Tarefa 6 – Curso EDH – DANIELLA DE CASTRO MARINO RUBIO

Data

6 de agosto de 2020

Cursista

DANIELLA DE CASTRO MARINO RUBIO

Função

Prof. De Ed. Inf. E Ens. Fund. I / Coord. Pedagógica

DRE / Unidade Educacional

Jaçanã / Tremembé

Escola

EMEMFM PROF. DERVILLE ALLEGRETTI

DANIELLA DE CASTRO MARINO RUBIO – [email protected]

Espaço de gênero

 

Justificativa

Pensar os marcadores da desigualdade e em que momentos eles se solidificam ou se naturalizam como aceitos socialmente, bem como mudar a realidade observada no ambiente escolar.

 

Público alvo

O trabalho destina-se ao Ensino Fundamental 2 – ciclo autoral em consonância com a participação de outros educadores nos processos de execução.

 

Finalidade

Buscar trazer à luz pontos desiguais dentro da sociedade e buscar soluções dentro do micro que é a estrutura escolar

 

Objetivos / Resultados Esperados

  • Possibilitar foco às situações cotidianas que não são observáveis, mas que reforçam condições de desigualdade (principalmente de gênero)
  • Estruturar possibilidades de continuidade das atividades por anos
  • Utilizar de elementos cotidianos para traçar um panorama de ações que podemos modificar socialmente

 

Duração

2 meses

 

Atividades que compõe a sequência: 

 

Atividade 1 – Apresentação da proposta

Duração: 1 aula

 Levantar com a sala os marcadores sociais das desigualdades (raça, gênero, pessoa com deficiência e social) a partir da palavra desigual. Realizar uma chuva de ideias com a turma, a partir da definição do que é desigualdade, que desigualdades localizamos na sociedade.

desigualdade

Aprenda a pronunciar

 

substantivo feminino

  1. caráter, estado de coisas ou pessoas que não são iguais entre si; dessemelhança, diferença.

“d. de alturas”

  1. ausência de proporção, de equilíbrio.

“d. de idade, de forças”

 

Espera- se que os estudantes levantem como desigualdades observáveis as questões de raça, de gênero, desigualdades sociais e as desigualdades inerentes às pessoas com deficiência).

Caso surja a confusão entre desigualdade e preconceito, é importante reforçar, partindo do significado

preconceito

Aprenda a pronunciar

 

substantivo masculino

  1. qualquer opinião ou sentimento concebido sem exame crítico.
  1. sentimento hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância.

“p. contra um grupo religioso, nacional ou racial”

 

Observar que muitas vezes o preconceito é gerado por um conceito de desigualdade tido como “normal”.

 

Atividade 2 – Observação da escola

Duração: 1 aula

 

Realizar uma “visita” à escola por todos os seus espaços, observando o que eles percebem que podem ser espaços de desigualdade dentro da escola.

Essa atividade tem como fundamento, a partir do conceito de desigualdade, criar uma hipótese a partir da observação, que eles percebem de desigualdade dentro do ambiente escolar.

Essa hipótese ou essas observações serão norteadoras de foco nos processos durante a sequência. Também é importante ao educador(a) perceber que, algumas vezes, o estudante vai partir da hipótese a partir da desigualdade vivenciada por ele (ex: um estudante com deficiência física pode apontar o excesso de escadas e o tempo que ele leva para chegar à sua sala)

 

Registro da atividade:

A partir de imagens os estudantes realizarão um mural de papel kraft com imagens que representam as desigualdades observadas.

 

Atividade 3 – Gênero e a escola

Duração: 4 aulas

 Primeira aula: O número de mulheres presentes no ambiente escolar é bastante grande. Observando como uma questão na escola a misoginia, iniciar essa conversa a partir da pergunta:

Existe, no Brasil, diferenciação entre homens e mulheres?

Espera-se que os estudantes realizem, a partir das aproximações que eles estabelecem, um levantamento prévio de questões relacionadas às mulheres que são noticiadas e muitas vezes vivenciadas no cotidiano. Caso o tema não se desenvolva, aprofundar com textos e vídeos, indicados abaixo, essas questões.

 

Segunda aula: Após essa primeira anamnese (realizada por discussão em roda de conversa) passar o vídeo abaixo:

 

A mulher independente e o mito da sexualidade

https://www.youtube.com/watch?v=x_HjRdBpK-8

 

Continuando em uma roda de conversa, utilize a lousa ou um papel como marcador das ideias que são expressadas. Questione os estudantes sobre o que eles pensaram sobre o tema, se o que a pessoa que fala representa algo que acontece ou se na visão deles há alguma inconsistência.

Após as informações, faça a sala a seguinte pergunta:

 

Quando você entendeu que era homem ou que era mulher?

 

Peça que os estudantes registrem individualmente, como tarefa para casa, situações que eles perceberam que podiam ou não podiam realizar algo por serem homens ou mulheres.

 

Aula 3: Passar os vídeos abaixo para os estudantes.

O que é ser mulher?

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=yWqEAfMDDII

 

O que é ser homem de verdade?

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=SR03ExR9JHc&t=32s

 

Masculinidade tóxica:

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=uiFjHFeqsM0

 

Questionar o grupo a partir dos vídeos:

  1. Você se sentiu representado nessa fala? Por quê?
  2. Há algo que te marcou ou que já aconteceu com você?
  3. Há uma relação de vantagem e desvantagem entre homens e mulheres? Por que?
  4. Essa relação de vantagem e desvantagem só acontece entre homens e mulheres? Quando ela acontece?

 

É necessário que esse diálogo seja aberto e potencialize as expressões de cada estudante em sua individualidade. Possivelmente outros questionamentos e direcionamentos acontecerão, encaminhe as discussões, possibilitando aos estudantes observarem que a desigualdade acontece a partir de um ponto visto como certo, como normal, como mais potente e outro como inferior. Finalizar com o vídeo abaixo:

 

Caminhando 10h em Nova York: : https://www.youtube.com/watch?v=b1XGPvbWn0A

 

Aula 4: Em grupos serão distribuídas situações para que o grupo escreva o que que eles realizariam nessas situações:

 

  1. Um menino divulga pelo whats app fotos nuas de sua ex namorada. O que você faria?

 

  1. Estou em uma rodinha com meninos e passa uma menina. Um dos colegas tem uma fala de cunho sexual a essa menina. O que você faria?

 

  1. Escuto minha vizinha chamar por ajuda, mas não sei o que está acontecendo. O que eu faço?

 

Realizar nove grupos para as mesmas perguntas com um grupo só com meninas, um grupo só com meninos e um grupo misto.

 

A partir das respostas do grupo, encaminhar as argumentações do que você pode fazer, a fim de reduzir a desigualdade entre gênero existente socialmente.

 

Para o primeiro caso:

Você pode apagar e denunciar, pois trata-se de calunia, exposição do outro sem consentimento, portanto um crime. Ver, encaminhar e possibilitar esse acesso a outros também é crime.

Saiba mais: https://www.youtube.com/watch?v=ehUiWaXJtCs&feature=youtu.be

 

Para o segundo e terceiro caso:

Quando eu estabeleço uma relação com o agressor, mesmo que para não ser excluído, eu faço parte daquele momento de agressão como alguém que está de acordo com o que está acontecendo, cumplice. Estabelecer com os estudantes uma relação de comunicar que não está correto, seja ligando 180 para que venham conferir se sua vizinha está segura, ou informando que aquilo não é legal ou que não é preciso chamar atenção daquela forma para que uma garota lhe olhe, e que inclusive aquele comportamento pode causar medo, é uma forma de não ser conivente com situações de agressão.

 

Atividade 4 – Pesquisa em loco. O que acontece onde eu estudo?

Duração: 3 aulas

 

Em roda de conversa e a partir dos vídeos e das reflexões sobre a descoberta de ser homem ou mulher, os estudantes realizarão uma pesquisa com o grupo escolar (educadores e outros estudantes).

 

A produção do questionário é coletiva, mas partindo das desigualdades entre homens e mulheres é necessário questionários distintos.

É importante, antes da finalização do questionário, perceber se a sala consegue estabelecer algumas relações com o tema desigualdade de gênero, para que não promovam uma justificativa das desigualdades em vez de observar e propor modificação do ambiente. Alguns aspectos são interessantes mantermos como pontos na pesquisa como: desigualdade salarial, o que você não realiza por ser homem ou mulher, assédio, o que é cobrado de você por ser homem ou mulher, etc.

Os estudantes realizarão a pesquisa com funcionários de todos os setores da escola, e estudantes.

 

Atividade 5: Finalização

Duração: 3 aulas

 

  1. Tabulação dos dados da pesquisa e transposição em porcentagens para que eles possam ter uma visão mais clara das ações perguntadas.
  2. Interpretação dos dados. Em três grupos eles deverão estabelecer uma interpretação das respostas das mulheres, outro grupo das respostas dos homens e um terceiro grupo interpretará a relação entre todas as respostas.
  3. Proposta de ações que podem acontecer no ambiente escolar a partir do levantamento realizado.

 

Essa ação propositiva visa a modificação para um ambiente escolar mais igualitário.

Indicações de materiais:

 

Eu sou Malala – A história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã

Autora: Malala Yousafzai

Editora: Companhia das letras

 

Vídeo de assédio se torna viral na internet

Vídeo comentado: https://www.youtube.com/watch?v=lYd5NeLexBg

Material oficial: https://www.youtube.com/watch?v=b1XGPvbWn0A

 

Para educar crianças feministas

Autora: Chimamanda Ngozi Adichie

Editora: Companhia das letras

 

Avaliação

 

Avaliação processual de cada atividade

Avaliação final observando como as atividades se complementaram e o resultado apresentado como proposta para o coletivo