao-sao-paulo/curso-edh-desafios-contemporaneos/

file:///C:/Users/Luiz%20Francisco/Documents/jogo%20da%20on%C3%A7a/CADERNO%20Culturas%20Indigenas.pdf