Tarefa 6 – Curso EDH – Adenilza Almeida Lira

Data

7 de agosto de 2020

Cursista

Adenilza Almeida Lira

Função

Professora Educação Fund. II e Médio

DRE / Unidade Educacional

Santo Amaro

Escola

EMEF ANTENOR NASCENTES

PROJETO “MEU LADO GAROTA COELHO”

PROFESSORA ADENILZA ALMEIDA LIRA

EMEF ANTENOR NASCENTES – RF 7207310.00

 

PÚBLICO-ALVO: 6º ano do Ensino Fundamental II

JUSTIFICATIVA

Os alunos do Ensino Fundamental II, principalmente aqueles que estão no sexto ano, costumam não saber lidar com conflitos entre eles, ainda são muito dependentes do professor, muitos não têm autonomia. Também recebem colegas vindos de outros lugares do país ou de outros países como pessoas estranhas e que nem sempre são bem-vindas e alguns colegas fazem constantes brincadeiras maldosas (bullying) contra esses alunos considerados “estranhos no ninho”. Além disso, a cada ano que passa, temos nas classes de ensino regular recebido mais crianças com necessidades especiais, que são maltratadas pelos colegas ou simplesmente excluídas, principalmente no sexto ano, quando a maioria deixa de ser ou acredita que deixa de ser criança e passa a ser adolescente e começa a crer que “pode tudo”, “sabe tudo”, “é melhor que os outros” e também que os NEEs “atrapalham” o ritmo da sala.

Por todas essas razões, trabalhar com o filme “Bunny New Girl” (Nova Garota Coelho), de Natalie van der Dungen, para iniciar o projeto “Meu lado garota coelho” é provavelmente uma forma bem interessante e até simples de mostrar aos alunos que cada um tem seu jeito de ser, todos têm suas qualidades/defeitos, podemos tentar resolver/amenizar nossos conflitos e quem vem de fora não é nosso inimigo, mas traz cultura e valores novos que podem e devem ser compartilhados.

 

OBJETIVOS

Meus principais objetivos com o projeto “Meu lado garota coelho” é fazer os alunos:

  • Enxergarem cada um como parte da sala e que contribuirá para o aprendizado de todos.
  • Entenderem que os colegas vindos de outros lugares do país e/ou de outros países não são inimigos, mas trazem conhecimentos, culturas e valores a serem compartilhados entre todos.
  • Valorizem e ajudem mais seus colegas com múltiplas deficiências, principalmente em seu aprendizado e nas relações interpessoais.
  • Consigam resolver e/ou amenizar seus conflitos, sem que precisem a todo momento da orientação do professor para isto.

 

CONTEÚDOS CURRICULARES

Para conseguir desenvolver bem este projeto, precisarei trabalhar alguns conteúdos curriculares e também contar com o apoio de colegas (professores) de outras áreas do conhecimento.

Pretendo conversar com os alunos sobre algumas palavras encontradas no filme, que estão em inglês, com legendas também em inglês. Até pareceria um empecilho para o entendimento dos alunos, mas o fato de manter o filme em inglês já é um motivo para conversarmos sobre tradução de palavras e formas de aprendizado de outras línguas, como acontece com aqueles que vêm de outros países, principalmente, e têm que aprender nosso idioma.

Depois, falaria sobre as questões geográficas, porque a garota do filme vem de um outro lugar. Então, recorreria a mapas, pesquisa e à ajuda de um professor de Geografia para conversarmos sobre localização. Também falaríamos sobre mudanças, o que isto implica na vida de alguém, especialmente, na de uma criança/adolescente, como eles, como se sentiriam no lugar daquela garota. Assim também estaria discutindo questões emocionais, como empatia.

Num outro momento, conversaríamos sobre bullying e, além do filme, traria textos para as aulas explicando não somente o significado da palavra, mas também todas as outras informações a respeito, como questões de saúde (psicológicas) e até mesmo legais em relação ao assunto, abordando inclusive o cyberbullying, que vem aparecendo bastante na mídia. Faríamos ainda rodas de conversa e, por último, a ideia seria a de eles escreverem textos um pouco argumentativos (mesmo sendo sextos anos) sobre tudo aquilo que conversarmos sobre o tema.

Ao final, abordaria, a partir do filme e resolução de conflitos pelos alunos mostrado nele, diálogos sobre o fato de que muitas vezes temos que “resolver” nossos próprios “problemas”, que nem sempre o professor ou um adulto estará conosco para fazer isto. Poderemos também fazer Assembleias de Classe para não somente conversarmos sobre questões da sala, mas também para simularmos conflitos e sabermos como resolvê-los ou melhorá-los sendo às vezes o professor um orientador da situação.

 

RECURSOS UTILIZADOS

Utilizarei, durante o projeto:

  • Vídeo “Bunny New Girl“, de Natalie van den Dungen. (https://www.youtube.com/watch?v=-s4YMqCG7zc)
  • Materiais do Curso EDH – Desafios do Contexto Atual, como as videoaulas da professora Biancha Angelucci, Educação Inclusiva; do professor Luís Saraiva, Relação Família e Escola; e Rinaldo Voltoni, Produção Social do Sofrimento.
  • Mapas de Geografia, como os do Brasil e o Mundi.
  • Dicionários de Inglês/Português.
  • Internet (vídeos e formulários do Google).

 

METODOLOGIA

Para o desenvolvimento do projeto, um bimestre será necessário, já que haverá conteúdos de outras áreas do conhecimento, como as de Inglês e de Geografia.

Começarei o projeto fazendo uma dinâmica com os alunos: a Dinâmica do Bambolê, onde todos deverão se dar as mãos e passar um bambolê de um para o outro sem que um largue a mão do colega. Com essa atividade, terei a proposta e o diálogo de perceberem que nas ações em sala de aula tudo fica mais fácil quando todos se ajudam e, quando observamos as dificuldades uns dos outros e tentamos algo para que consigam cumprir a tarefa, tudo fica mais fácil, e também há sempre a necessidade de que haja equidade das atividades.

Em outra aula passarei o vídeo “Bunny New Girl” (Nova Garota Coelho), de Natalie van den Dungen, e iniciarei os diálogos sobre questões que aparecem no filme. A primeira delas será a da língua, que é o inglês, já que o filme não é traduzido e suas legendas também estão em inglês. Contarei com o auxílio de um(a) professor(a) de Inglês, que poderá trabalhar com os alunos alguns conceitos da língua enquanto os questionarei sobre como se sente alguém que chega de outro país e não entende nosso idioma. Como deve ser difícil a comunicação/entendimento para eles.

Em seguida, conversaremos sobre o fato de a aluna nova do vídeo vir de outro lugar. Então contarei com a ajuda de um professor de Geografia para falar de localização geográfica em um mapa e eu questionarei os alunos sobre o que é vir de outros lugares do país e/ou do mundo, o que sentiriam ou o que sentem ao se mudarem, como é ser recebido em outra sala de aula ou por colegas novos. Também levaria para a sala a discussão sobre a forma de recepção de alguns alunos a novos colegas, que às vezes são recebidos de forma agressiva, com brincadeiras denominadas bullying. Levarei para as aulas textos sobre o significado da palavra e outras questões que envolvem o assunto, como as psicológicas e as legais, além de também comentar sobre cyberbullying.

Nas aulas seguintes, entraria no assunto Assembleias de Classe para poder conversar sobre resolução de conflitos, já que no vídeo são os próprios alunos que conseguem “solucionar” o conflito sofrido pela aluna nova.

Finalmente, reuniria os alunos para verificarmos todo o aprendizado deles a partir do vídeo e pediria que fizessem cartazes, vídeos e/ou outros materiais como uma espécie de campanha que abordasse por meio de frases o seu aprendizado quanto a “valorizar o outro”, “ter empatia pelo colega”, “compreender o outro”, “amenizar seus conflitos”, entre tantos outros conceitos vistos.

 

AVALIAÇÃO

A avaliação do projeto será por meio da participação dos alunos durante todo o processo tanto em minhas aulas quanto nas dos professores colaboradores, como os de Inglês e de Geografia.

Também observarei os diálogos, ou seja, a oralidade dos alunos durante nossas diversas discussões nas etapas do projeto.

Em outro momento, após essas discussões, farei a verificação dos trabalhos que os alunos produzirem a partir de todas as discussões, sejam eles em forma de cartazes, vídeos e/ou outras formas que acharmos mais convenientes para que vejamos o aprendizado de cada um.