Tarefa 6 – Curso EDH – Arlete Rodrigues Moraes

Data

4 de agosto de 2020

Cursista

Arlete Rodrigues Moraes

Função

Professora de educação infantil e fundamental I

DRE / Unidade Educacional

Ipiranga

Escola

EMEI Alceu Maynard de Araújo

Arlete Rodrigues Moraes – [email protected]

Nome: Arlete Rodrigues Moraes

Unidade Escolar: EMEI Alceu Maynard de Araújo- DRE Ipiranga

Tema: Educar para diversidade

Justificativa

Trabalhar a diversidade na escola se faz necessário para a construção de uma sociedade mais humana e empática, sendo pautado o respeito ao próximo.

Acreditando que, o espaço escolar é um espaço de diversidade e respeito entre as diferenças, a heterogeneidade não deve ser tratada ou vista como desordem, caos ou distúrbios de personalidade.

Dessa forma, se faz necessário trabalharmos tais questões dentro do contexto escolar, para que assim, possamos educar para uma sociedade mais inclusiva e que pratique, de fato, o respeito para com o outro.

Tais questões sendo abordadas desde a educação infantil e permeando para as demais modalidades de ensino, faz com que possamos mapear e focar nas questões de diversidade em sua amplitude, podendo assim, contribuir para uma sociedade mais justa e respeitosa, dando vez e voz a muitos e muitas que precisarão de apoio nesse processo de formação.

Faixa etária

Esse trabalho será realizado e direcionado as crianças do Infantil II (5/6 anos).

Objetivos

Realizar a escuta atenta

Respeitar a individualidade e características de cada um;

Reconhecer e respeitar as diferenças;

Tratar questões de diversidade;

Expressar-se livremente através de desenhos, músicas, pinturas;

Estimular o comportamento leitor;

Duração

Entendendo que, a necessidade de trabalharmos questões de respeito se faz necessária todos os dias, porém trabalharemos por duas semanas.

Sequência

No primeiro momento, iniciaremos com uma roda de conversa com a seguinte questão: “Como você se vê?”, descrevendo suas características.

Logo após essa conversa, formaremos duplas, e a observação se dará com seu colega de atividade. O questionamento será: “Como você vê seu colega?”, descrevendo também suas características.

Após esse processo de observação, iremos propor um desenho, a partir da observação atenta, reforçando suas características. Um outro desenho também poderá contemplar as características da sua dupla de atividade.

Um a um, será convidado a apresentar para a turma seus desenhos, e informar seu processo de observação.

Faremos um mural com esses desenhos e uma lista ao lado, ressaltando as características ditas pelas crianças.

No segundo momento, iremos escutar a música: “Normal é ser Diferente- Grandes Pequeninos”.

Iremos escutar a música pela segunda vez, mas agora observando os desenhos expostos no mural na sala de aula.

Assim as crianças poderão através da escuta atenta, observar as questões das diferenças, cor, raça, crenças, que a diferença se faz necessária para crescermos com o outro.

Após esse momento de formação lúdica para com as crianças, faremos novamente uma roda de conversa para ressaltar a importância do respeito para com o próximo, que somos diferentes sim, em nossos corpos, cores, raças, etnias, crenças, configurações familiares, mas que através das diferenças aprendemos todos os dias, pois devemos respeitar a todos, para que possamos construir uma sociedade mais justa para se viver.

Finalizaremos essa proposta com a leitura da história: “As famílias do mundinho- Ingrid Biesemeyer Bellinghausen “, que tratam de diferentes configurações familiares.

Abordaremos essa questão, entendendo que, nossas crianças possuem famílias em variadas configurações, não se restringindo a configuração “tradicional”, mas dando vez e voz a essas configurações familiares.

Essa “nova” configuração familiar sempre existiu, mas era calada e silenciada diante do preconceito, que infelizmente, ainda nos deparamos e muito com isso todos os dias, mas também pela falta de empatia das nossas leis, que por muitas vezes, silenciou essas famílias.

Entendemos que, essas famílias não são minoria em número, mas sim, minoria em direitos efetivos perante a essa sociedade preconceituosa em todos os sentidos.

Por isso, entendo a importância e necessidade gritante de abordarmos as questões de diversidade em sua amplitude desde a educação infantil, pois sabemos que as crianças não nascem carregadas de preconceitos, mas ao longo de sua formação, a contribuição a familiar faz com que essas crianças se tornem preconceituosos potentes.

A configuração familiar se dá onde se existe amor, laços fraternos, cuidado, respeito.

Avaliação

Entendendo que, a avaliação na educação infantil ocorre em forma de registros diários, retomaremos essas conversas diariamente, pois se faz necessário.

A criança aprende pela escuta, pela observação atenta, pelas intervenções ao longo do seu processo de ensino-aprendizagem, dessa forma, a avaliação terá um processo contínuo.