PANDEMIA E DESIGUALDADE

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    Meg Masssri Sampaio
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    Vivemos um momento de excepcionalidade, que muitos chamam de “novo normal”, mas que de normal não tem nada. Antes da pandemia já vivenciávamos grandes desigualdades e por consequência descriminações e desigualdades. Com a chegada do coronavírus em nosso país essas desigualdades foram alargadas de tal forma que trouxe o invisível para o visível. Os mais pobres sofrem com a decisão diária de comer ou morrer, de enfrentar o externo ao invés de ficar no interno. Não existe políticas públicas de qualidade que atendam a população mais vulnerável, a violência contra a mulher aumentou, conviver com a família em muitos casos tornou-se insuportável, a raiva muita vezes é descarregada no mais fraco. As fakes news contribuem para o crescimento da intolerância e a desinformação para a propagação da ignorância. A falta de acesso as tecnologias traz o distanciamento entre o ensino e a aprendizagem, e quantas vidas estão sem poder estudar neste momento por falta de estratégias. Mas nunca passamos por isso? Verdade, nem por isso temos que fazer as coisas de qualquer jeito só para dizer que estamos fazendo. As crianças vão perder o ano letivo? Depende do ponto de vista, pois como elas iam perder o que já não vinham tendo que é uma educação de qualidade e para equidade. Quero acreditar que outros aprendizados estão sendo aprendidos. Agora é momento de empatia, de preparar nossa saúde física e mental para podermos ser apoio quando esse meninos e meninas voltarem para a escola, cheios de medos, expectativas, vivendo o luto, com vontade de se expressar e explorar um espaço que não sabemos se será possível fazê-lo. Quando penso no retorno, penso quais são os critérios que serão utilizados para falar qual crianças poderá vir e qual deverá ficar em casa. Como iremos lidar com as histórias que foram escritas durante esse tempo? A empatia é algo que precisamos desenvolver, assim como o olhar amoroso e critico, de olhar para eles e dizer a culpa não é sua! Como é importante para um país ter um governo forte, que se preocupe com a população e que faz discussões para criar políticas que atendam a todos, sem descriminação, com o intuito de diminuir as desigualdades e com respeito. Infelizmente no nosso país essa é uma realidade distante.

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