Tarefa 6 – Curso EDH – Erika da Costa Machado

Data

3 de agosto de 2020

Cursista

Erika da Costa Machado

Função

Professora Ens. Fund. II e Médio

DRE / Unidade Educacional

Pirituba / Jaraguá

Escola

EMEF José Kauffmann

 ELABORAÇÃO DE PROJETO PARA CONCLUSÃO DO CURSO RESPEITAR É PRECISO!

Feito por Profa. Erika da Costa Machado – RF 8462216

 

  • Nome do Projeto: EDH – Curso de Formação de Professores em EJA, desafios para o exercício da cidadania no processo de ensino e aprendizagem.
  • O tema proposto – Educação contra a barbárie, por escolas democráticas pela liberdade de ensinar – reflexões e práticas em salas de aula EJA.
  • Elaborar uma sequência de atividades de EDH explicitando sua relação com a vida cotidiana da escola, e como pode contribuir para a construção da cultura de respeito mútuo.
  • Propositura de ações pedagógicas – Por exemplo: Agosto Indígena e Novembro Negro – Como a escola cumpre o papel de espaço de formação e construção de valores, consideramos que é no dia a dia escolar que surgem as melhores oportunidades de trabalhar questões relacionadas ao preconceito e à discriminação. Assim, as temáticas apontadas servem de exemplo de atividades que podem estar sendo trazidas para serem apresentadas e discutidas com os alunos. O desafio está em descobrir os canais e estratégias que poderão atuar promovendo a conscientização, o desenvolvimento de um reconhecimento identitário em relação à sua própria realidade histórico-social nos jovens e adultos. Sem esquecer que a criatividade e uma mudança de atitude nas práticas docentes fugindo à uma concepção de educação tradicional servirão sempre como um norte orientador das práticas educativas em turmas do EJA, afinal os alunos do EJA não são crianças grandes e não podem ser tratados como tal em sala de aula. São pessoas com experiências de vida e já bastante recheados de saberes, mesmo que ainda não formais, estes precisam ser levados em consideração.
  • Organização da rotina e espaço escolar – É preciso reconhecer que nossas relações cotidianas, nosso vocabulário e mesmo práticas são repletos de concepções racistas e discriminatórias. Cabe ao docente a prática do estranhamento, do questionamento e da desnaturalização do olhar. Não se pode ter uma expectativa de aprendizagem inferior de um estudante negro em comparação a um estudante branco. Não se pode naturalizar a concepção preconceituosa de que alunos negros são mais propensos à atividades braçais e manuais do que para atividades intelectuais ou científicas, ou mesmo resignar-se na existência de um ambiente escolar permeado por narrativas ou figurações de personalidades brancas em detrimento dos povos historicamente segregados: os povos originários e a população negra. Pelo contrário, é preciso que o discurso dominante seja desnudado e que dê lugar a narrativas destes sujeitos historicamente discriminados e negligenciados. Para isso, é preciso rever práticas enraigadas na sociedade. É preciso trazer livros didáticos, filmes, cartazes, debates que contemplem o reconhecimento da diversidade presente no país, que não se tratem de episódios isolados ou marginalizados, mas de uma constante no ambiente educacional.
  • Elaboração de planos estratégicos – A escola deve proporcionar aos membros da comunidade a oportunidade de propor planos estratégicos de abrangência objetiva e específica. Trata-se aqui de ouvir as diferentes vozes, de incluir, de ampliar a discussão sobre a realidade escolar. Conflitos irão surgir inevitavelmente, cabendo aos facilitadores a intervenção e mediação dos conflitos. Na perspectiva da Educação em Direitos Humano, a proposta é que a reflexão sobre a mediação dos conflitos considere os princípios ético-políticos a todo momento. Para isto é preciso um trabalho de escuta mútua, de reconhecimento e de respeito aos sujeitos com os quais lidamos, já que o que faz com que o método seja bom ou não são as nossas posturas e convicções no cotidiano.
  • Eu, enquanto professora de turmas EJA, diante de um universo educacional aparentemente diversificado e heterogêneo vou me atentar inicialmente à uma avaliação dos perfis, dos conhecimentos e experiências prévias de meus alunos. Assim, posso fazer uso de um questionário com questões dissertativas de diferentes níveis de dificuldade/elaboração. De posse deste resultado, organizarei uma estratégia de alfabetização direcionada, afinal trata-se de um público com uma bagagem conceitual distinta das crianças escolarizadas nas séries iniciais do Fundamental I. É preciso na Educação que respeita os direitos humanos observar as singularidades e as diferenças do grupo, o que não significa que devo atender a todos do mesmo jeito, mas desenvolver políticas que envolvam as necessidades ou características de todos, independente das condições que possam apresentar. Trabalhar com EDH é garantir a estes alunos o mesmo direito, ou seja, proporcionar condições diferenciadas aqueles com necessidades diferentes. Um exemplo: é preciso escolher temáticas, textos e contextos de aprendizagem que tenham a ver com o mundo destes estudantes e que possam despertar sua curiosidade. Além disto, o educador deve conversar constantemente com os alunos sobre as estratégias que adota, expondo os motivos que o levam a organizar as atividades.
  • Justificativa – Neste projeto a intenção é apresentar temas e discussões, bem como atividades práticas para uma formação de Educadores em Direitos humanos, no caso, professores de turmas EJA. Como sabemos, diferenças de ordem socioeconômica, de gênero, de natureza étnico-racial, linguística, religiosa, política constituem situações de diferenciação que permeiam as relações sociais, ainda que não sejam sempre percebidas e identificadas como tal, nem se resumirem em bullying entre os alunos, mas interferem nas relações e colocam barreiras à experiência de vida democrática dos estudantes e de seus aprendizados. É preciso que esta discussão permeie um curso de formação específico de Educação em Direitos Humanos para professores de turmas EJA.
  • A quem o trabalho se destina: O projeto se destina a formação de professores que ministram aula em turmas EJA.
  • Finalidade – Nos propomos à reflexões pautadas em uma Educação pelos Direitos Humanos, propondo orientações e soluções que orientem normas de convívio, decisões pedagógicas, na organização da rotina e do espaço, nos encaminhamentos disciplinares, por exemplo. A práxis, enquanto reflexão e ação, como bem explicado por Paulo Freire, é dotada de grande importância para a libertação político-filosófica do indivíduo, bem como seria a base para uma transformação da realidade. Cabe ao professor uma aproximação e inserção da teoria na realidade e no agir educativo, evitando-se sempre o risco de um verbalismo ou ativismo estranho à cultura alheia. O professor é parte fundamental enquanto orientador de diálogos onde todos são participantes, opinam e aprendem um com o outro.
  • Objetivos/Resultados esperados – Espera-se que os professores lidem com situações práticas onde sejam confrontados a reflexão, ao planejamento e ao desenvolvimento de ações anti-racistas e anti-excludentes, afastando possíveis violências psicológicas, institucionais, simbólicas e físicas do cotidiano escolar. Assim, espera-se que os docentes possam se utilizar deste projeto como suporte para adequação de rotinas, planos de aulas, atividades com alunos, com os pais, entre outros.
  • Duração – Encontros semanais em turmas de JEIF e/ou PEA.
  • Avaliação – O histórico do fracasso escolar precisa ser levado em consideração pelo docente. Para alguns estudantes, a possibilidade de errar causa medo, enquanto deveria, na verdade, ser encarada como uma etapa no processo de ensino e aprendizagem. Assim, pode-se avaliar estes alunos de forma contínua e cumulativa.