Tarefa 6 – Curso EDH – Jorge Luiz de Oliveira Junior

Data

7 de agosto de 2020

Cursista

Jorge Luiz de Oliveira Junior

Função

Prof. Ens. Fund. II e Médio - Ed. Física

DRE / Unidade Educacional

São Miguel Paulista

Escola

EMEF Raimundo Correia

IDENTIFICAÇÃO: Jorge Luiz de Oliveira Junior – EMEF RAIMUNDO CORREIA – DRE MP

 

TEMA: Formação continuada do grupo de Mediação de Conflitos da escola.

 

JUSTIFICATIVA:

Desde a promulgação da Lei 16.134/2015 que dispõe sobre a criação da Comissão de Mediação de Conflitos nas escolas da rede municipal de ensino de São Paulo, bem como da publicação do Decreto 56.560/2015 que regulamenta a lei anteriormente citada e da Portaria 2.974/2016 que trata da implementação das Comissões, a escola onde atuo ainda não conseguiu consolidar uma Comissão de Mediação de Conflitos que envolva profissionais da educação, estudantes e familiares. O que percebo é que, anualmente, a escola realiza um processo de escolha dos mediadores e, devido à rotina escolar cheia de demandas que exigem rápidas respostas, acaba “esquecendo” da Comissão de Mediação de Conflitos.

Como representante de tal comissão, parto do princípio que essa comissão é de grande importância e relevância para o ambiente escolar e tem por objetivo estudar, discutir e propor orientações e encaminhamentos sobre as situações de conflito escolar, contribuir na elaboração de importantes documentos da escola, como o Projeto Político Pedagógico e Regimento Escolar, emitir posicionamentos nas reuniões dos colegiados escolares, e produzir informes e reuniões com familiares e comunidade em geral para tratar de temas relacionados à mediação e solução de conflitos. Assim, a comissão não busca emitir julgamentos e punições aos envolvidos nos conflitos, bem como deliberar sobre transferências e remanejamentos de estudantes, pois isso compete ao/à diretor/a de escola.

Portanto, a ideia central desse trabalho é constituir, efetivamente, uma Comissão de Mediação de Conflitos, com encontros mensais e que busque contribuir com a formação continuada de todos/as os/as envolvidos/as. Decerto, a leitura de textos, análise de vídeos, compartilhamento de experiências com comissões de outras escolas, conversas com convidados e palestrantes etc, contribuirão sobremaneira para a atuação da comissão.

 

PUBLICO-ALVO: Estudantes, familiares e profissionais da educação eleitos para a Comissão de Mediação de Conflitos.

 

OBJETIVOS:

  • Identificar as variadas causas de violência, preconceito e conflito no ambiente escolar, de modo a problematizá-las e combatê-las.
  • Oferecer orientações à comunidade escolar no que diz respeito à violência escolar, situações de preconceito e possibilidades de resolução de conflitos;
  • Analisar, problematizar e compartilhar experiências pedagógicas que abordaram e combateram situações de violência e preconceito;
  • Possibilitar discussões e compreensões sobre os marcadores sociais da diferença: gênero, corpo, etnia/raça, classe social, sexualidade, geração, religião, deficiência etc.
  • Articular a atuação entre a Comissão de Mediação de Conflitos, Conselho de Escola, Grêmio Estudantil, Conselho de Classe, Projeto Político Pedagógico, Regimento Escolar e Currículo da Cidade de São Paulo.

 

RESULTADOS ESPERADOS: Com os encontros mensais voltados à formação continuada dos representantes eleitos, espera-se que sejam capazes de identificar e compreender as causas dos conflitos no ambiente escolar e, pautados por um arcabouço teórico e legal, encontrar possibilidades de encaminhamentos e orientações para solucioná-los, dentro das limitações que lhes competem.

 

DURAÇÃO: Essa proposta pretende realizar encontros mensais da Comissão de Mediação de Conflitos durante um ano letivo, o que dará 10 encontros. A ideia é iniciar esses encontros a partir da retomada das aulas presenciais na Rede Municipal de Educação de São Paulo.

 

DESENVOLVIMENTO DAS AÇÕES: A seguinte proposta de ações a serem desenvolvidas servirá para o início do trabalho. Com o passar dos encontros, esse cronograma poderá sofrer alterações, pois a comissão pode demandar um aprofundamento e ampliação dos conhecimentos em algum tema específico.

 

  • 1º encontro: Apresentação da proposta de trabalho da Comissão de Mediação de Conflitos aos/às representantes;
  • 2º encontro: Leitura e discussão de leis federais, estaduais e municipais que discorrem sobre mediação e resolução de conflitos, bem como aquelas que tratam dos direitos das crianças e adolescentes e profissionais da educação;
  • 3º encontro: Leitura e discussão de leis federais, estaduais e municipais que discorrem sobre mediação e resolução de conflitos, bem como aquelas que tratam dos direitos das crianças e adolescentes e profissionais da educação;
  • 4º encontro: Leitura e análise de textos, capítulos, artigos, publicações, notícias, vídeos etc que tratem sobre os marcadores sociais da diferença e situações de violência e preconceito ocorridos no ambiente escolar e na sociedade em geral;
  • 5º encontro: Leitura e análise de textos, capítulos, artigos, publicações, notícias, vídeos etc que tratem sobre os marcadores sociais da diferença e situações de violência e preconceito ocorridos no ambiente escolar e na sociedade em geral;
  • 6º encontro: Avaliação do trabalho desenvolvido até o momento; Possibilidade de readequação do planejamento do trabalho e cronograma.
  • 7º encontro: Partilha de saberes e experiências pedagógicas desenvolvidas por Comissões de outras escolas, professores parceiros e de grupos e coletivos independentes que contribuam para compreender o tema;
  • 8º encontro: Partilha de saberes e experiências pedagógicas desenvolvidas por Comissões de outras escolas, professores parceiros e de grupos e coletivos independentes que contribuam para compreender o tema;
  • 9º encontro: Elaboração de informes e orientações à comunidade escolar sobre os encontros formativos com vistas a compartilhamento de conhecimentos;
  • 10º encontro: Elaboração de informes e orientações à comunidade escolar sobre os encontros formativos com vistas a compartilhamento de conhecimentos;

 

AVALIAÇÃO: A avaliação será contínua, com observações do envolvimento dos participantes e análise dos registros mensais dos encontros. No entanto, ao final de cada semestre, a comissão sistematizará realizará uma discussão entre os representantes para avaliação do trabalho, considerando a execução do cronograma elaborado, os registros mensais, as ações desenvolvidas, as estratégias de ensino adotadas, a pertinência das referências bibliográficas e as dificuldades enfrentadas no que tange ao alcance dos resultados esperados. Esses dados também serão utilizados para o replanejamento das ações para a continuidade do trabalho.