Tarefa 6 – Curso EDH – Higor Ribeiro de Araújo Lima Macedo

Data

30 de julho de 2020

Cursista

Higor Ribeiro de Araújo Lima Macedo

Função

Professor de ensino fundamental II e médio - Língua Portuguesa

DRE / Unidade Educacional

São Mateus

Escola

EMEF Professora Maria Aparecida Vilasboas

Higor Ribeiro de Araújo Lima Macedo

RF: 8013519

E-mail: [email protected]

Unidade de exercício: CEU EMEF Alto Alegre

Ações inclusivas para os alunos público-alvo da Educação Especial em uma premissa de direitos humanos

OBJETIVOS

– Apreciar a necessidade de pensar, refletir, estabelecer relações entre historicidade e igualdades de oportunidades a todos os alunos e na formulação das estratégias adequadas para interpretação do fenômeno de empoderamento;

– Compreender a importância das discussões coletivas nas diferentes situações-problema do dia a dia;

– Reconhecer o pensamento crítico e reflexivo como fonte de acesso a outros níveis do saber legítimo escolar.

JUSTIFICATIVA

Historicamente, as pessoas com deficiência foram excluídas da sociedade humana, tendo em vista que não eram aceitas nos diferentes nichos sociais por conta das deficiências física, intelectual, auditiva, visual e múltipla. Acreditava-se que era castigo ou que deviam ser extirpadas da convivência com outros indivíduos. Após um período de tempo, a Igreja Católica começou a acolhê-los na perspectiva dos cuidados surgidos a partir da preocupação que se iniciou com a possibilidade de segregá-los do restante da população.

Demorou-se muito tempo para que o respeito à vida, educação, profissionalização, saúde e moradia fosse prioridade das políticas sociais, embora ainda tenhamos equívocos na institucionalização da inclusão social como fator essencial ao fortalecimento dos direitos humanos enquanto ação de garantia da vida a todos.

No dia a dia das atividades humanas devemos pensar nas perspectivas de efetiva inclusão das pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação como recurso de engajamento e também se constatam que muitas instituições de ensino do país estão se adaptando aos preceitos de uma sociedade livre, equânime e democrática e vêm oportunizando o acesso escolar dos alunos da Educação Especial incluídos nas matrículas efetivas dos últimos anos letivos, até porque a educação é um direito público subjetivo e cabe ao Poder Público oferecer este serviço de forma a atenuar os prejuízos causados por um possível agravamento do quadro de saúde dos indivíduos, tendo em vista a articulação com os preceitos estipulados no Currículo da Cidade com ênfase na temática da diversidade humana, acessibilidade e educação inclusiva e direcionada aos alunos do CEU EMEF Alto Alegre.

PÚBLICO-ALVO

Os alunos estão matriculados em várias turmas que abrangem o ciclo de alfabetização, ciclo interdisciplinar e ciclo autoral. São os alunos que possuem quadro diagnóstico com laudo médico emitido por profissional da área como psiquiatra. No bojo da acepção, a escola conta com aproximadamente 40 alunos da Educação Especial, tendo em vista que alguns contam com acompanhamento clínico constante para ampliação das capacidades funcionais para o pleno exercício da cidadania.

METODOLOGIA

As propostas de ação efetiva no que tange à inclusão educativa dos estudantes da Educação Especial enaltecem a diversidade a partir do aluno com deficiência física, surdez, surdocegueira, altas habilidades ou o estudante com deficiência intelectual é uma escola que consegue acolher toda singularidade individual presente na pluralidade do corpo discente.

Neste sentido, pensou-se em operacionalizar a Semana da Educação Inclusiva para viabilizar que a Cidade de São Paulo cumpra as obrigações constitucionais e as previstas na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da qual é signatária. No município, isto se refere a incluir em salas e escolas regulares os quase 17 mil estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou superdotação que hoje frequentam turmas ou escolas especializadas ou polos bilíngues, além daqueles que estão fora do sistema educativo.

No bojo da acepção, por meio da qualificação realizada nas formações coletivas com os professores durante o ano letivo podem ser elencadas propostas de atividades inclusivas que priorizem o acesso, permanência, participação e aprendizagem dos alunos público-alvo da educação especial, tais como a leitura do livro “Menina Bonita do laço de fita” com sonoplastia feita pelos alunos da educação especial mediante algumas adequações das metodologias de ensino do ciclo interdisciplinar em parceria com os professores de Língua Portuguesa e também o circuito de Educação Física proposto pelos docentes da referida disciplina com ênfase no desenvolvimento das atividades educativas relacionadas à noção de espaço, força, destreza, lateralidade, coordenação motora e interações sociais.

O objetivo das atividades propostas deve ser o de consolidar os aspectos inerentes à preponderância do acesso, participação e aprendizagem dos alunos da Educação Especial, por meio do qual sejam visibilizados nas ações empreendidas por todos os profissionais dos diferentes componentes curriculares e sendo divulgados a todos os envolvidos no processo educacional para apreciação, análise crítica e discussões coletivas nos horários de formação docente.

É possível realizar uma semana da educação inclusiva na qual todos os alunos da educação especial tenham desafios a serem realizados por meio de flexibilização das estratégias pedagógicas, seja para utilizar uma comunicação alternativa àqueles estudantes que não possuem a fala sistematizada, apoio da equipe de apoio e Auxiliar de Vida Escolar para realizar a locomoção dos alunos para os diferentes espaços da instituição pedagógica e elaboração de ações pedagógicas capazes de propiciar um ensino acessível aos estudantes público-alvo e despertando em todos os envolvidos no processo educacional a necessidade de se conhecer as potencialidades e aspectos dificultadores a serem considerados nas premissas da aprendizagem significativa.

Por conseguinte, os professores devem destacar que o direito à educação marcada pela diversidade humana não é um direito para apenas algumas pessoas, mas é um direito de todos. Por isso, a Educação em Direitos Humanos contribui para uma escola e uma sociedade menos resistente às mudanças políticas, sociais e econômicas. Por isso, esta é a grande mudança que queremos enquanto proposição de uma sociedade democrática para o tratamento acolhedor e com intervenções pontuais aos estudantes da escola e principalmente no que se refere aos Direitos Humanos na perspectiva da educação de qualidade imperiosa de diversidade. Somos nós que teremos de fazer e reinventar ações educativas problematizadoras e engendrar uma educação inclusiva por um mundo e uma educação para todos.

RECURSOS MATERIAIS

– Livros didáticos e pedagógicos, textos variados, celular, vídeos, computador e TV.

TEMPO DO PROJETO

Um mês de formações docentes com 4 horas semanais de para elaboração de materiais, operacionalização das ideias e análise crítica das proposições com o corpo docente.

PÚBLICO ALVO

Professores do contexto regular e alunos público-alvo da Educação Especial.

AVALIAÇÃO

Os estudantes necessitam ser avaliados permanentemente por meio do interesse, habilidade, capacidade e interpretação, para que a eles sejam disponibilizados os conteúdos atrelados ao desenvolvimento do pensamento lógico, sendo que muitos estudantes ainda estão no processo de leitura, acolhimento, reconhecimento das diferenças e diversidade humana que frisem a compreensão irrestrita dos fatos ali presentes e também podem ser propostos por meio de ações organizadas por todos os componentes da unidade escolar.