Tarefa 6 – Curso EDH – Alaíde dos Santos

Data

23 de julho de 2020

Cursista

Alaíde dos Santos

Função

PEIEF l

DRE / Unidade Educacional

Guaianases

Escola

Emei Samuel Wainer

 

   TEMA: Trabalhar os modos de subjetivação e marcadores de diferença na educação infantil.

JUSTIFICATIVA: Como atuante na educação infantil e percebendo a diversidade cultural no contexto da unidade escolar que leciono, de todos os temas propostos nas aulas de formação, a primeira aula foi a que mais ampliou meu repertório educador e pessoal. E foi pensando a educação em direitos humanos, sabendo que ela envolve a construção subjetiva do sujeito no seu processo de aprendizagem que esse tema em questão foi escolhido para ser trabalhado na educação infantil, onde nossas crianças em suas vivências e em suas inteirezas estão construindo seus corpos numa conjuntura de territórios e relações.

PÚBLICO ALVO: O trabalho se destina as crianças da unidade de educação infantil em que atuo (faixa etária de 4 e 5 anos)

INTENÇÃO: Promover com esta sequência de atividades ao longo do ano letivo o acesso e reflexão aos modos de subjetivação e marcadores de diferença com as crianças que estão se percebendo como sujeitos, possibilitando a elas experiências de abertura para a diversidade aumentando o seu repertório cultural, o respeito por si e pelo outro além de ampliar o reconhecimento e reflexões sobre os territórios em que vivem e convivem.

OBJETIVOS: Os objetivos estão alinhados ao Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos e ao Currículo da Cidade da Educação Infantil, conforme sintetizado na Matriz de Saberes que tem como propósito a formação de cidadãos éticos, responsáveis e solidários que fortaleçam uma sociedade mais inclusiva, democrática, próspera e sustentável, visam desenvolver nas crianças:

  • Pensamento científico, crítico e criativo.
  • Resolução de problemas;
  • Comunicação;
  • Autoconhecimento e o autocuidado;
  • Autonomia e a determinação;
  • Abertura à diversidade;
  • Responsabilidade e a participação;
  • Empatia e a colaboração.
  • Repertório cultural.

RESULTADOS ESPERADOS: Espera-se que com o envolvimento e interação nas atividades que as crianças aprendam sobre a importância do respeito pelos outros, que construam sua identidade e reconheçam valores como a igualdade, cidadania, solidariedade e percebam-se como parte integrante da comunidade escolar e social.

Continuidade do trabalho se dará cotidianamente ao longo do ano letivo como por exemplo nas mediações de conflitos dentro da escola onde sempre relembramos a importância do respeito, dos direitos e deveres de todos nós os seres humanos.

DURAÇÃO: No decorrer do ano letivo. Lembrando que todo trabalho a ser desenvolvido com crianças pequenas deve ser feito de maneira um tanto mais lento, detalhado e por vezes repetindo de maneira diferenciada as ações e atividades.

ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS COM AS CRIANÇAS:

  • Diariamente desde o acolhimento das crianças onde recebendo-as com um sorriso e um cumprimento quando entram na unidade, já estamos trabalhando a comunicação e o respeito.
  • Nas rodas de conversa, filmes ou histórias sempre com um tema minuciosamente escolhido para fazer fruir o pensar e a reflexão das crianças estimulando-as a dialogar sobre o que estão vendo e ouvindo.
  • Discutir nas rodas de conversa assuntos variados como os diferentes tipos de pessoas, falar sobre as diferenças culturais e físicas entre os seres humanos;
  • Estimular as observações de seus próprios corpos diante do espelho disponível na sala para que se percebam e se aceitem como são e ao outro como ele é;
  • Dialogar sobre os colegas da sala que chegam ou que vão embora de mudança pensando em levar a conversa num sentido de fazer as crianças entenderem que muitas vezes precisamos nos deslocar de uma casa para outra, de um bairro para outro, de uma cidade ou país para outro que há colegas na nossa escola e região que vieram de outros lugares e países;
  • Ampliar o diálogo cotidianamente até que as crianças percebam que há pessoas com costumes e sotaques diferentes dos nossos porque são de outras regiões, mas que precisamos respeitar e ajudar no que pudermos para que aquelas pessoas se sintam bem e acolhidas no nosso território que passa a ser dela também.
  • Promover o desenvolvimento das expressões artísticas com as crianças que através de jogos, brincadeiras tradicionais, músicas, desenhos e pinturas livres todos pensados para possibilitar a troca de saberes como pintura de autorretrato, desenho de suas regiões, casas e famílias;
  • Estimular as crianças o habito de se comunicarem com os demais autores da escola como os amigos de outras salas, cumprimentarem e conversarem com os agentes escolares, cozinheiras, auxiliares de limpeza, auxiliares técnico de educação, coordenador, diretor e demais professores enquanto ocupam os espaços da unidade ou mesmo se os virem no shopping, no supermercado, na feira ou nos passeios pelo bairro, isso faz com que a criança reconheça melhor seu território e a faz ver que o outro também está ali como cidadão, ocupando junto dele os espaços fora da escola.

  PREVISÃO DE AÇÃO INICIAL: Ao retornarmos as aulas presenciais reservei, para num momento de abertura ao assunto em nossas rodas de conversa, o livro “Menina Nina: duas razões para não chorar” (Ziraldo) que fala sobre perdas de pessoas próximas e queridas pois soube que uma criança da minha sala perdeu o avô semanas atrás.

AVALIAÇÃO: Uma das formas de avaliar é através da observação do desenvolvimento da aprendizagem das crianças tendo como cuidado o registro diário de suas falas, ações e atitudes de conscientização deste aprendizado, no sentido de que compreenderam que todos, independentemente de suas origens, gênero, classe, tipo de corpo, cabelo ou condição social devem ser respeitados e têm direitos e deveres em qualquer lugar do território em que estiverem.