Tarefa 6 – Curso EDH – CRISTINA SOARES DA FONSECA

Data

31 de julho de 2020

Cursista

CRISTINA SOARES DA FONSECA

Função

Professora Educação Infantil e Ensino Fundamental I

DRE / Unidade Educacional

São Mateus

Escola

EMEF Olival Costa

Diversidade e discriminação 

Após ter a oportunidade de acompanhar todo o curso e profissionais que trouxeram, todas e todos, importantes reflexões, trabalhar diversidade e discriminação é fundamental, por abordar todos os temas relacionados à Educação em Direitos Humanos. 

A escola é lugar de crescimento, de alegria. Mas, muitas vezes é espaço de tortura, em diversos níveis. Não é incomum conhecer pessoas que tiveram e vivenciaram por meses ou anos de escolarização, experiências nada prazerosas ou edificantes. 

Essas más experiências muitas vezes acontecem de maneira silenciosa, por exemplo, através de olhares, gestos, ao nunca ser “escolhido ou escolhida” para as brincadeiras, porque é uma menina “fedida”. Ao ser ofendido por ter o cabelo “duro”, por ser preto. Ao não ser compreendida por ser uma menina transgênero, que não se identifica como menina. Ao ficar constrangido por ser chamado de Bolívia pelos colegas, ou ser um menino que se vê em prantos no ensaio para o dia das mãe, porque sua mãe havia falecido quando era pequeno. Ao ficar sempre de lado nas brincadeiras porque é cadeirante. São pequenos exemplos, do que acontece nas escolas. Em cada turma, a cada dia, muitas vezes há um pedido de socorro não ouvido, há um olhar não compreendido. 

Nós, educadores precisamos estar atentos, sermos a pessoa que inspira confiança às crianças. A que não julga, mas procura acolher. Essas ações não se fazem em atividades pontuais, são posturas que transparecem a todo o momento, no dia a dia da convivência na escola. É de extrema importância, abordar todos eles. Não apenas pontualmente, com a “minha turma”, na sala de aula. É preciso ações permanentes. O trabalho com Direitos Humanos tem como princípio básico a concepção do profissional, sua visão de mundo. É preciso ainda trazer as discussões e estender à todos os profissionais da escola e comunidade escolar. Trazendo formação permanente, para que a escola seja um ambiente de respeito às diferenças, com vistas à equidade.

Atividades propostas para estudantes do 3° ano do ensino fundamental I

Atividades permanentes:

Promover e possibilitar o diálogo, cooperação, colaboração e apoio à todos, independente de sua necessidade, para que no processo de construção de identidade e de convivência na escola, as crianças possam perceber que somos únicos e fazemos parte do todo. 

Divulgar, utilizar e possibilitar o uso de materiais que representam diversas culturas, em especial, do nosso país: a cultura negra, indígena, nordestina, imigrante. Seja na literatura, escolha dos livros, das imagens, das brincadeiras, entre outros. Além de adaptar, quando necessário as atividades para estudantes que necessitem de adaptações.

 

Objetivos: 

Possibilitar reflexões que levem a  uma cultura de respeito e de crescimento mútuo, nas diferenças que nos une. 

Promover autonomia, auto-estima, protagonismo aos estudantes. 

Duração estimada:   21  aulas 

Primeira etapa (4 aulas): Me colocando no lugar do outro – parte 1

Na quadra as crianças farão mini circuitos adaptados para situações em que estejam:

De olhos fechados, onde precisam fazer um trajeto com obstáculos ouvindo as orientações de um colega. 

Na cadeira de rodas, arremessando uma bola de basquete para fazer a cesta.

Transmitir uma mensagem para o colega através da mímica. 

Após as atividades, será feita uma roda de conversa e em seguida, um registro escrito sobre o que foi mais significativo ao realizar as atividades ou mesmo na roda de conversa. 

 

Segunda etapa (3 aulas) Me colocando no lugar do outro – parte 2

Assistir a um vídeo sem áudio. 

Tentar ler um texto em uma língua diferente. 

Após essa vivência, faremos uma roda de conversa, onde as crianças irão relatar a experiência. O que mais gostaram, em que tiveram mais dificuldades. 

Após a escuta das crianças, ampliar as reflexões trazidas pelo grupo, apontando para a necessidade da empatia. E para o fato de que todos temos dificuldades em algumas áreas do conhecimento, e em nossas vidas. E que assim como podemos ajudar, pedir ajuda e sermos  apoio, uns aos outros,  especialmente no espaço de aprendizagem, do ambiente escolar. 

Terceira etapa (4 aulas). 

Iniciar chamando a atenção para a atividade que é de reflexão. É preciso olhar para si, antes de responder às questões. A atividade será toda guiada pelo profissional, por ter questões que podem ser muito abstratas para a turma. É preciso ainda, auxiliar quem precisa de apoio para o registro escrito.  

Nome:

Tem alguma apelido? Se quiser, escreva qual é esse apelido. 

Você gosta de ser chamado por esse apelido? 

Meu jeito de ser: características de sua personalidade. (pensar em pelo menos duas) 

Eu sou assim: Descrição da aparência física e desenho do  auto-retrato do rosto em um cartão. 

Em seguida, faremos uma roda de conversa, onde as crianças irão expor as respostas dos questionários e mostrar seus auto-retratos. 

Em seguida, assistiremos à duas pequenas animações, da Turma da Mônica, sobre respeito e inclusão. 

https://www.youtube.com/watch?v=sDWQ-QuSXXQ&list=PLfcgNxuoKmUEjIwipLAVkl2hTuRuy6gRn&index=6

https://www.youtube.com/watch?v=_Y2eIi5HlDw&list=PLfcgNxuoKmUEjIwipLAVkl2hTuRuy6gRn&index=8

Após ouvir os estudantes, e conduzir as conversas, a roda se encerra com a ideia de que todos somos únicos e é preciso respeitar e seremos respeitados. 

Observação: Os cartões com auto-retrato serão copiados, colados em uma base mais firme como papelão, e transformado em jogo da memória, para as crianças brincarem nas próximas aulas, durante o ano, será um jogo que ficará disponível para a turma. 

Quarta etapa: (2 aulas) Ouvindo os colegas 

Essa etapa irá abordar situações em que as crianças possam ter se sentido desrespeitadas no ambiente escolar. Será um momento de escuta, aberto a quem quiser falar. 

Exemplo: meus colegas me chamam de negrinho do pastoreio, ou elas ficam rindo porque sou uma menina na fila de meninos, entre tantos outros. 

Após essa escuta, podemos relembrar que todos somos únicos. Por isso, temos diferenças. Mas, que nossas diferenças não podem nos afastar. É preciso se colocar no lugar do outro. Respeitar e ser respeitado. 

Quarta etapa: (3 aulas)  entrevistando as pessoas da escola 

Nessa etapa, as crianças irão gravar com o celular, entrevistas com várias pessoas na escola: pessoal da cozinha, da secretaria, estudantes, direção, coordenação, limpeza, professores e pais. 

A entrevista será sobre discriminação na escola. Os entrevistados irão responder à perguntas como: Você já sofreu discriminação na escola? Quantos anos tinha? Onde foi? Como foi? Como se sentiu? Deixe uma mensagem. 

As perguntas da entrevista serão construídas e escolhidas pelo grupo.  

Após a coleta de materiais, e antes da edição, os vídeos serão exibidos para a turma e professora de informática. 

Quinta etapa: (2 aulas)

Em seguida, é hora da edição (que pode ser realizada com as crianças, a professora da turma e da sala de informática) 

 

Sexta etapa: (3 aulas) Os estudantes  irão apresentar seu trabalho (vídeo com as entrevistas) para as demais turmas da escola.

Com o encerramento dessa sequência, as crianças terão oportunidade de se colocar, divulgar o assunto e ser protagonistas não só do processo, mas também, no encerramento da atividade proposta. 

Objetivos: 

Possibilitar reflexões que levem a  uma cultura de respeito e de crescimento mútuo, nas diferenças que nos une. 

Promover autonomia, auto-estima, protagonismo aos estudantes. 

Avaliação: A avaliação será formativa, durante todo o processo. Com especial atenção à proporcionar a participação de todos. 

 

Materiais consultados 

Cadernos do Respeitar é preciso