Tarefa 6 – Curso EDH – Letícia dos Santos de Lima

Data

5 de agosto de 2020

Cursista

Letícia dos Santos de Lima

Função

Professora de educação infantil

DRE / Unidade Educacional

Pirituba / Jaraguá

Escola

CEI Jardim Taioas

SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES
MEDIAÇÃO DE LEITURA

Curso Educação em Direitos Humanos
DRE PJ/ CEI JARDIM TAIPAS
LETÍCIA DOS SANTOS DE LIMA
RF 7120656
EMAIL: [email protected]

AGOSTO/2020

SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES – EDH
MEDIAÇÃO DE LEITURA

“Se por um lado toda experiência sem a forma do conceito é cega, o conceito sem o conteúdo da experiência é vazio”
Immanuel Kant
Justificativa:
Desde a Educação Infantil, levar a sério os conflitos entre as crianças, promover conversas entre elas para saber o que aconteceu, estimular que falem e escutem quando surge algum problema são atitudes de um educador cuidadoso, que não apenas protege as crianças, mas, ao garantir que elas sejam ouvidas, ensina desde cedo que é possível haver justiça nas relações e na convivência com seus pares. E as questões da Educação Infantil não são “menores” por serem questões de crianças pequenas. Ao verem suas questões valorizadas, seus assuntos olhados e encaminhados com atenção, as crianças aprendem o sentido de serem tratadas como sujeitos, e não como objetos dos outros. Se tiverem essa oportunidade, à medida que suas experiências e seu círculo de convivência se ampliam, crianças e adolescentes podem crescer conscientes de suas responsabilidades e conscientes da reciprocidade de suas ações para com os outros (pág 24, Caderno Sujeitos de Direitos). As rodas de leitura são bons momentos para isso se concretizar, pois ao ler para crianças conversamos com seus questionamentos, anseios e necessidades de significar o mundo que a rodeia.
Ao compor uma dialética entre as práticas de leitura para bebês e crianças no território do CEi Jardim Taipas, a Aula 4 – Educação inclusiva e o Caderno Sujeitos de Direito, percebi a necessidade de propor uma sequência de atividades em Mediação de Leitura que alcançasse a todos sem distinção e promovesse a justiça cultural, pois, o sujeito que domina a linguagem domina a si mesmo e não é dominado.
A mediação da leitura é importante para a formação de novos leitores. O professor, ao iniciar a tarefa, tem a função de escolher a obra com cuidado, estudá-la, promover a leitura, despertar a curiosidade dos alunos para os temas propostos no livro e ouvir suas considerações sobre aquilo que acabara de ler (Januária Cristina Alvesibi – Site Géledes )
Essa sequência tratará com equidade o acesso de todos e todas a textos, suportes de leituras, livros e imagens que converse com suas infâncias e identidades. Muitas vezes se subestima a capacidade de crianças e bebês de participarem ativamente do processo de mediação de leitura, de escutarem histórias, escolherem livros e sugerir leituras devido a pouca idade e experiência, nesse contexto, formar leitores competentes revela-se um verdadeiro desafio, principalmente ao alargar o entendimento de que as especificidades de cada um seja considerada, e que os resultados não serão colhidos prontamentes.
Finalidade:
Possibilitar novas experiências, fazer do livro e da leitura, vetores e potências essenciais na formação de alunos e, consequentemente, cidadãos, dentro de uma perspectiva inclusiva, acessível e para todos, pautada na equidade.

A quem se destina?
Aos potentes protagonistas: Meninos, Meninas e Bebês do Centro de Educação Infantil Jardim Taipas.
Turmas: Berçário 2 (1 a 2 anos), Mini Grupo 1 (2 a 3 anos), Mini grupo 2 (3 a 4 anos) e Infantil 1 (4 a 5 anos)
Objetivos/ Resultados Esperados:
Promoção da mediação de leitura através da dialógica leitor + livro + ouvinte;
Formação do leitor literário;
Ampliar o acesso a obras literárias para infâncias de qualidade;
Fomentar as capacidades investigativa, imaginativa e identitária;
Trabalhar a identidade cultural, social, étnica e de gênero;
Realizar rodas de leitura diárias como atividade permanente
Duração:
Uma vez ao dia durante todo ano letivo “2021”.
Atividades da Sequência:
Como bem definiu o grande educador brasileiro Paulo Freire: “A leitura do mundo precede a leitura da palavra”. Ou seja, quando lemos o mundo, tentando compreender o que se passa nele e o que acontece conosco, já estamos praticando a Educação Literária. A sequência de mediação de leitura constará nas Cartas de Intenções de cada turma considerando os conhecimentos prévio sobre:
1- Sondagem da turma, quais leituras as crianças e bebês já tiveram contato;
2- Sondagem com as famílias eixo: Mediação de leitura como papel da família, da escola e de toda a sociedade, cada fio desta rede, deve disponibilizar elementos, propiciar diferentes experiências e compartilhar os diversos significados das possíveis leituras da realidade para que as crianças sejam educadas para essa leitura mais ampla. Como eles entendem isso?
3- Ler para as crianças, sem mudar ou interferir no texto, senso ético;
4- Escolher as leituras para além do gosto literário do leitor;
5- Utilizar diferentes espaços da escola para ler para bebês e crianças;
6- Realizar a cada trimestre, leitura simultânea com integração entre turmas e interação entre crianças de diferentes idades;
7- Dispor livros para manuseio e apreciação;
8- Utilizar livros em seus diferentes suportes: áudio-livros, impressos em braille, gramatura resistente e outros;
9- Propor rodas de leituras diárias;
10- Enviar livros para casa, como empréstimo, biblioteca itinerante, permitir que as crianças tragam seus livros.
11- Estabelecer diálogo permanente com as famílias incentivando a promoção da leitura no ambiente familiar.
(Ora as atividades serão planejadas e ora iremos considerar a espontaneidade do fazer infantil)
Avaliação:
A avaliação será contínua com intuito de organizar, planejar e replanejar os momentos de leitura, aferindo as respostas das crianças e bebês aos momentos vivenciados, historicizando através de vídeos, áudios, registros escritos a progressão da sequência de atividades e as mudanças que ocorreram no ambiente da unidade escolar.
A EDH requer uma ressignificação do cotidiano e da cultura escolar, implicando ações efetivas que sejam promotoras da igualdade, do respeito mútuo, da valorização da diversidade, do diálogo e da escuta. Para que isso se torne possível, faz-se necessário que a escola se entenda como uma comunidade educativa, debatendo e construindo com cada um de seus atores, coletivamente, o seu projeto de formação. (Crislei Custódio).