Tarefa 6 – Curso EDH – Manoela Nunes Agarie

Data

3 de agosto de 2020

Cursista

Manoela Nunes Agarie

Função

Professora

DRE / Unidade Educacional

Santo Amaro

Escola

EMEI Pedreira l

O tema proposto da sequência é “Trabalhando a Autoestima por meio da literatura infantil negra”. – Relações étnico-raciais

Livro trabalhado: Que cor é a minha cor? – De Martha Rodrigues

 

Justificativa

A sequência de atividades apresentada nasce a partir das formações, ações e práticas pedagógicas realizadas ao longo do ano de 2019 na escola em que trabalho, EMEI Pedreira, com foco no protagonismo da criança na educação infantil: valorização da diversidade, das vivências e experiências. Propiciando experiências significativas às crianças e visando uma educação integral voltada para a integralidade dos sujeitos, em suas características desenvolvimentais, afetivas e nas relações sociais.

 

Público atingido:

Crianças de 05 a 06 anos, do infantil II.

 

Intencionalidades com a realização do projeto:

O enfoque das atividades é respeitar e valorizar as identidades das crianças, promovendo a equidade, a valorização das suas particularidades e da diversidade cultural, colaborando para a conquista de sua autonomia e de seu reconhecimento como parte importante no processo de empoderamento de pessoas negras no combate ao racismo.

 

Objetivos:

-Promover a educação para as relações étnico-raciais, oportunizando a abertura à diversidade e repertório cultural, conforme as orientações do Currículo da Cidade de São Paulo.

-Atender a Lei 10.639/2003 e a Lei 11.645/2008, que estabelecem a obrigatoriedade do ensino de história e das culturas africanas, afro-brasileiras e dos povos indígenas/originários.

-Promover o respeito à diversidade cultural, linguística e social.

-Proporcionar às crianças o contato com personagens que protagonizem diferentes histórias, por meio de representações gráficas, literárias e artísticas.

-Ampliar o repertório cultural.

– Propor o contato com a literatura afrodescendente infantil

– Promover a Educação para os Direitos Humanos

 

Duração do projeto:

30 dias.

Atividades propostas:

  • Leitura do livro “Que cor é a minha cor?”
  • Roda de conversa sobre as cores, apresentação dos gizes de cera tons de pele.
  • Brincadeira: Que cor é a minha cor? (Encontrar na caixa de giz, a cor que mais se assemelhava ao tom da pele).
  • Comunicado às famílias sobre o Projeto que estávamos desenvolvendo e solicitação para que fizessem junto com suas crianças a busca por figuras que tivessem a cor parecida com a cor da pele da criança, e nos enviassem.
  • Roda de conversa para que cada criança falasse sobre a experiência que tiveram em fazer essa atividade em casa e sobre as figuras que trouxeram.
  • Registro da atividade por meio de colagem das figuras.
  • Registro com os gizes tons de pele para desenhar coisas que tinham
  • Finalizamos com o Momento da Empatia, oportunidade em que as crianças puderam ficar de frente umas para as outras e se olharem, observarem suas características e tudo o que já havia aprendido até ali, elas se abraçavam e  se elogiavam  pude perceber o quanto as características físicas umas das outras iam sendo relatadas ao interagirem  (tipos de cabelo, tons de pele, etc).

Avaliação:

Entendemos que a Educação contribui diretamente na construção da identidade das crianças, e criar espaços onde essa temática possa ser discutida de forma positiva, vai refletir diretamente na maneira que elas se percebem e percebem o mundo a sua volta.

E todas as vezes que elas ouvirem, presenciarem, falas negativas caracterizando a cor negra, dificilmente vão querer se identificar com suas origens e podem até mesmo negá-las. Nenhuma criança vai se identificar com atribuições preconceituosas e que fazem parte do nosso cotidiano e muitas vezes, se não estivermos atentos normatizamos, de tão acostumados que estamos como as comparações e estereótipos negativos que afetam diretamente a autoestima e a saúde emocional das nossas crianças.

Podemos concluir que a criança desenvolve sua autoestima de acordo com tudo que lhe foi ensinado sobre si mesma, e através de vivências e experiências.

Esse projeto foi avaliado constantemente nas rodas de conversa com as crianças, nos encontros com as famílias e nos registros realizados em sala de aula e em casa junto com os pais e responsáveis.