Tarefa 6 – Curso EDH – DIEGO LEITE BRAGA

Data

2 de julho de 2020

Cursista

DIEGO LEITE BRAGA

Função

Prof. de Ens. Fund. II e Ens. Médio - Educação Física

DRE / Unidade Educacional

São Mateus

Escola

EMEF EMÍLIO RIBAS

Tratando – se dos conteúdos e intervenções abordados no curso EDH – DESAFIOS DO CONTEXTO ATUAL, inquietações e ressignificados ocorreram/ocorrem/ocorrerão não só na perspectiva pessoal, mas sobretudo, na dimensão profissional. Partindo desse pressuposto, a cultura corporal de movimento é carregada de estereótipos e estigmas sociais, situações que invariavelmente estão dentro das escolas, mais especificamente e latente nas aulas de Educação Física. Pensando nisso, surgiu a ideia do desenvolvimento do projeto descrito abaixo:

NOME: Isso é de menina ou de menino? Ressignificados  sobre a cultura corporal de movimento.

DURAÇÃO: Intervenções ininterruptas durante o processo de aprendizagem.

FAIXA ETÁRIA: Alunos (as) do Ensino Fundamental II (11 a 15 anos).

OBJETIVO: Fomentar reflexões, escuta qualificada e respeito mútuo com os corpos de todos, todas e todes nos diversos contextos, valorizando-os e reconhecendo-os como corpos de direitos.

DESENVOLVIMENTO: Sensibilização dos estudantes com casos ocorridos nas próprias aulas de educação física e ambiente escolar, refletindo sobre falas e ações que promovem a exclusão através do sexismo e homofobia. Partindo dessas rodas de conversa, favorecer a voz de todos, criando um ambiente de debates e conflitos através de uma perspectiva protanogizante, na qual todos são corresponsáveis pelo desenvolvimento das propostas e decisões. Além disso, “provocar” os alunos nesses diálogos com excertos de suas próprias falas nas aulas (sem nomeá-los), facilitando uma autoanalise numa perspectiva que combata o sexismo e a homofobia no contexto da cultura corporal de movimento, como por exemplo: “futebol é para macho; pular corda é coisa de menina; quem joga vôlei é veado; menina não sabe jogar bola; meninos são mais fortes e rápidos, por isso, não queremos times mistos…”.

    Através das discussões e reflexões ininterruptas, a ideia seria a de cada estudante que se sentisse à vontade para contribuir, criasse ou mediasse algum jogo da manifestação da cultura corporal de movimento que pudesse ser antagonista dessas práticas excludentes pré-estabelecidas socialmente. Com isso, os alunos (as) podem assumir o papel de mediadores e terem percepções do outro e dele mesmo nessa nova condição, ampliando os significados e reestruturas de marcadores sociais dentro do segmento da cultura corporal de movimento.

  Após as vivências com a mediação dos inúmeros estudantes com intervenções para o combate de práticas sexistas e homofóbicas no esporte, o objetivo seria o de criar um portfólio de cada turma com recursos e formatos escolhidos por todos, nesse instrumento constaria todo processo do projeto (excertos com falas e comportamentos sexistas e homofóbicas; relatos e debates construídos a partir dessas “provocações”; jogos e atividades criados pelos alunos para combater esses comportamentos nos ambientes esportivos; fotos; vídeos e sensações de todos os envolvidos através de entrevistas).

  É importante ressaltar que o ambiente esportivo (aulas de educação física) foi escolhido por ser um contexto potente para se discutir o machismo estrutural dentro da escola, mas é óbvio que essa discussão se estende para a sociedade com um todo, afinal, a escola está dentro dessa sociedade. O projeto almeja reconhecer todos como seres de direitos dentro e fora da escola, desconstruindo estereótipos utilizados de forma equivocada e que marginalizam alguns grupos em detrimento de outros. Para isso, é necessário ter a consciência de que somos eternamente inacabados e a reconstrução de nossas identidades é ininterrupta…

                                                                                                                                                Professor Diego Leite Braga.