Tarefa 6 – Curso EDH – Aline Morgana Aparecida Olmedilha Sabino

Data

14 de julho de 2020

Cursista

Aline Morgana Aparecida Olmedilha Sabino

Função

PEI

DRE / Unidade Educacional

Ipiranga

Escola

CEU CEI Parque Bristol

Raça e relações étnico-raciais: branquitude e algumas questões étnico-raciais
Sequência Didática- Raça e relações étnico- raciais

O tema proposto – qual a questão a ser trabalhada- Crianças do Mundo
Justificativa – porque você escolheu essa questão
Reconhecer a diversidade cultural e étnica, permitindo à criança que estabeleça semelhanças e diferenças encontradas no modo de vida, nos costumes e tradições.
A quem o trabalho se destina (se estudantes, de que faixa? Se adultos, de quais funções?)
Faixa etária: 4 a 5 anos
Finalidade – Qual a sua intenção, o que você deseja promover com este seu trabalho educativo.
Desenvolver o respeito, pois existe a crença de que a discriminação e o preconceito não fazem parte do cotidiano da Educação Infantil, e de que não há conflitos entre as crianças por conta de seus pertencimentos raciais.
Durante a educação infantil as crianças já começam a conhecer seu corpo, as diferenças e semelhanças entre os colegas do grupo, escolhem com quem brincar e se relacionar na escola, tem suas preferências por brinquedos, e, no entanto é fundamental que o educador trabalhe em sala de aula questões sobre diferença e em especial as relacionadas ao pertencimento racial, não só com as crianças, mas com as famílias e comunidade.
Diante disso, a Educação Infantil é o primeiro recinto institucionalizado a que a criança tem acesso, isso significa que ela passa a conviver em novos coletivos e, por isso, precisa ter oportunidade para aprender as regras para essa convivência pautada no respeito por si e pelo outro.
Contribuir para a construção de práticas na educação infantil a fim de promover a igualdade racial.

Objetivos/Resultados esperados – Em que ponto você espera chegar com esse trabalho – que novas possibilidades vc prevê para continuidade.
O desenvolvimento humano, a formação da personalidade, a construção da inteligência e a aprendizagem. Os espaços coletivos educacionais, nos primeiros anos de vida, são espaços privilegiados para promover a eliminação de qualquer forma de preconceito, racismo e discriminação, fazendo com que as crianças, desde muito pequenas compreendam e se envolvam conscientemente em ações que conheçam, reconheçam e valorizem a importância dos diferentes grupos étnico raciais para a história e cultura brasileiras.
As crianças precisam ser e sentir-se respeitadas, acolhidas, independente de crença, e etnia, ou religião, e desde muito cedo precisam aprender a conviver com a diversidade não somente no ambiente escolar, mas no seu dia a dia, no ambiente familiar, ou seja, constantemente. É essencial que as professoras estejam preparadas para lidar com a questão das diferenças, em especial relacionadas ao pertencimento racial, tanto com as crianças quanto com suas famílias. Também é fundamental que saibam explicar para as crianças que as diferenças fazem parte da história da humanidade e não significam inferioridade.
Duração – Quanto tempo você prevê que será necessário.
Durante o ano letivo- uma leitura por mês, culinária, atividades durante 1 semana.
As atividades que comporão a sequência
Material necessário: revistas, jornais e livros para que as crianças se reconheçam (ou não) no material exposto, vídeos, contos, bonecos negros e de outas etnias.

Traz uma linda história de valorização da beleza negra, onde um coelho branquinho queria casar-se e ter uma filha “bem pretinha”. Durante a obra, o coelho tenta descobrir o segredo para conquistar o seu tão sonhado desejo. Leia o livro e acompanhe a busca do coelhinho!

Quando o sol acorda nos céu das savanas, uma luz fina se espalha sobre a vegetação escura e rasteira. O dia aquece e é hora de descobrir muitas aventuras. OBAX percorre a savana africana com a sua imaginação. Ela conhece girafas e outros animais selvagens, mas o seu passatempo preferido é contar histórias! Algumas delas são tão incríveis que mais parecem um sonho. As ilustrações são excepcionais e o texto nos proporciona um passeio pela diversidade e pluralidade do continente africano.

A obra retrata o universo mítico africano representado pela Galinha d´angola e sua relação com a criação do universo.

O livro “Minha mãe é negra sim!”, da autora Patrícia Santana, conta a história do menino Eno, que se vê às voltas com o racismo na escola e sofre com o dilema de ter que retratar sua mãe negra, em uma atividade escolar. O garoto Eno é levado a se perguntar pela sua origem. Negro, ele percebe o preconceito da professora que sugere que Eno pinte o desenho da mãe, negra, de amarelo por ser uma cor mais bonita. Não pode haver tristeza maior para o seu coração. A mãe, que ele tanto amava e era tão linda! E a professora era professora, afinal tão difícil era contestá-la. Mesmo triste Eno procura saber no dicionário uma explicação para o preconceito. O dicionário não ajudou e ele seguia triste até que o avô tem uma conversa decisiva com ele. E mais do que conversa, aconchegou-o com todo amor.

O livro infantil conta a história de Luanda, uma menina negra muito sapeca e vaidosa, que adora o seu cabelo crespo onde envolve [email protected] da família nos diversos penteados que inventa para desfilar sempre linda na escola. Foi seu pai quem escolheu esse nome para ela por acreditar que ela seria tão linda quanto à cidade africana que ele conheceu quando era jovem. A leitura promove o reconhecimento e a valorização das diferenças e das características pessoais que fazem de cada indivíduo um ser único e que deve se amar do jeitinho que é.

O livro reconta mitos africanos, divulgados nas comunidades de tradição ketu, pouco conhecidos pelo público em geral e que reforçam os diferentes modos de ser em relação ao feminino, nos permitindo trabalhar o emponderamento das meninas dos novos tempos. Dividido em seis mitos, relata as histórias de Oiá, Oxum, Iemanjá, Olocum, Ajê Xalugá e Oduduá.

Lelê não gosta do que vê – de onde vem tantos cachinhos? Ela vive a se perguntar. E essa resposta ela encontra num livro, em que descobre sua história e a beleza da herança africana.
Sequência Didática O cabelo de Lelê.
Leitura e apresentação do livro “O cabelo de Lelê” da autora Valéria Belém.
Explorar a capa do livro, perguntar qual a ideia que eles têm sobre o livro.
Aproveitar esse momento para perceber quais informações e conceitos que eles têm acerca do tema.
Os alunos deverão sentar-se em roda para ouvir a história.
Após a contação da história, fazer algumas indagações à turma, que por sua vez responderá de maneira informal as seguintes questões:
Como é o cabelo de Lelê?
Quais são as características principais de Lelê?
Por que Lelê apresenta tais características?
Qual será a razão de Lelê apresentar tais características?
Na sala de aula existe algum colega que apresente tais características?
Após as indagações a turma em quatro grupos com cinco componentes cada, explorará uma peruca preta e crespa, feita com uma bola de isopor do tamanho de uma cabeça infantil, pente, escova de cabelos e enfeites.
Dramatização da história.
RODAS DE CONVERSA
A roda abre espaço para conhecê-los melhor. Para entender as relações de preconceito e identidade, propor projetos, discutir problemas e encontrar soluções. Também é o melhor espaço para debater os conflitos gerados por preconceitos quando eles ocorrerem. Nessa hora, não tema a conversa franca e o diálogo aberto.
VÍDEOS E CONTOS
A contação de histórias é o veículo com o qual as crianças podem entrar em contato com um universo de lendas e mitos e enriquecer o repertório. Textos e imagens que valorizam o respeito às diferenças são sempre muito bem-vindos.
BONECOS NEGROS
As crianças criam laços com esses brinquedos e se reconhecem. É interessante associar esses bonecos ao cotidiano da escola e das próprias crianças, que podem se revezar para levá-los para casa. Caso não encontre bonecos industrializados, uma boa saída é confeccioná-los com a ajuda de familiares.
COMIDA
Pesquisar a história de alimentos de origem africana é um jeito de valorizar a cultura dos afro-descendentes. Melhor ainda se houver degustação, com o apoio da comunidade. As aulas de culinária são momentos ricos para enfocar as heranças culturais dos vários grupos que compõem a sociedade brasileira.
MÚSICA E ARTES PLÁSTICAS
A música desenvolve o senso crítico e prepara as crianças para outras atividades. Conhecer músicas em diferentes línguas, e de diferentes origens, é um bom caminho para estimular o respeito pelos diversos grupos humanos. E isso se aplica a todas as formas de Arte.
Avaliação – Como você pretende verificar os resultados
Observar se no decorrer das atividades propostas os alunos mostraram-se interessados no tema abordado.
O comprometimento de cada criança frente às tarefas solicitadas é uma forma de avaliação por parte da professora.
Verificar se os alunos conseguiram estabelecer relações entre as culturas afro descendentes; européias e indígenas como formação da cultura brasileira.
Avaliar se os alunos estabeleceram relação entre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro.
Observar se conseguiram expor suas ideias com clareza, questionando de forma respeitosa e sem preconceito.