Práticas democráticas na escola, apenas um discurso ou uma realidade?

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  • #12504
    DIEGO LEITE BRAGA
    Participante

    Após a apreciação da introdução com a formadora Crislei Custódio, do curta-metragem “O dia em que Dorival encarou o guarda” (1986) e o vídeo do formador Rogê Carnaval, percebo que as dificuldades relacionadas à consolidação dos valores democráticos na sociedade apresentam-se claramente no interior das escolas, afinal, ela está inserida nesses desdobramentos sociais hierárquicos impostos. Partindo desse pressuposto, enquanto cidadãos e educadores, como mencionou o formador Rogê Carnaval, precisamos inserir reflexões e intervenções sobre o regime democrático desde a tenra idade, fomentando ressignificados desde a elaboração da rotina, até a seleção de leituras, brincadeiras e outras situações de aprendizagem que ocorrem no interior das unidades escolares e se estendem para outros segmentos da sociedade. É importante ressaltar que esse esforço precisa ser coletivo e constar como uma característica da identidade das escolas, fugindo de ações isoladas e fragmentadas que talvez não tenham tanta força e significado em relação a um projeto de escola que corrobore para uma sociedade de reconhecimento da diversidade.

    Diego Leite Braga.

    #12583

    São necessárias ações coletivas e democráticas dentro e fora dos muros da escola, numa articulação de reflexões e de dar voz aos atores, num exercício de cidadania e respeito.

    #12609

    Honoria da Silva Costa: A escuta se faz necessária em todos os sentidos, para tal realidade. A democracia por vezes é um processo demorado, pois há a necessidade da escuta e da vóz de todos(as), onde o respeito deve imperar, como diz o texto é a assimetria acontecendo, onde democraticamente há diálogos/ conflitos e a escuta para a tomada de decisões de forma coletiva (com a participação de professores,funcionários, comunidade, responsáveis pelas crianças, etc).

    #12658
    Priscilla Amaral
    Participante

    “Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda.”

    Paulo Freire

    A gestão democrática coloca em prática o espírito da Lei, por destacar a forma democrática com que a gestão dos sistemas e da escola deve ser desenvolvida. É um objetivo porque trata de uma meta a ser sempre aprimorada e é um percurso, porque se revela como um processo que, a cada dia, se avalia e se reorganiza.

    #12714

    Ao assistir os vídeos propostos me peguei pensando durante todo o tempo sobre as reuniões do Conselho de Escola, com pautas pré-determinadas, prontas e das quais, muitas vezes, já sabemos o que será deliberado. Cumprimento de meras formalidades. E refleti sobre os constantes esforços para fortalecer o Conselho, mas os entraves nos quais esbarramos. Não é fácil construir essa “escola democrática” sem esforço e luta.

    #12735
    Daniela Soares cleto
    Participante

    Pensando na primeira parte da aula e assistindo ao curta metragem me remeti à escola e fiquei pensando muitas vezes em regras impostas que realmente nem sabemos de onde vem e como foram criadas e qual seu objetivo, o por que delas…às vezes nos pegamos falando com os alunos e dizemos não pode por que não pode nao sei porque só sei que nao pode….quantas reflexoes esta primeira parte já nos traz para pensarmos na democracia dentro do espaço escolar ….muito grata pelo curso.

    #12803

    Leciono atualmente em uma EMEI – Escola Municipal de Educação Infantil – e por alguns anos me orgulhei em dizer que viviamos em um crescente processo democrático que viabilizava a participação popular comunitária por meio de iniciativas como as promovidas pelos Indicadores de Qualidade da Educação Infantil Paulistana.

    Os Indicadores de Qualidade da Educação Infantil Paulistana constituem-se como um documento norteador de ações a serem promovidas nas escolas com o objetivo de “auxiliar as equipes de profissionais das Unidades Educacionais, juntamente com as famílias e pessoas da comunidade, a desenvolver um processo de autoavaliação institucional participativa que leve a um diagnóstico coletivo sobre a qualidade da educação promovida em cada Unidade,
    de forma a obter melhorias no trabalho educativo desenvolvido com as crianças” (São Paulo (SP). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica.Indicadores de Qualidade da Educação Infantil Paulistana. – São Paulo : SME / DOT, 2016, p. 07).

    Após refletir sobre as perguntas norteadoras propostas no modulo 6,ler o material de apoio e assistir aos vídeos, no entanto, percebo, humildemente, que ainda estamos longe de uma democracia escolar com participação popular ideal.

    Nossas práticas, apesar de muito bem intencionadas, não bastam quando se propõe uma democracia escolar baseada nos princípios de igualdade, equidade e aonde o poder da palavra promova de fato o dialogo e aonde o respeito permeie todas as relações.

    Percebo que para que a democracia escolar seja viabilizada, não nos basta reproduzir dentro dos muros da escola as práticas ocorridas na democracia política, principmente quando essas práticas, nas escolas cito as assembléias e reuniões dos Indicadores já citados, silenciam as minorias em atendimento aos desejos e “verdades” das maiorias.

    Enfim. Ainda há muito a se aprender para que o dialogo, a participação e respeito sejam naturalizados em nossas práticas.

    Como ponto de partida para fomentar a tão sonhada democracia, me atrevo a apoiar-me nas ideias que deram título a cada um dos módulos desse curso.

    Precisamos entender que todas as atrizes e atores do processo educativo, todo indivíduo que compõe nossa comunidade escolar deve ser respeitado, partindo do pressuposto que para que um indivíduo tenha direitos fundamentais garantidos, basta que seja humano. O respeito aos direitos humanos e a garantia desses direitos e dos direitos de aprendizagem devem ser o norte para o qual todas as ações educativas sejam direcionadas.

    Para além dessa garantia de direitos, como consequência ou como requisito para tal garantia, é imprescindível conhecer o entorno, o território educativo ao qual cada Unidade Escolar pertence a a potencia de cada território. Fomentar e fortalecer a articulação em rede e conhecer nossa comunidade é essencial para que a Escola cumpra, de fato, seu papel social.

    Por fim, mas, também, por início, a simples constatação de que respeitar é preciso e que existência de conflitos é inerentes a condição humana e a vida social já me tira um enorme peso dos ombros ao constatar que para além da resolução de conflitos, muitas vezes promovida pela força, violência, silêncio ou imposição, não é a pretensão, mas sim a mediação, com toda a complexidade nela contida.

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