Tarefa 6 – Curso EDH – Jaqueline Gonçalves Meneses Silva

Data

11 de julho de 2020

Cursista

Jaqueline Gonçalves Meneses Silva

Função

PEIF

DRE / Unidade Educacional

Santo Amaro

Escola

Emei Vanda Coelho de Moraes

PROJETO: A INFÂNCIA ATRAVÉS DO OLHAR DAS CRIANÇAS

– Duração : 4 MESES, iniciando no retorno das aulas.

– Justificativa: Diante de todo contexto que estamos vivendo e mediante os conteúdos apresentados pelo curso EDH, essa proposta esta pautada em nossa aula “Relação família e escola”, pois vejo a necessidade de ouvir mais nossas crianças, em busca de ajuda-las a enfrentar esse retorno das aulas, nesse pós pandemia, no contexto atual noto que as crianças pouco foram ouvidas, e que assim como adultos também são  seres de direitos, dentre esses direitos o de se expressar, de colocar para fora suas vontades, seus medos, suas dores, e aquilo que lhe faz bem. Nossos bebês e crianças nesses tempos, são sujeitos da sociedade, que estão sofrendo também e que precisam ser vistas por toda a sociedade, não somente na questão da educação, mas na questão também do social, do psicológico, do tratamento de suas emoções.                 O olhar não deve estar pautado apenas em conteúdos, mas nos impactos que a pandemia causou em nossos bebês e crianças, sem pensar nas instituições educativas em questão de capitais, apenas buscando metas relacionadas em valores.

 

– Finalidade : A educação remota, pode ter prejudicado muito a educação de nossos bebês e crianças, principalmente, porque a Educação Infantil, de acordo com a LDB, e a Constituição, deve ocorrer em Instituições de Educação Infantil, com a organização dos tempos, espaços e materialidades, por profissionais preparados para trabalhar com essas crianças. Então nesse caso a educação em casa não irá substituir ou conseguir sanar essa educação de qualidade, que requer a interação, as vivências. Esse projeto tem então a finalidade de acolher nossas crianças, em parceria com todos os educadores, as famílias, a comissão de mediação de conflitos, em busca de ouvir essas crianças e suas famílias em seus diferentes lutos, promovendo um espaço acolhedor, em que as crianças possam ter experiências positivas após esse contexto tão difícil em que estamos enfrentando

– Objetivos:

  • Ouvir as crianças no retorno as aulas, sobre seus medos, perdas, incertezas, suas emoções;
  • Buscar entender os sentimentos diferentes que vivenciaram e sentiram;
  • Permitir que opinem, escolham, e sejam protagonistas ativos do processo educacional;
  • Proporcionar diferentes momentos de brincadeiras para que elas vivenciam novas experiências, buscando juntos seguir nesse “Novo Normal”;
  • Respeitar as particularidades de cada criança;
  • Explorar materiais de outros culturas (africanas e indígenas), trabalhando assim a questão étnico-racial em busca de diminuir essa desigualdade que ficou tão evidente.

 

 

– Metodologia: Hoje infelizmente não conseguimos ver realmente como nossas crianças estão aprendendo, não sabemos quais dificuldades elas estão encontrando além da desigualdade tecnológica, temos a questão da alimentação, dos abusos, da violência. Somos pressionados a passar conteúdo, mas defendo a ideia de que precisamos pensar em como essas crianças e famílias estão enfrentando tudo isso, principalmente as crianças que acabaram sendo privadas de seus colegas, de suas brincadeiras, alguns estão em casa cuidando de seus irmãos para que sua mãe ou pai possa trabalhar, enquanto os conteúdos estão sendo enviados e ela esteja impossibilitada de acessar. Pensando nisso dividi o projeto em 7 momentos pensando nessa volta.

1º momento: Sentar com nossos pares, nossa equipe e buscar propostas que valorizem a criança, que nos ajude a acolher suas necessidades nessa nova realidade, apresentar ao grupo, um primeiro vídeo que mostra a realidade de diferentes crianças “ A invenção da infância”, e o que retrata o quanto a infância esta sendo “roubada”, pois as crianças não estão brincando, estão assumindo responsabilidades que estão lhes tirando o direito a educação, ao lazer, ao brincar, ao ser feliz. Em seguida apresentar o segundo vídeo “O mundo sob a perspectiva da criança”, que mostra claramente o quanto nós adultos, não ouvimos realmente nossos pequenos e não respeitamos suas opiniões.

Link do vídeo “ A invenção da infância”: https://www.youtube.com/watch?v=c0L82N1C7AQ

Link 2º vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=VW87Oa14tMQ

2º momento: Apresentar o vídeo  “Olhar de criança – como a saudade é interpretada na infância” de como a saudade, tristeza, raiva tem sido interpretada por nossas crianças nesse momento de pandemia. Nos trazendo reflexões de como vamos receber nossos pequenos no retorno das aulas. Vídeo em formato de entrevista realizado pela globo.

Link o vídeo: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/jornal-da-eptv/videos/t/edicoes/v/olhar-de-crianca-como-a-saudade-e-interpretada-durante-a-infancia/6372310/

3º momento: Receber nossas crianças, ouvindo atentamente seus questionamento, buscando saber como enfrentaram a pandemia em suas casa, sondar quais foram as perdas sejam psicológicas ou materiais, e a partir daí iniciar as propostas didáticas que valorizem o brincar com liberdade, e os momentos de interação, ainda que de uma forma mais restritiva devido aos cuidados de higiene necessários.

4º momento: Ampliar o momento do brincar. Disponibilizando diferentes materiais não estruturados, nos espaços externos da unidade. Pois brincando a criança está trabalhando as diferentes linguagens, está criando, solucionando problemas, trabalhando a oralidade. Trazer também diferentes brincadeiras dos povos africanos e povos indígenas. (Valorização das diferentes culturas)

5º momento: Mostrar como as crianças de outros Estados e países se divertem através da apresentação de vídeos (território do brincar…), para nossas crianças e também em momentos de formação com nosso grupo.

6º momento: Realizar oficinas para construção de brinquedos utilizando materiais recicláveis  (trabalhando a questão do cuidado com o meio ambiente). Essas oficinas podem ser realizadas em reuniões com a família ou agendando um dia para a família estar na escola. Possibilitando assim uma conversa mais descontraída com os pais para saber os danos que essa pandemia causou.

7º momento: Realizar cartazes com registros desses momentos e colar no espaço interno e externo da escola, buscando atingir mais pessoas para esse olhar (protagonismo infantil, respeito as diferenças e preservação do meio ambiente).

– Avaliação: Realizar registros fotográficos, fílmicos, escritos, portfólios, dos momentos e das falas de nossas crianças, expor as propostas no interior e exterior da escola. Mediante o avanço do projeto que valoriza o brincar e o protagonismo infantil, irei observar o envolvimento das crianças, revendo sempre que necessário as propostas com o grupo, buscando respeitar a voz e as diferentes formas de pensar de nossas crianças, aprendendo com eles, e buscando de alguma forma diminuir as perdas que essa pandemia nos causou. Educação vai além de conteúdos, educar é se preocupar com o desenvolvimento integral de nossas crianças. Não podemos pensar na criança partida, criança compartimentada, ou conhecimento compartimentado, temos que pensar no conhecimento integral da criança.

 

Obs: Em todo planejamento ter a criança como voz ativa, ajudando a escolher os livros, as brincadeiras, lhes dando possibilidades e opções, vendo  o que chama sua atenção e o que não esta lhe causando algum interesse. Buscando através da brincadeira trazer alegria para elas, e atingir de forma positiva suas vidas. Pois cuidando de nossas crianças estaremos cuidando de suas famílias.

Em anexo segue 3 planejamentos que foram aplicados nesse momento de isolamento, através das aulas remotas, organizados de forma coletiva pelo infantil I de nossa unidade, com o objetivo de ouvir nossas crianças e famílias, e também mostrar o quanto são importantes através da proposta do UBUNTU, e permitir que através da Amarelinha africana, as crianças pudessem brincar com suas famílias aproveitando o espaço interno de seus lares.

Através dessa leitura, o objetivo ja foi saber um pouco mais do que as crianças estão pensando, permitir que elas relatassem com os adultos seus sentimentos durante esse isolamento social.

Brincadeira divertida que valoriza a cultura africana, e que permite as crianças estarem com suas famílias aproveitando o espaço interno de suas casas.

Através dessa proposta o grupo queria que as famílias se sentissem acolhidas, através da mensagem UBUNTU, a qual mostra que nos importamos com suas dores e sentimentos e desejamos que estejam bem.