Tarefa 6 – Curso EDH – Camila Martins Moreno Barja

Data

6 de agosto de 2020

Cursista

Camila Martins Moreno Barja

Função

Professor de Educação Infantil e Ensino Fundamental 1

DRE / Unidade Educacional

São Miguel Paulista

Escola

Ceu EMEI Dr. Carlos Olivaldo de Souza Lopes Muniz

Curso Educação em Direitos Humanos: Desafios do Contexto Atual

Camila Martins Moreno Barja, RF: 722666-7

Justificativa:

Trabalho no CEU EMEI Dr. Carlos Olivaldo de Souza Lopes Muniz, com crianças entre 4 e 6 anos de idade, e mais do que nunca vejo a necessidade de repensar o Projeto Político Pedagógico, uma vez que este deve retratar de fato a realidade escolar, os anseios, sonhos, o indivíduo que se deseja formar e as práticas da unidade escolar, tendo como foco a educação em direitos humanos. O PPP é emancipador, edificante enquanto prática social. Precisa ser singular e atender a realidade local, mostrar a identidade da escola, permitindo que mostre a sua cara e revele o aluno como produtor do conhecimento, tendo vez e voz, permitindo que este construa seus conhecimentos e adquira capacidade de se autoavaliar e se reconstruir. O PPP deve ser construído usando os princípios da gestão democrática e da diversidade cultural, assim é possível ter além do discurso uma prática transformadora da educação. Deve priorizar a prática de uma construção democrática com a efetiva participação coletiva de todos os atores envolvidos nesse processo. Precisamos perceber que a escola é um espaço de busca de mudanças da sociedade quando falamos de uma educação transformador, emancipadora, uma educação que nos leva ao senso crítico, demando uma reflexão e ação, refletir também sobre o cotidiano da sala de aula e as relações ali estabelecidas. Bem como que alunos queremos formar, propiciando uma educação para as relações étnico raciais, diversidade, inclusão de todos, que combata o preconceito. Considero necessário rever o PPP, pensando em que aluno e sociedade queremos formas, quais valores e atitudes desejamos reforçar; a escola como um espaço participativo e de educação em direitos humanos para todos e todas. Um aluno crítico, reflexivo, humano, que respeite e valorize a diversidade, que seja solidário, justo, participativo, criativo.

Envolvidos:

Toda a equipe escolar, familiares e alunos.

Finalidade:

Colocar a Educação em Direitos Humanos como elementos fundamentais para uma educação de qualidade. Possibilitando que populações menos visíveis e valorizadas em suas práticas sociais sejam reconhecidas em suas histórias, tomem voz, participem ativamente da constante construção e reconstrução do cotidiano escolar, viabilizando um conjunto de ações e medidas com o objetivo de corrigir injustiças, eliminar discriminações e promover a inclusão social e a cidadania para todos e todas, rompendo com a perspectiva eurocêntrica.

Objetivos/Resultados Esperados:

Ressignificar as práticas escolares. Qualificar o trabalho pedagógico. Lamentável toda essa situação de pandemia, mas escancara o quanto os direitos para alguns em detrimento do não direito para outros está presente em nossa sociedade. Revelando o quanto a nossa missão educacional de transformação social é algo de suma importância, uma vez que apesar de todos os esforços para propiciar um espaço onde o convívio seja permeado de justiça, igualdade, respeito, equidade, essa lógica não consegue extrapolar os muros da escola. Uma vez que as diversas famílias conseguem e estão vivendo a experiência da pandemia de diversas formas, assim como nós educadores em suas diversas funções escolares. Reforço que a escola é o lugar, é o responsável por essa transformação social, pois exercemos um impacto muito grande na vida de nossas crianças, uma vez que aprendemos a ser quem somos a partir de nossas vivências e experiências.

 Ações:

Disponibilizar os Cadernos do Respeitar é Preciso! (Diversidade e Discriminação; Respeito e Humilhação; Mediação de Conflitos; Democracia na Escola; EDH para todas as idades; Sujeitos de Direito e Respeito na Escola), para ampliar a reflexão e almejando um ação transformadora diante das relações vivenciadas no cotidiano escolar. A fim de problematizar discursos e práticas existentes no chão da escola.

Contribuir e compartilhar minhas reflexões e vivências no decorrer do nosso curso. Procurando sempre me remeter aos ensinamentos diante da Educação em Direitos Humanos, valorizando e preservando a dignidade humana, o respeito mútuo.

Propiciar a educação de qualidade como direito de todas as pessoas.

Avaliação:

Constantemente faz-se necessário rever verdades. Pensando que os espaços, as relações e interações, também são educadores e fazem parte das questões educacionais, muito se tem a melhorar, pois o que ontem acreditávamos ser bom, hoje já não é, nós mudamos, o mundo está em constante transformação e a escola, o espaço escolar, também deve ser ativo, dinâmico. Mais do que mudar os outros acredito que mudar a mim seja o começo de todo esse processo de transformação social. Esse curso foi MARAVILHOSO, como é necessário a formação, principalmente em Direitos Humanos que permeia todas as relações humanas. Acredito que a participação, a ampliação do meu olhar e a mudança de comportamentos são maneiras de verificar os resultados.

“Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo.” (Paulo Freire)