Tarefa 6 – Curso EDH – Fernanda Maria Queiroz Almeida

Data

6 de agosto de 2020

Cursista

Fernanda Maria Queiroz Almeida

Função

Professor de educacao infantil

DRE / Unidade Educacional

Capela do Socorro

Escola

CEU CEI Vila Rubi

Fernanda Maria Queiroz Almeida – [email protected]

CURSO: EDH – Desafios do Contexto Atual

 

Título: Trabalhando a diversidade na educação infantil

Justificativa: Escolhi a diversidade, pois é possível falar sobre o respeito de todas as pessoas, especificamente das relações étnico raciais, questão de gêneros partindo do princípio de que a criança deve escolher brinquedos, cores de acordo com o seu interesse e não de acordo com o seu sexo, além disso, trabalhar com algumas deficiências em sala de aula como falar dos desafios do cego, surdo e deficiente físico. Assuntos importantes a serem discutidos para que haja empatia e reciprocidade das crianças, buscando olhar o que lhes parece diferente com respeito e não com julgamentos, ofensas e até bullying.

Público Alvo: O trabalho se destina a crianças da Educação Infantil, pré-escolar, de 4 a 6 anos.

Finalidade: A intenção desse trabalho é organizar atividades para as crianças da Educação Infantil que estão na pré-escola para que tenhamos roda de discussão e de experimentação de momentos para aprender a se colocar no lugar do outro (empatia) e desde pequenas as crianças possam aprender a respeitar o outro independente da condição física, de gênero e de raça.

Objetivos:

  • Reconhecer e valorizar a diversidade humana;
  • Observar as diferentes características das crianças;
  • Reconhecer que temos tons de pele e cabelos diferentes;
  • Conhecer artistas e genialidades negras (representatividade);
  • Entender que cores e brinquedos não devem ser separados por sexo e sim por interesses pessoais;
  • Vivenciar experiências como deficiente físico, cego e surdo;
  • Aprender a ajudar e respeitar as crianças que tem maior dificuldade de realizar alguma tarefa.

Duração: Esse projeto deve ser realizado em 3 semanas, sendo 1 para discutir e realizar atividades sobre relações étnico raciais, outra para gênero e outra para deficiências físicas, surdo e cego e avaliação do projeto pelas crianças.

 

Atividades da sequência didática:

Observação: No final de cada leitura, mostrar foto do autor (a), e sucintamente falar sobre ele (a). Prática importante para as crianças se sentirem representadas e conhecerem a história de cada autor.

 

Primeira Semana (relações étnico raciais)

1º momento – Acredito que trazer as falas das crianças para o trabalho é importante, pois essa escuta permite entender seus conhecimentos, angustias e até mesmo preconceitos aprendidos com a sociedade, para isso o primeiro passo é fazer uma roda de conversa e perguntar sobre o que eles sabem sobre relações étnico raciais. Pedir para algumas crianças com tonalidades de pele diferentes e tipos de cabelos também diferentes ficarem uma do lado da outra e perguntar quais são as diferenças. Fazer uma roda de leitura e ler: O Black Power de Tayo de Kiusam de Oliveira.  Fazer uma dinâmica para desmistificar a ideia de que cabelo crespo é “duro”, e pedir para as crianças acariciarem os cabelos umas das outras e falarem o que sentiram.

2º momento – Roda de leitura: A cor de Coraline de Alexandre Rampazo, para iniciar a roda de discussão sobre o dito “lápis cor de pele”. Após pegar a cor rosa que muitos chamam erroneamente de cor de pele e ir comparando com o tom de pele de cada criança e perguntar se alguma tem o tom daquela cor. Mostrar a caixa de giz de cera tons de pele e fazer a mesma dinâmica e ver quais cores que as crianças se reconhecem como sendo a delas.

3º momento – Roda de leitura: O meu crespo é de rainha de bell hooks. Roda de discussão de como cada criança gosta do cabelo dela. E como já foi falado sobre tons de pele e tipos de cabelos, nesse momento inicia-se o processo da criança olhar no espelho e identificar as suas características e fazer um autorretrato. A professora irá auxiliar diante do espelho mostrando vários tons de pele (giz de cera) para verificar qual a criança acredita ser mais próximo a cor dela e pedir para ela se desenhar.

4º momento – Roda de leitura: Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis de Jarid Arraes. Como o livro são de 15 heroínas escolher uma história para contar. Ao fazer a roda de conversa perguntar se a turma conhece sobre alguma heroína negra. A ideia é as crianças trazerem história de pessoas próximas e até familiares que eles reconheçam como heroínas e explicar o porquê. Nesse momento há a continuação do autorretrato, pois chamar criança por criança para identificar o tom de pele mais próximo demora um pouco. Todos os autorretratos devem ser expostos para a escola e pedir ajuda das crianças para organizar cada desenho, como deveria ser exposto, deixar as crianças colocarem seus pontos de vista.

5º momento – Roda de leitura: Sulwe de Lupita Nyong’o nessa história a menina quer mudar de cor, ela é negra, e tenta de algumas formas, mas a ideia é refletir sobre as consequências do racismo psicológico. Na roda de conversar escutar se alguma criança se sente assim. E para trazer a representatividade trazer fotos/ vídeos de artistas negros (como Maria Júlia Coutinho – repórter, Isa – cantora…), genialidades da ciência (Katherine Johnson – trabalhou na NASA, Mae Jemison – Astronauta…)

Além desses momentos ao longo da semana, haverá uma experiência de levar bonecos negros serão dois, sendo um menino e uma menina, e com a turma escolher o nome africano deles, aprender um pouquinho sobre a localização no mapa do continente Africano e escolher o pais de sua origem. Dessa forma trabalharemos a cultura africana também. Cada semana, duas crianças serão sorteadas para levá-los para a casa e passar o final de semana, cada boneco tem um caderno e a família relatará como foi essa experiência e a criança poderá fazer um desenho. Dei o exemplo de nome africano, mas poderia ser dois bonecos brasileiros e conhecer um pouco do Brasil.

 

Segunda Semana (Gênero)

1º momento- Roda de conversa mostrando uma boneca e uma bola e perguntando para a turma quem pode brincar com o que. Essa discussão irá permitir que o professor identifique visões preconceituosas já na vivência da criança. Roda de leitura: Coisa de menino de Pri Ferrari incentivar e ensinar os meninos que qualquer coisa feminista que seja dita não é inferior. A proposta desse momento é fazer com a brincadeira seja só com bola, carrinhos, brinquedos “ditos como de menino” e todos (meninos e meninas) devem brincar juntos.

2º momento- Roda de leitura: O livro da família de Todd Parr, esse livro traz vários tipos de famílias. E por meio de uma conversa sobre a família de cada criança é feita uma pesquisa para saber como está estruturada cada uma. E mostrar que há vários tipos e o que importa é o amor e afetividade entre eles. A proposta para esse momento é o da ludicidade de brincar de casinha, e com tecidos podendo ter roupas ou cabanas, bonecos brancos e pretos, utensílios de cozinha, carrinhos de bebês e carrinhos as crianças podem explorar o ambiente e se colocarem no papel que gostaria de ter. Esse é um momento de observação do educador para mediar conflitos.

3º momento- Roda de leitura: Coisa de menina de Pri Ferrari para mostrar que as meninas podem ocupar espaços e se quiserem ser cientista, ou o que elas quiserem ser. Roda de conversa – saber qual a profissão de cada mãe. Para essa conversa será necessário enviar a pergunta pela agenda alguns dias antes, pois nem todas as crianças sabem do que suas mães trabalham. A pergunta deverá ser feita a criança e caso não saiba a professora já estará com a resposta em mãos. A proposta é de cantinhos de interesse, com a sala organizada por algumas profissões como: desenhista, pintor (a), construtor (a), fotógrafo (a), professor (a), chef de cozinha, cada criança escolherá aquele cantinho que gosta de explorar e poderá trocar no momento que quiser. Poderão ter outras profissões, tudo dependerá dos brinquedos e materiais disponíveis para uso.

4º momento- Roda de leitura: Malalá de Adriana Carranca e Bruna de Assis Brasil. Ela ganhou o prêmio Nobel da Paz é um exemplo de como uma pessoa e um sonho podem mudar o mundo. É um livro longo, porém o professor(a) deve se programar que para a educação infantil se for ler sobre a Malalá deverá fazer um resumo, ou programá-lo para fazer uma leitura curta por vários dias e assim a criança acompanhará todos os detalhes. Nessa proposta cada criança falará sobre o seu sonho na roda de conversa e reproduzirá com tintas (podendo ser guache ou naturais produzidas com as crianças com terra, açafrão. Colorau. café) o sonho no papel.

5º momento- Roda de leitura: Carmen a grande pequena notável de Heloisa Seixas, Julia Romeu e Graça Lima. Roda de conversa sobre as representatividades femininas mostrando mulheres que fizeram a história. A proposta desse dia é a brincadeira de ser artista com tecidos e fantasias para que o lúdico possa aflorar.

 

Terceira Semana (Deficiências: Física, Surdez e Cegueira)

1º momento – Roda de leitura: Tudo bem ser diferente de Todd Parr. Roda de conversa sobre quem conhece ou tem algum conhecido com deficiência física, cegueira ou surdez. Nesse primeiro momento, até mesmo para ampliar a visão das crianças falar sobre a Associação dos pintores com a boca e os pés (https://www.apbp.com.br/), falar sobre a história, objetivo, mostrar quem faz parte e o benefício de quem faz parte dessa sociedade. Mostrar vídeo: (https://www.youtube.com/watch?v=wHeGcUe_hYs) sobre a associação. E para experimentar as crianças devem pintar desenhos com pincel utilizando os pés.

2º momento – Roda de leitura: Julia e seus amigos de Lia Crespo, fala de uma garota cadeirante que muda de escola e tem as suas angustias. Vídeo: (https://www.youtube.com/watch?v=y3TkzNQq3qA) A experiência nesse momento é pintar desenhos com pincel utilizando a boca.

3º momento –  Roda de leitura: Tibi e Joca – uma história de dois mundos de Cláudia Bisol. Vídeo: (https://www.youtube.com/watch?v=SNRFDkKEqhk   – história de uma menina surda que queria ser bailarina) e (https://www.youtube.com/watch?v=s5BPf6CwNr8  – história de uma cadeirante em LIBRAS) A experiência foi assistir um desenho sem som e com interprete de LIBRAS. Ao final fazer roda de conversa sobre a experiência.

4º momento –Vídeo da leitura do livro – O menino que via com as mãos de Alexandre de Azevedo: https://www.youtube.com/watch?v=wvio0X1uIYQ. Livro: O menino que via com as mãos para as crianças explorarem o Braile. A experiência nesse momento é separar as crianças por dupla, sendo um deles vai ser vendado e o outro será o guia e eles experimentarão a sensação de andar sem ver pela escola. E depois a roda de conversa será sobre a experiência. Porém antes de iniciar as crianças devem ser orientadas de como ser o guia para um cego, como segurar no braço da forma certa, como orientar a criança que não está vendo.

5º momento: Roda de conversa sobre o projeto

 

Avaliação: A avaliação será a partir dos relatos das crianças de acordo com as rodas de conversas durante o projeto e da última roda de conversa sobre o projeto (O que aprenderam? O que gostaram mais? O que não gostaram? O que poderia ser modificado?…) e pelas observações do (a) educador (a) no decorrer no projeto com as experiências, comentários, mudanças de atitudes preconceituosas para atitudes mais gentis para com o outro.

Boneco para ir para a casa de cada criança

Caderno para relato da experiência dos familiares e desenho da criança

Giz de cera com cores tons cor de pele

Atividade de autorretrato

Vários tipos de bonecos para ir para a casa das crianças