Tarefa 6 – Curso EDH – Debora Gomieri Deluca

Data

25 de julho de 2020

Cursista

Debora Gomieri Deluca

Função

Professora de Educação Infantil

DRE / Unidade Educacional

Ipiranga

Escola

CEI Jd. Climax II

Trabalhando identidade e racismo na Educação Infantil

O papel da escola é trazer a história, a cultura raízes e lutas de diferentes povos, isto para que as crianças sejam capazes de compreender as diferentes identidades.

O professor precisa apresentar diferentes personagens para que as crianças valorizem os negros, pardos, brancos,… deixar claro que todos podem alcançar o sucesso.

É nosso dever refletirmos e fazer com que as crianças reflitam sobre como acolher as pessoas na sua singularidade independente de cor, etnia, gênero,… Trabalhar o reconhecimento da igualdade de direitos e busca por uma sociedade mais justa e solidária.

Devemos pensar e trabalhar em busca de um ambiente que estimule o respeito, isto para formar cidadãos mais respeitadores e preocupados com a coletividade.

Na educação infantil podemos trabalhar com contação de histórias, teatros, apresentação de bonecos brancos e negros, trabalhos manuais, figuras, colagem,… apresentando características de maneira lúdica. Por exemplo fazer tranças, tecer panos, fazer birotes, vestir as bonecas com vestimentos e adereços afro brasileiros,… Conversando e trazendo a história de diferentes povos, mostrar o direito a cidadania e à vida de todas as crianças.

 

Trazendo a africaneidade para reunião pedagógica

Neste momento trabalharemos as raízes negras, conversaremos um pouquinho sobre a cultura afro-brasileira. Contaremos a história da boneca Abayomi símbolo de resistência. A história traz consigo que durante viagens em navios pequenos que traziam escravos da África para o Brasil, as mães no intuito de acalentar seus filhos rasgavam suas vestes e à partir daí criavam pequenas bonecas. Com estes retalhos, criavam as mesmas com tranças ou nós que serviam de amuleto de proteção.

Trazer um momento de reflexão e construção pensando no preconceito e racismo. Trabalharemos também em conjunto a construção dessas bonecas, deixando claro a equipe que é preciso mudanças. Conversar com educadores e equipe gestora, prepará-los para que façam as crianças refletirem desde pequenos a respeitar as diferenças e saber a importância disto no dia a dia. Pensar na busca diária por uma sociedade sem discriminação em razão da cor da pele ou gênero.

 

Trabalhando com a diversidade

É nosso desafio diário auxiliar os alunos a aprenderem a empatia e desenvolverem o respeito ao próximo independente da sua cor, gênero e orientação sexual.

Vamos trabalhar com uma dinâmica de integração, pensando que valores como o respeito e a empatia estarão presentes tendo assim trocas de experiências com seus colegas.

Um painel chamado “Painel da diversidade” onde as crianças teriam um esqueleto de um boneco e ali poderão realizar suas criações colocando características ou algum desejo pessoal. E ao final quando todos os bonecos estiverem prontos podemos colocá-los ao chão todos de mãos dadas representando a união e o respeito pela diversidade.

 

Abayomi

A boneca Abayomi está inserida em um contexto de lutas por ser um símbolo de resistência. Se trata de uma boneca negra, seu significado que traz felicidade. Conta-se que na época da escravidão as mulheres negras faziam bonecas para as crianças com pedaços de suas saias, único pano encontrado nos navios negreiros, confeccionavam para acalmar e trazer alegria para todos.

Em primeiro momento contaríamos essa história para as crianças e em seguida apresentaríamos um vídeo de maneira lúdica. No dia seguinte iríamos confeccionar as bonecas, que por sua vez já estariam com seus tecidos recortados e as crianças iriam confeccionar com auxílio da professora. Ao final poderão escolher um nome para a boneca e levarem consigo.

Com essa atividade podemos abrir reflexões sobre racismo, discriminação racial, história da mulher negra, construção de identidade, afetividade,…

A avaliação será feita durante as atividades e sem dúvida alguma no dia a dia, devemos deixar com que as crianças nos apresentem aquilo que ficou registrado e conversar sempre que possível sobre a africaneidade.