Tarefa 6 – Curso EDH – Erika Gonçalves da Silva

Data

25 de julho de 2020

Cursista

Erika Gonçalves da Silva

Função

Professora

DRE / Unidade Educacional

Santo Amaro

Escola

EMEF Elza Maia Costa Freire professora

Trabalho de conclusão do curso: Respeitar é preciso

 

Nome: Èrika Gonçalves da Silva                                                            RF: 8091951

 

INTRODUÇÃO

O curso elucidou a necessidade de se falar sobre o racismo, essa violência que desumaniza e, além disso, trouxe o conhecimento do termo racismo estrutural – o racismo velado – enraizado, ele está presente no Brasil e é responsável pelas relações e comportamentos preconceituosos de discriminação contra os negros. E a escola como ambiente de relações sociais reproduz tudo aquilo presente na nossa sociedade como, por exemplo, o racismo e a violência. Para uma mudança é necessária uma educação que aborde as relações étnico-raciais trazidas pela lei 10639/03 – um avanço – que para ser cumprida precisa do comprometimento dos educadores com projetos de acolhimento da causa, estimulação de convívio construtivo, respeito, reconhecimento e valorização das representatividades negras para construção da sua subjetividade e identidade estimulando a autoestima desse grupo.

 

TEMA: Racismo e violência.

Público: 8º anos – Língua Portuguesa.

Duração – 15 dias.

 

JUSTIFICATIVA

Vivemos em um país com má distribuição de renda e, portanto, com grande desigualdade social. Dentro dessa desigualdade encontramos mais disparidade quando os números mostram que a população preta e parda é a mais afetada. A explicação para esse fato é histórica, mas a sua manutenção se deve à falta de debate do problema do racismo e carência de políticas públicas. A escola pode contribuir e deve ajudar no combate ao racismo, desigualdade e violência trabalhando as relações étnico-raciais (Lei 10639/03). Ao promover práticas e atividades de reflexões e vivências que buscam a valorização da diversidade, o respeito ao próximo, a inclusão, a responsabilidade e a empatia estamos contribuindo para formação de cidadãos críticos, éticos e conscientes que podem fazer a diferença no mundo.

 

FINALIDADE

Hoje sabemos que as competências socioemocionais são importantes e, neste caso, o desenvolvimento delas colabora para compreensão do que é o racismo, melhoria das relações de convivência e adoção de uma postura antirracista. Para incutir a valorização e respeito à diversidade para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva é necessário o desenvolvimento do pensamento crítico transmitido pela fala. Então, o reconhecimento da fala como lugar de manifestação de valores e ideologias permite refletir a importância do lugar de fala como espaço e oportunidade de voz para todos aqueles que foram / são excluídos e silenciados. O racismo estrutural presente nas reproduções de falas precisa ser identificado e desconstruído.

 

OBJETIVOS

  • Identificar o racismo, refletir e compreendê-lo como um problema de todos.
  • Perceber as heranças de preconceito e discriminação racial presentes no Brasil através da mídia (televisão, publicidade e cinema) por meio de reforço de estereótipos e/ou falta de representatividade de negros em posições de destaque. Conscientizar-se e questionar os privilégios que reforçam a desigualdade.
  • Reconhecer a importância da argumentação e da reflexão para valorizar a diversidade étnico-cultural nos processos comunicativos promovendo o diálogo, a liberdade, a criatividade e a empatia.

 

HABILIDADES

(EF69LP11PE) Identificar e analisar posicionamentos defendidos e refutados na escuta de interações polêmicas em materiais previamente gravados (entrevistas, discussões e debates, entre outros), e se posicionar frente a eles, com argumentos adequados, respeitando a opinião / posicionamentos contrários, favorecendo uma postura democrática, resiliente e ética.

(EF69LP01) Diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio, posicionando-se contrariamente a esse tipo de discurso e vislumbrando  possibilidades de denúncia quando for o caso.

(EF69LP15PE) Apresentar, através de textos argumentativos (debate, resenha crítica, podcasts de opinião, comentários, vlogs etc.), argumentos e contra-argumentos coerentes, respaldando-se, inclusive, em conhecimentos do campo da vida pública e de práticas de estudo e pesquisa e assumindo uma postura respeitosa em relação aos turnos de fala, aos posicionamentos diferentes, aos interlocutores, aos diretos humanos, quando na participação em discussões sobre temas controversos e/ou polêmicos, relativos a problemas próximos à realidade do estudante e/ou de relevância social.

 

METODOLOGIA

Primeira parte

Perguntar o conhecimento dos alunos das palavras preconceito, discriminação e racismo. Partindo das respostas pedir exemplos de situações vistas, ouvidas ou vivenciadas.

Propor aos alunos um exercício de imaginação e suposição. Como seria a vida dos brancos no Brasil se eles tivessem sido os escravizados? Quais as situações de racismo que eles sofreriam?  Logo após esse diálogo, apresentar o curta “Vista a minha pele” com essa hipótese levantada, trata-se de uma paródia que mostra a desigualdade e racismo contra os brancos.

Curta: https://www.youtube.com/watch?v=LWBodKwuHCM&t=1418s

Segunda parte

Discussão do curta a partir das observações dos alunos e perguntas pré-elaboradas pela professora.

1 – O que o filme denuncia?

2 – Qual o impedimento para Maria realizar o seu sonho de ser Miss Festa Junina?

3 – O que é caminhar com os pés no chão?

4 – Qual a visão e postura do pai de Maria em relação ao sonho dela? E da mãe?

5 – Luana, a melhor amiga de Maria tem uma postura antirracista?

6 – Quais ações que podemos ter para contribuir para uma sociedade racialmente justa?

Terceira parte

Aula expositiva gravada sobre o tema “Racismo e violência”, abordando os contextos históricos do racismo, a democracia racial, racismo estrutural, os estereótipos e a violência policial.

Quarta parte

Leitura e comentário de dicas para uma educação antirracista como, por exemplo, repensar a linguagem quando há piadas racistas e manifestações de racismo nas falas ao relacionar o branco/claro sempre à bondade, poder e confiança e o preto/negro ao que é pejorativo.

​Quinta parte

Assistir ao filme “Mãos talentosas”, identificar no filme as situações de racismo e reconhecer a superação delas, sendo um ótimo exemplo de representatividade para se espelhar. Postar comentários no mural do Google Classroom.

​Sinopse: O filme narra a história real do Dr. Benjamin Carson, um dos mais respeitados neurocirurgiões do mundo. Cresceu em um lar desfeito e em meio à pobreza e ao preconceito, suas notas eram baixas e seu temperamento inflamado. Entretanto, sua mãe, maior incentivadora do futuro neurocirurgião, faz de tudo para que ele acredite em seu potencial. O que ele e os que estavam ao redor não esperavam era que ele se tornaria um neurocirurgião de fama mundial.

LINK: https://www.youtube.com/watch?v=U6O6ZpKyXa8&feature=emb_logo

Sexta parte

Aula expositiva e gravada sobre o gênero podcast e exemplos. Estudo dos argumentos causa e efeito, contraposição, exemplificação, consenso e testemunho.

Sétima parte

Atividade: Criação de podcast em dupla ou individual, utilizando os argumentos estudados na aula anterior para falar do tema racismo e violência.

Comece com uma apresentação sobre o tema e as pessoas que participarão dele, depois utilize na ordem as perguntas abaixo:

1) Antes dos estudos sobre o tema racismo, qual era o consenso (ideias normalmente aceitas) que você tinha das palavras: racismo, preconceito e discriminação?

2) O que você pensa do racismo em nosso país? Ele tem aumentado ou diminuído? Explique seu ponto de vista.

3) Comente as cenas de racismo observadas no filme “Mãos talentosas Ben Carson.

4) Pensando na frase “Sejamos todos antirracistas”, que ação você pode ter para contribuir com o fim do racismo?

5) Você já vivenciou, testemunhou, viu ou leu alguma situação de preconceito racial? Comente. Tente se lembrar, descreva com detalhes.

6) Acrescente informações, fatos, opiniões consideradas relevantes para o tema.

O tempo mínimo deverá ser de 5 min e o máximo 10 min.

 

AVALIAÇÃO

Assistir às aulas remotas gravadas, participação e interação na plataforma do Google Classroom com respostas e comentários das respostas dos colegas, realização das atividades propostas. Recuperação contínua e paralela.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As atividades propostas neste trabalho de conclusão de curso é apenas um ponto de partida para instigar os alunos a serem antirracistas. Há inúmeras possibilidades de atividades e trabalhos compartilhados na internet que trabalham o tema do racismo o que mostra o crescimento do engajamento dos profissionais da educação com a educação antirracista. Temos um longo caminho pela frente que começa na formação dos professores porque nem todos tiveram a oportunidade de estudar e se aprofundar no ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, eu mesma me incluo nesse grupo. Este ano tive a oportunidade de fazer 3 cursos, sei que preciso continuar essa formação de apropriação das temáticas visando melhor interação para aprendizagem dos alunos.