Tarefa 6 – Curso EDH – ERIKA OLIVEIRA DE ALMEIDA

Data

20 de julho de 2020

Cursista

ERIKA OLIVEIRA DE ALMEIDA

Função

Professora de Ensino Fundamental 2 e Médio

DRE / Unidade Educacional

Freguesia do Ó / Brasilândia

Escola

Emef Comandante Garcia D'Ávila

Tema proposto: “A ressignificação do território brasileiro por meio da territorialidade quilombola”

Justificativa: De acordo com (MARQUES, 2013, p. 143). “O atual conceito de quilombo difere fundamentalmente do que representava no transcorrer do regime escravocrata, e mesmo quase um século após a abolição da escravidão. O que antes era uma categoria vinculada à criminalidade, à marginalidade e ao banditismo é hoje considerado, de acordo com a perspectiva antropológica mais recente, entre outros elementos, como um ente vivo e dinâmico, […] sujeito a mudanças culturais. Está também associado a um poderoso instrumento político-organizacional e ao acesso a políticas públicas.” (MARQUES, 2013, p. 143).

A partir do 4ª ano do ensino fundamental os estudantes ampliam suas convivências sociais, passam a descobrir e debater como a vida em sociedade está organizada e expandem suas noções de tempo, considerando como o presente inclui ações humanas também do passado e do futuro.

O estudo do modo de vida de outros povos, no caso, os quilombolas, passa a ter maior significado, pois amplia a discussão a respeito do modo de vida no campo e na cidade, fazendo um paralelo entre as formas de organização.

Neste momento da aprendizagem o aluno aprofunda seus conhecimentos por meio da pesquisa, consegue traçar um paralelo e já consegue entender como esta organização se deu durante os tempos, bem como a influência dos fatos históricos nesta formação , além de perceber as diferentes interações entre o urbano e o rural em suas dimensões sociais, culturais e ambientais.

Este plano de trabalho favorece os estudos a respeito das diferenças entre o campo e cidade, ampliando os estudos não só para o aspecto econômico, mas favorecendo a discussão sobre as formas de interação de trabalho e produção, as influências comportamentais, a percepção do espaço e os diferentes tempos e modos de viver, sentir e trabalhar, com ênfase na comparação entre a cidade (onde o estudante vive) e os povos quilombolas espalhados pelo Brasil. Além da luta dos quilombos por direito das populações afro-brasileiras que possibilitaram que conquistassem demarcações de terras, a partir de histórias de fixação de comunidades negras em determinados territórios.

 

Público alvo: estudantes do Ensino Fundamental I dos 4ºs e 5ºs anos.

 

Finalidade: A intencionalidade do projeto é promover a construção do conhecimento acerca da formação territorial do Brasil, bem como das características da população brasileira, as diferentes territorialidades no território brasileiro e a formação e organização  dos quilombos.

 

Objetivos/Resultados esperados:

  • Objetivo geral: Conhecer a formação do quilombo como instituição africana e reconhecer a territorialidade e modo de vida do povo quilombola no Brasil, comparando com o modo de vida da cidade onde está inserida a comunidade escolar.

 

Objetivos específicos:

  • Identificar e investigar territórios étnico-culturais (quilombos) existentes no Brasil;
  • Identificar e comparar as diferentes formas de organizações sociais no território brasileiro;
  • Reconhecer as territorialidades de remanescentes de quilombolas, entre outros grupos sociais do campo e da cidade, como direitos legais dessas comunidades;
  • Caracterizar a instituição quilombo como forma de resistência cultural.

 

Duração: 10 aulas

 

As atividades que comporão a sequência:

 

Sensibilização:

A Leitura inicial da semana que antecede o início da atividade será de livros que tenham como cenários quilombos, bem como fragmentos de documentos e notícias a respeito das comunidades quilombolas, para repertoriar os alunos acerca do assunto.

  • O marimbondo do quilombo.
  • Fio d´água do quilombo
  • Inventário Cultural de Quilombos do Vale do Ribeira
  • Notícias de revistas e jornais atualizados

 

Atividade 1 (1 aula de 45 minutos): 

Durante as leituras destacar as palavras de origem africana e  a grafia para fomentar o estudo da língua e formar um glossário que ficará exposto na sala.

 

Atividade 2  (2 aulas de 45 minutos cada)

Retomar o glossário e propor a discussão a respeito das novas palavras.

Em uma atividade coletiva montar um texto: “Você sabia?” com as palavras destacadas durante a leitura.

Em grupos, produzir um texto de indicação literária dos livros usados como sensibilização (sinopse).

As produções textuais serão expostas no mural.

 

Atividade 3 (duração 20 minutos)

Roda de conversa a fim de levantar os conhecimentos prévios que os alunos têm sobre os quilombos. As opiniões serão escritas em um papel pardo para fazer comparação ao término da atividade.

 

Atividade 4  (duração 25 minutos)

Aula expositiva sobre a história da formação de quilombos, como território e como resistência cultural, desde o século XVI, em Angola e no Brasil, até os dias atuais baseado no texto de Beatriz Nascimento.

 

Atividade 5 (duração 30 minutos)

Reprodução do documentário: “Quilombolas”.

 

Atividade 6 ( 45 minutos)

Debate sobre as diferenças entre a cidade onde está inserida a comunidade escolar dos alunos e  a vida na comunidade quilombola, que terão os principais pontos registrados em cartazes.

 

Atividade 7 ( 2 aulas de 45 minutos)

Baseados nas histórias, no vídeo, nas imagens trazidas pela professora ou pelo professor, os alunos confeccionarão uma maquete ou farão um cartaz  para representar a comunidade quilombola e a comunidade onde está inserida a escola e farão uma exposição junto com o glossário e as impressões do debate.

 

Atividade 8

Visita a uma comunidade Quilombola.

 

Avaliação: Ao longo de todas as etapas e atividades, o professor observará e acompanhará como os alunos interagem, as percepções e impressões que expressam e se os possíveis preconceitos iniciais estão sendo superados.

 

Recursos: livros paradidáticos, papel pardo, imagens de comunidades quilombolas, papéis diversos, televisão, entre outros.

 

Referências bibliográficas:

MARQUES, Carlos Eduardo; GOMES, Lílian. A Constituição de 1988 e a ressignificação dos quilombos contemporâneos: limites e potencialidades. Revista Brasileira de Ciências Sociais – vol. 28 N° 81, fev. 2013