Tarefa 6 – Curso EDH – GISLAINE DE ARAUJO LIMA DE CARVALHO

Data

4 de agosto de 2020

Cursista

GISLAINE DE ARAUJO LIMA DE CARVALHO

Função

PEIFI

DRE / Unidade Educacional

Guaianases

Escola

EMEI EDNA Alves de Sousa

Tema:
Educação inclusiva.

Público alvo:
Estudantes, incluindo alunos público alvo da educação especial (TEA, deficiência intelectual, visual, auditiva), matriculados do sexto ao nono ano do ensino regular.

Justificativa:
       “A ideia de educação inclusiva sustenta-se em um movimento mundial de reconhecimento da diversidade humana e da necessidade contemporânea de se constituir uma escola para todos, sem barreiras, na qual a matrícula, a permanência, a aprendizagem e a garantia do processo de escolarização sejam, realmente e sem distinções, para todos” (Currículo da Cidade, 2017).
Uma das principais metas a serem alcançadas pela SMESP é que todos os educandos tenham o direito de Acesso e Permanência dentro das unidades escolares, garantindo um desenvolvimento educacional escolar, criando e fortalecendo uma rede de proteção que potencialize o acompanhamento dos alunos com maior índice de vulnerabilidade social. “Ao pensar em uma educação inclusiva e em seu significado, é preciso que os conteúdos sejam portas abertas para a aprendizagem de todos…de maneiras a direção a um currículo mais negociado e a uma pratica de sala de aula mais participativa. Portanto, coloca-se o desafio de se pensar formas diversas de aplicar o currículo no contexto da sala de aula, para que todos os estudantes tenham acesso ao conhecimento, por meio de estratégias e caminhos diferenciados”. (Currículo da Cidade, 2017)
Estudantes com deficiência e/ou com TGD (transtornos globais do desenvolvimento ), que são público alvo da Educação Especial, precisam ser atendidos em suas especificidades, com vistas a garantia da plena participação e acesso ao currículo. Importante ressaltar que esse direito está previsto na Constituição Federal de 1988, artigo 208, quando nossa Lei aponta que: “O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente, na rede regular de ensino.” O direito à igualdade de todos à educação está garantido e expressamente previsto na nossa Constituição/88 (art. 5º.) e trata nos artigos 205 e seguintes, do direito de TODOS à educação. Podemos citar também Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – ONU 03/2007, onde diz que as pessoas com deficiência devem receber o apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação e que precisam que medidas individualizadas de apoio sejam adotadas em ambientes, que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, compatível com a meta de inclusão plena. Bem como no Decreto nº 6.949e na Portaria nº 8.764/16.
[…] temos o direito a ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito a ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades. (Santos, 2003, p. 56)
       
               Portanto, o professor deve utilizar praticas e recursos pedagógicos que garantam a todos o direito ao aprendizado e ao desenvolvimento integral. Para efetivar esse processo de mediação pedagógica, ao planejar, o professor precisa considerar as diferentes formas de aprender, criando, assim, estratégias e oportunidades para todos os estudantes.

Finalidade:
Envolver os profissionais da educação, de forma critico reflexiva, para que todos os estudantes, inclusive os com deficiências e TGD, consigam acessar o currículo e serem respeitados em suas diversidades.

Objetivos:
 • Levar os profissionais a refletirem sobre suas  práticas pedagógicas e a compartilharem experiências;
 • Identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos educandos, considerando as suas necessidades específicas;
• Complementar a formação do educando, com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela;
• Identificar as necessidades e elaborar o plano de atendimento educacional especializado e uma pasta com informações de todos os estudantes;
• Produzir materiais, adaptar, confeccionar, ampliar, entre outros, de acordo com as necessidades dos educandos;
• Indicar a aquisição de recursos de tecnologia assistiva, como: softwares, equipamentos tecnológicos, mobiliário, recursos ópticos e outros, para serem adquiridos pela direção da unidade escolar;
• Acompanhar o uso dos recursos durante as aulas;
• Verificar a funcionalidade e a aplicabilidade do recurso, além disso, o impacto, efeitos, distorções, pertinência, negligência, limites e possibilidades do uso na sala de aula, na escola e em casa; através da escuta dos pais ou responsáveis,
• Articular ou atuar colaborativamente com os todos  profissionais da escola  com o propósito de incluir;
• Assegurar a todas e todos uma educação democrática, pautada em princípios éticos, estéticos e políticos, tal qual aponta a legislação brasileira que congrega marcos legais para a construção da qualidade social no âmbito educacional;
• Criar ambientes que possibilitem aos educandos a beleza da descoberta, da pesquisa, da investigação, do encontro com mundos imaginários criados individual e coletivamente, organizando intencionalmente os espaços/tempos/materiais/vivências múltiplas, para que contemplem experiências, brincadeiras e interações; E que sejam desafiadores;
• Compreender o educando em sua integralidade e dar oportunidades de avançar em suas aprendizagens;
• Valorizar outras formas de comunicação e diálogo, como do riso, o choro, os movimentos, os sons, as brincadeiras, os gestos, os toques, os balbucios, percebendo que há outros modos de sentir, compreender, agir, escutar e estar no mundo. Inserir forma de comunicação alternativa, quando necessário;
• Incentivar o protagonismo (brincantes, artistas e cientistas) para pensar, projetar, agir, descobrir, criar e recriar o mundo, e expressar tudo isso de forma ativa, rica e autoral.

Duraçao:
Um ano

Atividades:
– Durante as reuniões coletivas de professores (JEIFs, PEAS, Paradas Pedagógicas), semanalmente, colocar em pauta o assunto inclusão, para reflexão e trocas de experiências entre os profissionais.

-Fazer uma pasta onde conste informações de cada estudante. Coletar essas informações com familiares dos educandos.
 Disponibiliza-la na mesa dos professores, para que todos os profissionais tenham acesso. Serão disponibilizados dados como: se tem deficiência/TGD, sobre as condições socioeconômico-culturais, dados familiares, da história/desenvolvimento de cada um, das habilidades/dificuldades, de sugestões para ajudar na sala regular. Essa pasta poderá ser enriquecida com relatos, fotos, atividades realizadas pelo professor da sala regular que tenham auxiliado no acesso ao currículo. Ao final, haverá espaço para registro de dúvidas, sugestões, avanços e desafios a enfrentar.

– Criar recursos de tecnologia assistiva para que acessem o currículo, de acordo com a necessidade de cada estudante: pranchas de comunicação, engrossador, ponteira, material imantado, com velcro… E também fazer uso, durante as aulas, de outros recursos que sejam potencializadores de aprendizagem, que são fundamentais para os alunos com deficiência/TGD, mas que também auxiliam os outros, como: vídeos, imagens, maquetes…

– Teatro que tenha como protagonistas os alunos público alvo da educação especial, porém, que os outros que não tem deficiência/TGD, possam participar também. Que seja apresentado como produto final para toda comunidade escolar.

Avaliação
 Ocorrerá mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, contemplando o acompanhamento do trabalho pedagógico e avaliação do desenvolvimento do estudante, comparando-o a si mesmo, contando com a observação e diálogo com os sujeitos envolvidos no processo, em consonância com o que preceitua o Projeto Político Pedagógico e o Regimento Escolar da Unidade Educacional.

OBSERVAÇAO:
A atividade da pasta e do teatro, foram desenvolvidos por mim na EMEF PROF IDEMIA DE GODOY, no ano de 2017. Porém a pasta foi feita com informações somente dos alunos com deficiência/TGD. Foi bem útil. Muitas vezes, não sabemos nada sobre o nosso aluno e informações nos auxiliam a ter outro olhar e a criar outras estratégias.
O teatro, também teve resultados positivos. Os alunos com deficiência/TGD, muitas vezes não tem motivação, pensam não ser capazes. Em 2017, eles que produziram o enredo, a sonoplastia, o cenário, com ajuda dos amigos que não tem deficiência. Apresentaram o teatro para os alunos do primeiro ao quinto ano e, por fim, para a comunidade escolar em um Dia da Família na escola. Os olhos dos pais transbordaram de felicidade ao verem seus filhos como protagonistas.

Então, essas duas atividades seriam desenvolvidas em outra escola, que estou esse ano, na EMEF CÉU ÁGUA AZUL.

A pasta com as informações de todos os estudantes.
O teatro, no mesmo formato feito na EMEF IDEMIA DE GODOY.