Tarefa 6 – Curso EDH – Denice Santos dos Anjos

Data

4 de agosto de 2020

Cursista

Denice Santos dos Anjos

Função

Professora

DRE / Unidade Educacional

Freguesia do Ó / Brasilândia

Escola

Cei jardim Vista Alegre

EU SOU DIFERENTE DE VOCÊ

Denice Santos dos Anjos

 

Resumo: Está atividade tem como finalidade dar ênfase ao trabalho de conscientização das diferenças, dando foco no respeito e limites que precisamos aprender a ter uns com os outros. Juntamente com as famílias e toda comunidade escolar, discorreremos sobre um assunto que começa a gerar interesse nas crianças, só que ao invés de acentuarmos a diferenças, acentuaremos os valores de cada um.

Palavras chave:  Respeito, Valorização, Direitos Humanos, Diálogo, Famílias, Escola, Comunidade Escolar, Educação.

 

INTRODUÇÃO

            Vivemos em um País onde a descriminação é crescente em todo e qualquer lugar.

As escolas tem sido alvo fácil da manifestação deste comportamento, pois diversos alunos sofrem descriminação por ser considerado “diferente” dos demais onde acaba virando alvo de brincadeiras e violências frequentes dentro do ambiente escolar.

Acredito que passou o tempo de aprendermos sobre os direitos humanos dentro da escola. Esse aprendizado deve vir pautado nos deveres, onde crianças conscientes aprendem a respeitar e a exigir que sejam respeitadas, sem ultrapassar os limites de respeito com o próximo.

Na educação infantil, muito se fala sobre o respeito as diferenças, porém, pouco se fala dos direitos humanos. Entendo que eles são crianças, mas compreendo que esses ensinamentos e valores precisam ser expostos a eles da mesma forma. Pois a criança é um ser humano de direitos e ela precisa, como humana, conhecer seus direitos e seus deveres. Então, firmando uma parceria com toda comunidade escolar teremos um ambiente de respeito.

 Lembrando que estamos em isolamento social devido a pandemia, sugiro que essa atividade se inicie após o retorno, pois será de grande valia compreendermos os direitos humanos, após esse tempo de contato digital.

 

 

JUSTIFICATIVA

            O que me motivou na escolha do tema, foi a complexidade desse assunto e todas as barreiras que encontro como professora de Educação Infantil.

Trabalhando na área da Educação há um tempo, percebo quantos direitos humanos são violados diariamente, e adultos e crianças, cedem a pressões por desconhecer seus direitos como ser humano.

Esse assunto me levou a seguinte reflexão: Por que as pessoas não buscam conhecer seus diretos? Então após as aulas do fornecida pelo Instituto Vladimir Herzog, compreendi que muitas pessoas por falta de acesso a algumas informações sofrem e nunca buscam informações.

No ambiente escolar podemos mudar essa realidade, então percebi a importância de pesquisar as diversas formas de apresentar o tema em discussões em reuniões de formação docente, conselho de escola e APM, para que a partir da troca de experiências, valores e ideias um novo olhar fosse direcionado sobre o tema.

 

                                FINALIDADE

 

Desenvolver um relacionamento com as famílias e toda comunidade escolar, planejando ações que de uma forma lúdica e divertida conscientizem as crianças de seus direitos e deveres como seres humanos, dando foco em seus direitos e o direito do outro, dando voz a fala das crianças e seus questionamentos e ampliando a confiança das crianças e comunidade na unidade escolar.

Com a proposta de trabalhar respeito e valores, sugiro atividade onde as crianças serão levadas a conhecer e reconhecer seus espaços e suas diferenças, compreendendo que todas as pessoas no país em que vivemos, possuem suas peculiaridades cultural, social, etnias, costumes entre outros. As crianças precisam compreender e aprender a valorizar os seus valores e os valores de suas famílias e também a aprender com os valores de outras pessoas. Respeitando e valorizando cada diferença e, assim, aprendendo com essas diferenças.

 

                       

 

OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

  • Conscientizar e apresentar para as crianças e toda comunidade escolar os seus direitos enquanto ser humano, sensibilizá-los para a busca permanente da compreensão de seus determinantes e capacitá-los para a utilização deles.
  • Possibilitar a construção da identidade da criança a partir das relações com o meio onde vive, e de todo aprendizado que vai se adquirindo, focando em seu desenvolvimento integral.

 

 

 

OBJETIVO ESPECÍFICO

 

  • Conhecer e entender os direitos humanos.
  • Perceber-se a si e ao outro, as igualdades e diferenças, mediante as interações estabelecidas.
  • Entender seus valores e respeitar os valores do outro.

 

 

 

PUBLICO ALVO

            Essa atividade será desenvolvida com crianças de 3 e 4 anos e toda comunidade escolar de um CEI.

 

 

RESULTADOS ESPERADOS

           

            Compreendendo que a participação das famílias é de extrema importância na vida escolar das crianças, pois essa participação afeta as crianças positivamente, devemos trabalhar juntas para garantir o desenvolvimento integral das crianças no assunto de conhecer os direitos humanos, num ambiente onde prevaleça o respeito e a confiança.

Com a intenção de estreitar esses laços, desenvolveremos ações que auxiliam na melhora desse relacionamento. Onde na escola, as famílias também terão acesso ao conhecimento de o que é e para que serve os direitos humanos.

Espero que as crianças conhecendo esses direitos humanos, cresçam cidadãos que entendam a importância de respeitar e exigir ser respeitado em todas as situações de vida. Espero também que com essa atividade, as famílias e toda a comunidade escolar tenham acesso ao conhecimento de o que é e para o que serve os direitos humanos e assim, com o poder do conhecimento, se façam dos ambientes que frequentam, ambientes melhores, e consequentemente teremos um mundo melhor.

 

DURAÇÃO

            Esta atividade precisa ser contínua, pois com os direitos temos os deveres atrelados, e é preciso conhece-lo e compreende-lo para a cada dia aprendermos a respeitar e também a exigir respeito.

É importante revisitar o assunto sempre que possível, integrando o assunto em todas as atividades e rotinas escolares, seja por meio de reuniões de formação docente, reuniões de pais, conselho de escola, eventos pedagógicos e afins, transformando-o se necessário, mas sempre garantindo que as crianças e toda comunidade escolar conheça e compreenda os direitos humanos.

 

                        AVALIAÇÃO

            Para analisar os resultados, acredito que o diálogo frequente é uma ótima ferramenta, pois todos se serão de fato ouvidos e terão oportunidade para expor desconfortos e planos de ação para a continuidade dessa atividade.

 

                        CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Há alguns anos atrás, quando ainda era estagiária em uma escola de Educação Infantil, presenciei uma professora conversando com sua colega sobre um aluno e sua dificuldade de adaptação com a turma. Ele era aluno novo e assim que chegou recebeu alguns apelidos da turma. “Ele chorou muito” – disse a professora- “Então tive que parar a atividade para conversar com toda a turminha sobre isso. Hoje nos preparamos um pedido de desculpas, será surpresa…”

Essa atitude da professora me fez refletir no tipo de profissional que eu gostaria de ser. A professora que conversa com a turma, e os leva a compreender o quanto uma brincadeira de mal gosto é errado e pode magoar um colega, e mais, a professora que apresentou para as crianças os direitos humanos, dando ênfase no respeito e identidade do colega, os ensinando que acima de tudo somos seres humanos de direitos e deveres.

Isso me trouxe aqui hoje. Quantas vezes nos boicotamos por falta de conhecimento. Mas esse assunto é complexo para crianças… Será? As crianças são extremamente inteligentes e capazes de compreender qualquer assunto, o professor precisa apenas conduzir o assunto de modo que chegue a compreensão de todos, e assim, a partir de dúvidas e assuntos levantados pela turma, discorrer sobre os direitos humanos, pois esse não é um assunto isolado. É um assunto que está presente em tudo, todos os dias e precisa ser conhecido e compreendido.

Finalizo com a seguinte frase que me ocorreu, é um dever humano conhecer os direitos humanos, então apresentaremos ele para nossas crianças!