Tarefa 6 – Curso EDH – CATIANi Regina Aparecida Araújo

Data

3 de agosto de 2020

Cursista

CATIANi Regina Aparecida Araújo

Função

Professor educação infantil e fundamental

DRE / Unidade Educacional

Penha

Escola

CEU EMEI Prof Paulo Freire

  1. Projeto: Eu Faço parte desse mundo.

 

Introdução:
O Projeto visa trabalhar e explorar a diversidade cultural existente no Brasil, proporcionando as crianças o contato com outras culturas e consequentemente com o novo, favorecendo o desenvolvimento da tolerância ao diferente e reforçando a autoestima e identidade de cada um.
Por se tratar de um projeto que tem como tema a diversidade cultural, aborda valores, respeito ao próximo e regras de convivência em suas atividades. Permite explorar todos os eixos (natureza e sociedade, Linguagem oral e escrita, Artes, Matemática, Música e Movimento).

Justificativa:

Lembramos que a escola não é formada somente por professores e que todos os segmentos de pais, discentes, funcionários da carreira assistência, terceirizados estão envolvidos no processo de ensino e aprendizagem podendo se contagiar do sentimento de pertença ao grupo, pois a qualidade está diretamente relacionada e comprometida com a formação política para um cidadão humanizado, responsável, crítico e criativo.

Movidos por este sentimento de coletividade e desejando o desenvolvimento integral das crianças surgiram os seguintes questionamentos: Que criança nós temos? Quais espaços de brincar oportunizamos às nossas crianças? Estas duas indagações nortearão o desenvolvimento da do projeto, durante o ano de 2020, cujo tema impulsionará o protagonismo infantil, dando vez e voz às nossas crianças.

 

Publico alvo: criança de 04 a 6 anos (EMEI)

 

Duração: Durante ano 2020

 

 

Finalidade: Conhecer diversas culturas por meio das lendas Africanas, Indígenas, Boliviana e sua semelhança com as lendas Brasileiras.

 

Objetivos específicos:

  • Pesquisar diferentes culturas da comunidade;
  • Trabalhar interação entre família e escola;
  • Possibilitar a construção da valorização das diferentes culturas que existem no Brasil;
  • Trabalhar a autoestima nos alunos para que estes possam relacionar-se com o outro;
  • Desenvolver uma imagem de si, atuando de forma mais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;
  • Estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e seus pares fortalecendo sua autoestima e ampliando suas possibilidades de comunicação e interação social;
  • Desenvolver o hábito de ouvir;
  • Trabalhar a oralidade;
  • Estimular o respeito às regras sociais e de convivência com o outro;
  • Estimular o respeito às diversas culturas e ao próximo.

Atividades propostas:

  • Rodas de conversa;
  • Confecção de cartazes e painel;
  • Leitura contos e lendas; Indígenas, Boliviano, Africanos e Brasil.
  • Reprodução de obras de arte, que retratem culturas variadas;
  • Receitas típicas conforme lenda contada:
  • Videos, fotos e outros materiais de mídia sobre o tema.

Etapas do projeto:
1.  Fazer uma roda de conversa com as crianças sobre o tema.
2.  Fazer um levantamento sobre as diferentes culturas encontradas na comunidade e dentro da escola;
3.  Fazer uma releitura como somos diferentes, desenhando no espelho.
4.  Contar lendas da África, Indígena, Boliviana e Brasil.
5.  Fazer um levantamento das comidas nas diversas culturas, como Indígena, Africana, Bolívia e mostrar semelhança com o Brasil
6.  Assistir videos sobre o tema diversidade cultura, músicas Boliviana e Africanas.

7   Apreciação de fotos e imagens sobre algumas culturas trabalhadas durante o mês.

Avaliação:
A avaliação será feita de forma contínua e diagnóstica, por meio de observações e registros realizados pelo professor. Os registros serão feitos em tabelas e posteriormente gráficos de acompanhamento para facilitar a identificação do desenvolvimento dos alunos.

Produto:
O produto será um painel do mapa do globo pintado pelas crianças e com fotos das atividades realizadas durante o projeto e ilustrações das atividades culturais de cada criança.

Reflexões sobre o projeto

Este projeto teria uma continuidade durante o ano de 2020, porém com a pandemia e a reorganização da escola para o mundo virtual esse projeto parou no mês de março, o curso Respeitar é preciso fez com que meu olhar de educador mudasse em relação aos meus educandos, em uma escuta afetiva, reflexiva e aberta com os alunos principalmente dentro dos temas que envolvem as relações raciais, de gênero e inclusivas, pois são temas relevantes para construir um mundo o qual as crianças possam ter seus direitos respeitados e exercer o pertencimento ao mundo e a comunidade na qual elas fazem parte.

O Curso me fez refletir que temos que levar a discussão dentro do contexto escolar sobre as relações raciais, racismo e branquitude e sim dar voz para as crianças de maneira que possamos ouvir as demandas que elas nos apresentam, para que assim possamos incluir essas demandas dentro de um Projeto Político Pedagógico que abranja a comunidade e a escola como um todo, trazendo o pertencimento com o mínimo de discriminação racial ou de genro possível.

Quando o curso abordou a discussão sobre identidade de gênero, pude rever conceitos que estavam pré-estabelecidos dentro de mim e me levou a refletir como a escola poderia mudar esses conceitos desde de a primeira infância, o qual a criança poderá se igualar nas brincadeiras sem que o adulto esteja com um olhar em seus preconceitos ou suas crenças pessoais, porém poderei mostrar para as crianças que todos somos iguais e pertencemos ao mundo escolar e por sua vez somos cidadão de direitos.

Cada temática do curso me fez retornar ao meu projeto e poder avaliar as discussões que poderão surgir dentro da sala de aula, com um olhar mais sensível a criança levando em conta o que ela pensa, trabalhando a sua autoestima, autonomia e senso critico com o objetivo de criar uma educação mais humana, baseada nos princípios de equidade e qualidade no ensino.

Tendo em vista, que nós como educadores podemos e conseguimos mudar a educação atual, por uma educação com mais equidade, onde o sujeito será não só inserido no seu meio, mas pertencerá plenamente a esse mundo o qual se abre a cada dia para sua vida.